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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dislexia, daltonismo, problema na fala: eles tiram as diferenças de letra

Crianças contam como lidam com estes fatores no dia a dia e mostram que a detecção de uma condição adversa não precisa assustar

Flávia Pegorin, especial para o iG São Paulo | 29/11/2011 12:41

Heloísa e o filho Bernardo: "tenho dislexia e não tenho vergonha"
O último censo do IBGE aponta que 24% dos brasileiros sofrem de algum tipo de deficiência. As crianças não escapam às estatísticas – mas a maioria dos casos compreende diagnósticos leves, de situações perfeitamente contornáveis, adaptáveis ou mesmo curáveis. Naturalmente, grande parte dos pais fica preocupadíssima ao perceber um sintoma diferente em seu filho – ele não fala como as outras crianças, enxerga cores de um jeito diferente ou tem dificuldades específicas na escola. Mas o modo de encarar o problema e a busca por soluções ou melhoria na qualidade de vida da criança é o essencial nessa hora.

Leia também: meu filho é um campeão
A fonoaudióloga Renata Tramontina Ceribelli, especializada em crianças, diz que é comum pais e filhos chegarem ao consultório receosos e, em questão de minutos, abraçarem completamente o tratamento de fala.
“Muitas pessoas demoram a procurar um fonoaudiólogo quando percebem a dificuldade na fala dos filhos. Muito porque os pediatras não estimulam, acreditando sempre que ‘vai passar’. Mas, na maioria dos casos, as crianças são bem mais rapidamente auxiliadas quando chegam cedo ao especialista”, diz Renata.
Com exercícios de voz, no espelho e muitos jogos, o bom profissional da área logo conquista a atenção da criança – e, não raro, elas adoram fazer as sessões, pois percebem a própria melhora. Isso porque, nos primeiros anos de escola, é comum que os amigos notem e corrijam a criança que troca letras ou gagueja, por exemplo. “E esse é um motivo a mais para procurar ajuda: os pais também devem aprender a auxiliar o filho sem corrigi-lo seriamente a todo instante, o que pode prejudicar o tratamento”, lembra a fonoaudióloga.

Leia também: 9 erros dos pais no desenvolvimento da fala das crianças

Regina com as filhas Nadine, no alto, e Raissa: a caçula pergunta se "hoje é dia de fono"
Foi uma das coisas que aprendeu a dona de casa Regina Cunha, mãe de Raissa, 4 anos, e Nadine, 12 anos. A caçula vem, há algumas semanas, tratando com sessões de fonoaudiologia as onze trocas de letras – um volume alto para a idade – que produzia ao falar. A professora da menina, Carla, por exemplo, vira “Caila” – uma troca séria para a faixa etária de Raissa. “A escola sinalizou o problema e decidimos procurar logo um especialista para que ela não virasse motivo de gozação entre os amiguinhos”, conta Regina.
A previsão é que o tratamento de Raissa leve de seis a oito meses. Mas ela nem liga. Semanalmente vem a pergunta em casa: “mãe, hoje tem fono?”.“Acredito que a química entre a criança e quem a atende é determinante”, diz Regina. Raissa ama as sessões porque sua terapeuta inventa toda sorte de brincadeiras para mostrar a ela as correções.
Bernardo e a almofada de pancadas
Bernardo, de 12 anos, já sabe por exemplo que tem direito a mais tempo para resolver uma prova. O menino tem dislexia e, por conta disso, passou momentos difíceis até pais e professores perceberem o problema. “Bernardo tinha 8 anos quando fomos chamados na escola por causa do rendimento dele”, conta a mãe, a médica veterinária Heloísa Pappalardo Collet. Ele “comia” letras ao ler e escrever e tinha sérios problemas para ser alfabetizado. Todos achavam Bernardo “lento, imaturo”. A própria mãe, com grande sinceridade, conta que ela e o marido invariavelmente brigavam com o menino por causa das notas baixas e o obrigavam a estudar nos fins de semana.
Com a ajuda da ABD, Associação Brasileira de Dislexia, Bernardo ganhou vida nova. Alegre, muitíssimo criativo e cheio de amigos, ele hoje comemora quando vai bem em uma prova e, com a nota alta em mãos, costuma lembrar a mãe: “hoje é dia de bater na almofada!”. A tal almofada foi confeccionada por Heloísa (“uma coisa feiosa que eu fiz em preto e laranja com a palavra ‘dislexia’ bordada”) – e quando Bernardo se sai bem, ganha licença para “esmurrar a dislexia”.
“Nós aprendemos a lidar com o problema e ele mais ainda”, diz Heloísa. O garoto frequenta um colégio puxado em São Paulo e, apesar de ter um problemão para aprender alemão, no inglês ele vai muito bem graças às aulas de conversação. “Tenho dislexia e não tenho vergonha", diz orgulhoso para quem quiser ouvir.

