Sobre Psicopedagogia Clínica e áreas afins. Troca de informações sobre temas relacionados. Divulgação de textos, congressos, sites e blogs. Para profissionais, famílias e estudantes. Meramente informativo. Textos e informações que não são de autoria própria têm os créditos devidamente mencionados e endereços divulgados. Agendamentos para Avaliação Psicopedagógica (crianças - jovens - adultos) - Intervenções - Supervisão de casos: niblia@ig.com.br
terça-feira, 30 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
DISCALCULIA
Embora o aprendizado da matemática possa sofrer interferência por várias razões, como o ensino deficiente de algumas escolas ou graves problema psiquiátricos, o que a ciência cognitiva tem comprovado nos últimos anos é que o principal motivo que leva uma criança a ter dificuldade para aprender matemática são alguns déficits cognitivos. Ao contrário da dislexia, os estudos na discalculia ainda estão incipientes e muita coisa ainda temos que descobrir. A região cerebral mais importante para as habilidades matemáticas é o lobo parietal. Porém, muitas áreas cerebrais estão envolvidas e necessitam estar em perfeito funcionamento para o bom desempenho SINTA COMO É SER PORTADOR DA DISCALCULIA. vnos colocarmos na pele de uma criança com discalculia para que deixemos de julgá-la e possamos entender e sentir o que ocorre com ela: Vamos supor que você goste de fazer cálculos de matemática. Subitamente surge uma nova regra, agora a velha e conhecida tabuada muda todo dia. A cada dia há uma tabela nova, onde os resultados são modificados, por exemplo, hoje 5+6 é 12, amanhã pode ser 9 ou 40, depende da cabeça de quem faz a tabela. Assim, "antigamente", para somar 25+19, você rapidamente calculava o resultado e dava: 44. Com as novas mudanças, você precisa olhar na tabela cada vez que vai calcular. Hoje a tabela (nova tabuada) é a seguinte: 5+9 é 11 2+1 é 7 1 + 7 é 16. Agora calcule 25 + 19. vamos ver quanto tempo leva e se você acerta. PODE TENTAR... PODE TENTAR... PODE TENTAR... TERMINOU??? Assim, segundo a “nova tabuada" o resultado do cálculo 25 + 19 será: 5+9=11, fica 1 e eleva o outro 1; 2+1 é 7, mais o 1 que foi elevado dá 8, então resultado será 81. Espera aí! O 1 que foi elevado e somado ao 7 não resulta mais em 8, porque hoje a tabela diz que 1+7 é 16!!! Dá para entender a dificuldade de fazer um cálculo assim? Você desiste de fazer qualquer cálculo e não quer mais nem saber de matemática! Cada cálculo é um sacrifício enorme, a tabela tem que ser consultada a cada passo. Um trabalho sacrificante. Agora pense que pode ocorrer algo mais ou menos assim se uma criança apresenta um sério problema de memória para fatos matemáticos!Ela precisa contar nos dedos cada vez que vai fazer uma conta, porque, devido a um problema na memória, o que parece simples para os outros, é um tormento para ela. |
| | | OUTROS SINTOMAS COMUNS - Não consegue entender ou lembrar os procedimentos matemáticos, ou seja, esquece COMO se faz uma conta. São os chamados erros nos procedimentos matemáticos. - Não entende os conceitos matemáticos. Por exemplo, tem dificuldade em entender que significa a palavra “adição”, ou que a multiplicação é a soma de um mesmo número por diversas vezes (3 x 4 é igual a 4 + 4 + 4). - Dificuldade em usar a matemática no cotidiano. |
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| DÁ PRÁ DIAGNOSTICAR A DISCALCULIA ANTES DE CHEGAR NA IDADE ESCOLAR? É possível dizermos com bom grau de confiabilidade se uma criança terá dificuldade no aprendizado em matemática. Isto porque atualmente sabemos quais são as funções mentais necessárias para o aprendizado em matemática. Assim, mesmo antes de entrar na escola, podemos avaliar se estas funções mentais estão funcionando de forma normal. As principais funções incluem: a memória de trabalho verbal e visual, memória de longo-prazo, a linguagem, o raciocínio quantitativo, funções visuoespaciais e a numerosidade. NUMEROSIDADE é a habilidade “pré-matemática” mais precoce e refere-se a capacidade que uma criança tem de identificar e quantificar automaticamente pequenas quantidades. Assim uma criança com 4 anos consegue olhar 3 ou 4 objetos e dizer, sem contar, que existem 3 ou 4 objetos naquele grupo. No desenho abaixo, é medido quanto tempo a criança leva para perceber que existem 3 pontos. Crianças com discalculia precisam contar cada bolinha para saber que existem 3 bolinhas. |
