terça-feira, 24 de janeiro de 2012

1.o Congresso Mineiro de Neuropsicologia

Pão de queijo, café e Neuropsicologia
Para além de promessas apocalípticas, o ano de 2012 será marcado por um evento que, esperamos, dará início a uma nova tradição em Minas Gerais. De 29 a 31 de março de 2012, Belo Horizonte será sede do primeiroCongresso Mineiro de Neuropsicologia – III Carl Wernicke, que buscará juntar o aconchegante jeitinho mineiro com o melhor da pesquisa e aplicação da Neuropsicologia no estado.
O evento contará com cinco módulos, contemplando as áreas de Avaliação Neuropsicológica, Intervenção e prática clínica na Neuropsicologia, Interfaces com a Psiquiatria,  Aplicações na Educação, além de um módulo sobre a Neuropsicologia da Linguagem.
Data: 29, 30 e 31 de março de 2012
Local: Colégio Salesiano de Belo Horizonte
            Av. Amazonas, 6825 – Gameleira – Belo Horizonte – MG

Vivências de uma Família Disléxica

Beto é um menino de 12 anos, que está na 6ª série e agora consegue acompanhar os estudos, mesmo com dificuldade. Beto nos conta:
"Somos 4 irmãos e meus dois irmãos mais velhos sofreram muito no colégio. Eu me lembro que quando era pequeno, eu dizia em casa:
- Estou ouvindo, mas não entendo! Mesmo agora tenho que fazer um grande esforço para entender o que dizem na escola. Até em casa, não consigo acompanhar bem as estórias da Televisão!
Meu irmão mais velho vive perguntando à mulher dele o que aconteceu no programa de TV. E por isso eu não me sinto tão burro pois eu sei que meu irmão não é burro! Antigamente eu pensava que eu era idiota e não me relacionava bem com meus colegas. Eles me chamavam de "burro". E claro que era mais fácil me relacionar com os adultos. Agora, que estou mais velho, eu já consigo me dar bem com outras crianças.
Na 2ª série eu comecei a receber ajuda – fui para a fono e comecei a perceber que eu podia aprender, só que meu tempo era maior. Precisei de muita ajuda para aprender a ler. Meu irmão de 21 anos ainda tem problemas com a leitura e a escrita (ortografia), mas ele é muito vivo para outras coisas. Ele compreende tudo quando ele ouve e, aprende rapidinho. Ele é melhor do que eu nessa parte.
Eu tive também aulas de computador, o que me ajudou muito no meu trabalho escolar. Todos meus livros, exceto matemática e gramática, estão gravados em fitas. Preciso, ainda, de muita ajuda em casa: minha mãe é, para mim, uma professora muito especial! Conto também com a ajuda da FONO!
Aliás, toda nossa família é especial – fora do comum! Nós três temos problemas com a aprendizagem, mas todos os meus irmãos estão indo bem na faculdade, embora tenham ingressado mais tarde. Um dos meus irmãos tem uma colega que anota tudo para ele, pois ele não consegue ler o que escreve! Nas matérias com muita leitura, minha mãe faz resumos digitados no computador. Pouco a pouco também vou me sentindo bem.
Sei que meus irmãos são legais. Nós rimos muito das nossas besteiras; por exemplo, quando meu irmão mais velho se perde dirigindo, ou também, quando ele anota ao contrário o número do prédio que procura. Aliás, meu irmão é igual a minha mãe. Quando dirige, vive se perdendo... Bem, o mais importante é que estamos todos juntos, no mesmo barco, lutando para conseguir VENCER.

Palestras - Autismo

Autismo - Programação de Cursos - AMA

TDAH - Campanha pelo direito de ter Diagnóstico e Tratamento baseados em...

domingo, 22 de janeiro de 2012

Método das Boquinhas





02/03/2012-Betim/MG- curso de Educação Infantil e Jogos-Método das Boquinhas 
Agenda de Cursos 

Por: Renata Jardini

Faça sua inscrição em mais uma capacitação oferecida em Minas Gerais com a idealizadora do Método das Boquinhas: Dra. Renata Jardini, na Escola Apogeu.

 Será um curso de Educação Infantil com Jogos - Método das Boquinhas, nos dias 02 e 03/03/2012.

