domingo, 9 de setembro de 2012

Regulamentação da Psicopedagogia. Assinem!





Desenho Infantil


O que são os domínios cognitivos?


Em Neuropsicologia se fala muito em domínios cognitivos, mas o que são eles, além de nossos elementos principais de estudo e investigação clínica?
Primeiramente, o que é cogniçãoCognição diz respeito aos processos mentais envolvidos na capacidade de armazenar, transformar e aplicar o conhecimento.
A cognição, portanto, é constituída de diversos processos mentais, chamados domínios cognitivos. Entre eles encontramos a inteligência, a memória, as funções executivas, a atenção, a linguagem, a percepção, as praxias, entre outros.
inteligência é uma capacidade mental geral que nos permite realizar com sucesso as mais diversas atividades humanas, dependentes ou não do conhecimento acadêmico, e envolve a habilidade de raciocinar, resolver problemas, abstrair e aprender com a experiência.
memória é um conjunto de amplos processos que de atuam para a codificação, armazenamento e resgate das informações. Dessa forma processamos as informações, armazenamos para depois podermos acessá-las nas mais diferentes situações. Armazenamos informações autobiográficas, eventos e conceitos gerais, informações que somos capazes de expressar ou simplesmente sabemos como fazer, informações que podem ser recordadas de forma imediata (minutos) ou a longo prazo (anos).
As funções executivas dizem respeito a um conjunto de processos que permitem ao indivíduo direcionar seu comportamento a metas específicas, avaliar a eficiência e a adequação desse comportamento, buscar estratégicas mais eficazes quando necessário, e então, resolver os problemas de forma imediata ou não. Nesse domínio encontramos nossas capacidades de planejar, controlar e flexibilizar a cognição e o comportamento, tomar decisões, categorizar, entre outras.
atenção é um domínio importante, considerando que as outras funções ocorrem em um ambiente repleto de informações, que devem então ser selecionadas de acordo com os objetivos pretendidos, sejam eles conscientes ou não. Para isso, temos aspectos atencionais como a capacidade de selecionar em qual estímulo focar, alternar entre estímulos sucessivamente, focar em dois estímulos distintos simultaneamente, e sustentar o foco em determinada atividade por tempo prolongado.
linguagem, domínio que favorece a adaptação do indivíduo ao meio em que vive, diz respeito aos aspectos fonológicos, sintáticos, compreensão, organização gramatical, prosódia, e aspectos pragmáticos do conteúdo lexical e discursivo.
percepção é o domínio que fornece sentido e interpretação para os estímulos sensoriais recebidos, de forma a constituir uma percepção integrada do meio. Com esse domínio interpretamos as formas dos objetos e rostos, reconhecemo-los como tal e, portanto, acessamos tudo que temos armazenado sobre eles (gnosia).
As praxias se referem às habilidades que permitem ao indivíduo executar ações voltadas a um fim através de atividades motoras, sejam elas, vestir uma roupa, realizar movimentos simultâneos e fluidos, escovar os dentes, realizar gestos simbólicos (como dar tchau), construir projetos em diferentes dimensões, entre outras.

São esses domínios que avaliamos e que nos fornecem informações sobre o funcionamento do individuo, sobre perfis clínicos e possibilidades de intervenção.
Ao longo dos mais diversos assuntos que serão publicados vocês verão o uso desses termos. Entender o que significam auxilia não só compreender de forma mais aprofundada os assuntos tratados, mas também o importante papel da Neuropsicologia e ao que ela se propõe.

Por: Laiss Bertola

 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Como detectar transtornos de aprendizagem


