sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Disgrafia


Alteração da escrita que a afecta na forma ou no significado, sendo do tipo funcional. Perturbação na componente motora do acto de escrever, provocando compressão e cansaço muscular, que por sua vez são responsáveis por uma caligrafia deficiente, com letras pouco diferenciadas, mal elaboradas e mal proporcionadas.
De forma geral, a criança com disgrafia apresenta uma série de sinais ou manifestações secundárias motoras que acompanham a dificuldade no desenho das letras, e que por sua vez a determinam. Entre estes sinais encontram-se uma postura incorrecta, forma incorrecta de segurar o lápis ou a caneta, demasiada pressão ou pressão insuficiente no papel, ritmo da escrita muito lento ou excessivamente rápido. A disgrafia é também chamada de letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. Ao tentar recordar este grafismo escreve muito lentamente o que acaba unindo inadequadamente as letras, tornando a letra ilegível. Algumas crianças com disgrafia possui também uma disortografia amontoando letras para esconder os erros ortográficos. Mas não são todos disgráficos que possuem disortografia. A disgrafia, porém, não está associada a nenhum tipo de comprometimento intelectual.
 
Carcaterísticas:
 
  • lentidão na escrita;
  • letra ilegível;
  • escrita desorganizada;
  • traços irregulares: ou muito fortes que chegam a marcar o papel ou muito leves;
  • desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial;
  • desorganização do texto, pois não observam a margem parando muito antes ou ultrapassando. Quando este último acontece, tende a amontoar letras na borda da folha;
  • desorganização das letras: letras retocadas, hastes mal feitas, atrofiadas, omissão de letras, palavras, números, formas distorcidas, movimentos contrários à escrita (um S ao invés do 5 por exemplo);
  • desorganização das formas: tamanho muito pequeno ou muito grande, escrita alongada ou comprida;
  • o espaço que dá entre as linhas, palavras e letras são irregulares;
  • liga as letras de forma inadequada e com espaçamento irregular.
 
O disgráfico não apresenta características isoladas, mas um conjunto de algumas destas citadas acima.
 

Sinais indicadores:

  • postura gráfica incorrecta;
  • forma incorrecta de segurar o instrumento com que se escreve;
  • deficiência da preensão e pressão;
  • ritmo de escrita muito lento ou excessivamente rápido;
  • letra excessivamente grande;
  • inclinação;
  • letras desligadas ou sobrepostas e ilegíveis;
  • traços exageradamente grossos ou demasiadamente suaves;
  • ligação entre as letras distorcida.

Tipos:
 
Podemos encontrar dois tipos de disgrafia:
- Disgrafia motora (discaligrafia): a criança consegue falar e ler, mas encontra dificuldades na coordenação motora fina para escrever as letras, palavras e números, ou seja, vê a figura gráfica, mas não consegue fazer os movimentos para escrever.

- Disgrafia perceptiva: não consegue fazer relação entre o sistema simbólico e as grafias que representam os sons, as palavras e frases. Possui as características da dislexia sendo que esta está associada à leitura e a disgrafia está associada à escrita.
 
Dicas para o Professor:

Os pais e professores devem evitar repreender a criança.
Reforçar o aluno de forma positiva sempre que conseguir realizar uma conquista.
Na avaliação escolar dar mais ênfase à expressão oral.
Evitar o uso de canetas vermelhas na correção dos cadernos e provas.
Conscientizar o aluno de seu problema e ajudá-lo de forma positiva.


Psicopedagogia Clínica - Simaia Sampaio
Associação Brasileira de Dislexia - www.dislexia.org.br
Associação Brasileira de Psicopedagogia - ABPP

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