quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Dicas para criar irmãos

Muito bom!


A terapeuta Magdalena Ramos e outros especialistas em relação familiar desmistificam algumas das dificuldades na relação entre os filhos e destes com os pais



http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/dicas-criar-irmaos-685057.shtml

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Aos médicos

Felicitações a todos os médicos e médicas, pelo lindo e especial dia de hoje! Aos que trabalham em parceria comigo, realizando um atendimento multidisciplinar, o meu agradecimento por todo o apoio e respeito. Parabéns a vocês! Níblia

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Felizzzzz!
Prêmio Top Blog 2012!
O blog foi aprovado na primeira fase. Está no segundo turno!
Obrigada! Muito obrigada aos leitores! Agora, votem novamente, pelo seu e-mail, pelo facebook ou twitter. É fácil, rápido, clique no selo que fica na coluna da direita, aqui no blog, e siga as instruções. O blog é feito para vocês!



http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=SobrePremio

terça-feira, 25 de setembro de 2012

QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE PSICÓLOGO, PSIQUIATRA E PSICANALISTA?


22/09/2012 · por  · em Psicanálise, Psicologia, Saúde Mental

Narciso de Caravaggio
A proposta deste texto é oferecer um entendimento didático e rápido a respeito das principais diferenças entre os trabalhos do psiquiatra, do psicólogo e do psicanalista. Ao contrário do que se imagina, nem sempre as fronteiras que separam os trabalhos desses profissionais são tão claras e ocorrem muitas confusões na hora de estabelecer essas distinções.

Psicólogos e Psiquiatras

Um bom começo é abrir o dicionário. O dicionário Houaiss define a psiquiatria como ramo da medicina que se ocupa do diagnóstico, da terapia medicamentosa e da psicoterapia de pacientes que apresentam problemas mentais e a psicologia como ciência que trata dos estados e processos mentais, do comportamento do ser humano e de suas interações com um ambiente físico e social.
A psiquiatria então é uma especialidade da medicina que trabalha de várias maneiras: com o diagnóstico, com o tratamento medicamentoso e com a psicoterapia. Portanto, afirmar que psiquiatra é um médico que receita remédios seria uma definição reducionista. O psicólogo não é um especialista, mas alguém graduado em psicologia (e devidamente registrado em seu Conselho) que pode seguir várias áreas ou especialidades, entre as quais a psicologia clínica. Na psicologia clínica, o psicólogo também trabalha com diagnóstico, muitas vezes através de uma avaliação psicodiagnóstica, e com psicoterapia.
Bem, temos aí diagnóstico e psicoterapia como atividades em que atuam psicólogos e psiquiatras. Muitos médicos, inclusive, formularam teorias psicológicas e, por isso, a atividade de psicoterapia pode ser exercida por médicos e psicólogos sem restrições (desde que ambos tenham o registro profissional). Só cabe lembrar que a prescrição de medicamentos é uma atividade exclusiva dos médicos e o uso de testes psicológicos, exclusiva dos psicólogos.

Psicanalistas

O Houaiss diz que psicanalista é: que ou aquele que é especializado em psicanálise (diz-se de médico ou psicólogo) e numa outra definição que ou aquele que trata pelo método da psicanálise (diz-se de terapeuta). A primeira definição me parece equivocada e, por isso, vamos fazer nela uma pequena emenda.
Os psicanalistas merecem um espaço à parte porque não precisam ter uma graduação específica. Podem ser formados em qualquer curso superior, mas precisam cumprir certas exigências: fazer um curso de alguns anos numa instituição psicanalítica, se submeter à análise com um didata da instituição e recorrer a supervisão de casos clínicos.
Assim como os psicólogos, os psicanalistas não podem prescrever medicamentos, a menos que sejam médicos. Por causa da sua origem, existem muitos médicos no mundo inteiro que atuam como psicanalistas. A psicanálise demanda um número maior de sessões por semana, normalmente três; já na psicoterapia, em praticamente todas as abordagens é estabelecida uma sessão semanal. Muitas vezes, a psicanálise é realizada sem contato visual entre analista e paciente e com o uso de divã, como fazia Freud.