 Inscreva-se: ceapogeu@hotmail.com (31)3591-2915.


http://www.metododasboquinhas.com.br/base.asp?pag=noticia.asp&cboTema=3

O papel do Pai

Frente à angústia, a confusão, e o cansaço que sofremos quando temos filhos pequenos nós mulheres queríamos ter a mão uma série de “obrigações” para empurrar ao varão a quem percebemos mais livres e autônomos e com uma vida que não mudou tão drasticamente como a nossa. Somos nós mulheres quem necessitamos crer que um “bom pai” se ocupa de tal e qual maneira dos filhos que temos em comum. Mas quanto isto não ocorre, nos constrange o rancor e o desapontamento.



O papel que cada um assume são fatos culturais. Os personagens que repartimos entre todos para que uma cena possa ser representada. De forma que, quando uma criança entra em cena (ou nasce), todos os papéis que tínhamos nos atribuídos se desacomodam. Nós as mulheres nos encontramos em lugares que não havíamos disposto de nós mesmas, nos sentimos fora do mundo, sós, exageradamente solicitadas, destroçadas entre permanecer nos lugares onde havíamos forjado nossa identidade, ou pendentes das necessidades da criança pequena. Frente a este panorama observamos ao varão que não está nem destroçado nem lutando entre novas e velhas identidades, nem ferido, nem esgotado. Por tanto nos parece evidente que teria que assumir parte das tarefas que por caráter transitivo de gênero, assumimos quando nos tornamos mãe. E assim se põem manifestos os desacordos ocultos do casal.
Pois bem. Sobre tudo isso vale apena conversar. Porque a presença de uma criança nos obriga a pensar como vivemos, o que esperamos uns dos outros, que organização familiar estamos dispostos a construir e quanta generosidade temos disponíveis. Por outra parte, os papéis que assumimos serão funcionais de acordo a se planejamos juntos ou não. Por exemplo, se assumimos que a mãe vai se encarregar emocionalmente da criança, necessitará que alguém se encarregue emocionalmente dela. E o varão que tem ao lado dela possivelmente seja o melhor postulante para esse papel. Nesse caso não importa o que faz em função a paternidade não importa se dá o banho, ou se acorda a noite para acalmá-lo. Porque é pai na medida em que sustenta emocionalmente a mãe para que tenha forças afetivas suficientes para embalar a criança.


Em troca se a mães não tem disponibilidade emocional para a criança, ou não tem possibilidades de permanecer ao seu lado por que a economia familiar depende dela: possivelmente tenha um varão mais carinhoso e em aparência “bom pai” que se ocupa da criança. Sem embargo, de um modo pouco visível está obrigando a sua mulher a abandonar seu desdobramento maternante e desviando sua preocupação para a aquisição de alimento. Nestes casos, o varão não possibilita nem facilita uma permanência suave e dedicada da mãe até seu filho. E isto não é um dado menor, ainda que nós mulheres modernas crêssemos que a igualdade de direitos se baseia em que tanto as mulheres como os homens assumimos indistintamente a criação dos filhos: do ponto de vista da criança, não é o mesmo receber cuidados “ maternantes” femininos que cuidados “partenantes” masculinos. E isso que nem se quer estamos falando da amamentação, fato que requer permanência e disponibilidade insubstituível por parte da mãe.


O ideal seria que os papeis estivessem atribuídos para jogar o jogo familiar. A maioria das vezes isto não ocorre. Há um papel que poucas vezes assumimos, sejamos mulheres ou homens. É o papel de quem se despoja de suas próprias necessidades a favor das necessidades básicas impostergáveis urgentes e insubstituíveis das crianças pequenas. Quando subestimamos os tempos lentos das crianças, a necessidade de contato, de braços, de presença física e de escuta genuína, ninguém assume o seu papel.
Falar do que cabe ao pai fazer ou do que corresponde fazer a mãe, nos coloca na luta interminável por quem consegue resguardar mais de si mesmo. É verdade que nos falta jogar para a cena familiar. Na maioria dos casos ficamos sem família estendida, sem bairro, sem aldeia, sem mulheres experimentadas nem grupos de pares para fazermos cargo mancomunadamente das crianças pequenas. Estamos todos muito sós e exigidos. Nesse sentido, os varões que deseja ser bons pais tão pouco conseguem responder as expectativas. Falham. Estão cansados. Recebem palavras de desprezo. Se sentem pouco valiosos. Escassamente potentes. E supõem que deveríam fazer o que não fazem, quer dizer, chegar cedo a casa, se ocupar da criança, acalmá-la, brincar com ela, ser paciente.