Enzo é daltônico: "tenho que avisar na escola e nem ligo"
Enzo e os mapas escolares
Esconder uma condição não é algo que as crianças precisem fazer. Enzo Facca, 12 anos, explica para os amigos, sem medo de ser feliz, que ele não enxerga a diferença entre certas cores. Enzo é daltônico – condição percebida pelos pais “em três etapas”, por volta dos 5 anos.
“Primeiro, num jogo de futebol em que os times tinham camisas vermelhas e marrons, ele não entendia quem jogava para qual lado”, lembra a mãe de Enzo, Claudia. ”Depois foi um semáforo em pane, que piscava o verde e o vermelho, e ele não notava. Então um dia pedimos um livro que estava na estante e, com o nome escrito em vermelho no fundo verde, ele simplesmente não achava o volume”. conta.
Com a suspeita inicial para lá de confirmada, o pai do menino se embrenhou no problema e vasculhou a rede atrás de sites e estudos sobre o daltonismo. Luiz soube, entre outras coisas, que apenas 8% da população sofre de daltonismo e o teste mais comum, o Teste de Ishihara, já está um pouco ultrapassado e detecta apenas o padrão da inversão de cores. Testes mais novos já podem mostrar, por exemplo, quais cores cada pessoa enxerga melhor e o grau de daltonismo.
Enzo também já domina o assunto. “Faço os testes na internet de vez em quando só de brincadeira, junto com o meu pai. E sei que preciso avisar na escola quando não vejo alguma cor, como na hora de estudar mapas. Mas, fora isso, na maior parte do tempo, eu nem ligo de ter daltonismo”.
Marca registrada do Facebook, o azul foi escolhido porque Mark Zuckerberg é daltônico
Bahia e Minas Gerais podem perder as divisas dependendo das cores usadas, mas Enzo não perde sua confiança. Certo ele, pois o cotidiano mostra que lidar com pequenos percalços do corpo humano deve ser natural. Por exemplo: Mark Zuckerberg, fundador do celebrado Facebook, é daltônico - daí a cor azul dominante na rede social, já que Mark não distingue verdes e vermelhos. A lista de disléxicos famosos é ainda maior, contando com personalidades como Charles Darwin, Pablo Picasso e Walt Disney. Isaac Newton lidou com a gagueira por toda a vida, o cantor Justin Timberlake tem DDA e o ex-presidente Bill Clinton possui um sério caso de surdez. Coisas da vida, ora.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Algumas perguntas e respostas... DISLEXIA

O que é a Dislexia?
A Dislexia se caracteriza por problemas na leitura. Quando a pessoa lê, ela pode não entender bem os códigos da escrita. A leitura pode ser lenta, silabada e a pessoa pode ter dificuldades em reconhecer até mesmo as palavras mais familiares.
A Dislexia é inesperada pois não tem uma causa evidente. A pessoa tem inteligência normal e condições adequadas em seu meio e em seu ensino, não apresenta doenças neurológicas ou psiquiátricas e não tem alterações significativas auditivas e visuais.


A dislexia é uma doença?

A dislexia não é considerada uma doença. Pessoas com dislexia apresentam um funcionamento peculiar do cérebro para os processamentos lingüísticos relacionados à leitura. O disléxico tem dificuldade para associar o símbolo gráfico, as letras, com o som que elas representam, e organizá-los, mentalmente, numa seqüência temporal . É uma dificuldade de linguagem inesperada, pois não está relacionada a problemas visuais, auditivos, lesões neurológicas,retardo, problemas psicológicos e sócio culturais.


Toda pessoa disléxica tem sempre problemas na leitura?
O que caracteriza a dislexia é a dificuldade para decodificar os símbolos escritos e reconhecer imediatamente as palavras, tendo como conseqüência dificuldades na compreensão dos textos.