Conclusão

Nem sempre é fácil estabelecer uma fronteira nítida entre os três profissionais porque com frequência eles mesclam suas formações, de maneira a acumular atividades. Por exemplo, um psiquiatra psicanalista, um psicólogo psicanalista ou um psiquiatra psicoterapeuta. Assim sendo, existem psicanalistas que prescrevem medicamentos, pois são médicos, e outros que não o fazem. Da mesma forma, existem psicoterapeutas que receitam remédios e outros não.
Não existe um profissional da área de saúde que seja mais importante que outro. Cada um tem a sua importância no tratamento de uma enfermidade mental.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Meu folder! 







Folder registrado. Caso queira compartilhar o folder e/ou as informações contidas nele, por favor, dê os devidos créditos e endereço do blog. Obrigada!
Níblia Soares


domingo, 9 de setembro de 2012

Regulamentação da Psicopedagogia. Assinem!





Desenho Infantil


O que são os domínios cognitivos?


Em Neuropsicologia se fala muito em domínios cognitivos, mas o que são eles, além de nossos elementos principais de estudo e investigação clínica?
Primeiramente, o que é cogniçãoCognição diz respeito aos processos mentais envolvidos na capacidade de armazenar, transformar e aplicar o conhecimento.
A cognição, portanto, é constituída de diversos processos mentais, chamados domínios cognitivos. Entre eles encontramos a inteligência, a memória, as funções executivas, a atenção, a linguagem, a percepção, as praxias, entre outros.
inteligência é uma capacidade mental geral que nos permite realizar com sucesso as mais diversas atividades humanas, dependentes ou não do conhecimento acadêmico, e envolve a habilidade de raciocinar, resolver problemas, abstrair e aprender com a experiência.
memória é um conjunto de amplos processos que de atuam para a codificação, armazenamento e resgate das informações. Dessa forma processamos as informações, armazenamos para depois podermos acessá-las nas mais diferentes situações. Armazenamos informações autobiográficas, eventos e conceitos gerais, informações que somos capazes de expressar ou simplesmente sabemos como fazer, informações que podem ser recordadas de forma imediata (minutos) ou a longo prazo (anos).
As funções executivas dizem respeito a um conjunto de processos que permitem ao indivíduo direcionar seu comportamento a metas específicas, avaliar a eficiência e a adequação desse comportamento, buscar estratégicas mais eficazes quando necessário, e então, resolver os problemas de forma imediata ou não. Nesse domínio encontramos nossas capacidades de planejar, controlar e flexibilizar a cognição e o comportamento, tomar decisões, categorizar, entre outras.
atenção é um domínio importante, considerando que as outras funções ocorrem em um ambiente repleto de informações, que devem então ser selecionadas de acordo com os objetivos pretendidos, sejam eles conscientes ou não. Para isso, temos aspectos atencionais como a capacidade de selecionar em qual estímulo focar, alternar entre estímulos sucessivamente, focar em dois estímulos distintos simultaneamente, e sustentar o foco em determinada atividade por tempo prolongado.
linguagem, domínio que favorece a adaptação do indivíduo ao meio em que vive, diz respeito aos aspectos fonológicos, sintáticos, compreensão, organização gramatical, prosódia, e aspectos pragmáticos do conteúdo lexical e discursivo.
percepção é o domínio que fornece sentido e interpretação para os estímulos sensoriais recebidos, de forma a constituir uma percepção integrada do meio. Com esse domínio interpretamos as formas dos objetos e rostos, reconhecemo-los como tal e, portanto, acessamos tudo que temos armazenado sobre eles (gnosia).
As praxias se referem às habilidades que permitem ao indivíduo executar ações voltadas a um fim através de atividades motoras, sejam elas, vestir uma roupa, realizar movimentos simultâneos e fluidos, escovar os dentes, realizar gestos simbólicos (como dar tchau), construir projetos em diferentes dimensões, entre outras.