Pensar o papel do pai dentro da família moderna tem que coincidir com o pensamento mais generalizado sobre como vivemos todos nós, como e onde trabalhamos, como circula o dinheiro, quem administra, como nós viramos a respeito do poder dentro das relações, como circula o amor e o dialogo dentro do casal e sobre tudo qual a importância que damos a liberdade e a autonomia pessoais. Porque é importante ter em conta que se estamos apegados a própria autonomia a criança não conseguirá receber o que precisa. E se recebe o tempo e a dedicação será em detrimento da liberdade da mãe. E desde esse lugar da perda de liberdade, nós as mulheres nos colocamos exigentes com os varões, queremos definir claramente qual papel eles deveriam assumir. Com o que estamos chateados uns com os outros. Por isso não passa por lutar para determinar quem tem mais liberdade, atribuindo deveres a torto e a direito, porém passa por revisar qual capacidade de entrega temos uns com os outros. A maternidade e a paternidade não combinam muito com a autonomia e a liberdade pessoal. Nesse ponto dá na mesma ser mulher ou homem.


Talvez seja tempo de olharmos honestamente e reconhecer o que é que cada um de nós está disposto a dar. Comprometermo-nos a isso e não mais. Aceitar nossas limitações e nos darmos conta que nos complementamos. Que há algo que o outro oferece que ele mesmo não seria capaz e que se não dá “tudo” que queríamos, não o coloca no lugar de “não dá nada” e sim “que dá algo diferente”. Desse modo perdem sentido todas as discussões sobre os papéis adequados, o que se deve ou não fazer frente a algo tão difícil como criar crianças pequenas.

Laura Gutman
Tradução Flavia Penido

http://www.lauragutman.com.ar/articulos.html

Dez razões para atender ao choro de uma criança

  1. As primeiras tentativas de comunicação do bebê são não-verbais. O bebê não é capaz de expressar sua alegria em palavras, então sorri. Ele não pode expressar em palavras sua tristeza ou raiva, mas chora. Se for atendido quando sorri, mas não quando chora, corre o risco de entender que só é amado e cuidado quando está alegre. Crianças que são tratadas assim ao longo dos anos não se sentem verdadeiramente amadas e aceitas.                       
  2. Se as tentativas de uma criança mostrar tristeza ou raiva forem rotineiramente ignoradas, ela não conseguirá aprender a expressar esses sentimentos em palavras. O choro precisa ser atendido de forma positiva e apropriada para que a criança perceba que todos os seus sentimentos são aceitos. Se os seus sentimentos não forem aceitos e o choro for ignorado ou punido, ela entende que sua tristeza e raiva são inaceitáveis, independentemente decomo sejam expressos. Será impossível para a criança perceber que a expressão da raiva e da tristeza em palavras apropriadas deve ser aceita, quando ela tiver idade e capacidade para usar essas palavras. A criança se comunica do modo como é possível para ela em determinada fase; ela não pode fazer algo que ainda não teve a oportunidade de aprender. A criança dá o melhor de si, de acordo com sua idade, experiência e circunstâncias imediatas. É injusto punir uma criança por não ter feito mais do quê ela é capaz.
                                                             
