Sobre Psicopedagogia Clínica e áreas afins. Troca de informações sobre temas relacionados. Divulgação de textos, congressos, sites e blogs. Para profissionais, famílias e estudantes. Meramente informativo. Textos e informações que não são de autoria própria têm os créditos devidamente mencionados e endereços divulgados. Agendamentos para Avaliação Psicopedagógica (crianças - jovens - adultos) - Intervenções - Supervisão de casos: niblia@ig.com.br
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Amanhã: Depressão Infantil
Amanhã: Depressão Infantil
Estarei participando do programa, esclarecendo alguns tópicos da doença.
Assistam na Rede Super (23 ou 21) ou pela INTERNET - ONLINE!!
Basta acessar redesuper.com.br/familia/
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Encontrada ligação entre o déficit de atenção e o autismo pela primeira vez
Mais uma novidade... vamos pensar...
Cientistas encontraram a mesma alteração em pedaços do DNA de autistas e de pacientes com falta de concentração. O achado pode melhorar o tratamento de crianças afetadas por esses problemas
Entenda por que a descoberta vai ajudar pessoas com Transtorno de Déficit de Atenção ou Autismo | |
Um dos distúrbios mais estudados dos últimos tempos, o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ocorre devido a variações genéticas que também podem provocar o autismo. Em um artigo publicado nesta quinta na revista Science Translational Medicine, pesquisadores comprovaram, pela primeira vez, algo que os médicos já percebiam nos consultórios: a ligação entre o TDAH e patologias psíquicas mais graves, entre elas, as do espectro autista. A equipe de cientistas canadenses encontrou exatamente a mesma alteração em pedaços do DNA de nove pacientes autistas e de cinco com o problema da falta de concentração. Embora a amostra ainda seja pequena, ela representa o primeiro passo para entender com mais clareza a incidência de doenças mentais e neurológicas.
O TDAH atinge de 3% a 5% das crianças, com maior prevalência entre os meninos. "São pequenos muito inquietos, agitados, que não conseguem se concentrar e, consequentemente, têm dificuldades para aprender", explica a psiquiatra Ana Hounie, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP). A doença tem alta taxa de comorbidades, ou seja, frequentemente, vem associada a outros males, como a ansiedade, os transtornos de comportamento e, até mesmo, a dependência química. O autismo é outra dessas patologias. Seus sintomas incluem a fixação por determinado assunto e a resistência a se envolver com novas atividades.
Essas doenças são provocadas por fatores genéticos, associados a causas ambientais. "O pai ou mãe de uma criança com déficit de atenção, provavelmente, tiveram o mesmo problema na infância, assim como gêmeos idênticos têm mais probabilidade de desenvolver o TDAH que os não idênticos", detalha Russell Schachar, do Hospital para Crianças Doentes de Toronto, no Canadá, um dos autores do estudo.
Mesmo com essas pistas, contudo, a ciência ainda não conhece todos os genes responsáveis pelos distúrbios. O pesquisador e colegas canadenses partiram, então, para uma busca mais detalhada das partes do código genético que causam a falta de concentração.
Para isso, adotaram técnicas sofisticadas de mapeamento do genoma, com máquinas capazes de oferecer uma resolução melhor de pedaços menores das amostras. "Estávamos interessados em encontrar cópias raras de genes que nunca foram vistas na população em geral e que existem apenas no DNA das pessoas com déficit de atenção", explicou Schachar ao Estado de Minas. Das 248 amostras, 89% delas tinham variações nos seguintes genes: ASTN2, ASTN2-introni, TRIM32, CHCHD3 e MACROD2, além da região 16p11.2 da cadeia. "Em quase 90% dos genomas estudados, havia essa variação de número de cópias raras e poucas apresentavam mutações propriamente ditas, que são comuns em outras desordens", comenta o especialista.
A alteração do número de cópias, contudo, existe em doenças psíquicas complexas, como a esquizofrenia e o transtorno bipolar – fato que intrigou a equipe canadense. Para tirar a prova dos nove, os pesquisadores coletaram amostras de genoma de 348 pessoas com autismo e realizaram a mesma análise minuciosa do material. Surpreendentemente, o código genético de nove dos participantes tinha exatamente a mesma característica que o coletado em cinco voluntários com o transtorno de déficit de atenção.
Segundo os especialistas, o material identificado no grupo com TDAH aumenta o risco de incidência de doenças psiquiátricas do mesmo porte do autismo. Isso ajudaria a explicar por que é comum ver uma criança com autismo e TDAH ao mesmo tempo e, não raro, um menino ou menina com déficit de atenção associado a outros sintomas do espectro autista. "Encontramos um marcador genético das duas doenças, mas não para a vasta maioria dos pacientes. Agora, precisamos olhar mais profundamente para novas amostras e procurar esse sinal em níveis ainda mais profundos do genoma", afirma o pesquisador.
Aplicações
A descoberta canadense ainda não tem grandes implicações clínicas. Embora a análise do DNA possa determinar o diagnóstico do déficit de atenção, por exemplo, lançar mão desse recurso seria desnecessário. "Há uma série de testes psíquicos e psicológicos que definem o TDAH e esse sistema funciona bem", esclarece Russell Schachar. O especialista acredita, entretanto, que as revelações do estudo podem contribuir para o tratamento do distúrbio já no curto prazo. "Se você confirmar que o paciente tem sinais genéticos comuns ao TDAH e ao autismo, é possível receitar uma medicamento mais eficiente", sugere.
