terça-feira, 10 de setembro de 2013

CURSO PLANO DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL





INSCRIÇÕES: 36588830
cristinabms@gmail.com

"O Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) é um dos documentos mais importantes da inclusão escolar.

Através dele é elaborado um Planejamento com Estratégias Específicas que levarão em conta as capacidades, aptidões e as habilidades x desabilidades,
observadas durante as fases de avaliação.

O PDI traçará toda uma metodologia para o desenvolvimento do aluno especial.

O Curso de PDI vai oferecer oportunidade de aperfeiçoamento e trazer melhores resultados para os profissionais.

Será ministrado por dois profissionais reconhecidos, o Dr. Walter Camargos Júnior e Dra. Cristina Silveira.

TDAH - De Frente com Gabi - Entrevista Paulo Mattos

V Seminário Mineiro sobre Autismo


TDAH - Discovery Home & Health - Especiais Médicos - Déficit de Atenção

terça-feira, 11 de junho de 2013

Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão
Diretoria de Políticas de Educação Especial
Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Anexo I, 4º andar, sala 412
CEP: 70047-900 – Brasília, Distrito Federal, Brasil
Fone: (61) 2022-7661/9081/9177 – Fax: (61) 2022-9297
NOTA TÉCNICA Nº 24 / 2013 / MEC / SECADI / DPEE

Data: 21 de março de 2013.