  3. Uma criança que aprendeu que seus pais só a atendem quando ela é "boazinha", vai aprendendo a esconder dos outros, e até de si mesma, seus comportamentos "maus" e sentimentos "ruins". Quando adulta, irá negar os sentimentos "ruins", e será incapaz de comunicar toda a gama de sentimentos humanos. Na verdade, muitos adultos têm dificuldade em expressar raiva, tristeza ou outros sentimentos "maus" de um modo apropriado.
  4. A raiva que não pode ser expressa na infância não desaparece por si só. Ela é reprimida e se acumula no decorrer dos anos, até que a criança não agüente mais contê-la e tenha idade suficiente para não temer mais o castigo físico. Quando finalmente esse reservatório de raiva explode, os pais ficam assustados e perplexos. Eles esqueceram as centenas ou milhares de frustrações que foram sendo acumuladas ao longo dos anos. O princípio psicológico de que "a frustração leva à agressão" é claramente exemplificado na revolta do adolescente. Precisamos ajudar os pais a entender o quanto é frustrante para a criança sentir-se "invisível" quando seu choro é ignorado, e como se sente desamparada quando os pais punem ou ignoram tentativas de expressar suas necessidades ou emoções.
  5. Todos nascemos sabendo que cada um de nossos sentimentos é legítimo. Perdemos aos poucos esse sentido quando apenas o nosso lado "bom" obtém uma resposta positiva. Isso é trágico, pois somente quando aceitamos a nós mesmos e aos outros, independentemente de nossos erros, podemos ser verdadeiramente amorosos. Se não formos totalmente amados e aceitos na infância, não poderemos saber como alguém se sente assim, e não seremos capazes de comunicar isso aos outros, por mais leitura, reflexão e psicoterapia que possamos fazer. Nossas vidas seriam bem mais fáceis se tivéssemos simplesmente recebido amor incondicional durante nossos primeiros anos de vida!
  6. Pais que se perguntam se devem ou não atender ao choro do filho deveriam pensar um pouco em sua própria reação em situações semelhantes. Os pais podem achar certo ignorar o choro do filho, mas ficam muito bravos se o cônjuge ignorá-lo quando ele ou ela quer estabelecer um diálogo. Em nossa sociedade, muita gente acha que o indivíduo só tem direito a ser ouvido a partir de uma certa idade. Mas que idade seria essa? Bebês e crianças não são menos gente só porquê são pequenos e indefesos. Se não por outro motivo, quanto mais indefesa uma pessoa mais ela deveria merecer nossa compaixão, atenção e cuidados.
  7. Se as crianças aprendem com o exemplo dos pais que pessoas indefesas merecem ser ignoradas, elas podem perder sua compaixão inata por outros seres humanos. Se quando eram crianças indefesas tiveram seu choro ignorado, irão acreditar que esse é o modo certo de agir em relação aos mais fracos: "quem tem a força, tem a razão". Sem compaixão, prepara-se o cenário para a violência futura. Quem se pergunta o porquê de um criminososo violento não ter piedade de suas vítimas, precisa imaginar onde foi que ele perdeu sua compaixão. A compaixão não some de um dia para o outro. Ela é subtraída, gota a gota, por pais indiferentes ou punitivos, até desaparecer completamente. A perda da compaixão é a maior desgraça que pode se abater sobre uma criança.
  8. A criança que aprende pelo exemplo dos pais que ignorar o choro de um filho é correto, naturalmente vai tratar do mesmo modo seus próprios filhos, a menos que alguém intervenha. Os cuidados parentais inadequados passam de uma geração a outra até que alguma circunstância feliz mude esse quadro. Mas as tarefas de pai e mãe são bem mais fáceis para quem aprendeu na infância como tratar os filhos! Talvez o ciclo de maus cuidados parentais seja interrompido quando as pessoas começarem a parar na rua para intervir quando presenciarem a cena de uma criança sendo humilhada. Talvez isso represente para aquela criança a primeira vez em que seus sentimentos foram considerados legítimos e importantes, e essa mensagem crucial será lembrada mais tarde, quando ela mesma tiver um filho.
  9. Chorar é um sinal designado pela natureza para perturbar os pais de modo que as necessidades da criança sejam atendidas. Ignorar o choro do bebê é como ignorar um alarme de incêndio porque o seu ruído é desagradável. Esse sinal tem o objetivo de nos perturbar para que prestemos atenção em algo importante. Só uma pessoa surda ignora o alarme de incêndio, mas muitos pais se fazem de surdos quando seus filhos choram. O choro, como o alarme de incêndio, tem por objetivo chamar nossa atenção para que cuidemos de necessidades importantes da criança. Não faz sentido imaginar que a natureza teria dado a todas as crianças um sistema de alarme que não serve para nada. 
  10. Pais que só reagem a comportamentos "bons" podem acreditar que estão ensinando a criança a se comportar "melhor". Mas eles mesmos são mais propensos a colaborar com pessoas que os tratam com delicadeza. É como se as crianças pertencessem a uma espécie diferente, que funciona com outros princípios de comportamento. Isso não faz sentido, porque seria impossível saber em que momento a criança passa para o modo "adulto" de ser. A verdade é bem mais simples: crianças são seres humanos que se comportam do mesmo modo que todos os outros seres humanos. Como todos nós, eles reagem melhor à delicadeza, paciência e compreensão. Os pais que não entendem porquê o filho é "mau-comportado" deveria perguntar a si mesmos: "Eu tenho vontade de obedecer quando alguém que me trata bem, ou quando alguém me trata do modo como acabei de tratar meu filho?"
Fonte: http://helenab.tripod.com/jan_hunt/dez.htm