César Moraes, coordenador do Departamento de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), acredita que a pesquisa publicada ontem dá um passo fundamental na busca por marcadores genéticos que caracterizem definitivamente as duas doenças. "Esse artigo é muito importante, pois consegue demonstrar que há fatores genéticos comuns ao diagnóstico de TDAH e aos transtornos do espectro autista", comenta. Schachar vai ainda mais longe: com esse achado, aumentaram os desafios para a medicina, que agora precisa encontrar fatores de risco presentes em mais de uma doença psíquica.
E os trabalhos já começaram. O especialista canadense e seus colegas estão coletando amostras do genoma de 5 mil pessoas com qualquer indício de desordem mental. A ideia é avaliar o material com grande acuidade para identificar qualquer traço compartilhado entre as patologias. Segundo Schachar, esse levantamento muda, inclusive, a forma de fazer ciência. "No passado, as pessoas excluíam amostras de pacientes que tinham sintomas tímidos das doenças, mas nós vamos recrutar casos com qualquer sinal de problemas neuropsiquiátricos e procurar por suas variações de cópias raras. Se acharmos, vamos investigar isso em suas famílias também", adianta.
O TDAH atinge de 3% a 5% das crianças, com maior prevalência entre os meninos. "São pequenos muito inquietos, agitados, que não conseguem se concentrar e, consequentemente, têm dificuldades para aprender", explica a psiquiatra Ana Hounie, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP). A doença tem alta taxa de comorbidades, ou seja, frequentemente, vem associada a outros males, como a ansiedade, os transtornos de comportamento e, até mesmo, a dependência química. O autismo é outra dessas patologias. Seus sintomas incluem a fixação por determinado assunto e a resistência a se envolver com novas atividades.
Essas doenças são provocadas por fatores genéticos, associados a causas ambientais. "O pai ou mãe de uma criança com déficit de atenção, provavelmente, tiveram o mesmo problema na infância, assim como gêmeos idênticos têm mais probabilidade de desenvolver o TDAH que os não idênticos", detalha Russell Schachar, do Hospital para Crianças Doentes de Toronto, no Canadá, um dos autores do estudo.
Mesmo com essas pistas, contudo, a ciência ainda não conhece todos os genes responsáveis pelos distúrbios. O pesquisador e colegas canadenses partiram, então, para uma busca mais detalhada das partes do código genético que causam a falta de concentração.
Para isso, adotaram técnicas sofisticadas de mapeamento do genoma, com máquinas capazes de oferecer uma resolução melhor de pedaços menores das amostras. "Estávamos interessados em encontrar cópias raras de genes que nunca foram vistas na população em geral e que existem apenas no DNA das pessoas com déficit de atenção", explicou Schachar ao Estado de Minas. Das 248 amostras, 89% delas tinham variações nos seguintes genes: ASTN2, ASTN2-introni, TRIM32, CHCHD3 e MACROD2, além da região 16p11.2 da cadeia. "Em quase 90% dos genomas estudados, havia essa variação de número de cópias raras e poucas apresentavam mutações propriamente ditas, que são comuns em outras desordens", comenta o especialista.
A alteração do número de cópias, contudo, existe em doenças psíquicas complexas, como a esquizofrenia e o transtorno bipolar – fato que intrigou a equipe canadense. Para tirar a prova dos nove, os pesquisadores coletaram amostras de genoma de 348 pessoas com autismo e realizaram a mesma análise minuciosa do material. Surpreendentemente, o código genético de nove dos participantes tinha exatamente a mesma característica que o coletado em cinco voluntários com o transtorno de déficit de atenção.
Segundo os especialistas, o material identificado no grupo com TDAH aumenta o risco de incidência de doenças psiquiátricas do mesmo porte do autismo. Isso ajudaria a explicar por que é comum ver uma criança com autismo e TDAH ao mesmo tempo e, não raro, um menino ou menina com déficit de atenção associado a outros sintomas do espectro autista. "Encontramos um marcador genético das duas doenças, mas não para a vasta maioria dos pacientes. Agora, precisamos olhar mais profundamente para novas amostras e procurar esse sinal em níveis ainda mais profundos do genoma", afirma o pesquisador.
Aplicações
A descoberta canadense ainda não tem grandes implicações clínicas. Embora a análise do DNA possa determinar o diagnóstico do déficit de atenção, por exemplo, lançar mão desse recurso seria desnecessário. "Há uma série de testes psíquicos e psicológicos que definem o TDAH e esse sistema funciona bem", esclarece Russell Schachar. O especialista acredita, entretanto, que as revelações do estudo podem contribuir para o tratamento do distúrbio já no curto prazo. "Se você confirmar que o paciente tem sinais genéticos comuns ao TDAH e ao autismo, é possível receitar uma medicamento mais eficiente", sugere.