sábado, 20 de agosto de 2011
Revista Autismo
A respeito de autismo, é a primeira revista da América Latina e a única em língua portuguesa no mundo. http://www.RevistaAutismo.com. br/
www.RevistaAutismo.com.br
Revista Autismo é a primeira publicação sobre autismo da América Latina e a única em língua portuguesa no mundo. Informações sobre autismo, TGD/TID e transtornos do espectro autista.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
TDAH DSM - IV
Para padronizar e facilitar o diagnóstico, os comportamentos característicos do TDAH são descritos no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, DSM - IV, elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria. Veja os nove sintomas que ocorrem com frequência na criança que sofre de déficit de atenção
- Não presta muita atenção nos detalhes ou comete erros por descuido nos deveres escolares, no trabalho ou em outras atividades;
- Mostra dificuldade em manter a atenção em tarefas ou jogos;
- Parece não escutar o que lhe falam;
- Não obedece às instruções passo a passo e não completa deveres, ou tarefas no trabalho (sem ser devido a um comportamento de oposição ou por uma dificuldade de entender as instruções);
- Tem dificuldade em ser organizado em trabalhos ou outras atividades;
- Evita, incomoda-se ou mostra-se relutante a envolver-se em tarefas que exigem um esforço mental prolongado (tais como deveres escolares ou trabalhos de casa);
- Perde objetos necessários para suas atividades, por exemplo, brinquedos, deveres escolares, lápis, livro, óculos, celular, etc;
- Distrai-se facilmente devido a estímulos externos;
- Esquece-se de suas atividades diárias.
Abaixo, os sintomas que ocorrem frequentemente nos hiperativos/impulsivos.
Hiperatividade / Impulsividade
- Frequentemente está mexendo com as mãos ou os pés, ou se revira na cadeira;
- Levanta-se da cadeira na sala de aula ou em outras situações nas quais o esperado é que ficasse sentado;
- Corre ou sobe em locais inadequados (em adolescentes ou adultos, pode se limitar a uma sensação subjetiva de inquietação);
- Dificuldade em brincar ou praticar qualquer atividade de lazer sossegadamente;
- Está muito ocupado ou frequentemente age como se estivesse "elétrico";
- Fala em excesso;
- Responde precipitadamente antes de ouvir a pergunta toda;
- Tem dificuldade em esperar sua vez;
- Interrompe ou se intromete na fala dos outros (por exemplo, invade conversa ou jogos de outros).
Segundo o DSM-IV, uma criança que apresente seis ou mais sintomas de desatenção por mais de seis meses será classificada como portadora de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, predominantemente desatenta. Ao demonstrar seis ou mais sintomas de hiperatividade e impulsividade em período superior a seis meses, a criança será diagnosticada como TDAH predominantemente Hiperativa/Impulsiva.
A ocorrência mais comum, no entanto, segundo o psiquiatra Enio Roberto, é otranstorno combinado, quando estão presentes de seis ou mais sintomas de desatenção associados a seis ou mais sintomas de hiperatividade e impulsividade.
O psiquiatra ressalta que não há como dizer com precisão a partir de qual idade os sintomas começam a ser perceptíveis, pois depende do grau de tolerância dos pais considerar uma criança mais agitada, impulsiva e desatenta do que o habitual. "Algumas mães relatam que os filhos portadores de TDAH se mexiam dentro da barriga, durante a gestação, mais do que os outros. Não há comprovação científica disso, mas há relatos", observa Enio.
Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção, crianças e adolescentes com TDAH podem ter mais problemas de comportamento relacionados a regras e limites e os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade do que as meninas. O transtorno, na maioria dos casos, segue na vida adulta.