Professor Psicopedagogo e seu lugar na Educação

O professor com formação psicopedag6gica possui um diferencial a mais alem da sua especialização, o que o toma amplamente qualificado para exercer sua função. Esse profissional, por conhecer melhor as diversas faces do processo de aprendizagem, consegue oferecer recursos e criar intervenções que realmente atinjam com eficácia o seu objetivo profissional: a aprendizagem do aluno.

Além de ser um especialista em conteúdo e informações, o psicopedagogo também se preocupa com o sujeito do conhecimento, e não apenas com a apropriação e transmissão do ensino. Para isso de oferece outros recursos, alem das didáticas tradicionais, para tomar o aprendizado mais eficaz, como conhecer o aluno e suas características para percebê-lo além da sala de aula, principalmente nos casos de não aprendizagem. Assim o profissional deixa de ser, apenas, um transmissor do saber e passa a conduzir o aluno pela constituição do seu próprio conhecimento. Dessa forma, ele promove uma real interação entre escola e aluno, unificando essa relação e procurando adaptá-la a cada realidade, com plena consciência dos limites e das potencialidades individuais.

Sendo assim, de consegue ter uma visão diferenciada do aluno, um olhar especial para cada um, buscando atingir o aprendiz por completo, com plena consciência dos seus limites e das suas potencialidades. Enfim, o professor com formação em psicopedagogia oferece maiores possibilidades para um bom desenvolvimento e aprendizagem de seus alunos. (i)

Desenvolvimento Cognitivo

Para Piaget, o processo cognitivo, refere-se não apenas ao conhecimento ou de interpretação do mundo, mas implica também nas relações espaço-temporais e casuais, pois estas se constituem na condição da organização da experiência vivida pela criança.


Habilidades Cognitivas
1 a 2 anos
 -coloca um objeto dentro de recipiente,seguindo instrução verbal
-coloca objetos num recipiente,esvaziando-os depois
-empurra três cubos
-empilha três cubos
-coloca círculo e quadrado por tentativa e erro
-rabisca papel
-retira pinos da prancha perfurada
-tira um objeto de cada vez de dentro de um recipiente
-identifica algumas partes do corpo
-empilha três cubos com imitação
-associa objetos iguias
-reconhece figura ou pessoa conhecida
-folheia livros e revistas
-reconhece a si em fotografia


2 a 3 anos
 -encontra objetos iguais
-realiza encaixe de três peças
-imita uma linha vertical e horizontal
-imita desenhando um círculo
-coloca 4 contas grandes num fio
-constroi torre de até 6 peças
-nomeia gravuras do seu cotidiano
-monta quebra-cabeça com duas peças
-noção de cores
-faz pareamento de três cores
-noção de pequeno e grande
-combina forma geométrica com a figura correspondente

3 a 4 anos
 -monta quebra-cabeça de 5 partes
-constroi torre de até 10-12 blocos
-copia cruz e desenha círculo
-Discrimina e nomeia cores, formas, tamanho
-identifica várias partes do corpo

4 a 5 anos
-relaciona objetos desenhados
-relaciona objetos em diferentes posições
-identifica detalhes em objetos e desenhos
-tem noção de direita e esquerda em si mesmo
-identifica diferentes cores
-monta quebra-cabeça  de 12 peças
-noção de sequência lógica
-desenha quadrado e triângulo
-tem conceito de tamanho


6 a 7 anos
 -conhece direita e esquerda em objetos a sua frente
-desenha figuras
-percebe e combina figuras abstratas
-monta quebra-cabeça 36 peças

Cognição é o ato ou processo de conhecer, que envolve atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem.