César Moraes, coordenador do Departamento de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), acredita que a pesquisa publicada ontem dá um passo fundamental na busca por marcadores genéticos que caracterizem definitivamente as duas doenças. "Esse artigo é muito importante, pois consegue demonstrar que há fatores genéticos comuns ao diagnóstico de TDAH e aos transtornos do espectro autista", comenta. Schachar vai ainda mais longe: com esse achado, aumentaram os desafios para a medicina, que agora precisa encontrar fatores de risco presentes em mais de uma doença psíquica.
E os trabalhos já começaram. O especialista canadense e seus colegas estão coletando amostras do genoma de 5 mil pessoas com qualquer indício de desordem mental. A ideia é avaliar o material com grande acuidade para identificar qualquer traço compartilhado entre as patologias. Segundo Schachar, esse levantamento muda, inclusive, a forma de fazer ciência. "No passado, as pessoas excluíam amostras de pacientes que tinham sintomas tímidos das doenças, mas nós vamos recrutar casos com qualquer sinal de problemas neuropsiquiátricos e procurar por suas variações de cópias raras. Se acharmos, vamos investigar isso em suas famílias também", adianta.
Clique para ampliar
www.em.com.br
"O cérebro vai à escola"
"O cérebro vai à escola" iniciará nova turma do curso de atualização "O CÉREBRO VAI À ESCOLA: um diálogo entre a neurociência e a educação" no dia 29/10, sábado da próxima semana.
Serão 06 sábados: 29/10, 5/11, 19/11, 26/1, 03/12 e 10/12, horário de 9 horas às 12:30 horas, no ICB, Campus Pampulha. Custo de R$180,00 (3 X R$ 60,00).
As inscrições poderão ser feitas pelo site da FUNDEP www.fundep.ufmg.br a partir desta quinta-feira, 20/10/2011. http://www.cursoseeventos. ufmg.br/CAE/ DetalharSubAreaConhecimento. aspx?SubArea=67&TipoCae=Curso
Obrigada. Nosso abraço. Leonor Guerra pela Equipe do NeuroEduca
Serão 06 sábados: 29/10, 5/11, 19/11, 26/1, 03/12 e 10/12, horário de 9 horas às 12:30 horas, no ICB, Campus Pampulha. Custo de R$180,00 (3 X R$ 60,00).
As inscrições poderão ser feitas pelo site da FUNDEP www.fundep.ufmg.br a partir desta quinta-feira, 20/10/2011. http://www.cursoseeventos.
Obrigada. Nosso abraço. Leonor Guerra pela Equipe do NeuroEduca
terça-feira, 25 de outubro de 2011
TV
Depressão Infantil - tema do programa "Família", da Rede Super, com minha participação.
Domingo - 30/10 - 14h
Assistam nos canais 21 ou 23, ou ainda online!!!!!!
redesuper.com.br
Domingo - 30/10 - 14h
Assistam nos canais 21 ou 23, ou ainda online!!!!!!
redesuper.com.br
Semana da Divulgação sobre a Dislexia, de 31 de Outubro a 06 de Novembro de 2011.
Estudos recentes ajudam a melhor entender a dislexia
A dislexia é o transtorno de aprendizagem com maior incidência nas salas de aula. Trata-se de um transtorno específico e persistente da leitura e da escrita, caracterizado por um inesperado e substancial baixo desempenho da capacidade de ler e escrever, apesar da adequada instrução formal recebida, da normalidade do nível intelectual e da ausência de déficits sensoriais. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 5% e 17% da população mundial é disléxica.
O grande impacto desse transtorno na população tem motivado diversos estudos sobre o assunto e algumas pesquisas recentes, como um estudo sobre a dificuldade dos disléxicos de associarem as pessoas às suas vozes, têm ajudado a compreender melhor a sua causa. Novas evidências têm demonstrado que o nível de QI (Quociente de Inteligência) não deve ser considerado para o diagnóstico da dislexia e também estão conduzindo a novas técnicas para o diagnóstico precoce através do uso de neuroimagem.
Como foi mencionado anteriormente, a definição generalizada da dislexia considera que os disléxicos possuem um nível intelectual dentro da normalidade, mas pesquisadores da Universidade de Stanford, nos EUA, comprovaram que pessoas com dificuldade de leitura possuem o mesmo padrão de ativação cerebral, independente do nível de QI. Essa descoberta oferece evidência biológica de que o QI não deve ser enfatizado no diagnóstico de habilidades de leitura, contradizendo a prática comum de utilizar o QI como fator auxiliar para definir e diagnosticar a dislexia.
Para entender melhor o que acontece nos cérebros de pessoas com baixa habilidade de leitura e sua relação com o nível de QI, os pesquisadores se voltaram para recursos de imagem, a ressonância magnética funcional. Para isso eles avaliaram um grupo de 131 crianças com idades entre 7 e 16 anos classificados em três grupos: fraca leitura com QI normal, fraca leitura com baixo QI, e leitura normal com QI normal. Os grupos foram submetidos a um teste envolvendo rimas enquanto passavam pela ressonância magnética.
Os resultados mostraram que os dois grupos de crianças com fraca leitura tiveram um desempenho parecido no teste de rimas, porém muito inferior ao do grupo de crianças com leitura normal. E as imagens indicaram que os padrões cerebrais dos grupos de fraca leitura eram também parecidos na maior parte do tempo, ao contrário do grupo com leitura normal.