O psiquiatra Enio Roberto explica que a avaliação deve começar por onde os pais acharem melhor. Eles podem conversar com os professores para verificar se suas desconfianças procedem. O mesmo assunto pode ser tratado com um psicopedagogo, pediatra ou psicólogo antes de partir para o diagnóstico formal. Pedir para esses profissionais conversarem com a criança também é válido.
Assim como a maioria dos problemas de saúde, quanto mais cedo o TDAH for diagnosticado menos danos vai causar à criança. Os portadores de TDAH podem sofrer também de baixa autoestima e até desenvolver depressão devido ao desempenho ruim na escola, à falta de atenção em tarefas cotidianas, ao esquecimento e à dificuldade de terminar projetos, por exemplo.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Como lidar com Birra
O Dr. Karp diz o seguinte:
- Falar no idioma da criança, o "criancês" - Frases curtas, simples e diretas
- Entonação e interpretação: se a criança está brava, finja braveza (mas não finja demais para que ela não se irrite) e demonstre que entendeu o que ela está querendo dizer, por exemplo:
Se sua filha, a Fulaninha está toda feliz comendo o café da manhã você diz "fico contente em ver que você está degustando seu cereal tranquilamente" ou "que gostoso!"? Você faz uma expressão séria ou dá um sorriso? É o mesmo princípio.
Fulaninha quer o pote de biscoito e começa a birra. Você diz:
- "Fulaninha brava. Brava! Quer biscoito!". Segundo o livro (ainda não testei) a criança vai prestar atenção em você, já que percebeu que você a entendeu, aí nesse momento é sua vez de falar e levá-la para fazer outra coisa.
É só pensar em como lidamos com outros adultos. Se alguém está triste você também demonstra em seu rosto um pouco de tristeza.
Existem outras dicas, como quando a criança é do tipo "ditadora", você ignora de modo gentil, não fala desse lado dela para outras pessoas (mas pode falar bem, de como ela se comporta, de modo que ela ouça); se ela quer mandar, faça algo engraçado tipo "Vamos então mandar nesse chinelo. Chinelo, vá já escovar os dentes!", a criança vai achar engraçado. Outra dica é sussurrar, daí a criança terá que parar de gritar para te escutar. Há situações em que um abraço resolve.
NECESSIDADES: Sempre fique atenta para o que a criança necessita, como comer, dormir, brincar. Criança com sono, tédio fica chorosa, irritada.
Enquanto novinhos, DISTRAIR pode funcionar. Depois pode piorar as brigas.
Oferecer ESCOLHAS: Se a criança dá um piti que não quer a roupa que VOCÊ escolheu, dê duas opções e deixe que ela escolha. Isso evita muitas brigas.
Explicar o que será feito (aí depende da idade e da compreensão): "nós vamos a tal lugar, fazer Tal coisa e voltaremos para casa. Você pode fazer Tal coisa e só.".
Mas SEMPRE demonstre RESPEITO. É difícil para seu filho ser menor, mais fraco, sem saber compreender bem as normas sociais, sem saber como lidar com os próprios sentimentos, sem ter voz ativa, sem saber se expressar.
Do livro "The Happiest Toddler on the Block" (Dr. Karp):
"Diplomacia é um trabalho complexo, mesmo assim, a maioria de nós recebeu menos treinamento para ser pai e mãe do que para obter nossa carteira de motorista !"
"Há inúmeras dificuldades em criar uma criança, mas aqui estão as cinco que geralmente complicam a vida até de pais e mães perfeitos (isso se eles existissem, mas não existem):
- Sentimentos de frustração: o comportamento do seu filho pode frustrar você ou até deixá-lo com raiva;
- Sentimentos de fracasso: conflitos diários podem levá-lo a sentir-se inapto;
- Sombras do passado: sentimentos mal resolvidos da sua própria infância podem voltar para assombrar você;
- Temperamento: a personalidade de alguns pais pode ser conflitamente com a dos filhos, como listras e bolinhas numa roupa;
- A vida moderna por si só: nossa vida moderna não é organizada de modo a ajudar-nos com nossos filhos pequenos."
