sábado, 28 de abril de 2012







Pós-Graduação Lato Sensu
Interdisciplinar

Neuropsicologia


Coordenação
Prof. Ramon Moreira Cosenza
Médico e Doutor em Ciências pela Universidade Federal de Minas Gerais. Tem atuação no ensino e pesquisa na área de Neurociências, com ênfase em Neuroanatomia e Neuropsicologia, tendo publicado trabalhos científicos e livros nesses campos do conhecimento. Foi diretor do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG e da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade FUMEC.
Objetivo
Fornecer aos graduados em cursos da área da Saúde e da Educação a fundamentação teórica necessária para as atividades de avaliação, aconselhamento e reabilitação em diversas áreas de atuação da ciência neuropsicológica.
Programa
    UNIDADE I - FUNDAMENTOS DA NEUROPSICOLOGIA
  • Estatística e Psicometria
  • Introdução ao Psicodiagnóstico
  • Ética Profissional
  • Estrutura e Função do Sistema Nervoso
  • Metodologia da Pesquisa
  • Introdução à Medicina Molecular (Farmacologia e Genética)
    UNIDADE II – FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS
  • Memória
  • Linguagem
  • Percepção e Funções Visioconstrutivas
  • Funções Executivas
  • Comportamento Motor
    UNIDADE III – AVALIAÇÃO NEUROPSICOLOGICA
  • Avaliação Neuropsicológica
    UNIDADE IV – NEUROPSICOLOGIA NO CICLO VITAL
  • Neuropsicologia da Infância e adolescência
  • Neuropsicologia da Idade Adulta
  • Neuropsicologia do Envelhecimento
    UNIDADE V – NEUROPSICOLOGIA APLICADA
  • Reabilitação Neuropsicológica
  • Neuropsicologia e Neurologia
  • Neuropsicologia e Psiquiatria
  • Neuropsicologia Forense
Público alvo
Graduados em cursos da área da Saúde e da Educação.
Critério para seleção
Análise curricular e entrevista. Aconselhável o conhecimento de inglês instrumental.
Carga horária
400 horas teóricas. As aulas acontecerão em encontros quinzenais, às sextas-feiras, de 13h30 às 18h30 e sábados de 8h às 18h.
Investimento
20 parcelas de R$ 470,00
Processo de inscrição
1 - Efetuar o pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 60,00 (O boleto é gerado após o preenchimento da ficha de inscrição)

Obs.: Em caso de desistência, este valor não será restituído ao candidato.

2 - Enviar o currículo para o processo seletivo, via e-mail: posgraduacao@feluma.org.br ou entregá-lo pessoalmente na Secretaria do Instituto de Pós-graduação e Pesquisa (Alameda Ezequiel Dias, 275 – 2º andar – Centro – Belo Horizonte – MG)

Obs.: Durante o processo seletivo, poderá ocorrer, a critério do coordenador, entrevista para fins de desempate.

Caso não haja número suficiente de inscritos, reservamo-nos o direito de cancelar o curso e proceder a devolução dos valores pagos pelos candidatos.

Neuropsicologia teoria e prática

Nos dias de hoje, a Neuropsicologia figura entre as principais disciplinas das Neurociências, consistindo em um importante recurso clínico e fonte de conhecimentos sobre as bases neurobiológicas do comportamento e da cognição. No Brasil, a Neuropsicologia teve um grande desenvolvimento e difusão nos últimos anos e tornou-se uma realidade tanto do ponto de vista clínico quanto da prática de pesquisa. Este livro fornece uma introdução atualizada aos principais conceitos teóricos e metodológicos da área, possibilitando ao leitor conhecer as ap lica ções desta disciplina ao diagnóstico e tratamento de vários transtornos neurológicos e psiquiátricos. Descreve a evolução da Neuropsicologia no cenário brasileiro, com contribuições de pesquisadores de alguns dos mais importantes centros de pesquisa e atendimento de diferentes Universidades e Hospitais do Brasil e do exterior.

sexta-feira, 27 de abril de 2012




Você sabia que a irritação é como o fogo? Começa com uma fagulha, inflamando-nos com sua energia e determinação. Pode, também, sair do controle, causando muitos problemas. Se você é uma criança cujo humor logo vira mau humor, uma criança cuja irritação não pára de crescer, este livro será uma leitura proveitosa.
O que fazer quando você se irrita demais ensina crianças e pais a compreender as técnicas cognitivo-comportamentais mais frequentemente utilizadas no tratamento de problemas relacionados à irritação. Exemplos envolventes, ilustrações vivas e instruções passo a passo instruem as crianças a criar métodos para ?apagar o fogo da irritação? ? métodos voltados a esfriar os pensamentos e a controlar as ações realizadas quando se está com raiva; métodos que levam a um estado de calma e maior satisfação. Este livro interativo educa, motiva e capacita as crianças a trabalharem pela mudança de suas vidas.