Os pesquisadores ressaltam que essa descoberta soma a diversas outras evidências que indicam que uma criança com dificuldade na leitura, independentemente do seu nível de QI, deve ser estimulada a procurar intervenção específica para leitura. Esses novos resultados chegam num momento em que estudos comportamentais recentes mostram que as dificuldades no processamento do sistema sonoro da linguagem, que geralmente leva a dificuldades para conectar os sons da linguagem às letras, são similares em pessoas com baixa habilidade de leitura, independentemente do QI.
Isso fica mais claro em outro estudo recente, que descobriu que pessoas com dislexia têm dificuldade para distinguir pessoas pelas suas vozes. Isso se deve à dificuldade do disléxico de reconhecer as diferenças fonéticas, as propriedades físicas da fala que torna exclusiva a voz de uma pessoa, independentemente do idioma. A causa provável é que eles sofrem de comprometimento fonológico.
Para chegar a essa descoberta, os cientistas do MIT, nos EUA, treinaram pessoas com e sem dislexia para reconhecer as vozes de pessoas falando seus idiomas nativos, no caso o inglês, e também um idioma desconhecido deles, o mandarim. Em cada idioma, os participantes aprenderam a associar as vozes dos falantes a personagens diferentes e depois foram testados na habilidade de identificar corretamente as vozes.
Os cientistas descobriram que os disléxicos eram significativamente piores em consistentemente reconhecer as vozes no idioma inglês, porém eram tão ruins quanto os não disléxicos em reconhecer as vozes no idioma chinês.
O resultado reafirma a teoria de que o déficit da dislexia não está no ato da leitura em si, mas na verdade envolve dificuldades de como os sons da língua falada são ouvidos e processados no cérebro do disléxico. Porém, o que as teorias sobre dislexia ainda não foram capazes de explicar convincentemente, de acordo com os pesquisadores, é por que não há dificuldade aparente na habilidade das pessoas com dislexia de perceber e produzir a fala.
Muitas pesquisas demonstram que pessoas com dislexia têm mais dificuldade de compreender a fala quando existe ruído ao redor. Esses resultados sugerem que a dificuldade de se seguir uma voz específica pode ser parte da causa. Então, professores e demais educadores devem ser sensíveis a isso durante as suas aulas, uma vez que o barulho dos outros alunos pode tornar desproporcionalmente difícil para alunos disléxicos acompanharem o que está sendo ensinado.
Apesar de a dislexia ser uma condição hereditária, segundo o Instituto ABCD, o disléxico responde às intervenções terapêuticas e educacionais específicas, mesmo que lentamente. Somente com intervenções adequadas pode-se melhorar o desempenho em leitura e escrita, que também podem ser beneficiadas por diversos fatores facilitadores como a precocidade do diagnóstico, e o ambiente familiar e escolar.
http://www.cerebromelhor.com.br/novidades.asp?utm_source=Virtual+Target&utm_medium=email&utm_content=&utm_campaign=Newsletter_2011_37_ass&utm_term=
domingo, 23 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Depressão infantil atrapalha rendimento escolar no Brasil - Estou na entrevista!
Getty Images
Também fazem parte desse quadro pais com preferências infantis, bullying, modo como a criança lida com a angústia, autoimagem e autoconceito, exclusão social-escolar, relações sociais insatisfatórias, abuso de poder, violência infantil, ciúmes de irmãos e primos, abandono, etc. “O número de respostas possíveis para as causas pode ser tão grande e variado conforme o número de crianças com mal-estar. Cada criança depressiva possui um motivo específico que talvez não sirva para outra, é um sujeito particular e singular”, observa Marcelo Quirino.
Depressão e rendimento escolar
Alguns aspectos devem ser observados quanto ao processo de diagnóstico da depressão, como humor irritado ou depressivo, perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas, entre muitos outros. Então, como a escola deve agir nesses casos? Para Níblia Soares, pedagoga e especialista em Psicopedagogia Clínica, uma criança desatenta na escola, apática, ou mesmo hiperativa, merece ser observada com um pouco mais de cuidado.
Já para o psicólogo Marcelo Quirino, a depressão pode interferir no rendimento escolar de uma criança, através da angústia. Ele diz que psicologicamente a angústia desfoca a capacidade de atenção, que irrompe sobre a percepção cognitiva, interferindo sobre a memória e, por fim, embotando o humor. Socialmente, esse mecanismo psíquico perturba as relações sociais com os atores educacionais e familiares.
Mas como a escola pode ajudar? Níblia Soares conta que a instituição pode auxiliar um aluno, observando atentamente e identificando os sintomas que ele apresenta, chamando os pais, ou até fazendo uma boa entrevista com os mesmos. Persistindo a hipótese da depressão, é preciso encaminhar aos profissionais indicados para diagnosticar e iniciar o tratamento. “O ideal é que seja uma equipe multidisciplinar, formada por psiquiatra infantil, psicólogo e psicopedagogo”, afirma Níblia.
Marcelo Quirino complementa que não dá para saber qual o número de crianças que sofrem de depressão no Brasil. Segundo ele, a depressão infantil, enquanto categoria de diagnóstico compartilhada por um número de profissionais de saúde, é de dificil identificação, pois a sintomatologia é diferente da de um adulto. “A criança, dependendo da fase de desenvolvimento cognitivo e emocional, pode não verbalizar e/ou permitir uma identificação clara de seu quadro subjetivo (que sempre denuncia um contexto)”, aponta.