Com que idade pode ser feito um diagnóstico de dislexia? Quais profissionais fazem esse diagnóstico?Podemos suspeitar a presença da dislexia desde cedo, principalmente na época da alfabetização, quando a leitura e escrita são formalmente apresentadas à criança. Um diagnóstico mais preciso é feito a partir da 2ª série, após dois anos de aprendizagem da leitura. Mas havendo sinais de dificuldades nas áreas de linguagem, um atendimento adequado deve ser iniciado antes mesmo da alfabetização.
Os profissionais que podem realizar este diagnóstico são fonoaudiólogos trabalhando junto aos psicólogos especializados no assunto. Quando necessário, podem ser solicitados exames complementares (neurológico, neuropsicológico, processamento auditivo central, neuroftalmológico)


Existem sintomas antes da idade escolar?
Alguns sintomas podem ser observados desde cedo, como dificuldades para se expressar oralmente, dificuldades em identificar rimas e sons nas palavras, compreender o que é falado, dificuldades na orientação de espaço e tempo.


Quais são os direitos de um aluno disléxico perante a lei?
Todas as crianças tem direito fundamental a educação. Verifique no site http://portal.mec.gov.br as páginas abaixo que você poderá ter informações dos direitos de alunos com necessidades especiais.
Parecer CNE/CEB nº 17/2001, aprovado em 3 de julho de 2001 - Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.
Resolução CNE/CEB nº 2/2001, de 11 de setembro de 2001 - Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.


A dislexia pode ser encontrada também no adulto?
A dislexia é um transtorno de linguagem que perdura ao longo da vida, se nasce disléxico. Mediante um grande esforço, adultos podem ter aprendido a conviver com suas dificuldades, e se tiverem feito um tratamento adequado, terão desenvolvido estratégias que compensarão estas dificuldades, facilitando-lhes a vida acadêmica. 
Como uma pessoa com dislexia pode enfrentar a vida acadêmica?
A intervenção terapêutica adequada para o desenvolvimento de estratégias de leitura, realizadas com a ajuda do fonoaudiólogo especializado, são essenciais para o êxito da aprendizagem.
A família tem um papel de grande importância, assim como a escola. Ambos devem conhecer as características do disléxico, respeitando os seus limites e valorizando muito seu potencial.


A criança disléxica pode freqüentar uma escola normal?
E uma escola bilíngüe?

A criança disléxica deve freqüentar a escola regular. É importante que a equipe escolar conheça os aspectos característicos da dislexia, o funcionamento leitor do disléxico e esteja pronta e disponível para atender estas necessidades especiais. A escola bilíngüe não é indicada para uma criança com dificuldades de linguagem, pois ela deverá lidar com vários idiomas simultaneamente, com diferentes estruturas fonéticas e gramaticais, o que tornará mais complexa a aprendizagem da língua escrita.


Como identificar a diferença entre uma criança má alfabetizada ou com dificuldades na aprendizagem e uma criança disléxica?
A criança má alfabetizada, consegue vencer suas dificuldades, até ficarem totalmente superadas. A criança disléxica tem sinais que a acompanharão por toda a vida. Há possibilidade de realizar este diagnóstico diferencial utilizando-se avaliações específicas.

A dislexia é hereditária?
A dislexia de desenvolvimento, aquela que nasce conosco, com freqüência aparece em outros casos familiares. As causas genéticas e distúrbios neuroquímicos estão sendo estudados pelas ciências neurocognitivas.

A dislexia pode ser adquirida?
Se uma pessoa tiver um traumatismo craniano, doenças neurológicas graves ou problemas emocionais severos, ela poderá apresentar um grande transtorno em sua aprendizagem e conseqüentemente na leitura, mas com causa evidente.
É uma dislexia com história clínica diferente da dislexia de desenvolvimento, que nasce com a pessoa e sem motivo aparente. 


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dislexia


Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica. Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico. Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada, mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".

Sinais Indicadores:

Haverá sempre:

 dificuldades com a linguagem e escrita ;
 dificuldades em escrever;
 dificuldades com a ortografia;
 lentidão na aprendizagem da leitura;

Haverá muitas vezes :
 disgrafia (letra feia);
 discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;
 dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização’;
 dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas;
 dificuldades para compreender textos escritos;
 dificuldades em aprender uma segunda língua.

Haverá às vezes:
 dificuldades com a linguagem falada;
 dificuldade com a percepção espacial;
 confusão entre direita e esquerda.

Educação Infantil

Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:

 dispersão;
 fraco desenvolvimento da atenção;
 atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
 dificuldade em aprender rimas e canções;
 fraco desenvolvimento da coordenação motora;
 dificuldade com quebra cabeça;
 falta de interesse por livros impressos.

O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica; há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede uma maior atenção e/ou estimulação.



Idade Escolar

Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional:

dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
 pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
desatenção e dispersão;
dificuldade em copiar de livros e da lousa;
dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
desorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
 confusão entre esquerda e direita;
 dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...
 vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
 dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...
 dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..
 dificuldade na matemática e desenho geométrico;
 dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias) 
 troca de letras na escrita;
 dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
 problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;
 bom desempenho em provas orais.