sábado, 21 de abril de 2012

DISLÉXICOS TÊM CHANCE NO VESTIBULAR?por Maria Inez Ocanã De Luca - Psicóloga(*)

Entre as características dos disléxicos podemos citar a lentificação do processamento de informações, principalmente relacionadas à leitura, escrita e interpretação de textos.

Isto se dá devido ao processo de leitura utilizado pelo disléxico, que ativa áreas do cérebro não especializadas para esta função, fazendo a tarefa ser um processo de decodificação não automatizado, o que leva à lentificação da resposta e ao cansaço excessivo relatado por alunos com dificuldades de aprendizagem em tarefas de leitura e escrita, principalmente as mais demoradas como, por exemplo, as provas de vestibular.

Sendo assim como proceder em relação ao processo de seleção utilizado pelas faculdades e universidades?

Já existe um consenso entre as principais instituições de ensino do Brasil de que se deve dar ao disléxico condições diferenciadas por ocasião do vestibular. E quais são estas condições?

A principal delas é um maior tempo para a realização da prova (cerca de uma hora e trinta minutos a mais).
Esta condição é fundamental se levarmos em conta a diferença apresentada pelos disléxicos em relação à velocidade de trabalho (na leitura e escrita).

Além disso, é oferecido ao disléxico o direito de ter um ledor à sua disposição. Este ledor, de preferência uma pessoa que tenha bom conhecimento do distúrbio, realiza a leitura da prova para o aluno e este, com este recurso, processa a informação mais rapidamente e registra sua resposta. O ledor não interfere nesta escolha.

Este assistente de prova pode ainda revisar as anotações na folha de resposta, pois como no quadro da dislexia existe uma dificuldade de atenção, o aluno poderia marcar a resposta certa no caderno e transcrever de forma errada para a folha de respostas (que é a que realmente conta para a apuração). O assistente faria então a conferência da transcrição. Vale lembrar que além da dislexia é frequente coexistir o quadro de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade , tornando ainda mais necessária essa revisão da folha de respostas.

O ledor pode ainda ser auxiliar na redação (um dos maiores obstáculos para o disléxico numa prova de vestibular). Umas das formas de auxiliar neste momento é o aluno elaborar a redação e ditar para o ledor escrever. A nota ponderada também pode ter critério diferenciado.

Há universidades que disponibilizam ainda o uso de calculadoras. Vamos explicar...

Uma vez que os disléxicos encontram dificuldade em decorar, são mais lentos em realizar operações matemáticas, pois fazem o roteiro completo das tabuadas para cada conta que fazem (o que, é claro, leva muito mais tempo). E ainda existe a questão da interpretação do enunciado, que pode levar tempo (lembre-se que o texto precisa ser decodificado).

Essas condutas diferenciadas não colocam os disléxicos em melhores condições do que os demais alunos ao acesso à universidade, mas os colocam em condições de igualdade, considerando suas (dos disléxicos) necessidades diferenciadas para expressarem os conhecimentos adquiridos.

Pode-se observar que estas condições e possibilidades têm feito muita diferença em relação à autoestima das pessoas com dificuldades de aprendizagem, colocando-os aptos a galgarem posições que de outra forma talvez não pudessem alcançar.

O valor do profissional disléxico já tem despertado o interesse inclusive de grandes empresas que também estão oferecendo estas mesmas condições diferenciadas aos disléxicos que participarem de concurso público para ingresso nos quadros de funcionários.

A ABD – Associação Brasileira de Dislexia tem profissionais capacitados que têm exercido esta função de ledor ou assistente nas provas de vestibular e concurso público ou orientado as instituições de ensino e empresas interessadas.

É importante citar que estas condições diferenciadas devem ser solicitadas pelos interessados por ocasião de inscrição para o vestibular ou concurso público, além de apresentarem laudo conclusivo constando o diagnóstico de dislexia realizado por equipe multidisciplinar especializada.