Assunto: Orientação aos Sistemas de Ensino para a implementação 

A Lei nº 12.764/2012 institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa 
com Transtorno do Espectro Autista, atendendo aos princípios da Política Nacional de 
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC/2008) e ao propósito da 
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – CDPD (ONU/2006), definidos no 
seu art. 1º, nos seguintes termos:
O propósito da presente Convenção é promover, proteger e assegurar o 
exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades 
fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela 
sua dignidade inerente.
De acordo com o §2º, do art. 1º da Lei nº 12.764/2012, a pessoa com transtorno do 
espectro autista é considerada pessoa com deficiência. Conforme a CDPD (ONU/2006):
Pessoas com deficiência são aquelas que tem impedimentos de longo prazo de 
natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com 
diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na 
sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
Dentre as diretrizes para a consecução do objetivo da Lei nº 12.764/2012, 
estabelecidas no art. 2º, destacam-se aquelas que tratam da efetivação do direito à educação:
I - a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no 
atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista;
II - a participação da comunidade na formulação de políticas públicas 
voltadas para as pessoas com transtorno do espectro autista e o controle 
social da sua implantação, acompanhamento e avaliação;
[...]
V - o estímulo à inserção da pessoa com transtorno do espectro autista no 
mercado de trabalho, observadas as peculiaridades da deficiência e as disposições da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do 
Adolescente);
VII – o incentivo à formação e à capacitação dos profissionais especializados 
no atendimento á pessoa com transtorno do espectro autista, bem como pais e 
responsáveis;
[...]
Tais diretrizes coadunam-se com os seguintes objetivos da Política Nacional de 
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva:
 Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a 
educação superior;
 Atendimento Educacional Especializado;
 Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados de ensino;
 Formação de professores para o atendimento educacional especializado e 
demais profissionais da educação para a inclusão escolar;
 Participação da família e da comunidade;
 Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários, equipamentos, nos 
transportes, na comunicação e informação; 
 Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas.
A intersetorialidade na gestão das políticas públicas é fundamental para a consecução 
da inclusão escolar, considerando a interface entre as diferentes áreas na formulação e na
implementação das ações de educação, saúde, assistência, direitos humanos, transportes, 
trabalho, entre outras, a serem disponibilizadas às pessoas com transtorno do espectro 
autista.
A participação da comunidade na formulação, implantação, acompanhamento e 
avaliação das políticas públicas constitui um dos mecanismos centrais para a garantia da 
execução dessa política, de acordo com os atuais preceitos legais, políticos e pedagógicos que 
asseguram às pessoas com deficiência o acesso a um sistema educacional inclusivo em todos 
os níveis. 
A formação dos profissionais da educação possibilitará a construção de 
conhecimento para práticas educacionais que propiciem o desenvolvimento sócio cognitivo 
dos estudantes com transtorno do espectro autista. Nessa perspectiva, a formação inicial e 
continuada deve subsidiar os profissionais, visando à/ao:
 Superação do foco de trabalho nas estereotipias e reações negativas do 
estudante no contexto escolar, para possibilitar a construção de processos de significação da 
experiência escolar;
 Mediação pedagógica nos processos de aquisição de competências, por meio 
da antecipação da organização das atividades de recreação, alimentação e outras, inerentes ao 
cotidiano escolar; Organização de todas as atividades escolares de forma compartilhada com os 
demais estudantes, evitando o estabelecimento de rituais inadequados, tais como: horário 
reduzido, alimentação em horário diferenciado, aula em espaços separados;
 Reconhecimento da escola como um espaço de aprendizagem que 
proporciona a conquista da autonomia e estimula o desenvolvimento das relações sociais e de 
novas competências, mediante as situações desafiadoras;
 Adoção de parâmetros individualizados e flexíveis de avaliação pedagógica, 
valorizando os pequenos progressos de cada estudante em relação a si mesmo e ao grupo em 
que está inserido;
 Interlocução permanente com a família, favorecendo a compreensão dos 
avanços e desafios enfrentados no processo de escolarização, bem como dos fatores 
extraescolares que possam interferir nesse processo;
 Intervenção pedagógica para o desenvolvimento das relações sociais e o 
estímulo à comunicação, oportunizando novas experiências ambientais, sensoriais, cognitivas, 
afetivas e emocionais;
 Identificação das competências de comunicação e linguagem desenvolvidas 
pelo estudante, vislumbrando estratégias visuais de comunicação, no âmbito da educação 
escolar, que favoreçam seu uso funcional no cotidiano escolar e demais ambientes sociais;
 Interlocução com a área clínica quando o estudante estiver submetido a 
tratamento terapêutico e se fizer necessária a troca de informações sobre seu 
desenvolvimento;
 Flexibilização mediante as diferenças de desenvolvimento emocional, social e 
intelectual dos estudantes com transtorno do espectro autista, possibilitando experiências 
diversificadas no aprendizado e na vivência entre os pares;
 Acompanhamento das respostas do estudante frente ao fazer pedagógico da 
escola, para a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de competências, 
considerando a multiplicidade de dimensões que envolvem a alfabetização, a resolução das 
tarefas e as relações interpessoais, ao longo da escolarização;
 Aquisição de conhecimentos teóricos-metodológicos da área da Tecnologia 
Assistiva, voltada à Comunicação Alternativa/Aumentativa para estes sujeitos.
 Planejamento e organização do atendimento educacional especializado 
considerando as características individuais de cada estudante que apresenta transtornos do 
espectro autista, com a elaboração do plano de atendimento objetivando a eliminação de 
barreiras que dificultam ou impedem a interação social e a comunicação.
A implementação da diretriz referente à inserção das pessoas com transtorno do 
espectro autista no mercado de trabalho remete ao princípio da política de inclusão escolar das
pessoas com deficiência, cuja finalidade é assegurar o acesso à educação em todos os níveis, 
etapas e modalidades, promovendo as condições para sua inserção educacional, profissional e 
social. É fundamental reconhecer o significado da inclusão para que as pessoas com 
transtorno do espectro autista tenham assegurado seu direito à participação nos ambientes 
comuns de aprendizagem, construindo as possibilidades de inserção no mundo do trabalho. Esse princípio é congruente com o teor do art. nº 27 da CDPD (ONU/2006) que preconiza o 
direito da pessoa com deficiência ao exercício do trabalho de sua livre escolha, no mercado 
laboral, em ambiente inclusivo e acessível. 
Para a realização do direito das pessoas com deficiência à educação, o art. 24 da 
CDPD (ONU/2006) estabelece que estas não devem ser excluídas do sistema regular de 
ensino sob alegação de deficiência, mas terem acesso a uma educação inclusiva, em igualdade 
de condições com as demais pessoas, na comunidade em que vivem e terem garantidas as 