Se nessa fase a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais e conseqüentemente sociais e profissionais.

Adultos

Se não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, o adulto disléxico ainda apresentará dificuldades:

 continuada dificuldade na leitura e escrita;
 memória imediata prejudicada;
 dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua; 
 dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia);
 dificuldade com direita e esquerda;
 dificuldade em organização;
 aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência: depressão, ansiedade, baixa auto estima e algumas vezes o ingresso para as drogas e o álcool.

A criança disléxica possui inteligência normal ou muitas vezes acima da média. Sua dificuldade consiste em não conseguir identificar símbolos gráficos (letras e/ou números) tendo como conseqüência disso a dificuldade na leitura e escrita.
A dislexia normalmente é hereditária. Estudos mostram que disléxicos possuem pelo menos um familiar próximo com dificuldade na aprendizagem da leitura e escrita.
O distúrbio envolve percepção, memória e análise visual. A área do cérebro responsável por estas funções envolve a região do lobo occipital e parietal.
 
Características:

 
  • confusão de letras, sílabas ou palavras que se parecem graficamente: a-o, e-c, f-t, m-n, v-u;
  • inversão de letras com grafia similar: b/p, d/p, d/q, b/q, b/d, n/u, a/e;
  • inversões de sílabas: em/me, sol/los, las/sal, par/pra;
  • adições ou omissões de sons: casa Lê casaco, prato lê pato;
  • ao ler pula linha ou volta para a anterior;
  • soletração defeituosa: lê palavra por palavra, sílaba por sílaba, ou reconhece letras isoladamente sem poder ler;
  • leitura lenta para a idade;
  • ao ler, movem os lábios murmurando;
  • freqüentemente não conseguem orientar-se no espaço sendo incapazes de distinguir direita de esquerda. Isso traz dificuldades para se orientarem com mapas, globos e o próprio ambiente;
  • usa dedos para contar;
  • possui dificuldades em lembrar se seqüências: letras do alfabeto, dias da semana, meses do ano, lê as horas;
  • não consegue lembrar-se de fatos passados como horários, datas, diário escolar;
  • alguns possuem dificuldades de lembrar objetos, nomes, sons, palavras ou mesmo letras;
  • muitos conseguem copiar, mas na escrita espontânea como ditado e ou redações mostra severas complicações;
  • afeta mais meninos que meninas.
 
Dicas para o Professor:

  • substituir o ensino através do método global (já que não consegue perceber o todo), por um sistema mais fonético;
  • não estimule a competição com colegas nem exija que ele responda no mesmo tempo que os demais;
  • oriente o aluno para que escreva em linhas alternadas, para que tanto ele quanto o professor possa entender o que escreveu e poder corrigi-los;
  • quando a criança não estiver disposta a fazer a lição em um dia ou outro não a force. procure outras alternativas mais atrativas para que ele se sinta estimulado;
  • nunca critique negativamente seus erros. Procure mostrar onde errou, porque errou e como evitá-los. Mas atenção: não exagere nas inúmeras correções, isso pode desmotivá-lo. Procure mostrar os erros mais relevantes;
  • peça que os pais releiam o diário de classe sem criticá-los por não conseguir fazê-lo, pois a criança pode esquecer o que foi pedido e/ou não conseguir ler as instruções;
  • ler diariamente livros em conjunto com a criança, permitindo que esta acompanhe visualmente o texto lido pelo adulto;
  • permitir que a criança invente um final para a historia apenas pela observação das imagens;
  • permitir que a criança antecipe o final das frases, elogiando-a de seguida com frases como "Leste muito bem!", mesmo que esta não esteja a ler na realidade. Este tipo de afirmações vão permitir que a criança se sinta como um bom leitor e que adopte uma atitude positiva e agradável em relação à leitura;
  • incitar o reconto da história lida, aliado à vizualizção das páginas;
  • visitar bibliotecas ou livrarias procurando, em conjunto com a criança, livros do seu interesse;
  • quando a criança hesitar na leitura forneça-lhe o tempo necessário para que esta encontre a palavra que falta;
  • quando a criança solicita ajuda na leitura, tentar descobrir a palavra que falta em conjunto com a criança ("Vamos ver se conseguimos descobrir o que falta..."), nomeadamente pela observação das figuras ou peça leitura das palavras seguintes.

Psicopedagogia Clínica - Simaia Sampaio
Associação Brasileira de Dislexia - www.dislexia.org.br
Associação Brasileira de Psicopedagogia - ABPP, entre outros.