São esses domínios que avaliamos e que nos fornecem informações sobre o funcionamento do individuo, sobre perfis clínicos e possibilidades de intervenção.
Ao longo dos mais diversos assuntos que serão publicados vocês verão o uso desses termos. Entender o que significam auxilia não só compreender de forma mais aprofundada os assuntos tratados, mas também o importante papel da Neuropsicologia e ao que ela se propõe.

Por: Laiss Bertola

 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Como detectar transtornos de aprendizagem


Em toda sala de aula, há estudantes que aprendem com mais facilidade e outros que têm dificuldade para acompanhar as lições. Ninguém está a salvo de tirar notas baixas vez ou outra. Mas o que fazer quando os problemas são persistentes? Há quem fique anos sem conseguir se adaptar ao ritmo das turmas ou mesmo aprender o básico – ler e escrever. Pais e professores são os primeiros a perceber sinais de que algo não vai bem. Porém, nem sempre conseguem identificar as causas do problema.
Problemas com métodos de ensino são os que mais afetam o desempenho das crianças (Foto: Welinton/SXC.hu)
Em geral, os docentes não são preparados para perceber o que impede o aprendizado dos alunos, diz Sandra Torresi, professora de neuropsicologia na Universidade de Morón, na Argentina. Ela diz que eles não são obrigados a fazer diagnósticos, até porque isso depende da avaliação de diversos profissionais, como psicopedagogos, fonoaudiólogos, neuropsicólogos, neurologistas, psiquiatras, entre outros. “Mas ainda falta compreensão sobre o processo de aprendizado em si. Muitos professores não conhecem nem o desenvolvimento normal das crianças. E só ensina bem quem sabe como se aprende”, afirma Sandra.
No Brasil e em outros países em desenvolvimento, pesquisadores estimam que de 40% a 42% dos alunos nas séries iniciais tenham dificuldades para aprender. Destes, 4% a 6% têm transtornos de origem neurobiológica.
As dificuldades no aprendizado podem decorrer de falhas no método de ensino e no ambiente escolar. Também podem pesar fatores relacionados à vida familiar e a condições psicológicas da criança.
Nos transtornos ou distúrbios de aprendizagem, há problemas em áreas específicas do cérebro. “Há uma característica de origem genética, neurobiológica. A criança nasce com uma falha de processamento. Não quer diz que não vá aprender, ela vai, só que de uma forma diferente”, diz Sylvia Ciasca, livre-docente em neurologia infantil na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do Laboratório de Dificuldades, Distúrbios de Aprendizagem e Transtornos da Atenção (Disapre) da instituição. Segundo a professora, os distúrbios são mais raros que as dificuldades escolares.
Rosa Maria Junqueira Scicchiato, psicopedagoga e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), diz que, em sua experiência de atendimento clínico, é mais comum se deparar com problemas do sistema educacional. “Já vi casos de meninos que não sabiam ler e escrever porque nunca ninguém tinha sentado com eles e ensinado. Apenas isso. Não tinham nenhum transtorno. Foi só dar atenção, usar método adequado, e eles aprenderam.” Para ela, salas lotadas e formação de professores deficientes em todo país são os maiores vilões do ensino.
Quais são os principais transtornos
As pesquisas científicas sobre distúrbios de aprendizagem são relativamente recentes – ganharam relevância a partir dos anos 1980. Ainda não existem testes padronizados mundialmente para diagnosticá-los, embora haja referências importantes. Com isso, é difícil encontrar crianças com diagnóstico fechado de outros transtornos além dos mais conhecidos como dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou sem Hiperatividade (TDA).
A dislexia é um distúrbio específico das operações relacionadas ao reconhecimento das palavras, segundo definição do livro Transtornos da Aprendizagem: Abordagem neurobiológica e multidisciplinar, da neuropediatra brasileira Newra Tellechea Rotta e outros autores (Editora Artmed). Os disléxicos têm dificuldade para identificar as letras com precisão e velocidade e para formar as sílabas. Há diferentes graus de comprometimento e os sintomas variam conforme a idade. Crianças em fase escolar costumam sofrer para adquirir a habilidade de leitura e escrita e, quando conseguem, fazem tudo num ritmo mais lento que os colegas. Para elas, são atividades penosas copiar textos da lousa, escrever redações e fazer provas dissertativas.