O bebê pensa? De que forma?
O desenvolvimento se dá de maneira contínua desde os primeiros dias, e de acordo com Piaget, no início a criança ainda não representa internamente e não "pensa" conceitualmente. O seu pensamento é constituído pelas suas sensações (sensório) e movimentos (motor), ou seja , ela descobre as propriedades dos objetos do seu ambiente manipulando-os. Piaget descreveu vários estágios do desenvolvimento e de acordo com suas teorias, cada estágio é constituído sobre as estruturas do anterior e isto significa que cada etapa superada é uma preparação para o estágio seguinte. Assim, a criança necessita de estimulação visual, audititiva e tátil para que sua inteligência se desenvolva.

Papai e mamãe agora vocês já sabem:
- preciso de estímulos (auditivos, visuais, táteis e gustativos) para desenvolver e expressar minha inteligência.
Mas lembrem-se:
- preciso dos estímulos adequados e no momento certo. Tenho muita curiosidade, mas não tenho maturidade para escolher por mim mesma.

Idade: 0 - 1 ano

- Vira a cabeça em direção ao bico quando a bochecha é tocada.
- Abre a boca para mamadeira ou seio e começa a sugar antes do bico tocar a boca.
- Olha na direção ou movimenta o corpo em resposta ao som.
- Mostra resposta 'a voz do adulto através de movimento do corpo ou parando de chorar.
- Indica sensibilidade de contato do corpo através dos seguintes comportamentos: ficar quieto, chorar ou movimentar o corpo.
- Fica calmo ou muda de movimento do corpo em resposta 'a presença de uma pessoa.
- Chora diferentemente devido a desconfortos diversos.
- Segue visualmente um objeto da linha mediana do corpo.
- Segue a luz com os olhos virando a cabeça.
- Segue e procura localizar um som movimentando a cabeça na sua direção.
- Mantém contato visual durante alguns segundos.
- Golpeia objetos e tenta alcança-los. Esforça-se por agarrá-los.
- Observa sua mão.
- Segura objeto utilizando preensão palmar durante "30" segundos com liberação involuntária.
- Olha ao redor quando carregado.
- Olha para a pessoa,fala ou movimenta-se tentando ganhar sua atenção.
- Procura objeto que tenha sido removido de sua linha de visão.
- Tira pano do rosto que obscurece sua visão.
- Despeja objetos de um recipiente.
- Coloca objetos no recipiente, imitando.
- Tira objetos de recipiente, imitando.
- Chocalha objetos sonoros.
- Deixa cair e apanha um brinquedo.
- Transfere um objeto de uma mão para outra a fim de pegar outro "brinquedo".
- Encontra um objeto escondido debaixo de um recipiente.
- Executa ordens simples a pedido.

Idade 1 a 2 anos

- Coloca um objeto num recipiente seguindo instrução verbal.
- Coloca objetos num recipiente esvaziando-o depois.
- Coloca objetos num recipiente , a pedido.
- Tira objetos de um recipiente, um de cada vez.
- Empilha cubos, imitando.
- Rabisca.
- Vira páginas de livro - 2 a 3 de cada vez, para achar uma figura que foi nomeada.
- Aponta para uma parte do corpo.
- Aponta para si mesma quando lhe perguntam - Onde está?...
- Aponta para uma figura nomeada.
- Coloca argola num pino.
- Constrói torre de cubos, imitando.
- Imita movimento circular.

Idade: 2 a 3 anos

- Desmonta e monta brinquedo desmontável.
- Coloca objetos "em cima de", "embaixo de", "dentro", "fora".
- Constrói torres com 5 a 6 cubos.
- Vira páginas de livro, uma de cada vez.
- Dobra papel pela metade, imitando.
- Desenha círculo.
- Combina objetos semelhantes.
- Desenha uma linha vertical imitando
- Desenha uma linha horizontal, imitando.
- Aponta para 3 cores, quando nomeadas.
- Vira maçaneta de porta, cabos, etc.
- Desembrulha objetos pequenos.
- Faz bolas de argila.
- Monta um brinquedo de 4 partes.
- Combina uma forma geométrica com a figura correspondente.
- Aponta para grande ou pequeno quando lhe pedem.
- Reconhece músicas que lhes são familiares.


Idade: 3 a 4 anos

- Encontra livro específico, quando lhe pedem.
- Aponta para figuras simples, quando nomeadas.
- Combina texturas.
- Utiliza molde.
- Corta com tesoura.
- Aponta para 10 partes do corpo seguindo uma ordem verbal.
- Diz quais os objetos que se usam junto, por imitação.
- Junta 2 partes para formar um todo (figuras).
- Combina um a um, três ou mais objetos.
- Constrói uma ponte com cubos, imitando.
- Junta quebra-cabeça de 3 peças.
- Pega o lápis entre o polegar e o indicador, descansando o 3º dedo.
- Copia linha ondulada.
- Desenha uma cruz, imitando.
- Acrescenta perna e ou braço ao desenho incompleto de uma pessoa.