adaptações razoáveis de acordo com suas necessidades individuais, no contexto do ensino 
regular, efetivando-se, assim, medidas de apoio em ambientes que maximizem seu 
desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena. 
Para a garantia do direito à educação básica e, especificamente, à educação 
profissional, preconizado no inciso IV, alínea a, do artigo 3º da Lei nº 12.764/2012, os 
sistemas de ensino devem efetuar a matrícula dos estudantes com transtorno do espectro 
autista nas classes comuns de ensino regular, assegurando o acesso à escolarização, bem como 
ofertar os serviços da educação especial, dentre os quais: o atendimento educacional 
especializado complementar e o profissional de apoio. 
No art. 3º, parágrafo único, a referida lei assegura aos estudantes com transtorno do 
espectro autista, o direito à acompanhante, desde que comprovada sua necessidade. Esse 
serviço deve ser compreendido a luz do conceito de adaptação razoável que, de acordo com o 
art. 2º da CDPD (ONU/2006), são:
“[...] as modificações e os ajustes necessários e adequados que não 
acarretem ônus desproporcional ou indevido, quando requeridos em cada 
caso, a fim de assegurar que as pessoas com deficiência possam gozar ou 
exercer, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, todos os 
direitos humanos e liberdades fundamentais.” 
O serviço do profissional de apoio, como uma medida a ser adotada pelos sistemas 
de ensino no contexto educacional deve ser disponibilizado sempre que identificada a 
necessidade individual do estudante, visando à acessibilidade às comunicações e à atenção aos 
cuidados pessoais de alimentação, higiene e locomoção. Dentre os aspectos a serem 
observados na oferta desse serviço educacional, destaca-se que esse apoio:
 Destina-se aos estudantes que não realizam as atividades de alimentação, 
higiene, comunicação ou locomoção com autonomia e independência, possibilitando seu 
desenvolvimento pessoal e social;
 Justifica-se quando a necessidade específica do estudante não for atendida no 
contexto geral dos cuidados disponibilizados aos demais estudantes;
 Não é substitutivo à escolarização ou ao atendimento educacional 
especializado, mas articula-se às atividades da aula comum, da sala de recursos 
multifuncionais e demais atividades escolares;
 Deve ser periodicamente avaliado pela escola, juntamente com a família, 
quanto a sua efetividade e necessidade de continuidade.A organização dos serviços de apoio deve ser prevista pelos sistemas de ensino, 
considerando que os estudantes com transtorno do espectro autista devem ter oportunidade de 
desenvolvimento pessoal e social, que considere suas potencialidades, bem como não restrinja 
sua participação em determinados ambientes e atividades com base na deficiência. No 
processo de inclusão escolar dos estudantes com transtorno do espectro autista é fundamental 
a articulação entre o ensino comum, os demais serviços e atividades da escola e o atendimento 
educacional especializado – AEE.
O AEE foi instituído pelo inciso 3º, do art. 208, da Constituição Federal/1988 e 
definido no §1º, art. 2º, do Decreto nº 7.611/2011, como conjunto de atividades, recursos de 
acessibilidade e pedagógicos, organizados institucionalmente e prestados de forma 
complementar ou suplementar à escolarização. Conforme Resolução CNE/CEB nº 4/2009, 
que dispõe sobre as Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado 
na Educação Básica, a função desse atendimento é identificar e eliminar as barreiras no 
processo de aprendizagem, visando à plena participação.
A institucionalização da oferta do AEE no Projeto Político Pedagógico – PPP da 
escola considera a flexibilidade desse atendimento realizado individualmente ou em pequenos 
grupos, conforme Plano de AEE de cada estudante. O Plano de AEE do estudante com 
transtorno do espectro autista contempla: a identificação das habilidades e necessidades 
educacionais específicas; a definição e a organização das estratégias, serviços e recursos 
pedagógicos e de acessibilidade; o tipo de atendimento conforme as necessidades de cada 
estudante; o cronograma do atendimento e a carga horária, individual ou em pequenos grupos.
O professor do AEE acompanha e avalia a funcionalidade e a aplicabilidade dos 
recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala de aula comum e nos demais ambientes da 
escola, considerando os desafios que estes vivenciam no ensino comum, os objetivos do 
ensino e as atividades propostas no currículo, de forma a ampliar suas habilidades, 
promovendo sua aprendizagem. Este atendimento prevê a criação de redes intersetoriais de 
apoio à inclusão escolar, envolvendo a participação da família, das áreas da educação, saúde, 
assistência social, dentre outras, para a formação dos profissionais da escola, o acesso a 
serviços e recursos específicos, bem como para a inserção profissional dos estudantes.
A modalidade da educação especial disponibiliza o atendimento educacional 
especializado - AEE, os demais serviços e recursos pedagógicos e de acessibilidade, 
contemplando a oferta de profissional de apoio, necessário à inclusão escolar do estudante 
com transtorno do espectro autista, nas classes comuns do ensino regular, nas escolas públicas 
e privadas. Os serviços da educação especial constituem oferta obrigatória pelos sistemas de 
ensino, em todos os níveis, etapas e modalidades, devendo constar no PPP das escolas e nos 
custos gerais da manutenção e do desenvolvimento do ensino. 
Os professores das classes comuns e os do AEE devem manter interlocução 
permanente com o objetivo de garantir a efetivação da acessibilidade ao currículo e um ensino 
que propicie a plena participação de todos. Para o cumprimento de seus objetivos, o AEE não poderá prescindir de tal articulação, devendo os profissionais do turno de matrícula do aluno 
proporcionar condições para que tal articulação seja possível.
As instituições de ensino privadas, submetidas às normas gerais da educação 
nacional, deverão efetivar a matrícula do estudante com transtorno do espectro autista no 
ensino regular e garantir o atendimento às necessidades educacionais específicas. O custo 
desse atendimento integrará a planilha de custos da instituição de ensino, não cabendo o 
repasse de despesas decorrentes da educação especial à família do estudante ou inserção de 
cláusula contratual que exima a instituição, em qualquer nível de ensino, dessa obrigação.
Para apoiar o desenvolvimento inclusivo das redes públicas de ensino, visando 
assegurar a matrícula, organizar e disponibilizar os serviços da educação especial na 
perspectiva da educação inclusiva, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação 
Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB prevê valor diferenciado 
de 1,20, no mínimo, para estudantes público alvo da educação especial matriculados nas 
classes comuns do ensino regular das redes públicas e 2,40, no mínimo, para a dupla 
matrícula, ou seja, uma na educação básica regular e outra no atendimento educacional 
especializado. 
Considerando que a recusa de matrícula e o não atendimento às necessidades 
educacionais específicas dos estudantes, fere o dispositivo constitucional que assegura o 
direito à inclusão escolar, recomenda-se que tal fato seja comunicado ao Ministério Público, 
bem como ao Conselho de Educação, no âmbito municipal, estadual ou federal, responsável 
pela autorização de funcionamento da respectiva instituição de ensino, pública ou privada, a 
fim de que se proceda à instrução de processo de adequação ou de descredenciamento da 
instituição de ensino, bem como aplicação das penalidades previstas no art. 7º da Lei nº 12.
764 ao gestor escolar ou autoridade competente que recusar a matrícula do estudante com 
transtorno do espectro autista.