Dicas até 4 anos, para crianças muito ativas
1. Esteja ao ar livre o quanto for possível. Oportunidades de queimar energia e brincar ao ar livre são importantes.
2. Faça uma troca periódica dos brinquedos. Mantenha alguns disponíveis e guarde outros. Eles parecem mais interessantes depois de não terem sido usados por um tempo.
3. Garanta o descanso do seu filho. Crianças ativas muitas vezes resistem ao sono por serem tão excitáveis por qualquer coisa que estejam fazendo. Quanto mais cansados estiverem, mais difíceis de lidar.
4. Divirta-se. Implorar e ameaçar não adianta. Você obterá mais cooperação oferecendo opções e requisitando a ajuda dele do que dando ordens.
5. Faça da sua casa "amiga da criança". Remova enfeites que quebram facilmente, coisas valiosas e coisas onde se possa tropeçar.
6. Tenha limites, poucos, mas firmes. Crianças ativas têm problema com excesso de limites, mas também com inconsistência em reforçar os limites. Você pode relaxar as regras - mas quando fizer, tenha certeza de que ele entendeu que é uma exceção, não uma mudança à regra.
7. Evite excesso de estímulo. Por algumas horas antes de dormir, diminua as luzes, ligue um barulho calmo para distrair e evite música alta ou TV.
8. Tente não reagir exageradamente a cada insulto ou tapa. Só porque seu filho está agindo como se fosse primitivo, não significa que você deva fazer o mesmo.
9. Tenha muitas cartas na manga para manter seu filho ocupado. Por exemplo, tenha à mão, atividades que produzem pouca bagunça, como giz de cera com papel e massinha de modelar.
10. Ensine à criança habilidades sociais. ("O amigo pode emprestar a bola se você pedir a ele educadamente com um grande sorriso").
11. Ensine a ele palavras para expressar seus sentimentos: "Você está agindo desse jeito às vezes porque está com fome. Quer um lanche ?"
12. Pratique técnicas de acalmar-se para desenvolver a habilidade de retornar à situação sem explodir.
13. Use a "psicologia reversa" para ajudar seu filho "do contra" quando ele quer fazer exatamente o oposto do que você quer. "NÃO ! Não coma esta maçã, por favor !"
2. Faça uma troca periódica dos brinquedos. Mantenha alguns disponíveis e guarde outros. Eles parecem mais interessantes depois de não terem sido usados por um tempo.
3. Garanta o descanso do seu filho. Crianças ativas muitas vezes resistem ao sono por serem tão excitáveis por qualquer coisa que estejam fazendo. Quanto mais cansados estiverem, mais difíceis de lidar.
4. Divirta-se. Implorar e ameaçar não adianta. Você obterá mais cooperação oferecendo opções e requisitando a ajuda dele do que dando ordens.
5. Faça da sua casa "amiga da criança". Remova enfeites que quebram facilmente, coisas valiosas e coisas onde se possa tropeçar.
6. Tenha limites, poucos, mas firmes. Crianças ativas têm problema com excesso de limites, mas também com inconsistência em reforçar os limites. Você pode relaxar as regras - mas quando fizer, tenha certeza de que ele entendeu que é uma exceção, não uma mudança à regra.
7. Evite excesso de estímulo. Por algumas horas antes de dormir, diminua as luzes, ligue um barulho calmo para distrair e evite música alta ou TV.
8. Tente não reagir exageradamente a cada insulto ou tapa. Só porque seu filho está agindo como se fosse primitivo, não significa que você deva fazer o mesmo.
9. Tenha muitas cartas na manga para manter seu filho ocupado. Por exemplo, tenha à mão, atividades que produzem pouca bagunça, como giz de cera com papel e massinha de modelar.
10. Ensine à criança habilidades sociais. ("O amigo pode emprestar a bola se você pedir a ele educadamente com um grande sorriso").
11. Ensine a ele palavras para expressar seus sentimentos: "Você está agindo desse jeito às vezes porque está com fome. Quer um lanche ?"
12. Pratique técnicas de acalmar-se para desenvolver a habilidade de retornar à situação sem explodir.
13. Use a "psicologia reversa" para ajudar seu filho "do contra" quando ele quer fazer exatamente o oposto do que você quer. "NÃO ! Não coma esta maçã, por favor !"