Maria Inez Ocanã De Luca, Psicóloga - Pós-graduada em Aprendizagem com foco em saúde
Mestre em Psicologia da Saúde, Especializada em Neuropsicologia
inez.deluca@dislexia.org.br 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Baralho das Emoções

Projeto Baralho das Emoções é na verdade um livro lançado por Marina e Renato Caminho com o propósito de ajudar crianças a acessarem suas emoções junto à Terapia Cognitiva-Comportamental.
Trabalhando com meninos e meninas de até 12 anos, o projeto busca mudanças nocomportamento infantil. Sabe quando a criança tem dificuldades de socialização, ou ainda é excessivamente retraída, medrosa ou triste? Tem problemas na alimentação, associação no estudo e até de sono? Pois então, de acordo com os especialistas, todas essas questões encontram suas respostas nas emoções.
Renato e Marina atendem pacientes com casos de enfoque cognitivo-comportamental na clínica do INFAPA, no Rio Grande do Sul. Foi com essa experiência que conseguiram analisar as dificuldades do processo e montar o livro, que preenche o vazio nesse tipo de especialidade. "Sentíamos falta de um material apropriado para a clínica cognitivo-comportamental focada na criança", conta a terapeuta.
Os problemas parecem ser comuns das atitudes infantis, mas merecem atenção, como conta Marina: "As famílias que procuram atendimento chegam às vezes com problemas inespecíficos de simples manejo como birra e limites, mas na maioria dos casos os problemas já constituem um nível de prejuízo maior como hiperatividade, depressão ou ainda quadros mais importantes de ansiedade e transtornos de conduta".
E aí entra o "Baralho das Emoções", que propõe ampliar o repertório das crianças em seus próprios sentimentos e dos que estão ao seu redor. "Além das cartas do baralho, o material atualmente contém um manual e um CD com formulários eletrônicos que possibilitam que as crianças ou mesmo adolescentes monitorem seu humor ao longo da semana ou mês. O CD também conta com material destinado aos pais que também avaliam as emoções dos filhos e suas respectivas intensidades", explica a escritora.

Os resultados, de acordo com a especialista, são positivos: "As mudanças surgem na medida em que as crianças conseguem identificar suas emoções, externalizando-as e conseguindo associar quais pensamentos e comportamentos as acompanham, permitindo pensar no que fazer quando elas surgem, aumentando seu repertório emocional, cognitivo e comportamental". Lembrando que o ambiente familiar também é de extrema importância: "Quando encontramos famílias colaborativas os resultados costumam ser bem favoráveis e relativamente rápidos", explica.
"Diante disso, o instrumento Baralho das Emoções contempla através de sua dinâmica todos os itens necessários para que a criança expresse, nomeie e entenda as suas emoções", esclarece a autora. O livro já está à venda custando em média de R$ 80 a R$ 90.
Por Alessandra Vespa (MBPress)

sábado, 14 de abril de 2012

Infância e Adolescência: quando buscar ajuda?


Não se sabe exatamente quando a criança deixa de lado a chupeta e adota o laptop, antes passando pelo celular. Antes parecia possível ver a criança passar serenamente para a pré-adolescência, desta para a adolescência e, paulatinamente, para o adulto jovem. Hoje o desenvolvimento da infância e adolescência é mais turbulento.
Entre a infância e adolescência existe a criança adolescentóide – arremedando o adolescente – com batom, celular e preocupado com grifes, cortes de cabelo fashion, bem como o adolescente com (ir)responsabilidades infantis. Participando desse desenvolvimento complicado existem no Brasil cerca de 5 milhões de crianças e adolescentes demonstrando problemas emocionais, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
Associação Brasileira de Psiquiatria realizou, em parceria com o instituto Ibope, promoveu uma pesquisa nacional que estimou a prevalência de sintomas dos transtornos mentais mais comuns na infância e na adolescência (de 6 a 17 anos). Para essa pesquisa foram entrevistadas 2002 pessoas, em 142 municípios de todas as regiões do Brasil em outubro de 2007.
Aproximadamente 12,6% das mães entrevistadas relataram ter um filho com sintomas emocionais suficientes para necessitar tratamento (vem daí o número de 5 milhões). Dessas mães, 28,9% delas não conseguiram ou não tiveram acesso a atendimento público; 46,7% obtiveram tratamento no SUS e 24,2% através de convênio ou profissional particular. Em geral as crianças que não conseguem tratamento se desenvolvem mal e podem se tornar adultos vulneráveis e com dificuldades emocionais.
Segundo a pesquisa, a maior parte das crianças e adolescentes apresenta sintomas que somam mais de um transtorno emocional. Resumindo, são mais de 3 milhões (8,7%) com sinais de hiperatividade ou desatenção; mais de 2,5 milhões (7,8%) com dificuldades de leitura, escrita e contas (sintomas que correspondem ao transtorno de aprendizagem), mais de 2 milhões com sintomas de irritabilidade e comportamentos desafiadores e igual número com dificuldade de compreensão e atraso em relação a outras crianças da mesma idade.
Sinais importantes de depressão típica também aparecem em aproximadamente 1,5 milhão (4,2%) das crianças e adolescentes e mais 1,5 milhão delas apresenta transtornos ansiosos importantes. Mais de 1 milhão das crianças e adolescentes (2,8%) apresenta problemas significativos com álcool e outras drogas. Esta população parece ter enfrentado uma dificuldade ainda maior para conseguir tratamento. Na área de problemas de conduta, como mentir, brigar, furtar e desrespeitar, 1,2 milhão (3,4%) de crianças apresenta problemas.