Martinha Clarete Dutra dos Santos
Diretora de Políticas de Educação Especial

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Uma tecitura psicopedagógica e psicanalítica dos instintos adolescentes.


A compreensão da conduta e da consciência do que é considerado prazeroso e o que é desprazeroso, transcende os limites do individual e do social para se situar no centro de um conjunto de variações extremamente complexas.
O pensamento se modifica na adolescência o jovem se sente atraído por tudo, janelas e portais, reais ou imaginários que os lancem a desafios, que os faça desmistificar, criar e recriar as verdades, tudo o impulsiona a viver esse momento de mudanças radicais.
Nessa época a maturação cerebral se enfatiza num processo acelerado de reorganização estrutural e funcional, provocando a evolução da linguagem da capacidade de comunicação, dos processos cognitivos e da memória. Enfim, o pensamento hipotético-dedutivo se consolida na adolescência. Usando como ponto de partida o jovem tem pelo desconhecido, que separa seu interesse pela a realidade, após alcançar o domínio do real na infância que passa a ser conhecido como manifestação das possibilidades, surge à suposição, a pressuposição e modelos teóricos são permeados por diversas variáveis. Tudo isso compõe o processo de aprendizagem na adolescência. Desenvolvimento acelerado amadurecimento sexual e mudanças significativas no contexto social e familiar são desafios do adolescente.
Todos esses fatores dificultam a atenção e desregulam o sono, o que interfere na aprendizagem, principalmente por esta ser uma fase difícil na vida escolar tantos conteúdos, tantas exigências acadêmicas e sociais da vida. Tudo isso forma a ambivalência do adolescente, que deseja a liberdade, mas em geral não está disposto a assumir a responsabilidade inerente a ela.
A escola é uma instância formadora que serve como campo de experimentação social representado um papel, não só no que tange desenvolvimento cognitivo como também na construção da identidade individual e grupal. Conteúdos escolares estão permeados por princípios éticos e morais, noção de alteridade, ou seja, de reconhecimento e respeito ás necessidade do outro e das diferenças entre os indivíduos. A escola nesse papel não disputa o interesse do adolescente por aprender sendo colocado de lado num momento de tamanho desenvolvimento cognitivo.
Atualmente, a internet vem revolucionando como meio de aprendizagem dinâmico e informal como no caso da escrita, trazendo uma forma abreviada onde se procura escrever pouco e dizer muito, o português vem ganhando novos contornos. Assim, “você” reduz a “vc, teclar que é sinônimo de bater papo se transforma em “tc”,”blz”é beleza, gíria usada para expressar que estamos bem e o “fds”é um desejo reduzido e ao mesmo tempo enorme que seu final de semana seja bom ,rsrsrsrsrsrs.......(risos). Com toda a sua especificidade a linguagem da internet e universalizada .
Nesse contexto imediatista, permeado pela urgência das situações, a escola necessita de um projeto político pedagógico vivo, dinâmico que provoque a construção do conhecimento suscitando o envolvimento e comprometimento do desejo e da vontade de apreender, transformando o aluno num ser cognoscente. Sem perder sua função de instância formadora.
Uma das maiores queixas dos pais é o fracasso escolar e variadas soluções são buscadas na angústia de resolver essa questão. Porém, muitas vezes, os problemas escolares são a expressão dos conflitos que, em sua raiz, nada têm a ver com dificuldades pedagógicas. A avaliação psicopedagógica e psicanalítica é um instrumento que ajuda a esclarecer as causas do baixo desempenho escolar. Com um olhar mais voltado para o aluno e as influências que se inscreve na sua relação com a escola e a família. Tanto a escola quanto a família estão impregnado de conceitos preconceituosos como: incapacidade, “burrice”, “lerdeza”, desatenção, TDA/H, hiperatividade, preguiça, e tantos outros termos que aprisionam o sujeito numa situação angustiante onde é necessário que se operem mudanças para que se realize a aprendizagem. Porque é incontestável que na grande maioria das vezes os distúrbios comportamentais da criança ou do adolescente estão relacionados com conflitos familiares e com o papel que lhe é imposto, ainda que inconscientemente.
É indispensável que se análise os fatores inconscientes que abrem espaço de liberdade humana, de pensar, de ser e de agir, constituindo assim, um dos principais aspectos para libertar-se. É necessária a intervenção sobre as determinações inconscientes que permeiam o ensino-aprendizagem, abrindo espaço de liberdade e criatividade.
É necessário desatacar a importância que tem o período evolutivo da adolescência como o movimento em que o sujeito começa a interiorizar os valores morais. Valores estes que são adequados ao momento histórico social em que são produzidos. Cabe ainda assinalar a excessiva ênfase dada aos fatores cognitivos em detrimento dos motivacionais e de conduta numa sociedade onde a permissividade e a pouca reflexão estão sempre presentes, desencadeando uma crise de valores.
O ciber espaço enfatiza essa crise de valores, o gozo consumista e a crise de indentidade, onde você pode ter ou ser como deseja para quem está do outro lado da tela, como um cinquentão grisalho em seu gozo de eterna adolescência, ou optar pela experiência de viver no Second life outra vida em forma de avatar. São neuroses da contemporaniedade e essas mudanças nos fazem repensar a teoria psicanalítica circunscrita nesse contexto.
A perversão também encontrou caminho na internet, como os inúmeros casos de pedofilia, suicídio na rede assistidos por diversas pessoas, mostram o lado sádico e a instabilidade emocional de centenas de pessoas que se encontram plugadas.
Mas, nem tudo é regido por tanátos na internet, claro que num link no tempo grandes contribuições culturais estão presentes. Num mundo globalizado as informações repercutem com a tamanha facilidade, trazendo conhecimento, em sua função informativa, e entretenimento. A internet é hoje uma das maiores fontes de entretenimento dos jovens.

Beatriz Rodrigues

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A Importância da família na avaliação psicopedagógica de seus filhos

Uma visão harmônica e integrada do ser humano por Maria Cecília Gomara de Oliveira*

O atendimento psicopedagógico clínico torna possível compreender a queixa advinda da família, da escola e, muitas vezes do próprio sujeito em relação ao seu desempenho escolar e da aprendizagem em geral.

Num primeiro momento se faz necessário esclarecer, que determinados procedimentos vão auxiliar o psicopedagogo em seu diagnóstico e num futuro processo de intervenção.

Uma boa anamnese com os responsáveis ou com o próprio sujeito vai fornecer informações, dados e subsídios que em conjunto com provas avaliativas, levarão a identificar as fases do desenvolvimento cognitivo em que se encontra o paciente e ao passado do sujeito em relação à aprendizagem.

O processo diagnóstico é uma fase muito importante para o tratamento psicopedagógico de um indivíduo com dificuldade na aprendizagem. Neste processo o psicopedagogo vai investigar o que está acontecendo para que o indivíduo não esteja apresentando o resultado esperado na sua aprendizagem. Trata-se de uma pesquisa a ser realizada para que se possa dar um esclarecimento a uma queixa. Só assim será possível traçar um plano de intervenção psicopedagógica.

O diagnóstico deve ser baseado em dois conceitos fundamentais e complementares: o conceito do ser humano e o do problema de aprendizagem. O ser humano que é considerado como uma unidade complexa, pluridimensional, transversalizado pela afetividade e pelas relações vinculares, torna-se, então, sujeito da construção de seu próprio saber.