Em toda sala de aula, há estudantes que aprendem com mais facilidade e outros que têm dificuldade para acompanhar as lições. Ninguém está a salvo de tirar notas baixas vez ou outra. Mas o que fazer quando os problemas são persistentes? Há quem fique anos sem conseguir se adaptar ao ritmo das turmas ou mesmo aprender o básico – ler e escrever. Pais e professores são os primeiros a perceber sinais de que algo não vai bem. Porém, nem sempre conseguem identificar as causas do problema.
Problemas com métodos de ensino são os que mais afetam o desempenho das crianças (Foto: Welinton/SXC.hu)
Em geral, os docentes não são preparados para perceber o que impede o aprendizado dos alunos, diz Sandra Torresi, professora de neuropsicologia na Universidade de Morón, na Argentina. Ela diz que eles não são obrigados a fazer diagnósticos, até porque isso depende da avaliação de diversos profissionais, como psicopedagogos, fonoaudiólogos, neuropsicólogos, neurologistas, psiquiatras, entre outros. “Mas ainda falta compreensão sobre o processo de aprendizado em si. Muitos professores não conhecem nem o desenvolvimento normal das crianças. E só ensina bem quem sabe como se aprende”, afirma Sandra.
No Brasil e em outros países em desenvolvimento, pesquisadores estimam que de 40% a 42% dos alunos nas séries iniciais tenham dificuldades para aprender. Destes, 4% a 6% têm transtornos de origem neurobiológica.
As dificuldades no aprendizado podem decorrer de falhas no método de ensino e no ambiente escolar. Também podem pesar fatores relacionados à vida familiar e a condições psicológicas da criança.
Nos transtornos ou distúrbios de aprendizagem, há problemas em áreas específicas do cérebro. “Há uma característica de origem genética, neurobiológica. A criança nasce com uma falha de processamento. Não quer diz que não vá aprender, ela vai, só que de uma forma diferente”, diz Sylvia Ciasca, livre-docente em neurologia infantil na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do Laboratório de Dificuldades, Distúrbios de Aprendizagem e Transtornos da Atenção (Disapre) da instituição. Segundo a professora, os distúrbios são mais raros que as dificuldades escolares.
Rosa Maria Junqueira Scicchiato, psicopedagoga e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), diz que, em sua experiência de atendimento clínico, é mais comum se deparar com problemas do sistema educacional. “Já vi casos de meninos que não sabiam ler e escrever porque nunca ninguém tinha sentado com eles e ensinado. Apenas isso. Não tinham nenhum transtorno. Foi só dar atenção, usar método adequado, e eles aprenderam.” Para ela, salas lotadas e formação de professores deficientes em todo país são os maiores vilões do ensino.
Quais são os principais transtornos
As pesquisas científicas sobre distúrbios de aprendizagem são relativamente recentes – ganharam relevância a partir dos anos 1980. Ainda não existem testes padronizados mundialmente para diagnosticá-los, embora haja referências importantes. Com isso, é difícil encontrar crianças com diagnóstico fechado de outros transtornos além dos mais conhecidos como dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou sem Hiperatividade (TDA).
A dislexia é um distúrbio específico das operações relacionadas ao reconhecimento das palavras, segundo definição do livro Transtornos da Aprendizagem: Abordagem neurobiológica e multidisciplinar, da neuropediatra brasileira Newra Tellechea Rotta e outros autores (Editora Artmed). Os disléxicos têm dificuldade para identificar as letras com precisão e velocidade e para formar as sílabas. Há diferentes graus de comprometimento e os sintomas variam conforme a idade. Crianças em fase escolar costumam sofrer para adquirir a habilidade de leitura e escrita e, quando conseguem, fazem tudo num ritmo mais lento que os colegas. Para elas, são atividades penosas copiar textos da lousa, escrever redações e fazer provas dissertativas.
Um adulto com dislexia apresenta falhas principalmente no hemisfério esquerdo do cérebro e em regiões parietais – áreas responsáveis pelo processamento da linguagem. Elas acabam sendo menos ativadas do que deveriam no momento da leitura e da escrita. Com tratamento, o disléxico consegue aumentar a ativação das regiões, mas nunca da mesma maneira que uma pessoa sem o transtorno. Sylvia Ciasca, da Unicamp, afirma que o cérebro é capaz de se adaptar e encontrar outras formas de cumprir suas funções.
O TDAH e TDA não são definidos, necessariamente, como transtornos de aprendizagem, mas, por afetar a atenção e concentração – aspectos essenciais para os estudos – geralmente causam dificuldades. Além disso, é comum a coexistência de distúrbios. “De cada 100 crianças com TDAH, 10 a 15 também apresentam outro transtorno de aprendizagem”, diz Luis Augusto Rohde, livre-docente pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor de psiquiatria da infância e adolescência na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Segundo ele, há grande diferença entre uma pessoa com algum grau de agitação e uma desatenta e hiperativa. “Passa a ser problema de saúde quando traz prejuízos na vida do indivíduo.” A criança com o transtorno tem sintomas persistentes em diversos ambientes – na escola, com a família e os amigos. Está praticamente todo tempo em movimento e sofre para se focar em apenas uma atividade.
Outros distúrbios – menos diagnosticados, porém cada vez mais estudados – são as discalculias, as disgrafias e o transtorno não verbal.
Um estudante com discalculia é aquele incapaz de aprender matemática. Não se trata de dificuldades pontuais em algumas séries em que a disciplina fica mais exigente, mas da impossibilidade de aprender conceitos básicos. “A criança com o transtorno pensa em outra lógica e não consegue, por exemplo, transformar quantidades em números ou entender que a sequência numérica é da esquerda para a direita”, afirma Ângelo Rezende, neurologista da infância e adolescência e pesquisador da Universidade de São Paulo. Ele conta o caso de uma menina de 9 anos, com quadro grave de discalculia, que decorou os números, mas não tinha entendido o que representavam. Para ela, cada um deles era um personagem diferente em uma história. Estudos com ressonância mostram que, no cérebro das crianças com discalculia, há menor ativação nas regiões pré-frontal e parietal durante as tarefas de cálculo.
As disgrafias são os transtornos relacionados à escrita. São causados por falhas em áreas do cérebro responsáveis pela parte motora fina (lobo frontal). As pessoas com dificuldades nesse campo não conseguem controlar plenamente pequenos músculos em suas mãos. Os problemas da escrita atrapalham a comunicação e exigem muito esforço dos estudantes, que, por vezes, ficam com pouca energia para prestar atenção no conteúdo do texto. “Normalmente, o computador é um grande aliado no tratamento dessas crianças”, afirma Sandra Torresi, da Universidade de Morón.
O transtorno não verbal (Tanv) é um tipo raro de distúrbio e está ligado a procedimentos de estudos. A psiquiatra Gabriela Dias, especialista em saúde mental e desenvolvimento infantil pela Santa Casa do Rio de Janeiro, diz que o Tanv afeta principalmente a coordenação motora, a percepção sensorial e espacial e as habilidades sociais. Alguns dos sintomas são semelhantes aos de crianças com autismo e síndrome de Asperger. Elas costumam ter poucos amigos, fazem interpretação literal de eventos e mantêm conversas fora de contexto. Também têm dificuldades para analisar, organizar e sintetizar as informações.
Todos os especialistas ouvidos por ÉPOCA deixam claro que nenhuma criança com dificuldades de aprender ou distúrbios tem inteligência abaixo do normal. Elas precisam apenas de outras estratégias e, muitas vezes, de atendimento especializado para avançar nos estudos. “Quando não conseguem aprender, as crianças sofrem. E são chamadas de desinteressadas, preguiçosas, burras”, diz Sandra Torresi. “Elas precisam de atenção, métodos de ensino adequados, estímulos positivos e que alguém mostre a elas o que fazem bem, não apenas no que vão mal.”