As revelações sobre o cérebro adolescente
Istoé - N° Edição: 2189 | 21.Out.11 - 21:00 | Atualizado em 21.Out.11 - 23:26
Giedd e seus colegas estão redefinindo os conceitos da medicina sobre essa fase da vida. Para eles, os tropeços da adolescência são sinais de que o cérebro jovem está procurando se adaptar ao ambiente. Nos primeiros 13 anos de pesquisa, os cientistas estudaram mudanças cerebrais ocorridas do nascimento até a velhice, na saúde e na doença. Descobriram que a adolescência é marcada por um aumento das conexões entre diferentes partes do cérebro. É um processo de integração que continuará por toda a vida, melhorando o trabalho conjunto entre as partes.
As pesquisas revelaram ainda que, nessa etapa, dá-se o fortalecimento e amadurecimento de algumas redes de neurônios (as células nervosas que trocam informações entre si) e o abandono de outras, menos usadas. Os estudos mostraram também que a onda de maturidade se inicia nas partes mais profundas e antigas, próximas do tronco cerebral, como os centros da linguagem, e naquelas ligadas ao processamento de emoções como o medo. Depois, essa onda vai subindo rumo às áreas mais recentes do cérebro, ligadas ao pensamento complexo e à tomada de decisões. Entre elas estão o córtex pré-frontal, o sulco temporal superior e o córtex parietal superior, envolvidos na integração de informações enviadas por outras estruturas do órgão. Essa evolução explica, em parte, por que nesse período da vida a impulsividade e os sentimentos mais viscerais são manifestados com tanta facilidade, sem passar pelo filtro da razão.
Na tentativa de elucidar por que os jovens atravessam o período de crescimento como se estivessem em uma montanha-russa, um dos aspectos mais estudados é a tendência de se expor a riscos. No começo da empreitada científica para decifrar os segredos do cérebro adolescente, acreditava-se que a falta de noção do perigo iminente estivesse associada à falta de amadurecimento do córtex pré-frontal, área ligada à avaliação dos riscos que só atinge o desenvolvimento pleno por volta dos 20 anos. O avanço das pesquisas, porém, está demonstrando que por volta dos 15 anos os jovens conseguem perceber o risco da mesma forma e com a mesma precisão que um adulto.
Se sabem o que está acontecendo, por que os jovens se colocam em situações ameaçadoras? Embora as habilidades básicas necessárias para perceber os riscos estejam ativas, a capacidade de regular o comportamento de forma consistente com essas percepções não está totalmente madura. “Na adolescência, os indivíduos dão mais atenção para as recompensas em potencial vindas de uma escolha arriscada do que para os custos dessa decisão”, disse à ISTOÉ Laurence Steinberg, professor de psicologia da Universidade Temple, especializado em desenvolvimento adolescente e autor de “Os Dez Princípios Básicos para Educar seus Filhos”. Steinberg é um dos mais destacados estudiosos da adolescência na atualidade.
A afirmação do pesquisador está sustentada em exames de imagem que assinalam, no cérebro adolescente, uma intensa atividade em áreas ligadas à recompensa. Por recompensa, entenda-se a sensação prazerosa que invade o corpo e a mente após uma vitória, como ganhar no jogo ou ser reconhecido como o melhor pelo grupo. Esse processo coincide com alterações das quantidades de dopamina, um neurotransmissor (substância que faz a troca de mensagens entre os neurônios) muito importante na experiência do prazer ou recompensa. “Isso parece afetar o processo de antecipação do prêmio, de tal forma que os adolescentes se sentem mais animados do que os adultos quando percebem a possibilidade do ganho”, diz o psicólogo americano.
Quer saber mais?
http://www.istoe.com.br/reportagens/170256_AS+REVELACOES+SOBRE+O+CEREBRO+ADOLESCENTE?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Etapas do Desenvolvimento e Sinais de Alerta
Um diagnóstico seguro de Autismo é geralmente feito pelos 3 anos de idade. Aos 18 meses é já possível detectar nestas crianças um conjunto de características, cuja presença é um indicador bastante seguro de perturbação autista. Cada pessoa com autismo tem a sua própria personalidade, sendo um indivíduo único. As pessoas com autismo não constituem necessariamente um estereótipo, podendo revelarem-se muito diferentes umas das outras.- Do nascimento aos 3 meses o bebê passa a maior parte do tempo a dormir. No entanto, nesta fase, o bebê vai adquirir várias competências: aprende a levantar a cabeça e depois a mantê-la direita; aprende a fixar um rosto; a seguir um objecto com o olhar; aprende a sorrir; descobre o mundo que o rodeia através da visão; reage ao barulho; reconhece a mãe; agarra involuntariamente um objecto colocado na sua mão; palra espontaneamente e em resposta.
Sinais de alerta: não fixar nem seguir com o olhar um objeto a um palmo; sobressaltar-se ao menor ruído; não sorrir ou chorar e tremer quando se lhe toca; não manifestar interesse em ser pegado ao colo; ausência de comportamento de ligação e choro persistente ou ausência de choro.