SINTOMAS DE PROBLEMAS EMOCIONAIS MAIS FREQÛENTES*   -   %
Hiperatividade/Desatenção
8.7
Tristeza/desânimo/choro
4.2
Ansiedade com separação da figura de apego
5.9
Dificuldades com leitura, escrita e contas
7.8
Medos específicos (insetos, trovão, etc)
6.4
Ansiedade em situações sociais
4.2
Ansiedade com coisas rotineiras (provas, o futuro, etc)
3.7
Comportamentos desafiadores, opositivos/irritabilidade
6.7
Dificuldades de compreensão/atraso escolar
6.4
Problemas com o uso de álcool e/ou drogas
2.8
Mentiras/brigas/furtos/desrespeito
3.4
* - Dados da pesquisa da ABP coordenada pela Dra. Tatiana Moya - Release da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) de 10/10/2008, disponível em http://www.abpbrasil.org.br/sala_imprensa/releases/exibRelease/?release=115.

Quando se deve buscar tratamento psiquiátrico em crianças e adolescentesGeralmente as pessoas têm muitas dúvidas sobre a necessidade de uma criança ou adolescente procurar um tratamento psiquiátrico. E não se excluem muitos médicos desse público desorientado. Às vezes são os familiares ou amigos os primeiros a suspeitar que a criança ou adolescente precisa de cuidados psiquiátricos, outras tantas vezes são os professores quem primeiro observa a necessidade dessas crianças e adolescentes. Detectar precocemente eventuais problemas emocionais na criança ou adolescentes é fundamental para o sucesso do tratamento.
Entre aquilo que deve ser observado incluem-se os comportamentos, os problemas nas relações sociais e no trabalho (ou escola), as alterações do sono, da atenção, da adaptação e da alimentação, o abuso de álcool ou drogas, expressão exagerada das emoções, dificuldades em lidar com questões cotidianas. Perceber precocemente alterações no modo de vida ou na adaptação das crianças e adolescentes pode contribuir na identificação de problemas psiquiátricos no momento em que o tratamento seria mais eficaz.
A maneira de ser dessa criança ou adolescente deve ser especialmente valorizada, principalmente quando se estabelecem comparações com outras pessoas nas mesmas circunstâncias (importante ver também a página O Diagnóstico em Psiquiatria, na seção Temas Livres).
Na idade pré-escolar, em torno dos 6 anos, algumas patologias podem ser bem identificadas. Os quadros ansiosos, por exemplo, quando se manifestam através do quadro de Ansiedade de Separação da Infância são facilmente identificados. Esta situação se caracteriza por extrema recusa em separar-se da figura de maior ligação afetiva – geralmente a mãe. As características principais da Ansiedade de Separação da Infância são:
Relutância em se separar da pessoa de vínculo afetivo (em geral a mãe)
Preocupação excessiva em perder esse vínculo afetivo
Recusa ou grande dificuldade em ir para a escola
Medo exagerado de ficar sozinho
Pesadelos que envolvem separação
A depressão, por outro lado, não é facilmente diagnosticada na primeira infância ou na idade pré-escolar. Embora existam quadros depressivos nessa faixa etária, as classificações de doenças (DSM.IV e CID.10) não enfatizam esse diagnóstico, pois o quadro clínico de depressão na infância em geral é bastante atípico. Entretanto, existem outros sintomas psicoemocionais que podem ser indícios indiretos de um transtorno afetivo depressivo.
Os freqüentíssimos casos de Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) são mais facilmente diagnosticados em crianças um pouco mais velhas, em torno dos 7-8 anos, embora eles já estejam presentes precocemente. Os principais sintomas a serem observados em relação ao TDAH são:
Desatenção em todos os níveis
Dificuldade em terminar tarefas
Dificuldade em seguir orientações
Perda de coisas, desorganização e esquecimento
Distraibilidade, inquietação (cadeira, mãos, pés)
Fala excessiva
Pouca sensação de dor
(Veja mais sobre o TDAH)
Quadros psiquiátricos mais graves, como por exemplo, o Autismo Infantil, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, a Deficiência Mental, também podem ser identificados nessas crianças mais novas, em torno dos primeiros 30 meses.
Os sintomas indicativos de possível problema emocional, de comportamento ou de desenvolvimento em uma criança em idade escolar que necessita avaliação psiquiátrica podem incluir qualquer dos itens abaixo:
1. - Redução significativa no rendimento escolarNeste caso pode estar em jogo alterações do interesse e da atenção. Problemas domésticos que causam preocupação excessiva à criança podem comprometer fortemente o grau de interesse e de atenção, assim como também as dificuldades na adaptação ao ambiente escolar que ocorrem em mudanças de escola.