Um adulto com dislexia apresenta falhas principalmente no hemisfério esquerdo do cérebro e em regiões parietais – áreas responsáveis pelo processamento da linguagem. Elas acabam sendo menos ativadas do que deveriam no momento da leitura e da escrita. Com tratamento, o disléxico consegue aumentar a ativação das regiões, mas nunca da mesma maneira que uma pessoa sem o transtorno. Sylvia Ciasca, da Unicamp, afirma que o cérebro é capaz de se adaptar e encontrar outras formas de cumprir suas funções.
O TDAH e TDA não são definidos, necessariamente, como transtornos de aprendizagem, mas, por afetar a atenção e concentração – aspectos essenciais para os estudos – geralmente causam dificuldades. Além disso, é comum a coexistência de distúrbios. “De cada 100 crianças com TDAH, 10 a 15 também apresentam outro transtorno de aprendizagem”, diz Luis Augusto Rohde, livre-docente pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor de psiquiatria da infância e adolescência na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Segundo ele, há grande diferença entre uma pessoa com algum grau de agitação e uma desatenta e hiperativa. “Passa a ser problema de saúde quando traz prejuízos na vida do indivíduo.” A criança com o transtorno tem sintomas persistentes em diversos ambientes – na escola, com a família e os amigos. Está praticamente todo tempo em movimento e sofre para se focar em apenas uma atividade.
Outros distúrbios – menos diagnosticados, porém cada vez mais estudados – são as discalculias, as disgrafias e o transtorno não verbal.
Um estudante com discalculia é aquele incapaz de aprender matemática. Não se trata de dificuldades pontuais em algumas séries em que a disciplina fica mais exigente, mas da impossibilidade de aprender conceitos básicos. “A criança com o transtorno pensa em outra lógica e não consegue, por exemplo, transformar quantidades em números ou entender que a sequência numérica é da esquerda para a direita”, afirma Ângelo Rezende, neurologista da infância e adolescência e pesquisador da Universidade de São Paulo. Ele conta o caso de uma menina de 9 anos, com quadro grave de discalculia, que decorou os números, mas não tinha entendido o que representavam. Para ela, cada um deles era um personagem diferente em uma história. Estudos com ressonância mostram que, no cérebro das crianças com discalculia, há menor ativação nas regiões pré-frontal e parietal durante as tarefas de cálculo.
As disgrafias são os transtornos relacionados à escrita. São causados por falhas em áreas do cérebro responsáveis pela parte motora fina (lobo frontal). As pessoas com dificuldades nesse campo não conseguem controlar plenamente pequenos músculos em suas mãos. Os problemas da escrita atrapalham a comunicação e exigem muito esforço dos estudantes, que, por vezes, ficam com pouca energia para prestar atenção no conteúdo do texto. “Normalmente, o computador é um grande aliado no tratamento dessas crianças”, afirma Sandra Torresi, da Universidade de Morón.
O transtorno não verbal (Tanv) é um tipo raro de distúrbio e está ligado a procedimentos de estudos. A psiquiatra Gabriela Dias, especialista em saúde mental e desenvolvimento infantil pela Santa Casa do Rio de Janeiro, diz que o Tanv afeta principalmente a coordenação motora, a percepção sensorial e espacial e as habilidades sociais. Alguns dos sintomas são semelhantes aos de crianças com autismo e síndrome de Asperger. Elas costumam ter poucos amigos, fazem interpretação literal de eventos e mantêm conversas fora de contexto. Também têm dificuldades para analisar, organizar e sintetizar as informações.
Todos os especialistas ouvidos por ÉPOCA deixam claro que nenhuma criança com dificuldades de aprender ou distúrbios tem inteligência abaixo do normal. Elas precisam apenas de outras estratégias e, muitas vezes, de atendimento especializado para avançar nos estudos. “Quando não conseguem aprender, as crianças sofrem. E são chamadas de desinteressadas, preguiçosas, burras”, diz Sandra Torresi. “Elas precisam de atenção, métodos de ensino adequados, estímulos positivos e que alguém mostre a elas o que fazem bem, não apenas no que vão mal.”