- Dos 3 aos 6 meses o bebê vai segurar bem a cabeça e vai conseguir manter-se sentado desde que apoiado; começa a agarrar voluntariamente um objecto que esteja ao alcance das mãos e estende-as para objectos que lhe sejam apresentados levando-os à boca; procura alargar o seu campo de visão apoiando-se nos antebraços e depois nas mãos se estiver de barriga para baixo ou levantando a cabeça e ombros quando está de costas; expressa alegria quando se brinca com ele.
Sinais de alerta: aos 6 meses: não olhar nem agarrar os objetos; não reagir a sons; desinteresse pelo ambiente; não manifesta desejo de ser pegado ao colo; apatia; ausência de comportamento de ligação; olhar fugidio e evitamento do olhar; não responde com um sorriso do outro; não manifestar medo de estranhos (como acontece geralmente com bebés sem problemas pelos 6-8 meses).
- Dos 6 aos 9 meses aguenta-se sentado sozinho durante algum tempo; deitado de costas vira-se para se pôr de barriga para baixo; é capaz de rastejar para alcançar um objecto ou uma pessoa; começa a ficar de pé com apoio; passa um objeto de uma mão para a outra e consegue agarrar um objecto em cada mão; leva tudo à boca; vocaliza várias sílabas sem significado verbal; reconhece os rostos familiares e pode ter medo dos estranhos.
Sinais de alerta: aos 9 meses: mantém-se sentado e imóvel sem mudar de posição; não leva os - objectos à boca; não reage a sons (surdez aparente); vocaliza de forma monótona ou não vocaliza; não imita; apático; parece mais satisfeito se deixado só e mantendo o ambiente inalterado.
- Dos 9 aos 12 meses é capaz de se pôr de pé sozinho e de andar com ajuda; gatinha; explora o mundo com grande interesse; quer ver e mexer em tudo; procura o objecto que viu esconder; olha quando chamam pelo seu nome; compreende ordens simples; aprende a pronunciar 2 ou 3 palavras e colabora muito nas brincadeiras com os adultos.
Sinais de alerta: aos 12 meses: não se põe nem se mantém de pé; não se desloca; não pega nos brinquedos ou fá-lo só com uma mão; não responde a sons; desinteresse pelo ambiente; vocalizações pobres ou inexistentes; movimentos estereotipados (balanceio do corpo, abanar a cabeça, posições bizarras não usuais noutras crianças), não responde ao sorriso dos outros.
- Dos 12 aos 18 meses a criança anda sozinha e explora o ambiente; consegue fazer uma torre com 2 ou 3 cubos; olha um livro de bonecos e volta várias páginas de cada vez; pode pronunciar 5 a 10 palavras e compreendendo muitas mais; manifesta ciúme (gestos de cólera e reacções de rivalidade ao brincar com os irmãos mais velhos).
Sinais de alerta: aos 6 meses: não olhar nem agarrar os objetos; não reagir a sons; desinteresse pelo ambiente; não manifesta desejo de ser pegado ao colo; apatia; ausência de comportamento de ligação; olhar fugidio e evitamento do olhar; não responde com um sorriso do outro; não manifestar medo de estranhos (como acontece geralmente com bebés sem problemas pelos 6-8 meses).
- Dos 6 aos 9 meses aguenta-se sentado sozinho durante algum tempo; deitado de costas vira-se para se pôr de barriga para baixo; é capaz de rastejar para alcançar um objecto ou uma pessoa; começa a ficar de pé com apoio; passa um objeto de uma mão para a outra e consegue agarrar um objecto em cada mão; leva tudo à boca; vocaliza várias sílabas sem significado verbal; reconhece os rostos familiares e pode ter medo dos estranhos.
Sinais de alerta: aos 9 meses: mantém-se sentado e imóvel sem mudar de posição; não leva os - objectos à boca; não reage a sons (surdez aparente); vocaliza de forma monótona ou não vocaliza; não imita; apático; parece mais satisfeito se deixado só e mantendo o ambiente inalterado.
- Dos 9 aos 12 meses é capaz de se pôr de pé sozinho e de andar com ajuda; gatinha; explora o mundo com grande interesse; quer ver e mexer em tudo; procura o objecto que viu esconder; olha quando chamam pelo seu nome; compreende ordens simples; aprende a pronunciar 2 ou 3 palavras e colabora muito nas brincadeiras com os adultos.
Sinais de alerta: aos 12 meses: não se põe nem se mantém de pé; não se desloca; não pega nos brinquedos ou fá-lo só com uma mão; não responde a sons; desinteresse pelo ambiente; vocalizações pobres ou inexistentes; movimentos estereotipados (balanceio do corpo, abanar a cabeça, posições bizarras não usuais noutras crianças), não responde ao sorriso dos outros.
- Dos 12 aos 18 meses a criança anda sozinha e explora o ambiente; consegue fazer uma torre com 2 ou 3 cubos; olha um livro de bonecos e volta várias páginas de cada vez; pode pronunciar 5 a 10 palavras e compreendendo muitas mais; manifesta ciúme (gestos de cólera e reacções de rivalidade ao brincar com os irmãos mais velhos).