Os problemas de aprendizagem estão ligados ao indivíduo como um todo, e o sintoma que emerge do processo de aprender coloca em cena a pessoa total, não existindo causas independentes, mas sim produtos de uma estrutura global. O ser humano não é somente matéria física, nem somente consciência, nem apenas emoções, logo, levar em consideração apenas alguns destes aspectos isoladamente, é perder de vista a sua "inteireza".

Fazendo aqui um parêntese, podemos ter na visão holística uma maneira de ver o mundo, o Homem e a vida em si como entidades únicas, completas e intimamente associadas. Esta palavra vem do grego HOLOS, que significa "Inteiro" ou "Todo", e representa um novo paradigma científico e filosófico que surgiu como resposta ao mal-estar da pós-modernidade, que é em grande parte causado pela cisão dos aspectos humanos e naturais trazida pelo antigo paradigma.

Sendo uma forma de tentar unir o Homem ao universo (natureza) onde está inserido, o Holismo visa a integração dos seus aspectos físicos, emocionais, mentais e integridade. Vale mencionar que holismo é uma tendência que se supõe seja própria do universo, de sintetizar unidades numa totalidade organizada — como teoria biológica, considera o corpo humano com um todo indecomponível. Já o reducionismo, como a palavra indica, vem de redução, e na ciência define a tendência de se estudar cada fenômeno separadamente, para depois inseri-lo na totalidade. Quando falamos em visão holística, na educação, estamos nos referindo a uma visão global e integrada, o conjunto visto de maneira harmônica, estimulando o educando a aprender a aprender para desenvolver todas as suas potencialidades.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) “Saúde é um bem-estar físico, mental e social e não meramente ausência de doenças”.

Um diagnóstico psicopedagógico, não se trata de enquadrar o indivíduo em categorias patológicas que possam vir, de futuro, a rotulá-lo, aumentando, assim, sua baixa estima, seu bloqueio para o processo de aprender. O não-aprender, o fracasso escolar e as demais variantes do problema de aprendizagem requerem uma análise cuidadosa.

Para que o processo de avaliação tenha sucesso, é de grande importância a integração entre o psicopedagogo e a família do sujeito que está sendo avaliado, mas nem sempre é o que ocorre.

Muitas vezes, nos defrontamos com o questionamento da família em relação ao resultado do diagnóstico. Esse resultado pode gerar um sentimento de culpa nos familiares, por acharem ser os causadores de um possível distúrbio de aprendizagem. Após, deparamos com uma fase de revolta, tristeza, para chegar depois a entenderem o que está interferindo no aprendizado. Nessa fase de aceitação, busca-se o que é possível fazer por essa criança. Mas, nem todos os membros da família chegam juntos a essa fase, gerando, então, muitas vezes, desentendimentos entre os pais ou responsáveis dessa criança.

A importância do comprometimento da família junto à educação como um todo é fundamental para um bom desenvolvimento da criança.

É no seio da unidade familiar que o indivíduo estabelece suas primeiras relações, e seu comportamento posterior traz selo desse seu primeiro grupo. A investigação de crianças com dificuldades de aprendizagem torna-se um grande desafio, pois já não cabe classificar famílias, em virtude da coexistência de um número significativo de novos arranjos familiares. O fato de a família procurar ajuda psicopedagógica não significa que esteja pronta para rever os seus padrões.

Trazer a família para o centro do tratamento é bastante interessante, pois problemas que envolvem a aprendizagem são bastante complexos, devendo ser considerado aspectos cognitivos, afetivos e sociais dessa família. A família é considerada para muitos, entidade fundamental na vida de cada indivíduo, se esta relação for construtiva, o ser humano será privilegiado, mas se existirem conflitos envolvendo esta relação, isso influenciará no seu desenvolvimento em vários aspectos da vida.

O psicopedagogo deve estar atento a tudo que a família diz e à maneira como diz, procurando entender o seu conteúdo verbal com suas características: entonação e altura da voz, intensidade, timbre, ritmo das palavras, pausas, emoções, etc... Deve estar atento a resposta não verbal dadas pelo corpo: posturas, expressões faciais, movimento das mãos e das pernas. Compreender e diferenciar essa fala pode ser de grande importância para se chegar a um diagnóstico correto.

O disléxico tem sempre uma história de frustrações, sofrimentos, humilhações e sentimentos de menos valia. Cabe, portanto, ao psicopedagogo, junto com os familiares, ajudá-lo a resgatar sua dignidade, a fortalecer seu ego, a reconstruir sua auto-estima, estimular, incentivar e fazer acreditar em si, para sentir-se capaz e seguro.

Porque junto com a família o terapeuta terá condições de construir um novo caminho para essa criança.

Maria Cecília Gomara de Oliveira, Pedagoga, Psicopedagoga e Mestra em Educação -Voluntária do CTAS (Centro de Triagem e Assistência Social) da ABD
  

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Estilos de Aprendizagem

Os estilos de aprendizagem, muito discutidos na PNL (Programação Neurolingüística, que é estudada na área de Neurolingüística).
Os estilos de aprendizagem utilizam 03 formas de percepção de informações e são elas:
- Visual: faz uso da visão como meio de obter e reter as informações;
- Auditivo: vale-se da audição para absorver informações e;
- Cinestésico: aproveita-se dos sentidos relacionados ao movimento para guardar informações.
Cada indivíduo, em regra, tem predominância em um destes (predominância, e não totalidade). Conhecer-se
para saber qual o estilo predominante auxiliará  e muito  nos estudos, inclusive de concursos públicos.
E como saber qual é o seu estilo?