Seis instrumentos básicos
Segundo Dr. Karp, os seis instrumentos básicos para fazer o trabalho do pai/mãe mais fácil (100 vezes mais fácil):
- Mostrar respeito: depois do seu amor, é o que seu filho mais quer;
- Elogiar: elogios ajudam a mudar gentilmente o comportamento do seu filho para melhor;
- Falar através da "porta secreta" da mente do seu filho: crianças pequenas odeiam palestras, mas eles prestam atenção em tudo o que escutam quando não está sendo dito diretamente a eles;
- Mostrar respeito: depois do seu amor, é o que seu filho mais quer;
- Elogiar: elogios ajudam a mudar gentilmente o comportamento do seu filho para melhor;
- Falar através da "porta secreta" da mente do seu filho: crianças pequenas odeiam palestras, mas eles prestam atenção em tudo o que escutam quando não está sendo dito diretamente a eles;
- Desenvolver a auto-confiança da criança: jogos estimulam a auto-confiança;
- Encorajar a paciência: ensine seu filho a esperar - aos poucos;
- Oferecer recompensas: algumas vezes é o que falta para haver mais cooperação.
Como mostrar respeito quando falar com a criança pequena ?
- Sorria, olhe olho no olho;
- Sente-se, ajoelhe ou abaixe-se de modo que seu rosto esteja abaixo do nível da criança;
- Incline-se para a frente, na direção do seu filho;
- Escute-a com interesse, sem interrompê-la;
- Responda-a imediatamente;
- Peça permissão para dar conselhos. Faça isso até com a criança pequena. Ela pode não entender as palavras, mas vai apreciar o tom respeitoso da voz.
"Crianças pequenas prestam mais atenção à nossa linguagem corporal do que às nossas palavras".
- Encorajar a paciência: ensine seu filho a esperar - aos poucos;
- Oferecer recompensas: algumas vezes é o que falta para haver mais cooperação.
Como mostrar respeito quando falar com a criança pequena ?
- Sorria, olhe olho no olho;
- Sente-se, ajoelhe ou abaixe-se de modo que seu rosto esteja abaixo do nível da criança;
- Incline-se para a frente, na direção do seu filho;
- Escute-a com interesse, sem interrompê-la;
- Responda-a imediatamente;
- Peça permissão para dar conselhos. Faça isso até com a criança pequena. Ela pode não entender as palavras, mas vai apreciar o tom respeitoso da voz.
"Crianças pequenas prestam mais atenção à nossa linguagem corporal do que às nossas palavras".
"Não se surpreenda se você sentir-se pouco à vontade - quer dizer, um pouco esquisita - quando começar a falar a linguagem infantil - independentemente de onde viva. No começo, a maioria dos pais evita fazer isso na frente dos outros. "Dá vergonha !" (alguns pais praticam sozinhos no banheiro - de frente pro espelho, é ótimo).
Como eu digo, falar calmamente funciona com crianças calmas e tranqüilas. Refletir a intensidade emocional da criança é geralmente necessário para ajudar crianças aborrecidas a sentirem-se respeitadas e compreendidas. Demonstrar compreensão quando a criança está brava transmite a mensagem de que você ainda a ama, mesmo quando ela está nervosa."
Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block
trechos do livro copiados da PR
Como eu digo, falar calmamente funciona com crianças calmas e tranqüilas. Refletir a intensidade emocional da criança é geralmente necessário para ajudar crianças aborrecidas a sentirem-se respeitadas e compreendidas. Demonstrar compreensão quando a criança está brava transmite a mensagem de que você ainda a ama, mesmo quando ela está nervosa."
Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block
trechos do livro copiados da PR
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
“QUAL A LEI QUE GARANTE O DIREITO AO DISLÉXICO DE FAZER PROVA ORAL?”
A legislação brasileira atual não possui regras específicas para os disléxicos, não havendo, portanto, uma lei em particular garantindo ao disléxico o direito de fazer prova oral, ter um tempo maior para realização de provas ou de que ele não possa ser reprovado.
O que existe são várias leis que, apreciadas em conjunto, possibilitam defender os direitos dos educandos com necessidades especiais, como são considerados os disléxicos.