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Cursos

Curso
Data
15/09
ATM - Suas limitações e possibilidades fonoaudiológicas 
Dra. Fga. Katia Cristina Carmello Guimarães (CRFa. 4634-SP)
21 e 22/09
Avaliação audiológica
Fga. Ms. Renata Jacques Batista (CRFa. 2200/MG)
21 e 22/09
22/09
Traqueostomia e Válvula de Fala no Paciente Disfágico 
Fga. Cristiane M.P. Vargas (CRFa. 2772) e Fga. Ms. Aline Carvalho Campanha (CRFa. 2768)
22/09
29/09
29 e 30/09
06/10
Disfagia Orofaríngea Neurogênica: raciocínio clínico e tratamento  
Fga. Cristiane Mesquita P. Vargas (CRFa. 2772)
06/10
06/10
Dislexia e TDAH: saiba como encarar esses desafios
Dra. Renata Savastano Ribeiro Jardini
19 e 20/10
19 e 20/10
19 e 20/10
20/10
20/10
26 e 27/10
Compreendendo e atuando na paralisia cerebral
Fga. Silvia Cristina Marra (CRFa. 5870/SP)
26 e 27/10
Alterações de linguagem no envelhecimento e nas demências 
Fga. Ms. Aline Carvalho Campanha (CRFa. 2768)
27/10
Atualização em gagueira
Fga. Ms. Bruna Valenzuela (CRFa. 5141 MG/T-DF)
27/10


Informações e inscrições pelos links acima ou
ligue (31) 9805-4791
E-mail: contato@capacitarfono.com.br
Local dos cursos:
Belo Horizonte, MG

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Blog da Escuta.: As dores dos Adolescentes.

Blog da Escuta.: As dores dos Adolescentes.:                                                                                O período da adolescência é marcado por várias transfo...

Blog da Escuta.: Deixem seus filhos crescerem.

Blog da Escuta.: Deixem seus filhos crescerem.:                                                                        A lguns pais se queixam de que seus filhos são infantis, imatu...

Alunos com dificuldades escolares - Qual é a causa ?


                             



A escola é um lugar que possibilita o desenvolvimento do sujeito, e também é um lugar de socialização.

É fato comprovado, que muitas crianças apresentam problemas ou dificuldades escolares e que na grande maioria das vezes essas dificuldades não tem uma única causa. Podemos encontrar um conjunto de situações que incidem ou culminam nas dificuldades e que podem – se não forem tratados á tempo – evoluir para o fracasso escolar.

Portanto, não se trata de ‘procurar culpados’, para justificar esse sintoma, e sim de entender quais são os fatores que podem estar influenciando para que esses alunos não tenham um desenvolvimento escolar dentro do esperado.

E se não for feita uma avaliação cuidadosa podemos encontrar diversas situações em que o aluno é considerado e rotulado de preguiçoso, quando na verdade existem fatores emocionais que podem estar impedindo o desejo de “querer saber”, de  “querer aprender”.

Esses fatores tanto podem ter natureza orgânica (doenças, dificuldade de visão ou audição, problemas neurológicos, etc.); algo relacionado á sua vida familiar ( a relação com seus pais, mudança de casa, morte de um ente querido, nascimento de irmãos) e ainda,  podemos encontrar dificuldades  de socialização, de convivência em grupo, com seus colegas, dificuldades com algum professor (que representa figura de autoridade).

Enfim, a causa não é única e podemos com a análise dar lugar e voz para o sujeito que sofre e que se esconde atrás do aluno. E dessa forma a criança terá a possibilidade de encontrar os porquês de suas dificuldades escolares.