Idade: 4 a 5 anos

- Pega o número especificado de objetos, quando lhe pedem.
- Copia um triangulo, a pedido.
- Separa objetos por categoria.
- Demonstra compreensão (apontando) se um objeto é pesado ou leve.
- Empilha 2 ou mais argolas numa estaca por ordem de tamanho.

Idade : 5 a 6 anos

- Desenha gravuras simples - casa, homem, árvore.
- Recorta e cola formas simples.
- Copia letras maúsculas, grandes, isoladas em qualquer lugar do papel.
- Capaz de copiar letras pequenas.
- Escreve o seu nome.
- Colore obedecendo contornos.
- Capaz de cortar gravura de revista sem sair muito do contorno.
- Copia desenhos complexos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

XVIII Curso de Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão



A Fundação Hospital de Olhos (FHO) foi criada há 25 anos com o objetivo de promover pesquisas e projetos sobre a visão bem como oferecer auxílio no rastreamento de problemas visuais, especialmente de crianças e adultos em fase escolar. Esta longa trajetória fez com que os membros da Instituição convivessem com os Distúrbios de Aprendizado Relacionados à Visão, cujos destaques são Sindrome de Irlen e Dislexia - que segundo dados da ABD tem uma incidência de 5 a 17% na população brasileira. Para discutir o tema e orientar profissionais que lidam diretamente com os portadores desses distúrbios a FHO promoverá nos dias 22, 23 e 24 de março de 2012 a XVIII edição do Curso de Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão - Síndrome de Irlen. No seu quinto ano o projeto será marcado pela consolidação da Rede de Screeners - com mais de 1500 (mil e quinhentos) integrantes distribuídos em todas as regiões brasileiras.

Os membros da Rede Habilitada – chamados, na linguagem técnica, de Screeners - são capacitados e orientados a identificarem portadores de distúrbios de aprendizagem relacionados à visão. Esses profissionais passam a integrar, também, a rede mundial do Instituto Irlen - que está presente em mais de 42 países e conta com mais de 4.000 educadores. O Método Irlen é aplicado no Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães há 6 anos. A metodologia de ensino e a forma de assistência aos casos foram revistos pela equipe do Hospital de Olhos, e, deste modo, foram correlacionados ao que há de mais novo nos estudos da Neurovisão e Oftalmologia. Os participantes, ao final do curso, contam com a certificação para a aplicação dos testes, divulgação de seus dados profissionais no portal www.dislexiadeleitura.com.br, além de terem acesso a conteúdos exclusivos sobre dislexia, visão, saúde e aprendizado, cursos periódicos de enriquecimento e apoio na divulgação da metodologia em sua região.


Mais informações (31)3289-2085 

http://www.dislexiadeleitura.com.br/inscricoes.php?codigo=20

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Plasticidade Cerebral


O fato de você ter uma personalidade bem definida e agir como “você” o tempo pode levá-lo a pensar que seu cérebro muda muito pouco ao longo da vida. Na verdade, muita coisa muda no cérebro ao longo da vida - e como resultado da sua própria atividade.

Essa capacidade de reorganização do cérebro conforme o uso é chamada de plasticidade cerebral. É justamente isso que lhe proporciona guardar registros da história de vida que define “você”, por exemplo, ou aprender a ler ou dirigir, ou modificar a representação da sua mão esquerda no cérebro quando você se torna um exímio violinista.

Em casos mais drásticos, é também a plasticidade cerebral que torna possível a reorganização funcional por trás de reaprender a andar, a falar ou a usar a mão após derrames ou infartos cerebrais, quando parte dos neurônios morrem, e até mesmo levar uma vida bastante normal quando todo um lado do cérebro é removido na infância devido a doenças congênitas.