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Cursos

Curso
Data
15/09
ATM - Suas limitações e possibilidades fonoaudiológicas 
Dra. Fga. Katia Cristina Carmello Guimarães (CRFa. 4634-SP)
21 e 22/09
Avaliação audiológica
Fga. Ms. Renata Jacques Batista (CRFa. 2200/MG)
21 e 22/09
22/09
Traqueostomia e Válvula de Fala no Paciente Disfágico 
Fga. Cristiane M.P. Vargas (CRFa. 2772) e Fga. Ms. Aline Carvalho Campanha (CRFa. 2768)
22/09
29/09
29 e 30/09
06/10
Disfagia Orofaríngea Neurogênica: raciocínio clínico e tratamento  
Fga. Cristiane Mesquita P. Vargas (CRFa. 2772)
06/10
06/10
Dislexia e TDAH: saiba como encarar esses desafios
Dra. Renata Savastano Ribeiro Jardini
19 e 20/10
19 e 20/10
19 e 20/10
20/10
20/10
26 e 27/10
Compreendendo e atuando na paralisia cerebral
Fga. Silvia Cristina Marra (CRFa. 5870/SP)
26 e 27/10
Alterações de linguagem no envelhecimento e nas demências 
Fga. Ms. Aline Carvalho Campanha (CRFa. 2768)
27/10
Atualização em gagueira
Fga. Ms. Bruna Valenzuela (CRFa. 5141 MG/T-DF)
27/10


Informações e inscrições pelos links acima ou
ligue (31) 9805-4791
E-mail: contato@capacitarfono.com.br
Local dos cursos:
Belo Horizonte, MG

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Blog da Escuta.: As dores dos Adolescentes.

Blog da Escuta.: As dores dos Adolescentes.:                                                                                O período da adolescência é marcado por várias transfo...

Blog da Escuta.: Deixem seus filhos crescerem.

Blog da Escuta.: Deixem seus filhos crescerem.:                                                                        A lguns pais se queixam de que seus filhos são infantis, imatu...

Alunos com dificuldades escolares - Qual é a causa ?


                             



A escola é um lugar que possibilita o desenvolvimento do sujeito, e também é um lugar de socialização.

É fato comprovado, que muitas crianças apresentam problemas ou dificuldades escolares e que na grande maioria das vezes essas dificuldades não tem uma única causa. Podemos encontrar um conjunto de situações que incidem ou culminam nas dificuldades e que podem – se não forem tratados á tempo – evoluir para o fracasso escolar.

Portanto, não se trata de ‘procurar culpados’, para justificar esse sintoma, e sim de entender quais são os fatores que podem estar influenciando para que esses alunos não tenham um desenvolvimento escolar dentro do esperado.

E se não for feita uma avaliação cuidadosa podemos encontrar diversas situações em que o aluno é considerado e rotulado de preguiçoso, quando na verdade existem fatores emocionais que podem estar impedindo o desejo de “querer saber”, de  “querer aprender”.

Esses fatores tanto podem ter natureza orgânica (doenças, dificuldade de visão ou audição, problemas neurológicos, etc.); algo relacionado á sua vida familiar ( a relação com seus pais, mudança de casa, morte de um ente querido, nascimento de irmãos) e ainda,  podemos encontrar dificuldades  de socialização, de convivência em grupo, com seus colegas, dificuldades com algum professor (que representa figura de autoridade).

Enfim, a causa não é única e podemos com a análise dar lugar e voz para o sujeito que sofre e que se esconde atrás do aluno. E dessa forma a criança terá a possibilidade de encontrar os porquês de suas dificuldades escolares.