Porém, isso só será possível quando ela tiver a oportunidade de falar sobre o que lhe acontece, para que possa colocar em palavras aquilo que está ‘guardado ou reprimido no seu inconsciente’. E a escola tem uma função fundamental, pois, através do olhar cuidadoso do professor, poderá orientar seus alunos e a família para que busquem  ajuda.

Quando a criança tem a chance de falar sobre seus mal-estares, pode desfazer as equivalências sintomáticas que o impede de prosseguir aprendendo. E com isso, terá a chance de não carregar o peso de um fracasso escolar. Peso esse, que poderá atrapalhá-lo por toda vida.

  Andreneide Dantas.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

"Treinamento de Pais..."


Todos sabem que a criação de um filho requer muito mais que boas intenções. Não obstante, o estilo de criação adotado pelos pais reflete diretamente na forma como os filhos se comportam e desenvolvem suas crenças, habilidades e forma de se comportar mediante diferentes situações da vida. Conciliar envolvimento e autoridade na criação é uma tarefa por vezes hercúlea, principalmente por que os nossos filhos vêm desprovidos de manuais de instrução ou de bulas. Recorrer à sabedoria dos mais velhos, à religião ou a outras formas de aconselhamento baseadas na cultura, pode ser eficiente na maioria das vezes, para a maioria das crianças. Apelar para o bom senso, ou até mesmo para o famoso método de tentativa e erros pode ser uma saída para muitos pais. No entanto, existem crianças e crianças. Existem também aquelas muito difíceis que apresentam comportamentos considerados problemáticos e disfuncionais. Desrespeito às regras na escola, em casa e em outros contextos; agressão verbal e física contra colegas, professores, irmãos e pais; desrespeito a figuras de autoridade; desobediência a ordens; nível exagerado de atividades; baixa tolerância à frustração e problemas em controlar impulsos são exemplos de de comportamentos externalizantes encontrados em algumas dessas crianças e adolescentes. Diante das dificuldades no relacionamento com os filhos que apresentam tais comportamentos, os pais podem desenvolver estratégias pouco eficientes para lidar com esses problemas. Às vezes, diante do estresse diário, tornam-se mais rígidos com seus filhos, negligentes ou simplesmente atônitos frente a alguns desses comportamentos. Uma estratégia de intervenção muito últil para modificar o comportamento de crianças com transtornos externalizantes é o Treinamento de Pais. Trata-se de uma forma de psicoterapia na qual a intervenção no comportamento dos filhos é feita através da modificação do comportamento e das crenças dos pais. Este tipo de psicoterapia tem como objetivo esclarecer os pais e familiares sobre fatores que favorecem ou prejudicam a interação entre pais e filhos. Visa desenvolver habilidades não coercitivas de manejo dos comportamentos em casa. Ao longo das sessões, os pais são instruídos sobre as características do contexto familiar, da criança e de si mesmos, relacionadas a comportamentos desadaptativos. Aprendem, ainda, sobre a atenção que deve ser dada aos bons comportamentos e sobre como melhorar a eficiência da autoridade em casa, conhecem alternativas ao uso de punições físicas e outras formas de coerção, aprendem como aplicar reforçamento ou punição logo após o  comportamento apropriado ou inapropriado. Crianças e adolescentes com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade podem ter dificuldade em completar atividades rotineiras sem a supervisão de outra pessoa; têm dificuldade em resistir à distração enquanto se concentram, trabalham ou conversam; têm dificuldade para realizar tarefas tediosas, repetitivas ou aborrecedoras, não conseguindo demonstrar o mesmo nível de persistência, atenção e motivação que outras crianças.  Também possuem dificuldade com o manejo do tempo e com a própria organização em relação a eventos futuros; dificuldade em se esforçar para conseguir recompensas maiores e de longo prazo em vez de optar por outras menores, mas imediatas; além de não conseguirem permanecer por muito tempo realizando atividades que não lhes proporcionem recompensas, estímulos ou que não possuam interesse imediato. Assim, diante destas dificuldades, estas crianças e adolescentes precisam de formas de educar diferentes dos seus pares, com regras mais claras e consistentes, proporcionando um reforçamento mais direto e imediato.  Diversos estudos têm investigado a eficácia deste tipo de tratamento para crianças e adolescentes com TDAH. O desenvolvimento de habilidades parentais não coercitivas modifica o comportamento do filho. Inicia-se aqui, um efeito bola de neve, já que a melhora no comportamento dos filhos, faz com que os pais persistam nas novas práticas parentais que foram aprendidas, produzindo resultados efetivos em longo prazo. Inconsistência, negatividade e altos níveis de adversidade na família são associados ao surgimento de problemas na primeira infância e são preditores da sua persistência na idade escolar, demonstrando a importância de uma intervenção cognitiva e comportamental precoce focada na relação familiar. Assim, é de suma importância que o pai conheça quais mecanismos irão favorecer ou prejudicar a interação com seu filho, como o conhecimento de que o elogio deve ser preconizado em relação à punição e de que estes devem ser imediatos, específicos e consistentes. O treinamento de pais, não é uma panaceia que irá resolver os problemas de criação em escala populacional. Mas por se pautar em conhecimentos provenientes da Terapia Cognitiva, Análise Funcional do Comportamento e outras áreas da Psicologia Científica pode ser uma ferramenta útil no manejo de comportamentos difíceis. Cabe ressaltar ainda que são necessários estudos para avaliar quais são os preditores de eficácia de tais tratamentos e para que tipo de pais, famílias e crianças o treinamento de pais tende a ser mais eficiente.                                                                                                                              
Referências:
Anastopoulos, A.D., Shleton, T.L., DuPaul, G.J. e Guevremont, D.C. (1993). Parent training for attention-deficit hyperactivity disorder: Its impact on parent functioning. Journal of Abnormal Child Psychology, 21, 581-596.
Fossum, S.,   Morch W. , Handegard B.,  Drugli M. and Larsson, B.(2009) Parent training for young Norwegian children with ODD and CD  problems: Predictors and mediators of treatment outcome. Scandinavian Journal of Psychology, 50, 173–181
Johnston, C. (1992, February) The influence of behavioral parent training on inattentive overactive and aggressive-defiant behaviours in ADHD children. Paper presented at the annual meeting of the Society for Reasearch in Child and Adolescent Psychopathology.
Kohut, C., Andrews, J.The efficacy of parent training programs for ADHD children: A fifteen-year review. Devolopments Disabilities Bulletin, 2004, Vol. 32, No.2, pp.155-172. Pisterman S, McGrath P, Firestone P, et al. (1989) Outcome of parent-mediated treatment of preschoolers with attention deficit disorder with hyperactivity. J Consult Clin Psychol 1989;57(5):628–35.