Aproveita-se para observar que a avaliação de dislexia deve ser realizada através de uma equipe multidisciplinar (psicóloga, fonoaudióloga e psicopedagoga clínica, pelo menos), visto ser a dislexia uma avaliação de exclusão de outras possíveis comorbidades.
Para defender os direitos dos disléxicos é necessário observar a Constituição Federal (art. 208), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei_nº_9.394) (art. 4º), a Resolução_CNE/CEB_nº02 de 11 de dezembro de 2001 (art. 3º, 5º e 8º), o Estatuto da Criança e do Adolescente (arts. 53 e 54), além de outros artigos dessas leis e de outros documentos legais venham a existir, sendo estes os básicos.
Também auxilia nesta questão a Lei Estadual n.º12.524, de 2 de janeiro de 2007, que dispõe sobre a criação do Programa Estadual para Identificação e Tratamento da Dislexia na Rede Oficial de Educação. Esta lei foi aprovada, mas ainda não foi regulamentada, o que impede a sua aplicação.
Os pais podem ainda procurar a Diretoria Regional de Ensino responsável pela escola onde se encontra matriculada a criança disléxica, e, se assim entenderem necessário, efetuar uma queixa contra a escola que não está cumprindo com a sua obrigação de efetuar a inclusão desse educando com necessidades especiais.
São as considerações básicas a serem observadas, de forma genérica, devendo cada caso individual ser analisado para buscar a solução mais adequada.Ricardo Bandeira de Mello, Advogado
Tel./Fax: 00 55 11 3151-3927 begin_of_the_skype_highlighting 00 55 11 3151-3927 end_of_the_skype_highlighting
http://www.dislexia.org.br/
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Como lidar com crianças autistas na escola
- No início da aula, a transição de deixar o seu pai / cuidador para se tornar parte de seu grupo, é uma forma estressante para criança com autismo.Dica para os professores - deixar pronto todos os materiais e inciar com o brinquedo preferido da criança ou atividades que são fáceis de fazer.
-Pergunte ao pai/ cuidador antes do início das aulas que atividades favoritas dos seus filhos são, e encontrar uma maneira de trabalhá-las neste momento de transição.
-Materiais como papel machê, cola, tintas de dedo, massinha, argila, etc, pode causar a criança a ter uma resposta negativa. Incentivar o uso de ferramentas (pincel, trincha ou luvas) para as crianças super sensiveis ao toque.Planejar as atividades e estar ciente de certas modificações.
-O aluno que têm um fascínio com os brinquedos de transporte (carro,trem).Propor uma atividade pintura ou modelagem com eles.
-As pistas visuais (objetos concretos, fotos) são muito importantes.O ambiente deve ter uma imagem explicando o seu uso e finalidade.
-Coloque imagens em embalagens de itens do que pertence no recipiente. Coloque essas mesmas imagens nas prateleiras onde os recipientes sejam mantidos. Isso é muito reconfortante e acolhedor para uma criança com autismo.
-Ordem e previsibilidade são muito importantes. Essas pistas visuais ajudá-los a prever os efeitos do seu ambiente, e remover o medo do desconhecido. Além disso, a utilização de um programa de imagem ou o nome da criança gravado (mesa, hora da roda e nos materiais)
-Mais uma vez, a previsibilidade ajuda a criança com autismo funcionam suavemente e sem medo e stress. Quanto mais você pode informar a criança com autismo sobre seu ambiente e que vai acontecer a seguir, mais sucesso você terá comportamentalmente.
-Ambiente tranquilo (um cantinho com um tapete no chão, uma cadeira puff ou uma cadeira de balanço para sentar. Criar um espaço maravilhoso para a criança mais agitada acalmar.
- Muitas pessoas com autismo têm dificuldade em filtrar ruídos estranhos. Usando um tapete no chão, vai ajudar a minimizar estes sons.
-Evitar vários cartazes, brinquedos, e outros estimulos. As crianças com autismo, são completamente distraído por estímulo visual. Um educador sábio, que quer a atenção de seus alunos, irá evitar nas paredes vários cartazes.-Incentivar a ajuda na limpeza e organizar o ambiente é uma ótima maneira para a criança com problemas de integração sensorial para usar seus músculos grandes. Fazer estas crianças para transportar cadeiras pesadas ou livros ajuda a organizar seu cérebro e também tem um efeito calmante sobre o sistema nervoso.