A partir dos sete anos os problemas emocionais podem ser suspeitados principalmente em função do rendimento escolar e dos transtornos de aprendizado. A Depressãocostuma estar associada ao declínio visível no rendimento escolar com início definido. ODéficit de Atenção, embora também se relacione ao desempenho, este se mostra contínuo e cronicamente baixo. A Deficiência Mental deve ser pensada principalmente quando se acompanha de uma série de outros sintomas.
2. - Redução significativa no interesse escolarDepressão Infantil é particularmente acompanhada de desinteresse geral, tanto nos adultos quanto nas crianças e adolescentes. Ambiente escolar estressante, tenha origem nos colegas ou nos professores, também pode ocasionar aversão à escola e prejuízo do interesse. A falta de empatia com professores, eventual situação vexatória diante dos colegas ou bullying podem resultar em severo desinteresse (veja Dificuldades de Aprendizagem, na seção Infância e Adolescência).
As crianças portadoras de Déficit de Atenção, com ou sem hiperatividade, podem proporcionar grave desarmonia ambiental, seja por desentendimento com professores ou com colegas e, conseqüentemente, criar uma convivência estressante o suficiente para produzir desinteresse.
3. - Abandono de certas atividades antes desejadasAbandonar por desinteresse as atividades que antes davam prazer é outro sinal deDepressão Infantil. O sintoma de anedonia – incapacidade para sentir prazer – aparece tanto nas depressões dos adultos quanto das crianças.
O desânimo e o desinteresse levam a criança ou adolescente deprimido a um comportamento de retraimento, apatia e isolamento social. O desânimo é físico, como uma perda da energia global geralmente confundida com preguiça e responsável por muitos exames de sangue em busca de uma anemia que não se confirma. O desinteresse é emocional, é a perda do prazer ou gosto em fazer as coisas.
4. - Distanciamento de amigos ou familiaresO retraimento social, juntamente com a recusa em participar de compromissos familiares pode significar muitas coisas, desde a Depressão Infantil, Fobia Social, insegurança, até mesmo sentimentos de vergonha quando os pais brigam muito, quando um deles bebe, quando estão para se separar...
As crianças vítimas de abuso sexual ou de violência causada por babás, além de outros sintomas, podem apresentar distanciamento de amigos ou familiares, abandono de certas atividades, perturbações do sono com insônia inicial (causada geralmente por medo), inquietação, mudança de comportamento em relação ao agressor, irritabilidade...
5. - Perturbação do sonoOs exemplos de alterações do sono incluem o terror noturno, pesadelos, insônia e/ou hipersonia, sonambulismo, enurese (xixi na cama) noturna, bruxismo, etc. Essas alterações têm valor quando consideradas em conjunto com outras alterações de qualquer um dos demais itens apontados aqui.
6. Hiperatividade, inquietação, irritabilidade e/ou agressividadeQualquer uma dessas alterações acima pode representar um indício de depressão ou ansiedade infantil, cujos quadros, geralmente, são bem diferentes dos adultos. As manifestações atípicas da depressão na criança são tão comuns que boa parte dos casos diagnosticados como Déficit de Atenção com Hiperatividade é, de fato, reflexo de quadros depressivos infantis.
A alteração mais grave que apresenta agressividade infantil é o Transtorno de Conduta. Todo esforço deve ser empenhado para excluir esse diagnóstico, principalmente por se tratar de um problema de caráter e não ter cura (veja Transtorno de Conduta na seção Infância e Adolescência).
7. - Reações emocionais mais violentasAqui, como em outros itens, pode tratar-se de sinais de Depressão Infantil ou deTranstorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, porém, a irritabilidade é também comum em crianças portadoras de disritmia cerebral, embora os neurologistas insistam em dizer que não. Também podemos pensar em Transtorno de Conduta, como no item acima.
Se as explosões emocionais começaram de um determinado tempo para cá, ou seja, se não fazem parte da maneira de ser da criança ou adolescente, podem representar problemas vivenciais atuais, conflitos, medos, traumas.
8. - Rebeldia, birra e implicância, atitudes de oposiçãoExiste um quadro denominado Transtorno de Oposição na Infância ou Transtorno Desafiador Opositivo, onde a criança confronta qualquer tipo de autoridade, seja doméstica, social ou na escola. Felizmente a maioria desses casos não reflete umTranstorno de Conduta, como seria de se esperar, mas sim uma autoestima bastante baixa, necessidade de chamar atenção, sentimento de inferioridade.
9. - Preocupação e/ou ansiedade excessivasQuando crianças anteriormente bem adaptadas passam a apresentar preocupações de adultos, como por exemplo, questionamentos sobre a morte, saúde dos pais, segurança econômica, sobre o que fariam sem seus pais, insegurança com a economia doméstica, pode ser indício de depressão infantil.