Por: Bárbara Romaneli Conde

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

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O blog está concorrendo ao prêmio Top Blog 2012.

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A Psicopedagogia pode intervir, mediar, auxiliar!

A National Research Council, uma organização norte-americana, reuniu especialistas para definir quais são as competências necessárias que os estudantes devem ter no século 21.

Educadores, psicólogos e economistas fizeram pesquisas buscando entender o que se espera que os estudantes alcancem nos seus ciclos escolares, nos seus futuros trabalhos e em outros aspectos da vida.

Tais competências for
am divididas em três grandes domínios. O primeiro deles é o cognitivo, que é aquele que envolve estratégias e processos de aprendizado, criatividade, memória, pensamento crítico; é o que está relacionado à aprendizagem mais tradicional. Segundo os autores, essa é a dimensão em que se tem uma oferta mais farta de pesquisas e, por isso, há claras evidências de que o bom desempenho nessa área traz bons resultados posteriores na vida do aluno.

Os outros dois domínios, muito menos estudados, são o intrapessoal e o interpessoal. O intrapessoal tem relação com a capacidade de lidar com emoções e moldar comportamentos para atingir objetivos. Já o interpessoal envolve a habilidade de expressar ideias, interpretar e responder aos estímulos de outras pessoas.




quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Bebês prematuros continuam desenvolvimento na UTI neonatal


03 de agosto de 2012  09h26


O bebê prematuro pode ter problemas devido à imaturidade de algumas funções do corpo. Por isso, ele normalmente precisa ficar na UTI neonatal antes .... Foto: Dreamstime/Terra
O bebê prematuro pode ter problemas devido à imaturidade de algumas funções do corpo. Por isso, ele normalmente precisa ficar na UTI neonatal antes ser levado para casa
Foto: Dreamstime/Terra

O bebê pode ter problemas devido à imaturidade de algumas funções do corpo. O mais comum deles é a dificuldade respiratória, porque o pulmão ainda está pequeno e pode conter líquido. Normalmente, o recém-nascido recebe suporte respiratório na incubadora até que o órgão se desenvolva e ele consiga respirar sozinho.

A incubadora ainda ajuda no aquecimento. A pele do prematuro é mais fina e, por isso, ele perde calor mais facilmente.

Na UTI, o recém-nascido recebe o amparo para que possa se desenvolver gradualmente fora do útero. "Conforme vai havendo o crescimento, ele vai amadurecendo. Nós respeitamos as etapas do bebê. Começamos com alimentação na veia para depois dar pela boca", conta Graziela Del Bem, coordenadora da UTI neonatal do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo.

O tempo que o bebê deve permanecer na UTI varia conforme o caso e sua precocidade. Os prematuros tardios, caso dos bebês próximos da 37ª semana, podem ficar somente alguns dias. Muitos deles nem passam pela UTI. Já nos casos mais extremos, como nos bebês com menos de 32 semanas, a permanência pode ser de vários meses.

É também nos casos dos bebês mais precoces que estão as maiores chances de desenvolvimento de problemas graves. Eles podem apresentar distúrbios do metabolismo, como hipoglicemia, e ter as partes oftalmológica, auditiva, neurológica e imunológica comprometidas. As chances de ele pegar infecções são maiores com a imunidade mais baixa. Os problemas neurológicos e a falta de oxigênio podem levar a convulsões. Em cenários mais extremos, ele pode ter hemorragia intracraniana.