-Deixar o aluno com autismo ser ajudante na sala de aula. Isso lhes dará mais oportunidades para o movimento que muitas destas crianças anseiam.Carregar os materiais, apagar o quadro-negro, lavar mesa, organizar os brinquedos são algumas idéias.
-Nunca punir uma criança com autismo que procura movimento, tirando um recreio ao ar livre. Isso só vai aumentar a inquietação e explosões.
-Para as atividades de círculo e de grupo, tentar fornecer puff ou tapete individual, para que o aluno com autismo entende que sua posição é no espaço. Isto proporciona-lhe um limite físico.
-Preparar e organizar o ambiente e os materiais de acordo com nível intelectual da criança com autismo.
Brincando com a criança autista
- Em todas as brincadeiras, os olhos do adulto deverão estar no mesmo nível do olhar da criança.
- “Vou pegar você” - brincar de “pegar”, fazer cócegas, abraçar. Repetir várias vezes e parar. Se a criança , de alguma forma, pedir que o adulto repita a brincadeira, o adulto deve repetir.
- Imitar a ação da criança , usando dois brinquedos iguais (carros, chocalhos, objetos que rolem) . No início, fazer o movimento ao mesmo tempo que a criança, depois em turnos.
- Soprar bolas de sabão
- Pião – demonstrar para a criança, repetir, parar, esperar que ela peça por mais. No início, aceitar qualquer tentativa de comunicação.
- Brinquedos com sons / luzes – deixar a criança explorar, depois brincar com ela, em turnos.
- Fantoches de animais – o adulto deve fazer uma voz diferente; imitar o som do animal; dizer o nome do animal. O fantoche beija a criança, abraça, se esconde, dá tchau, bate palmas.
- Músicas - aproveitar o interesse da criança e dançar com ela, segurando suas mãos, pulando, balançando, imitando os movimentos dela ( se a criança mais tarde imitar os seus, ótimo !).
- Bola – jogar ou rolar para a criança e ensiná-la a jogar/ rolar a bola de volta (talvez sejam necessários dois adultos) . Quando ela souber jogar para outra pessoa, jogar outros brinquedos, como carrinhos.
- Livro - mostrar figuras , apontando para a figura e para a criança, sucessivamente.
- Surpresa! – coloque vários objetos/ brinquedos num saco e ao retirá-los, exagere a surpresa. Quando a criança se interessar, ela e o adulto retiram em turnos.
- Surpresa! 2 - esconda objetos/brinquedos pela casa e procure-os com a criança. Quando encontrá-los, exagere a surpresa.
- Imitar a criança em brincadeiras menos óbvias ( aqui também são necessários dois objetos ) : falar ao telefone, colocar o boné, colocar um objeto na cabeça, pentear o cabelo, brincar de “comidinha”etc.
- Brincar com bonecos – dar comida, banho, pentear, colocar para dormir, sentar na cadeira, entrar na casa, sair etc.
Pais, filhos e O SINTOMA
Dizer ainda que um filho é sintoma dos pais, ou seja, que eles mesmos o fizeram desenvolver formas de adaptação ao meio familiar ,soa como ofensa pessoal imperdoável . Entretanto, na formação das configurações vinculares é que o sintoma ou formações sintomáticas nascem. Portanto, se aceitamos que as primeiras figuras com as quais um bebê faz vínculos são pai e mãe e que assim foi com os próprios pais nesse espaço que abrange toda a ancestralidade de um ser humano, torna-se mais fácil e menos culpabilizadora a condição mencionada. Aceitar que uma formação sintomática se dá durante o período em que uma criança monta sua subjetividade e que por isso mesmo precisa adequar sua necessidade à realidade possível, pode tornar o olhar sobre ela mais brando e menos disruptivo.
Esse livro apresenta uma nova abordagem sobre o tema e propõe uma reflexão acerca de tudo aquilo que foi dito até hoje sobre doença e saúde mental, e convida cada um a investigarem, seus próprios sintomas e em que momento se manifestaram.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
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