Agora, possivelmente a identificação do estilo utilizado em maior grau já ocorreu. Mas há também outros meios complementares de reconhecimento, seja através de questionários específicos, grupos de palavras
repetidamente ditas etc. Um exemplo seria nas pessoas que falam: Tá vendo? , Isto é cristalino em minha
mente etc. Mas a intenção não é discorrer sobre a teoria, então vamos adiante.Agora, relatamos dicas de estudo, inclusive as que utilizo, e espero que os auxilie:
Para os visuais:
- Procure recursos visuais sobre as matérias estudadas (exemplo: vídeo-aulas);- Tente fazer resumos usando anotações, tabelas, esquemas, desenhos, fluxogramas, gráficos e outros
recursos parecidos;
- Utilize-se das dicas anteriores, colocando-as nos mais diversos lugares (porta do quarto, armário do seu
computador etc., para que, sempre que passar pelo lugar, possa dar mais uma olhada;
- Visualize os gestos do professor, o modo como ele ensina (na hora de lembrar sobre determinado assunto,
você poderá visualizar o modo como foi passada a informação;
- Tente construir imagens mentais sobre o que estiver estudando;
- Dê importância às leituras, principalmente às que contêm esquemas e resumos gráficos.
Para os auditivos:
- Procure gravar as aulas, palestras, seminários;
- Escute as gravações periodicamente;
- Faça resumos e grave-os para que você possa escutar o que escreveu;
- Procure escutar as gravações, logo assim que acordar ou antes de dormir (é uma técnica que funciona,
pois a mente está desobstruída de problemas ou já está se preparando para o sono);
- Escute mais as aulas e tente escrever pouco para ter mais atenção , usando a dica geral,
preferencialmente;
- Leia os textos em voz alta;
- Fique atento a tudo o que é falado em aula;
- Converse com os amigos sobre os conteúdos.
Para os cinestésicos:
- Procure professores que ministrem aulas dinamicamente, com alternações de voz, que façam movimentos
com os braços, andam para lá e para cá, escrevem no quadro, enfim, tudo o que tenha relação com
movimento, alternância;
- Procure estudar lendo em voz alta e caminhando pelo local de estudo;
- Faça experiências práticas sobre o assunto, pesquisas, exercícios, atividades em laboratório (exemplo seria
para a matéria de Informática) etc.;
- Procure estudar mudando de posição de vez em quando;
- Escreva, fale, leia e faça gestos que achar que representem melhor as informações estudadas.
As dicas acima são válidas independentemente do estilo predominante, já que o ideal é que saibamos utilizar
os 03 de maneira equilibrada (e isso é possível, basta treinarmos e muito até que as 03 formas de
percepção estejam bem apuradas, lapidadas). Não as utilizamos equilibradamente por força de variáveis
ambientais que nos moldam, que fazem-nos adaptar às situações do dia-a-dia.
Finalizando, uma dica especial para todos (parece óbvio, mas muitos não a realizam):
Procure ler a matéria com antecedência! Isto os ajudará a manter os canais (meios de percepção) sempre
atentos e disponíveis para melhor absorção dos conhecimentos. Por exemplo, o auditivo deve estudar a matéria com antecedência para que, na hora da aula, fique disponível para escutar tudo o que o professor passa, sem se preocupar muito com anotações. Além disso, será o segundo contato com a matéria, em vez de ser o primeiro.Bom proveito com as dicas, aguarde as próximas matérias e sucesso em suas jornadas. Jorge Silveira

Site:http://www.unibarretos.edu.br/v3/faculdade/imagens/nucleo-apoio-docente/ESTILOS%20DE%20APRENDIZAGEM%203.pdf

http://psicopedagogiaonlineparatodos.blogspot.com.br/

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

3 dias de votação apenas!


Muito orgulho de ver várias partes do "globo" acessando o blog (vejam lá). Você votou? Pode votar novamente porque a contagem recomeçou do zero,  nessa última fase. 

Encerra dia 10/11/2012, às 14h - horário de Brasília - 

Faltam 3 DIAAAAS!

 A divulgação dos FINALISTAS será no dia 25/11/2012 no portal 



Obrigada, leitores, colaboradores, participantes direta ou indiretamente!

SUPERVISÃO PSICOPEDAGÓGICA: Importância, vantagens, presencial ou á distância?



O trabalho psicopedagógico, o educativo, ou todo aquele voltado á aprendizagem, seja ele clínico, Institucional ou Empresarial pode ser multi ou interdisciplinar. No entanto, se trata de trabalho técnico especializado e, portanto, cabe ao psicopedagogo em exercício ou no uso de suas atribuições investigar os processos e problemas que ocasionam ou contribuem para instalação ou permanência de dificuldades. Lhe compete apresentar hipóteses concretas e substanciais, contribuições e orientações técnicas específicas, desta maneira, suprir a expectativa, ou seja, dar respostas para perguntas e atenuar sofrimentos, conflitos e outros sintomas decorrentes.

Definições

Supervisão: Processo de acompanhamento, inspeção e avaliação diagnóstica de atividades. Implica no levantamento de possíveis inconformidades a serem corrigidas em curto-médio e/ou longo prazos passíveis de orientação e levantamento e proposição de ações  corretivas e/ou oportunidades de melhorias.
Supervisão Psicopedagógica:Acompanhamento profissional especializado voltado ao acompanhamento, desenvolvimento e análise da práxis de profissionais, principalmente psicopedagogos, que tem por objeto de atuação a aprendizagem, seus processos, metodologias, modalidades, reflexos, consequências, problemas, limites, meios, vínculos, possibilidades e oportunidades entre outros fatores.
O trabalho do ponto de vista humano pode ser coletivo, e nem por isso deixa de ser solitário, por vezes, faltam:
ü  outras respostas possíveis ás perguntas de ordem específica;
ü  hipóteses;
ü  leituras;
ü  estudos e informações que a academia não dá conta de oferecer;
ü  experiência(s) proporcionadas ou vivenciadas.

