Nessa edição ____da Scientific American, é tratado o tema sobre os chamados neurônios espelho. Na reportagem “Espelhos da Mente” é descrito todo o histórico de descoberta dos neurônios espelho, bem como são apresentadas as evidências da existência desses neurônios no ser humano.
Esses neurônios foram detectados primeiramente em macacos. Certa região do cérebro desses macacos se mostrava metabolicamente ativa quando esse macaco realizava a ação de pegar um objeto e também quando ele observava outro fazendo a mesma coisa, o que sugere que os chamados neurônios espelho seriam os responsáveis pela compreensão da ação e da intenção de outros animais.
Esses neurônios seriam ainda, responsáveis pelo aprendizado pela observação. Já que as mesmas áreas se ativam tanto quando observam uma ação pela primeira vez, quanto quando a realizam.
Essas duas funções são muito importantes para o relacionamento da espécie humana (tanto compreensão do outro, como aprendizagem), bem como dos outros primatas.
Na reportagem “Espelhos Quebrados”, o tema é retomado para explicar a recente teoria do autismo, visto que uma das principais características do autista é que este não tem compreensão dos que o cercam, tendo reações exageradas e violentas com uma mera tentativa de alguém lhes fazer carinho. Não demonstram empatia ou capacidade de aprender sinais não-verbais que também são relacionados com os neurônios espelho.
Segundo a revista, os pesquisadores estão tentando encontrar e mapear padrões de neurônios-espelho em pessoas normais para tentar reconstruí-los em indivíduos com autismo. Todas as possíveis funções dos neurônios espelho são inexistentes no autista, sugerindo uma falha no sistema desses neurônios no autismo.
Responsável: Thalita de Almeida Tavares e Tiago Bodê - Bolsistas MEC/SESu - PET
Mais informações em:
Scientific American ano 5, n°55 dezembro 2006
Espelhos da Mente pág. 44-51
Espelhos Quebrados pág. 53-59
Vilayanur S. Ramachandran e Lindsay M. Oberman
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