Sinais de alerta: aos 18 meses: não se põe de pé; ainda se baba ou leva tudo à boca ou atira tudo ao chão; não responde quando o chamam; não vocaliza espontaneamente; não se interessa pelo ambiente; isolamento; ausência de jogos de imitação; ausência do jogo do faz de conta; ausência da atenção partilhada (não chama a atenção do outro para objectos ou acontecimentos, não mostra dói-doi e nem vai mostrar um brinquedo); ausência de apontar protodeclarativo (não usa o dedo para apontar no sentido de partilhar interesse/mostrar alguma coisa); apontar protoimperativo (usar o dedo para apontar mas com o objectivo de pedir/exigir algo) pode estar presente.
- Dos 18 meses aos 2 anos corre, sobe e desce degraus com os dois pés no mesmo degrau; dá pontapés; faz uma torre com 6 cubos; é capaz de indicar os olhos, o nariz, os sapatos; associa 2 palavras e enriquece o vocabulário; aprende a comer sozinha; imita os adultos e manifesta um interesse crescente pelas outras crianças procurando brincar com elas, mas de forma muito pessoal (tira-lhes os brinquedos, por exemplo).
Sinais de alerta aos 2 anos: não andar; deitar os objectos fora; o facto de parecer não compreender o que se lhe diz; não se interessar pelo que o rodeia; não imitar.
- Dos 2 aos 3 anos a criança aprende a saltar, a trepar e pode andar em pé coxinho; consegue pôr 3 cubos "em ponte"; desenvolve muito a linguagem; começa a fazer perguntas; compreende a maior parte do que lhe dizem e começa a brincar verdadeiramente com as outras crianças, percebendo que há um mundo para além do círculo familiar.
Sinais de alerta: vocalizações pobres, ecolália, ausência de vocalizações; isolamento e resistência a mudanças
- Dos 3 aos 4 anos passeia sozinha; é capaz de andar em bicos dos pés; aprende a vestir-se e despir-se sozinha; geralmente já não molha a cama à noite; reconhece 2 a 3 cores; fala de forma compreensível, mas uma linguagem de tipo infantil; sabe o nome, o género, a idade; faz muitas perguntas “idade dos porquês” revelando, assim, o interesse da criança por tudo o que se passa à sua volta, melhorando as suas competências linguísticas; gosta de ouvir histórias; brinca com as outras crianças e começa a ser capaz de partilhar; manifesta afecto pelos irmãos mais novos e é capaz de executar tarefas simples.
Sinais de alerta: os sinais de alarme anteriores continuam a ser também sinais de alarme para esta idade como o isolamento; o desinteresse por ambientes novos e mudanças das rotinas; ecolalia; movimentos estereotipados.
- Dos 4 aos 5 anos atira-se salta, balança-se, sobe e desce escadas alternadamente, desenha a figura humana (cabeça, tronco e membros), fala com clareza, sabe contar os dedos, sabe os dias da semana, consegue reproduzir parte das histórias que ouve, continua a fazer muitas perguntas, protesta energicamente quando contrariada, pode reconhecer 4 cores, pode reconhecer o tamanho, a forma o grande e o pequeno, interessa-se pelas actividades dos adultos.
Sinais de alerta: nesta idade, uma linguagem incompreensível, problemas de comportamento, hiperatividade, dificuldade de concentração, estrabismo ou suspeita de défict visual, devem ser considerados sinais de alarme.
- Dos 5 aos 6 anos a criança sabe trepar às árvores, dançar ao som da música; fala correctamente perdendo a linguagem infantil; começa a distinguir a direita e a esquerda, ontem e amanhã; pergunta o significado de palavras abstractas; interessa-se pelas actividades da casa e do bairro, pela idade das pessoas; distingue os sabores; inventa jogos e muda-lhes as regras enquanto joga; detesta a autoridade imposta executando com lentidão as ordens; demonstra interesse por trabalhos simples.
Sinais de alerta: também nesta fase os sinais de alarme se repetem um pouco, todos os sinais de alarme anteriores podem ser também aqui indicadores de autismo. Desta forma dificuldades de linguagem, movimentos esterotipados, problemas de concentração, problemas comportamentais e resistência á mudança podem ser sinais de alerta para o autismo.
http://leandrafono.blogspot.com/2011/10/etapas-do-desenvolvimento-e-sinais-de.html
sábado, 15 de outubro de 2011
II Colóquio Internacional de Epistemologia e Psicologia Genéticas, que será realizado nos dias 07 a 10 de novembro de 2011
http://www.fundepe.com/coloquiopiaget2011/programacao.php
Público Alvo | ||||||||||
|
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Quem é o queridinho do papai?
Vale a pena ler!!!
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Algo para deleite na semana das crianças. Essa é da MINHA INFÂNCIA!
Em homenagem as infâncias que já passaram, mas que emocionam ao resgatar o puro...
Com fama de velho rabugento e antissocial, o velho morava sozinho na montanha e, um belo dia, recebeu a visita da sobrinha Odete, trazendo a tiracolo a pequena Heidi, órfã de sua irmã, para o avô cuidar, enquanto ela se mudava para a cidade grande em busca de emprego. O avô não gostou da ideia de receber o pequeno “encargo”, pois não tinha experiência em cuidar de crianças além de não ter mais idade pra isso, mas a tia abandonou Heidi lá e foi embora.