Aí se estabelece a importância da supervisão, especialmente para:
ü  acompanhamento do desenvolvimento e evolução da atuação profissional (triagem, tabulação e assessoramento da organização de trabalhos);
ü  orientação profissional, e para melhor gestão de sua carreira (exemplo: recomendação de cursos a realizar, eventos científicos a participar voltados á sua realidade, necessidades e clientela);
ü  realização de estudos, registros e produção teórica acerca de sua prática para trabalhar sua escrita, possibilitar análise e reflexão de sua práxis ou mesmo publicar sua experiência e contribuir com o desenvolvimento da área em âmbito científico, além de divulgar seu trabalho;
ü  estar em contato com outro(s) profissional(is) ampliando rede de contatos e estar conectado á categoria;
ü  assessoramento para com a administração, empreendedorismo e gestão de suas atividades autônomas ou institucionais;
ü  apresentação de idéias, hipóteses e sugestões com sustentação teórica para situações que se apresentam;
ü  Sugestões de recursos para adoção em seus atendimentos;
ü  possibilidade de compartilhar angústias com alguém que compreende (trabalho terapêutico com o próprio profissional);
ü  obter recomendação de literaturas atuais, periódicos (revistas e jornais especializados), sites e/ou blogs, matérias e/ou artigos inéditos, testes, jogos, metodologias, sistemas e estratégias;
ü  entre outras possibilidades ou atividades.

Tudo isso á curto prazo, e cujo, maior benefício talvez seja ter mais segurança para poder trabalhar ante às incertezas e velocidade que as coisas mudam, o mercado reage e não dispomos de tempo para dar conta de tudo, nem de sistemas que não fiquem obsoletos ou engessem práticas; dos testes prontos que não servem para todos os casos.
Por conseguinte, é um investimento para si, com retorno garantido tanto do ponto de vista pessoal e profissional paralelamente.
Quando se está em formação na academia esta necessidade é suprida por professores experientes e atualizados, coordenadores e/ou gestores dos Cursos que são profissionais habilitados, especialistas e colegas na qual trocamos idéias e temos acesso á informações privilegiadas e atualizadas.


Profissionais de outras áreas adotam outras denominações, mas também usam a supervisão: psicólogos, psicanalistas, entre outros profissionais adotam a supervisão em busca de aperfeiçoamento, atualização e também por responsabilidade ética com sua prática, clientes e própria consciência. Buscam não estar na solidão, nem caminhar sozinhos. Estão sempre buscando formações e atualizações com profissionais mais experientes, estar sempre atualizados para um mundo e universo profissional global e com rápidas mudanças, que exige soluções, conhecimentos, habilidades e atitudes diferentes e cada vez mais complexas.


Quem pode se submeter á supervisão psicopedagógica?
A supervisão pode ser individual ou coletiva. Conforme necessidade de quem procura, e obedecendo ás questões de singularidade, especificidade, ética, sigilo e contrato podem ser aplicadas á um profissional, dois ou mais, ou a um grupo de profissionais ou de estudos. Pode acontecer á psicopedagogos que atuem em diferentes áreas da psicopedagogia, docência, gestão do ensino e seus sistemas, programas de inclusão, políticas públicas, projetos institucionais que requeiram atuação psicopedagógica cujo foco seja a aprendizagem.
Podem receber Supervisão Psicopedagógica:
Profissionais que querem ou precisam obter novos conhecimentos, técnicas, métodos em psicopedagogia, ou avaliar seus processos, desempenho e eficácia;
Psicopedagogos que querem obter suporte ou assessoramento á curto prazo para melhor direcionar seus trabalhos, INOVAR em seus serviços ou para tornarem-se psicopedagogos membros titulares;
Profissionais que procuram um diferencial em sua vida e carreira. Submetendo-se á psicopedagogia (de si mesmos) podem avaliar sua memória, atenção, concentração, potencial cognitivo e desempenho, ampliar seu autoconhecimento, habilidades e competências;
Psicopedagogos que querem ampliar sua própria vivência psicopedagógica, submetendo-se á psicopedagogia de si mesmos: avaliar sua memória, atenção, concentração, potencial cognitivo e desempenho, ampliar seu autoconhecimento, habilidades e competências para atuarem fortalecidos e amplamente conhecedores/experientes dos processos pelo qual seus clientes atravessam (rão);
Estudantes de psicopedagogia que têm uma visão genérica e universalista da profissão e querem ter foco em sua carreira;
Educadores (docentes ou gestores de diversas modalidades de ensino: educação infantil, séries iniciais, ensino fundamental, médio, técnico ou superior): que querem suporte para com a aprendizagem e sua prática pedagógica e/ou saber mais sobre as dificuldades de aprendizagem, discutir e receber orientações sobre casos específicos que requerem abordagem diferenciada em sala de aula, ou ainda que querem ampliar sua própria vivência pedagógica.


Supervisão Psicopedagógica: á distância ou presencial?
           