Por conta desses riscos, é necessário o acompanhamento multidisciplinar do recém-nascido na UTI. "A maioria responde muito bem. Se considerarmos os bebês abaixo de 32 semanas, a taxa de sobrevida é de 95%. Abaixo de 30, 90%", afirma a médica.

O tratamento, no entanto, não é isento de complicações. "Nesse período, ele pode pegar uma infecção ou ter hemorragia. O prematuro não é estável. Principalmente nos primeiros 10 dias, é um estresse, mesmo", comenta.

Após a alta do bebê, os pais devem reduzir o contato dele com visitas, para diminuir o risco de viroses. Além disso, o acompanhamento pediátrico é essencial. "Isso é para qualquer criança, mas nos prematuros é bom que seja mais frequente até o quatro ou quinto ano. O pediatra determina se ele precisa de algum tratamento", diz Graziela.

Participação dos pais
Embora a mãe receba alta normalmente entre 2 e 4 dias após o parto, o acompanhamento na UTI é permitido. "A presença ajuda bastante, pelo contato afetivo. Os pais podem fazer carinho, conversar com o bebê", conta a médica.

A técnica do canguru, em que os pais têm contato pele a pele com o bebê, é incentivada, quando liberada pelo médico. Ela ajuda no aquecimento e na saturação de oxigênio do bebê, que fica mais calmo e confortável. A técnica também melhora a produção do leite materno. "É importantíssimo esse contato. Não só pela humanização, mas também pelo crescimento do bebê", afirma a médica. 

sábado, 4 de agosto de 2012



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A história da Psicopedagogia - alguns pontos...

A história da psicopedagogia tem início na Europa, em 1946, sendo fundados os primeiros centros psicopedagógicos por J Boutonier e George Mauco, com direção médica e pedagógica. Unindo conhecimentos da área de Psicologia, Psicanálise e Pedagogia, esses centros tentavam readaptar crianças com comportamentos socialmente inadequados na escola ou no lar e atender crianças com dificuldades de aprendizagem apesar de serem inteligentes (MERY apud BOSSA, 2000, p. 39).
Na literatura francesa – podemos observar como essa influencia as idéias sobre psicopedagogia na Argentina (a qual, por sua vez, influencia a práxis brasileira) – encontra-se, entre outros, os trabalhos de Janine Mery, a psicopedagoga francesa que apresenta algumas considerações sobre o termo psicopedagogia e sobre a origem dessas idéias na Europa, e os trabalhos de George Mauco, fundador do primeiro centro médico psicopedagógico na França,..., onde se percebeu as primeiras tentativas de articulação entre Medicina, Psicologia, Psicanálise e Pedagogia, na solução dos problemas de comportamento e de aprendizagem (BOSSA, 2000, apud SIMAIA p. 37)
A história da psicopedagogia no Brasil tem um caminho percorrido pela Associação Brasileira de Psicopedagogia e foi marcado por pontos polêmicos, entre eles, alguns questionamentos sobre o verdadeiro papel desta ciência, ou seja, a consistência, fortalecimento e autonomia da Psicopedagogia. De 1995 - 1996, foram elaborados vários documentos explicitando seu campo de atuação, sua área científica, sua contribuição e seus critérios de formação acadêmica.

A profissão do psicopedagogo não está regulamentada, mas o projeto se encontra na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, na Câmara dos Deputados Federais, para ser aprovada. Enquanto isso, a formação do psicopedagogo vem ocorrendo em caráter regular e oficial em cursos de pós-graduação oferecidos por instituições devidamente autorizadas ou credenciadas.

No que tange ao limite na prática institucional preventiva, por exemplo, um dos aspectos que merece destaque tem sido a dificuldade dos psicopedagogos em propor procedimentos de avaliação e de intervenção.

Esta questão também é uma das preocupações de Bossa (2000) ao enfatizar que uma das dificuldades práticas com que se deparam os psicopedagogos brasileiros, reside nos procedimentos diagnósticos para a intervenção. Segundo a autora, a indefinição quanto ao instrumental utilizado no trabalho psicopedagógico merece ser pensada, de forma que novas perspectivas possam daí surgir e atender as reivindicações inerentes à atividade psicopedagógica. Ela também acrescenta que vários autores já se debruçaram sobre esta questão, entretanto enfatiza que ainda há muito por se fazer (Rubinstein e colaboradores (2004) e Masini (2006).

A Psicopedagogia se apresenta com um caráter multidisciplinar devido à complexidade dos problemas de aprendizagem -, que busca conhecimento em diversas outras áreas de conhecimento, além da psicologia e da pedagogia. É necessário ter noções de linguística, para explicar como se dá o desenvolvimento da linguagem humana e sobre os processos de aquisição da linguagem oral e escrita. Requer também, conhecimentos sobre o desenvolvimento neurológico, sobre suas disfunções que acabam dificultando a aprendizagem; de conhecimentos filosóficos e sociológicos, que nos oferece o entendimento sobre a visão do homem, seus relacionamentos a cada momento histórico e sua correspondente concepção de aprendizagem. Portanto, o psicopedagogo deverá ter um embasamento teórico para o desenvolvimento de sua função
Assim sendo, a psicopedagogia se propõe a integrar, de modo coerente, conhecimentos e princípios de distintas ciências humanas, objetivando adquirir uma ampla compreensão sobre os variados processos inerentes ao aprender.