Quais são os sintomas de um problema potencial em adolescentes?A entrada na adolescência traz mudanças significativas na pessoa, tanto do ponto de vista físico quanto emocional. O adolescente começa a valorizar o pensamento abstrato, nascendo daí a possibilidade fascinante do jovem estabelecer suas próprias hipóteses, teorias, opiniões e pontos de vista. Essas hipóteses permitem ao adolescente fazer suas escolhas.
Por outro lado, surgem as crises de liberdade e de responsabilidade. Infelizmente, é nessa idade também que podem surgir quadros delirantes e alucinatórios, depressões e tentativas de suicídio, bem como comportamentos delinqüenciais e outras patologias emocionais.
Vejamos abaixo os sintomas mais comuns e sugestivos de possível problema emocional em uma criança de mais idade ou adolescente. Muito embora os sintomas a serem observados sejam os mesmos da infância, o significado deles pode ser diferente nos adolescentes.
1. - Redução significativa no rendimento escolarDepressão do Adolescente proporciona, tal como na criança e nos adultos, importante desinteresse geral. Ao invés da importância do ambiente e a falta de empatia com professores, como ocorre na infância, para o adolescente pesa muito os conflitos íntimos, os sentimentos de inferioridade, a baixa auto-estima, ou seja, os sintomas clássicos da depressão (veja Depressão na Adolescência, na seção Infância e Adolescência).
Entre os conflitos intrapsíquicos contam as frustrações com o sexo oposto, a exposição ao bullying, dificuldades de adaptação às mudanças de escola, cidade, país, cultura. É comum a queda do rendimento escolar quando o adolescente toma contacto com drogas, notadamente da maconha ou uso abusivo de álcool.
Outro fator que pode comprometer o rendimento escolar na adolescência são os surtos psicóticos, comuns nessa faixa etária. Nesse caso, muitos outros sintomas além do baixo rendimento escolar farão parte do quadro (veja Psicose na Adolescência, na seção Infância e Adolescência).
2. - Abandono de certas atividades, amigos ou familiaresMudança no grupo de amigos, afastamento repentino das atividades familiares e sociais habituais, abandono de atividades antes prazerosas, enfim, esse tipo de mudança brusca no comportamento do adolescente merece toda atenção. Tanto os quadros psicóticos quanto o uso de drogas podem resultar em afastamento das atividades habituais, dos amigos e familiares.
Por ordem de freqüência, o uso de drogas como causa dessas mudanças bruscas nas atitudes dos adolescentes é muito mais comum que o desenvolvimento de surtos psicóticos ou eclosão de depressão grave. Quando o problema é o uso de drogas, não há isolamento social, como acontece nas psicoses ou depressões, há sim, mudanças na conduta, no grupo de amigos...
Na Depressão, embora possa haver desânimo e desinteresse suficientes para que o jovem abandone algumas atividades, além do isolamento social percebe-se importante componente de tristeza e angústia, o que nem sempre acompanha as mudanças de comportamento no uso de drogas e nas psicoses.
3. - Alterações do sonoNa Depressão pode haver insônia. É comum, por exemplo, o adolescente ficar até altas horas ouvindo músicas em seu quarto. Pode haver também o contrário, ou seja, a hipersonia. Dormir demais pode ser uma tentativa de fugir de uma realidade angustiante.
Nos quadros afetivos bipolares, onde a depressão é intercalada de episódios de euforia, o jovem dorme muito pouco ou quase nada. Ele fica inquieto, agitado, hiperativo, falante e exageradamente animado. Nos casos de Psicose o sono pode desaparecer completamente. Surgem outros sintomas, tais como desleixo pessoal, apatia, estranheza e mudanças significativas dos hábitos.
4. - Alterações do ApetiteNas meninas adolescentes a falta de apetite ou anorexia tem sido o quadro mais freqüente de alteração alimentar. Podem surgir ainda crises de voracidade alimentar com bulimia ou não (veja Anorexia, Compulsão Alimentar e Bulimia, na seção Transtornos Alimentares).