            A supervisão pode ser presencial, semi-presencial ou á distância. A correria, o dia a dia, trânsito, segurança pública e patrimonial, muitos compromissos, agendas lotadas, tempo para si, para a família e obrigações com administração do lar e compromissos pessoais de cidadão: compras a fazer, contas a pagar... implica em só restar da meia noite ás seis para algumas pessoas poderem dedicar a si mesmas, á formação e atualização inclusive.]
            Vivemos numa ‘vida louca’, a sociedade global e capitalista nos impõe concorrência, trabalho, trabalho e mais trabalho para dar conta de nossas vidas, desejos e necessidades, se trabalha cada vez mais a procura de conforto e dignidade, restando pouco tempo para estudar se qualificar-aperfeiçoar. Todavia poucos negam sua importância, necessidade e carência, por esta razão alguns procuram possibilidades á distância.
            O mais importante é buscar dentro de seu bolso, tempo e possibilidades a atualização. Neste acaso a supervisão nos últimos tempos vem seguindo também a tendência da tecnologia e evolução principalmente da informação e comunicação aliada ás possibilidades de interação “just in time” *em tempo real, por intermédio de conversas instantâneas, complementadas por correio eletrônico (e-mails), vídeos, redes sociais e ligações telefônicas.
            Vantagens e desvantagens: ambas as possibilidades são vias de mão dupla, vão ter benefícios e dificuldades a serem mensuradas por cada profissional interessado e em relação a singularidade de suas necessidades.
Na modalidade presencialestão benefícios como: o contato, são supridas necessidades visuais, auditivas e cinestésicas; como pontos negativos o deslocamento e tempo. Tradicionalmente o supervisionando frequenta o espaço do supervisor, mas também pode e é interessante acontecer um trabalho estilo “home care”, ou “personal”, que quer dizer, ir no espaço do supervisionado, realizando as sessões de supervisão lá ou eventualmente visitar também o seu espaço. Isso em livre consentimento entre as partes e acertados os eventuais adicionais que se coloquem.
À distância mantém-se o visual e o auditivo, perde-se a cinestesia, o contato com o material de suporte psicopedagógico concreto quando supervisor e supervisionado não tiverem em mãos ao mesmo tempo os mesmos recursos implicando por vezes na necessidade de investimento extra em curto prazo para aquisição ou impressão, e/ou na necessidade de repostas posteriores e não imediatas.
Semi-presencial, esta possibilidade é um mix entre presencial e a distância. Quanto a sua operacionalidade combina o exposto nos itens anteriores que versam sobre as especificidades. O contrato e metodologia a ser estabelecida, a periodicidade e horários dos encontros presenciais devem ser estabelecidas e acordadas entre as partes. Neste caso podem ser planejados e dosados os trabalhos que serão desenvolvidas em cada modalidade combinada conforme, perfil, possibilidades e necessidades do supervisionado e supervisor.
Como ficam os INVESTIMENTOS E/OU CUSTO-BENEFÍCIO?
Os valores podem variar e ser estabelecidos conforme:
ü  a região;
ü  por sessão e tempo/duração;
ü  metodologia(s) adotadas;
ü  modalidade(s);
ü  formação, titulação e experiência do supervisor.
ü  deslocamentos;
ü  aquisição de recursos materiais;
ü  tempo de análise de materiais desenvolvidos, produções, elaboração de pareceres, orientações especiais;
ü  formação complementar paralela necessária ou orientada.
Quanto aos valores podem variar de um mínimo de R$ 70,00 (setenta reais) a R$ 300,00 (trezentos reais) a sessão (por psicopedagogo supervisionado) com duração média de 50 (cinquenta) minutos.
E também, valores mensais, ou bimestrais ou trimestrais variáveis, conforme a quantidade de encontros ‘versus’ intervalo de tempo, metodologias e outras variáveis, que partem de um mínimo de R$ 350,00 (trezentos e cinquenta reais) a R$ 1.500,00 (Hum mil e quinhentos reais), ou mais, conforme o estabelecido e realizado.
Vale lembrar que se trata de investimento com retorno garantido e de valor e benefícios intangíveis.

Perfil profissional do Supervisor Psicopedagógico

O interessado em receber supervisão deve procurar um supervisor que lhe seja acessível, estudioso, transmita confiança. Afinidade, afeto e confiança são importantes ingredientes a serem considerados para estabelecer a relação com a aprendizagem. Tão quanto, ou mais importante do que títulos ou renome está o vínculo entre as partes e poder confiar e contar com. O supervisor Psicopedagógico deve:
ü  ser psicopedagogo membro titular nacional;
ü  ter amplo conhecimento teórico e prático em psicopedagogia;
ü  ter ampla experiência de atuação com processo de ensino aprendizagem;
ü  preferencialmente formação na área de educação, experiência em docência ou gestão escolar em diferentes modalidades de ensino;
ü  relação prática e íntima com os problemas e dilemas escolares e da aprendizagem na atualidade.
Uma relação contratual é importante. Estabelecer um contrato de prestação de serviço é interessante, muito embora se reconheça que o contrato firmado preceda a formalidade. Em tempo de legalização, direito do consumidor é sinal de profissionalismo, ética e transparência deixar claro entre as partes o que? como? quando? e por quanto? Será realizado o trabalho de supervisão. Não se precisa deixar de lado a flexibilidade. O estabelecimento de contrato aumenta clareza, credibilidade e confiabilidade.
            Psicopedagogo, Educador, Profissionais da aprendizagem éticos e comprometidos com a aprendizagem e que queiram inovar, empreender, lograr êxito e desenvolver práxis cada vez mais eficientes e assertivas buscam supervisão profissional, mudam seu desempenho, progressos e a melhora de ser crescimento pessoal e profissional e dos processos de ensino aprendizagem. Fazem a diferença.

Fica autorizada a reprodução, utilização e publicação total ou parcial do presente desde que citada a fonte.
Como Referenciar:
PACHECO, Daniela Chagas. Supervisão Psicopedagógica:Importância vantagens, presencial ou á distância? Criciúma (SC), 2012. Publicado em 27/01/2012. Disponível em:www.knowhowaprendizagem.blogspot.com. Acessado em ____/____/_______.