O profissional que atua como psicopedagogo tem um amplo conjunto de tarefas e funções que prestam assessoramento psicopedagógico às escolas, apesar de sua diversidade, pode ser organizado em torno de quatro eixos. Na concepção de Coll (1989b, apud FERREIRA), o primeiro relativo à natureza dos objetivos da intervenção, cujos pólos caracterizam respectivamente as tarefas que se centram, prioritariamente no sujeito e aquelas que têm como finalidade incidir no contexto educacional. Assim, as tarefas incluídas são tanto as que têm como objetivo prioritário o atendimento a um aluno, quanto as que aparecem vinculadas a aspectos curriculares e organizacionais.

O segundo eixo afeta as modalidades de intervenção, que podem ser consideradas como corretivas, ou preventivas e enriquecedoras. Qualquer intervenção realizada na escola pode ser caracterizada, em um determinado momento, embora, em um momento posterior, sua consideração se modifique.
Outro eixo também diferencia modelos de intervenção, embora tenha como objetivo final o aluno, pode ter diferenças consideráveis: enquanto alguns psicopedagogos trabalham diretamente com o aluno, orientam-no e, inclusive, manejam tratamentos educacionais individualizados, outros combinam momentos de intervenção direta com intervenções indiretas, (por exemplo, no caso de uma avaliação psicopedagógica), centradas nos agentes educacionais que interagem com ele (no próprio processo de avaliação psicopedagógica, na tomada de decisões sobre o plano de trabalho mais adequado para esse aluno). São freqüentes as consultas formuladas por um professor ao psicopedagogo em relação a um aluno que não vai manter nenhum contato direto com esse profissional.

O último eixo, Coll (1989) indica o lugar preferencial de intervenção, que entendemos como a diversidade de níveis e contextos, inclusive quando circunscrita ao marco educacional escolar. Este eixo inclui tanto as tarefas localizadas no nível de sala de aula, em algum subsistema dentro da escola, na instituição em seu conjunto, ano, série, assim como aquelas que se dirigem ao sistema familiar, à zona de influência, etc.
O fato que se deve considerar é que as tarefas que aparecem englobadas nos eixos precedentes são objeto da intervenção psicopedagógica, não significa que todos os psicopedagogos as executem em seu conjunto e, obviamente, não significa que as realizem da mesma forma.

Um dos aspectos importantes sobre a profissão do psicopedagogo é a formação continuada, não basta fazer um curso de pós-graduação é necessário sempre estar atualizado realizado cursos nas mais diversas áreas como na linguística, neurociência, psicologia entre outras.

O psicopedagogo, um profissional entre a saúde e a educação, os limites da atuação devem ser sempre rigorosamente observados. No que tange à área da saúde, não podemos exercer o que for de competência profissional nem de médicos nem de psicólogos. "Passar o CID", por exemplo, não é de nossa competência como psicopedagogos, pois está inserido na classificação das doenças na área médica. Também não é da nossa competência aplicar testes psicológicos (avaliação de inteligência, de personalidade e outros).
Penso ser imperativo buscarmos sempre uma supervisão junto a psicopedagogos quanto aos tipos de avaliação do processo de aprendizagem e das dificuldades de aprendizagem que competem ao psicopedagogo. Vale lembrar que na área da Psicopedagogia a relevância do trabalho realizado dependerá da consciência profissional de cada um que nela atua.

A dificuldade escolar pode gerar um círculo vicioso do fracasso, ou seja, quanto mais a criança se sente inferiorizada, mais ela estará suscetível ao insucesso, e menos poderá obter aprovação a partir de seu desempenho (Linhares & Colls, 1993, apud OKANO, et al, 2004).

O manejo das dificuldades de aprendizagem no ambiente escolar não se constitui em tarefa fácil, e muitas vezes, a alternativa dada envolve a colocação das crianças em programas especiais de ensino como o proposto para as salas de reforço ou de recuperação paralela, destinadas a alunos com dificuldades não superadas no cotidiano escolar. Os programas de reforço, em nosso meio, a princípio se apresentam como uma proposta que visa contribuir para o bom desenvolvimento escolar, contudo carecem de estudos sistemáticos que demonstrem a sua eficácia no que diz respeito aos aspectos psicológicos de crianças com dificuldade de aprendizagem.

Diversos estudos têm relatado que as crianças com dificuldades de aprendizagem têm autopercepção mais negativa sobre o seu próprio comportamento quando comparadas a crianças que têm rendimento satisfatório e quando comparadas àquelas que têm baixo rendimento, mas não são identificadas como tendo dificuldade de aprendizagem (Beltempo & Achile, 1990; Clever, Bear & Juvonen, 1992; Leondari, 1993; Jackson & Bracken, 1998).