Os adolescentes com Transtornos Alimentares normalmente apresentam obsessão pela forma física e podem, em casos mais graves, distorcer a auto-imagem corporal. Isso se observa quando se sentem gordos, apesar de estarem com peso bem abaixo do normal e, mesmo ainda, quando todas as outras pessoas não concordam com a opinião de excesso de peso.
Um sinal que chama a atenção para eventual Transtorno Alimentar é quando a adolescente faz uso abusivo, geralmente escondido, de laxantes e diuréticos. Na bulimia é comum a adolescente sair sempre da mesa e ir ao banheiro logo depois de comer.
O resultado da anorexia ou bulimia é a progressiva deterioração física e mental, começando com sintomas leves como queda dos cabelos, aftas, atraso menstrual, etc., até complicações cardiovasculares, renais e endócrinas graves e que podem levar a morte.
Comer Compulsivo também pode ser uma alteração do apetite que acompanha transtornos emocionais na adolescência. Nesse caso a pessoa come compulsivamente grandes quantidades de comida, geralmente calóricas. Estados ansiosos geralmente resultam em compulsão alimentar.
5. - Agressões freqüentes, rebeldia, atitudes de oposição ou reações violentasA agressividade na adolescência é um problema complexo. O comportamento agressivo e violento pode ser um traço da personalidade. Neste caso a pessoa É agressiva. A agressividade pode surgir como uma mudança na atitude da pessoa que não era agressiva. Neste caso a pessoa ESTÁ agressiva. Em psiquiatria as mudanças do comportamento têm mais valor.
O comportamento rebelde, agressivo e violento pode resultar de modismo ou como um comportamento desejável no meio social do adolescente. Isso pode ser reflexo de um apelo de seu meio, do grupo social que pertence.
O comportamento agressivo pode, não obstante, refletir um conflito emocional íntimo e/ou um quadro depressivo, ou ainda, um sinal de abuso de drogas. Comportamentos destrutivos envolvendo vandalismo, incendiarismo, destruição de propriedades, normalmente acontecem na sociopatia, a qual, no adolescente, recebe o nomeTranstorno de Conduta.
6. - Provocar dano a si mesmoIsso pode acontecer nos Transtornos do Controle dos Impulsos, por exemplo, naTricotilomania (arrancar cabelos e pelos), na Auto-Escoriação da pele, na Auto-Mutilação, nas atitudes de vômito da Bulimia. Esses comportamentos auto-prejudiciais fazem parte dos transtornos classificados no Espectro Obsessivo-Compulsivo.
Transtornos de Personalidade graves, como por exemplo, o transtorno histérico e o transtorno borderline, ambas com início na infância e adolescência, proporcionam comportamento teatral de auto-agressividade e ferimentos auto provocados com propósitos de manipulação do entorno.
7. - Pensamentos de morte e/ou suicidasPensar na morte não é mesma coisa que pensar em suicídio. Pessoas deprimidas podem pensar que preferiam estar mortas, embora não pensem em se matar. O suicida, por sua vez, pensa em se matar.
Depressão é a principal patologia relacionada à idéia de morte ou pensamento suicida. Não obstante, as psicoses também podem levar ao suicídio, geralmente decorrente de um delírio bizarro.
8. - Comportamento sexualizado excessivo e/ou precoceA expressiva maioria dos casos de atividade sexual precoce, notadamente nas meninas, parece ser estimulada pelas próprias mães. Estas, talvez devido a alguma fantasia íntima, acabam por estimular suas filhas a parecerem atrizes de novela, apresentadoras de TV ou outras personagens da mídia com notória atuação sexual. Esse fenômeno tem sido relacionado ao aumento na incidência de Puberdade Precoce e na precocidade da idade de iniciação sexual.
Fora esses casos de conotação cultural, o Transtorno de Conduta é a condição mórbida mais associada ao comportamento hipersexualizado em meninas e meninos. Em segundo lugar vem o Transtorno Afetivo Bipolar do adolescente, durante a fase de euforia, fortemente relacionado ao aumento da libido. Finalmente, alguns casos deRetardo Mental são também associados ao comportamento hipersexualizado.
10. - Mentiras, fugas, embusteEssas atitudes costumam aparecer nos transtornos do caráter, como por exemplo, no Transtorno de Conduta e, em alguns casos, nas depressões com prejuízo da autoestima.