Como o cérebro custa caro em termos de energia e nutrientes, faz sentido que seus recursos sejam desviados para aquelas funções que são usadas de maneira bem-sucedida. Como resultado, quanto menos se usa uma função cerebral, pior ela fica – ao mesmo tempo que quanto mais se usa o cérebro em um tipo de atividade, melhor ele é capaz de realizá-la. Por isso a atividade mental rica e variada, com a prática das mais variadas funções cognitivas, é importante: para manter todos os circuitos ativos e saudáveis, prontos para o uso. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

10 ideias para se divertir com as crianças nas férias


1. Acampamento indoor
Estipule um dia da semana para empurrar os sofás da sala e improvisar cabanas e tendas. “Faça uma caça noturna ao travesseiro, teatro de sombras. Use a imaginação”, ensina Ana Lucia Neves, coordenadora psicopedagógica da academia para crianças Bem Me Quer Sports.

Foto: Getty Images
Que tal improvisar cabanas e tendas no meio da sala?

Foto: Getty ImagesAmpliar
Congele algumas frutas antes dos dias de calor: elas funcionam como deliciosos picolés para as crianças
2. Boas vindas ao verão
Lave e pique frutas que podem ser congeladas. Comemore a estação com as crianças servindo os “picolés” durante todo o dia: cubos de melancia, uvas sem semente, fatias de manga. É refrescante e saudável.
3. Sorteio da cultura
Pesquise no jornal ou na internet as atrações infantis mais legais da sua cidade ou, para quem foi viajar, do destino escolhido. Conte um pouco sobre cada uma para as crianças e escreva o nome delas em pedaços de papel para fazer um sorteio. A cada sábado, um membro diferente da família tira o papelzinho.
4. Um dia no museu
Segundo a professora de educação infantil Juliana Figueiredo, responsável por dicas culturais da Escola Santi, museus inusitados – do relógio, da ciência, do futebol – são atrações certeiras para a criançada. Para o passeio se tornar mais interessante, mergulhe dias antes no assunto, lendo livros a respeito para as crianças.

5. Oficina de bonecas de pano

Junte as crianças para uma tarde de customização de roupinhas e acessórios de bonecas. “Esqueça as agulhas e providencie cola para tecido, retalhos, botões, lantejoulas, canetas coloridas, elásticos e outros aviamentos”, sugere Tatiana Ganme, estilista e proprietária da Bébé Sucré. Para estimular a criatividade, escolha um tema, como personagens de contos de fadas. O dia pode terminar com um desfile das criações.
6. Sessão da tarde
Transforme o filminho da tarde no “dia do cinema em casa”. Distribua a pipoca em saquinhos de papel, espalhe almofadões na sala de TV, apague a luz e passe filmes que as crianças ainda não assistiram, como os clássicos da sua infância.

7. Comer, beber, viver 
Leve a molecada para um piquenique no quintal ou no parque, ou escolha um dia para levar o café da manhã dele na cama. “Invente nomes divertidos para os lanches, faça surpresas. O momento será apreciado e a criança vai adorar que isso aconteça em todas as férias”, diz Ana Lucia.

Foto: Mariana Newlands
Brincadeiras tradicionais unem gerações
8. A semana da velha infância
A sugestão é do educador Tiago Aquino da Costa e Silva, vice-presidente da Associação Brasileira de Recreadores, a ABRE: “Ensine jogos e brincadeiras tradicionais: peão, bolinha de gude, ioiô e soltar pipa”. Tente manter os eletrônicos desligados durante toda a semana. Para ajudar, selecionamos 100 brincadeiras para você escolher por faixa etária, local para brincar e habilidades a desenvolver.
9. Jogos inventados – como o volençol
Materiais necessários: lençóis e bolas de vôlei. Forme quartetos, que deverão segurar, um em cada ponta, um lençol. Sobre ele, a bola. O grupo deve brincar com a bola sem deixá-la cair no chão. Depois, os grupos devem interagir, realizando lançamento e recepção das bolas. A sugestão faz sucesso nas recreações de Tiago e Kaoê Gonçalves, sócio-proprietário da Supimpa Recreação e Eventos.
10. Reis da sucata
Aproveite as férias para juntar e reaproveitar de forma divertida o material reciclável. A regra é guardar potinhos de iogurte, margarina e afins, além de separar todos os rolos de papel toalha ou papel higiênico. Quando houver material suficiente, sugira o dia da floresta, o dia dos animais, dos instrumentos musicais. Objetos relacionados a isso deverão ser construídos com o material reunido

Foto: Edu Cesar/Fotoarena