Porém, isso só será possível quando ela tiver a oportunidade de falar sobre o que lhe acontece, para que possa colocar em palavras aquilo que está ‘guardado ou reprimido no seu inconsciente’. E a escola tem uma função fundamental, pois, através do olhar cuidadoso do professor, poderá orientar seus alunos e a família para que busquem  ajuda.

Quando a criança tem a chance de falar sobre seus mal-estares, pode desfazer as equivalências sintomáticas que o impede de prosseguir aprendendo. E com isso, terá a chance de não carregar o peso de um fracasso escolar. Peso esse, que poderá atrapalhá-lo por toda vida.

  Andreneide Dantas.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

"Treinamento de Pais..."


Todos sabem que a criação de um filho requer muito mais que boas intenções. Não obstante, o estilo de criação adotado pelos pais reflete diretamente na forma como os filhos se comportam e desenvolvem suas crenças, habilidades e forma de se comportar mediante diferentes situações da vida. Conciliar envolvimento e autoridade na criação é uma tarefa por vezes hercúlea, principalmente por que os nossos filhos vêm desprovidos de manuais de instrução ou de bulas. Recorrer à sabedoria dos mais velhos, à religião ou a outras formas de aconselhamento baseadas na cultura, pode ser eficiente na maioria das vezes, para a maioria das crianças. Apelar para o bom senso, ou até mesmo para o famoso método de tentativa e erros pode ser uma saída para muitos pais. No entanto, existem crianças e crianças. Existem também aquelas muito difíceis que apresentam comportamentos considerados problemáticos e disfuncionais. Desrespeito às regras na escola, em casa e em outros contextos; agressão verbal e física contra colegas, professores, irmãos e pais; desrespeito a figuras de autoridade; desobediência a ordens; nível exagerado de atividades; baixa tolerância à frustração e problemas em controlar impulsos são exemplos de de comportamentos externalizantes encontrados em algumas dessas crianças e adolescentes. Diante das dificuldades no relacionamento com os filhos que apresentam tais comportamentos, os pais podem desenvolver estratégias pouco eficientes para lidar com esses problemas. Às vezes, diante do estresse diário, tornam-se mais rígidos com seus filhos, negligentes ou simplesmente atônitos frente a alguns desses comportamentos. Uma estratégia de intervenção muito últil para modificar o comportamento de crianças com transtornos externalizantes é o Treinamento de Pais. Trata-se de uma forma de psicoterapia na qual a intervenção no comportamento dos filhos é feita através da modificação do comportamento e das crenças dos pais. Este tipo de psicoterapia tem como objetivo esclarecer os pais e familiares sobre fatores que favorecem ou prejudicam a interação entre pais e filhos. Visa desenvolver habilidades não coercitivas de manejo dos comportamentos em casa. Ao longo das sessões, os pais são instruídos sobre as características do contexto familiar, da criança e de si mesmos, relacionadas a comportamentos desadaptativos. Aprendem, ainda, sobre a atenção que deve ser dada aos bons comportamentos e sobre como melhorar a eficiência da autoridade em casa, conhecem alternativas ao uso de punições físicas e outras formas de coerção, aprendem como aplicar reforçamento ou punição logo após o  comportamento apropriado ou inapropriado. Crianças e adolescentes com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade podem ter dificuldade em completar atividades rotineiras sem a supervisão de outra pessoa; têm dificuldade em resistir à distração enquanto se concentram, trabalham ou conversam; têm dificuldade para realizar tarefas tediosas, repetitivas ou aborrecedoras, não conseguindo demonstrar o mesmo nível de persistência, atenção e motivação que outras crianças.  Também possuem dificuldade com o manejo do tempo e com a própria organização em relação a eventos futuros; dificuldade em se esforçar para conseguir recompensas maiores e de longo prazo em vez de optar por outras menores, mas imediatas; além de não conseguirem permanecer por muito tempo realizando atividades que não lhes proporcionem recompensas, estímulos ou que não possuam interesse imediato. Assim, diante destas dificuldades, estas crianças e adolescentes precisam de formas de educar diferentes dos seus pares, com regras mais claras e consistentes, proporcionando um reforçamento mais direto e imediato.  Diversos estudos têm investigado a eficácia deste tipo de tratamento para crianças e adolescentes com TDAH. O desenvolvimento de habilidades parentais não coercitivas modifica o comportamento do filho. Inicia-se aqui, um efeito bola de neve, já que a melhora no comportamento dos filhos, faz com que os pais persistam nas novas práticas parentais que foram aprendidas, produzindo resultados efetivos em longo prazo. Inconsistência, negatividade e altos níveis de adversidade na família são associados ao surgimento de problemas na primeira infância e são preditores da sua persistência na idade escolar, demonstrando a importância de uma intervenção cognitiva e comportamental precoce focada na relação familiar. Assim, é de suma importância que o pai conheça quais mecanismos irão favorecer ou prejudicar a interação com seu filho, como o conhecimento de que o elogio deve ser preconizado em relação à punição e de que estes devem ser imediatos, específicos e consistentes. O treinamento de pais, não é uma panaceia que irá resolver os problemas de criação em escala populacional. Mas por se pautar em conhecimentos provenientes da Terapia Cognitiva, Análise Funcional do Comportamento e outras áreas da Psicologia Científica pode ser uma ferramenta útil no manejo de comportamentos difíceis. Cabe ressaltar ainda que são necessários estudos para avaliar quais são os preditores de eficácia de tais tratamentos e para que tipo de pais, famílias e crianças o treinamento de pais tende a ser mais eficiente.                                                                                                                              
Referências:
Anastopoulos, A.D., Shleton, T.L., DuPaul, G.J. e Guevremont, D.C. (1993). Parent training for attention-deficit hyperactivity disorder: Its impact on parent functioning. Journal of Abnormal Child Psychology, 21, 581-596.
Fossum, S.,   Morch W. , Handegard B.,  Drugli M. and Larsson, B.(2009) Parent training for young Norwegian children with ODD and CD  problems: Predictors and mediators of treatment outcome. Scandinavian Journal of Psychology, 50, 173–181
Johnston, C. (1992, February) The influence of behavioral parent training on inattentive overactive and aggressive-defiant behaviours in ADHD children. Paper presented at the annual meeting of the Society for Reasearch in Child and Adolescent Psychopathology.
Kohut, C., Andrews, J.The efficacy of parent training programs for ADHD children: A fifteen-year review. Devolopments Disabilities Bulletin, 2004, Vol. 32, No.2, pp.155-172. Pisterman S, McGrath P, Firestone P, et al. (1989) Outcome of parent-mediated treatment of preschoolers with attention deficit disorder with hyperactivity. J Consult Clin Psychol 1989;57(5):628–35.