Os pais, muitas vezes por conta do natural envolvimento afetivo, podem não perceber, não reconhecer ou não aceitar os problemas emocionais em seus filhos. Mas isso não exclui a existência de tais problemas, apenas retarda seu tratamento. Quanto aos educadores, muitas vezes são eles os primeiros a observar os sintomas iniciais de um problema psiquiátrico na infância e adolescência. Essa facilidade se deve, entre outras razões, ao fato de poderem ter uma crítica mais desapaixonada da conduta da criança ou do adolescente.
Uma doença psiquiátrica na criança ou no adolescente quando diagnosticada e tratada a tempo pode evitar importantes seqüelas na vida adulta. É fundamental detectar o problema e consultar com um especialista.
 Ballone GJ, Infância e Adolescência: quando tratar, in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2010.



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Portadores de Transtornos Afetivos

Informar e educar a sociedade sobre a natureza dos transtornos afetivos. Apoiar psicossocialmente os portadores de depressão, transtorno bipolar, seus familiares e amigos. Reduzir o estigma e melhorar a qualidade de vida dos portadores de transtornos afetivos.



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Neuropsicopedagogia Aplicada à Educação e Aprendizagem

Coordenação Gerencial: Fga Marismar Borém –Diretora da Fonohosp
Duração 18 meses – 1 fim de semana por mês
Aulas na sexta feira de 18 às 22h e sábado de 8 às 17h

Investimento: 18 parcelas de R$380,00
Certificação outorgada pela INCISA – MEC
Organização Fonohosp

Local das aulas: Espaço Cursos Fonohosp – Rua Padre Rolim, nº 815 sala 405, Bairro Santa Efigênia, Belo Horizonte MG.
Inscrições abertas:
Valor: R$150,00



PÓS GRADUAÇÃO EM NEUROPSICOPEDAGOGIA – FONOHOSP 2012

Cód.                Datas
Disciplina
Hora/Aula
01                  23 e 24/06
Bases Neurológicas - Neuroanatomia e fisiologia cerebral voltado aos aspectos da aprendizagem
15
02                 20 e 21/07
Apraxias, agnosias e funções visuo-construtivas
15
03                 18 e 19/08
Sensação, percepção e memórias
15
04                  22 e 23/09
Plasticidade Neuronal/ Inteligência/funções executivas
15
05                 20 e 21/10
Linguagem e cognição
15
06                  10 e 11/11
Principais lesões e disfunções cognitivas
15
07                 08 e 09/12
Distúrbios de aprendizagem
15
08                 19 e 20/01
TDAH e Dislexias
15
09                23 e 24/02
Aprendizagem e Neurociências na perspectiva psicopedagógica
15
10                 16 e 17/03
Avaliação cognitiva em Neurociências
15
11                 13 e 14/04
Farmacologia
15
12                 04 e 05/05
Processamento auditivo Central
15
13                 01 e 02/06
Protocolos de avaliação- Avaliação Neuropsicopedagógica Infantil
15
14                13 e 14/07
Teoria e prática Psicopedagógica
15
15                17 e 18/08
Psicopedagogia e educação inclusiva
15
16                21 e 22/09
Neuropsicologia do desenvolvimento e aprendizagem
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17                 19 e 20/10
Psicanálise e educação
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18                  9 e 10/11
Metodologia de pesquisa.
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 Professores convidados já confirmados:Dra Claudia Machado Siqueira (neuropediatra), Dra Regina Cupello,  Ms Carla Girodo, Isabel Campos, DraKátia Pinheiro,Ana Célia Pereira Leal e Ms Carla Faedda
 Duração do curso 360h/a – 18 módulos
Aulas na sexta-feira de 18 às 22h e sábado de 08 às 17h.