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quarta-feira, 8 de junho de 2011

UM POUCO MAIS SOBRE... PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL

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O QUE É O PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
Processamento auditivo se refere aos processos envolvidos na detecção, na análise e
na interpretação de eventos sonoros. Estes processos acontecem no sistema auditivo
periférico e no sistema auditivo central. É desenvolvido nos primeiros anos de vida, portanto
é a partir da experienciação do mundo sonoro que aprendemos a ouvir.

QUAIS SÃO AS HABILIDADES AUDITIVAS   CENTRAIS?    
*  Localização sonora: habilidade de localizar auditivamente a fonte sonora;
•  Síntese binaural: habilidade para integrar estímulos incompletos apresentados
simultaneamente ou alternados para orelhas opostas;
*  Figura-fundo: identificar mensagem primária na presença de sons competitivos.
*  Separação binaural: habilidade para escutar com uma orelha e ignorar a orelha oposta;
*  Memória: habilidade de estocar e recuperar estímulos;
*  Discriminação: habilidade para determinar se dois estímulos são iguais ou diferentes;
*  Fechamento: habilidade para perceber o todo quando partes são omitidas;
*  Atenção: habilidade para persistir em escutar sobre um período de tempo;
*  Associação: habilidade para estabelecer correspondência entre um som não lingüístico e
sua fonte.

O QUE SÃO TRANSTORNOS AUDITIVOS?
Acredita-se que o transtorno de audição pode envolver dois aspectos. A perda
auditiva, que é um impedimento da capacidade de detectar energia sonora, podendo ser
classificada quanto ao grau e quanto ao tipo. A alteração de processamento auditivo que se
refere a um transtorno auditivo em que há um impedimento da habilidade de analisar e/ou
interpretar padrões sonoros.

QUANDO AVALIAR O PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
*Atenção prejudicada
*Dificuldade em escutar em ambiente ruidoso
*Dificuldade de compreender em ambiente ruidoso
*Agitados, hiperativos ou muito quietos
*Fala muito ãh? o quê?*Prejuízo de memória sequencial auditiva e localização sonora
*Problemas de fala :  /l/ e /r/, /s/ e /ch/
*Alterações de escrita e leitura.
• Dificuldades na percepção auditiva

QUAIS SÃO OS PRÉ REQUISITOS PARA AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO
AUDITIVO CENTRAL ?
Avaliação audiológica básica:
*Audiometria tonal liminar e vocal
*Imitanciometria.
A avaliação do processamento auditivo central deve ser feita após avaliação
audiológica básica. Esta avaliação inicial fornecerá dados sobre as condições de detecção
do som através da audiometria tonal liminar, condições de mobilidade do sistema tímpanoossicular através das medidas de imitância acústica.

COMO É A AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
Para avaliar o processamento auditivo central por meio de testes especiais
comportamentais utiliza-se estímulos verbais (sílabas, palavras e frases) e não verbais
especialmente gravados em CD de modo a permitir a apresentação de sons com distorções.
Estes estímulos sonoros são enviados ao indivíduo, que será avaliado, através dos fones de
um audiômetro de dois canais acoplado a um “CD player” utilizando uma cabina acústica.

QUAL É O PRINCIPAL OBJETIVO DA AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO
CENTRAL?
O objetivo da avaliação do processamento auditivo central é medir a capacidade do
indivíduo em reconhecer sons verbais e não verbais em condição de escuta difícil. Desta
forma, pode-se inferir sobre a capacidade do indivíduo de acompanhar a conversação em
ambientes desfavoráveis; determinar as inabilidades auditivas, ter um parâmetro de medida
quantitativo da qualidade da audição e contribuir no diagnóstico e no tratamento de diversos
transtornos da comunicação oral e escrita.

O QUE FAZER NAS ALTERAÇÕES DE PROCESSAMENTO AUDITVO?
Nas alterações de processamento auditivo a conduta principal é a fonoterapia. O
desenvolvimento auditivo verbal envolvendo as habilidades auditivas de atenção seletiva;discriminação dos padrões temporais e de freqüência dos sons da fala; localização; memória;
fala e linguagem deve fazer parte do plano de terapia fonoaudiológica. O fonoaudiólogo ao
preparar um plano de terapia para as alterações de PAC deve ter como objetivo principal
criar condições para que o indivíduo possa se reorganizar quanto aos aspectos envolvidos
na comunicação no que se refere a utilização dos fonemas, da prosódia e das regras da
língua. Para cada tipo de alteração pode se organizar uma proposta de fonoterapia
enfatizando alguns aspectos que deverão ser predominantemente treinados.

QUANDO LIDAMOS COM OS DISTÚRBIOS DA COMUNICAÇÃO HUMANA
DEVEMOS CONSIDERAR SEMPRE AS QUESTÕES AUDITIVAS:
QUANTITATIVAS E QUALITATIVAS.

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