Por: Bárbara Romaneli Conde

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Você, que gosta do blog e se beneficia dele de alguma forma, espero o seu voto!

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O blog está concorrendo ao prêmio Top Blog 2012.

Obrigada!

A Psicopedagogia pode intervir, mediar, auxiliar!

A National Research Council, uma organização norte-americana, reuniu especialistas para definir quais são as competências necessárias que os estudantes devem ter no século 21.

Educadores, psicólogos e economistas fizeram pesquisas buscando entender o que se espera que os estudantes alcancem nos seus ciclos escolares, nos seus futuros trabalhos e em outros aspectos da vida.

Tais competências for
am divididas em três grandes domínios. O primeiro deles é o cognitivo, que é aquele que envolve estratégias e processos de aprendizado, criatividade, memória, pensamento crítico; é o que está relacionado à aprendizagem mais tradicional. Segundo os autores, essa é a dimensão em que se tem uma oferta mais farta de pesquisas e, por isso, há claras evidências de que o bom desempenho nessa área traz bons resultados posteriores na vida do aluno.

Os outros dois domínios, muito menos estudados, são o intrapessoal e o interpessoal. O intrapessoal tem relação com a capacidade de lidar com emoções e moldar comportamentos para atingir objetivos. Já o interpessoal envolve a habilidade de expressar ideias, interpretar e responder aos estímulos de outras pessoas.