Lidar com o insucesso escolar, com o baixo rendimento, com as múltiplas implicações para a auto-avaliação da criança, para a família, professores e comunidade constitui-se em tarefa complexa e desafiadora para a qual não se tem ainda uma resposta acabada e pronta, o que aponta para a necessidade de buscar alternativas que possam minimizar tal situação (OKANO et al, 2004).
Na minha concepção, as dificuldades muitas vezes são de fatores externos (ambiental), ou seja, esteriótipos criados pela família e também pela escola/professores. Como psicopedagogos precisamos conhecer a causa das dificuldades para encontrar meios de ajudar o aluno e não para excluí-lo. Acontece que quando o aluno nos é encaminhado por outro profissional e tomamos conhecimento do diagnóstico, intrinsicamente a inclusão acontece. "Com este aluno, fulano já fez de 'tudo' e não deu jeito"! "Ele não sabe nada" Pergunto: O que é tudo? Como esse tudo foi realizado? Será que o aluno tem mesmo dificuldade de aprendizagem ou é dificuldade na ensinagem?

Na concepção de Polity (2002), a pedagogia com enfoque construtivista com base no Construcionismo social elenca três fatores básicos do processo educacional: a interdiciplinaridade, interacionalidade e o pensamento complexo conduzindo o educando para a prática da transformação social. A autora faz a relação entre as dificuldades do aluno a as dificuldades do professor no processo ensino-aprendizagem, interrelacionando-os, até mesmo, nos fracassos. Ela cria essa nova abordagem com a interdependência interativa entre a subjetividade de ambos – professor/aluno. É a mescla entre ensino e aprendizagem como um conjunto. Com essas perspectivas surge o conceito de dificuldade de ensinagem: a natureza relacional do Ensino, mudando significado, domínios de convivências, através do emocional, o professor constrói a sua subjetividade no ato de ensinar. Daí a dificuldade de ensinagem, ou seja, "é o movimento de ensinar carregando de emoção: ansiedade por ter de cumprir uma missão, medo e/ ou frustração por não entender o aluno, fantasias de incompetência...". A dificuldade de ensinagem se refere a esta prática do professor, colocada em cheque, corresponde às dificuldades de aprendizagem do educando.

Nas instituições o psicopedagogo cumpre a importante função de socializar os conhecimentos disponíveis, promover o desenvolvimento cognitivo e a construção de normas de conduta inseridas num mais amplo projeto social, procurando afastar, contrabalançar a necessidade de repressão. Agindo assim, a maioria das questões poderão ser tratadas de forma preventiva, antes que se tornem verdadeiros problemas e/ou também interventiva, se a dificuldade de aprendizagem já estiver evidente.

Peres e Oliveira (2007), fazem menção com respeito à importância da prevenção e da intervenção psicopedagógica, mas enfatizam também que não podemos ignorar a fase que precede a essas ações. A etapa de avaliar, por exemplo, a avaliação psicopedagógica, deverá anteceder a toda e qualquer proposta de intervenção, seja ela clinica ou institucional. A análise da adequação dos materiais didáticos, da proposta pedagógica, da metodologia, da avaliação, associadas a entrevistas com professores, tem se constituído em importante instrumento de avaliação.

REFERÊNCIAS

BELTEMPO, J. & ACHILE, P. A. The efect of special class placement on the self-concept of children with learning disabilities. Child Study Journal, 20, 81-103, 1990.
CLEVER, A.; BEAR, G. & JUVONEN, J. Discrepancies between competence and importance in self-perceptions of children in integrated classes. The Journal of Special Education, 26, 125–138, 1992.
FERREIRA, R. T. da S. Importância do psicopedagogo no ensino fundamental. Blogspot, 2008.
JACKSON, L. D. & BRACKEN, B. A. Relationship between students' social status and global and domain – Specific Self – Concepts. Journal of School Pshichology, 36, 233-246, 1998.
LEONDARI, A. Comparability of self - concept among normal achievers, low achievers and children with learning difficulties. Educational Studies, 19, 357–371, 1993.
MASINI, E. S. Formação profissional em psicopedagogia: embates e desafios. São Paulo: ABPp, 23 (72), 248-259, 2006.
OKANO et al. Crianças com dificuldades escolares atendidas em programa de suporte psicopedagógico na escola: avaliação do autoconceito. São Paulo: PRC, 2003.
PERES, M. R. & OLIVEIRA, M. H. M. A. Psicopedagogia - Limites e possibilidades a partir de relatos de profissionais. São Paulo: PUC, 2007.
POLITY, E. Dificuldade de Ensinagem – 1ª Edição, SP, Vetor Editora, 2002.
RUBSTEIN, E.; CASTANHO, M. I. & NOFFS, N. A. Rumos da psicopedagogia brasileira. São Paulo: ABPp, 21(66), 225-238, 2004.

http://psicopedagoga.org/index.php?option=com_content&view=article&id=57:a-trajetoria-da-psicopedagogia-suas-contribuicoes-e-limites&catid=7:examples&Itemid=70