Aos poucos, a fama de velho ranzinza se desfaz quando, com a convivência, Heidi percebe que o avô é amável e gentil. A chegada da criança também muda o coração do velho, que passa a ser mais sociável e solidário. A história explora a inocência e a pureza da menina diante das coisas. Um simples banquinho de madeira feito pelo avô para que ela alcançasse a mesa é motivo para festa. Heidi também conhece Pedro, o pastor de ovelhas, que diariamente ia pegar as ovelhas do avô e levá-las para o pasto. A menina passou a acompanhar o garoto e os dois se tornaram grandes amigos. Assim, o que começou como um peso, tanto para a menina quanto para o avô, se tornou a realização da vida de ambos.
Mas tudo isso acabou quando tia Odete voltou para buscar Heidi e levá-la para Frankfurt, numa casa em que trabalhava, a fim de que a menina fizesse companhia para uma garota rica e paraplégica. A dor da separação fez o velho avô voltar a ser ranzinza novamente e a menina tornou-se depressiva e triste, tanto pela falta das coisas que vivia em seu cotidiano como pela ausência do amado avô. Para piorar, ainda era constantemente judiada pela governanta da casa, a Srta. Rottenmeyer, que exigia da pobre garota um comportamento de uma dama, esquecendo-se que ela estava acostumada à liberdade da vida nas montanhas. A governanta implicou até com seu nome e passou a chamá-la de Adelaide, seu nome de batismo. Por coincidência, esse era o nome da minha professora de Português, de quem eu gostava muito.
Heidi fez grande amizade com Clara, a menina paraplégica, e se tornou quase como uma irmã para ela. Mas a vida na cidade grande se tornou um sofrimento para a jovem, que reprimia os sentimentos para não entristecer “Clarita”, mas quando estava sozinha, chorava e sofria muito. Não tardou e Heidi adoeceu e o pai de Clara, que era médico, deu o único diagnóstico possível: devolver Heidi para seu verdadeiro lar. A menina nunca perdeu contato com Clarita, pois ambas se correspondiam constantemente. Por causa disso, o pai de Clara achou que seria bom para a saúde da filha enviá-la para passar uns dias nas montanhas com a amiga.
O ar puro das montanhas, a pureza do leite ordenhado na hora e a companhia de Heidi fizeram um verdadeiro milagre: o trauma que fez Clara perder os movimentos foi curado e a menina voltou a andar. A animação mesclava esses momentos de humor, drama, ternura com as belas paisagens suíças e personagens cativantes. Era impossível não se envolver e não se apaixonar pela história. Quem acompanhou o desenho sabe do que estou falando.
Algum tempo depois, descobri que o desenho foi baseado num clássico da literatura e tratei logo de adquirir o livro. Lançado pela Ediouro, o livro Heidi terminava quando a menina voltava para as montanhas e recebia uma carta dizendo que Clara ia visitá-la. A continuação da história estava em outro livro Outra Vez Heidi, que ganhei de presente de aniversário três anos depois de ter comprado o primeiro. Nem é preciso dizer que li e reli as obras incontáveis vezes. Anos depois, ganhei da mesma pessoa que me deu o segundo livro, uma outra versão da obra lançada pela Abril Cultural na década de 70, com a história completa. Os três livros fazem parte da minha biblioteca.
A história continua em carne e osso
A animação nunca mais foi exibida – parece-me que chegou a ser reprisada mais uma vez, mas depois desta reprise, desapareceu para sempre – mas Heidi ainda voltou ao SBT em forma de longametragem com atores reais, cerca de 10 anos depois da animação. O filme As novas aventuras de Heidi é um filme de 1978 e mostra o avô com uma doença degenerativa que o deixa cego e o drama da menina em sentir que vai perder aquele que mais ama na vida e sua busca para curá-lo.
Em 1991, enquanto realizava um trabalho de rua, uma surpresa. Ao entrar em uma loja de discos para olhar as novidades, eis que me deparo com um LP (sigla para long play, os discos de vinil que antecederam o CD) com a trilha sonora oficial da animação, que eu nem sabia que existia. Não comprei no dia, mas arrependi-me amargamente. Dias depois, voltei à mesma loja na esperança de encontrá-lo ainda e, para minha felicidade, o disco ainda estava lá. Além das músicas da série (Vovozinho, Diga-me; Canção de Ninar; Copo de Neve e Eu; Pedro e Eu; Hora de Dormir e Olha Lá) as outras faixas narravam a história do desenho. Queria postar aqui o clássico tema de abertura, mas a voz aguda da intérprete tornou impossível a transcrição literal da música. Lamento…
Finalmente, com a era do DVD, adquiri também um disco com o desenho feito pela produtora Good Times, no qual Heidi é chamada de “Raid” (pronúncia que lembra um nome de inseticida) e sem a magia do original. Impossível contar, em 50 minutos, uma história tão rica e cheia de detalhes. De qualquer forma, é a única que existe, já que a animação japonesa não existe em DVD, pelo menos, não na versão brasileira. Há sim, uma versão lançada em Portugal, dublada com o português de lá, que circula pela Internet. Apesar do sotaque soar estranho, pode ser a única forma de (re) ver um desenho tão encantador, que marcou uma geração e despertou, não apenas em mim, mas em muitos outros, o interesse pela literatura e pelo conhecimento da cultura de países europeus.
Assinar:
Postagens (Atom)
