segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vacinação contra a pólio começa no sábado; oito estados também vacinam contra sarampo


Publicação: 13/06/2011 15:00 Atualização:
Brasília – Crianças menores de 5 anos devem receber no próximo sábado (18) a primeira dose da vacina contra a poliomielite, conhecida como paralisia infantil. Em São Paulo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Pernambuco, na Bahia, no Ceará e em Alagoas, crianças de 1 a 7 anos também vão receber a vacina tríplice viral – que imuniza contra o sarampo, a rubéola e a caxumba.

Ao todo, 115 mil postos em todo o país devem funcionar das 9h às 17h. Além das unidades permanentes, shopping centers, rodoviárias e escolas também vão receber postos móveis. As duas campanhas seguem até 22 de julho.

A segunda dose da vacina contra a poliomielite será aplicada a partir do dia 13 de agosto. Neste mesmo dia, os demais estados da federação iniciam a aplicação da tríplice viral.

De acordo com o Ministério da Saúde, a criança só fica completamente protegida contra a paralisia infantil após receber as duas gotinhas previstas.

Crianças com febre acima de 38 graus Celsius ou com alguma infecção devem ser avaliadas por um médico antes de procurar os postos de saúde. Também não é recomendado vacinar crianças com problemas de imunodepressão (como pacientes com câncer e aids) ou que já apresentaram reação alérgica severa a doses anteriores das vacinas.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bebês Prematuros - Mitos e Verdades

Todo prematuro é igual
Mito. Existem prematuros tardios e extremamente prematuros (que nascem com menos de 32 semanas). Segundo Victor Nudelman, neonatologista do hospital Albert Einstein, é possível cuidar de bebês a partir de 25 semanas, com peso próximo a 500 gramas. “A ansiedade da mãe de um bebê assim é diferente da mãe de um bebê de 34 semanas. Dependendo do grau de imaturidade, os bebês terão tempos e dificuldades completamente diferentes”, diz.
Bebês de 35 semanas são prematuros
Verdade. “Crianças que nascem antes de 37/38 semanas, por definição, são prematuros”, afirma a pediatra Heloisa Ionemoto, do Hospital Infantil Sabará.
A mãe não pode segurar o bebê prematuro
Mito. Segundo os médicos, as mães devem segurá-lo no colo, desde que com cuidado e sempre orientada pela equipe médica, como ressalta Jorge Huberman, neonatologista do Hospital Albert Einstein. A pediatra Heloisa lembra que há programas como o “Projeto Canguru”, no qual o contato físico entre pai/mãe e bebê prematuro ajuda no desenvolvimento. Mas vale lembrar que a incubadora é importante para manter o pequeno sempre aquecido.
O prematuro precisa passar mais de um mês no hospital
Depende. O risco de mortalidade e doenças específicas está inversamente relacionado à idade gestacional. “Quanto menor a idade gestacional, maior a chance de complicações. Os prematuros com mais de 34 semanas, de um modo geral, se saem muito bem, já os menores enfrentam mais dificuldades. Desta forma, estes bebês precisam de cuidados especiais que podem durar poucos dias a alguns meses, com necessidade de internação hospitalar”, esclarece Maria Otília Bianchi, neonatologista da UNICAMP.
Os órgãos do prematuro não estão prontos
Verdade. Principalmente os pulmões, uma vez que ele fazia a troca de ar por meio da placenta. Por isso é muito comum ele apresentar dificuldades respiratórias, o que requer ajuda para assegurar os níveis adequados de oxigênio. Nudelman alerta para a necessidade de aparelhos que forneçam alguma pressão positiva para o ar entrar e medicações que mantenham o pulmão, ainda imaturo, mais aberto.
O prematuro não pode ser amamentado
Mito. Ele deve ser amamentado, porém não consegue sugar, por isso, a alimentação pode ocorrer por meio de sondas. De acordo com Maria Otília, o ideal é alimentar o bebê com leite materno ordenhado, mas pode ser necessário o uso de nutrição endovenosa. “Mesmos os prematuros maiores são sonolentos, sugam vagarosamente e não ganham peso”, explica.
Quanto menos aparelhos ligados no bebê, melhor ele está
Verdade. Isso significa que o corpo já consegue se manter aquecido sem a necessidade da incubadora, os pulmões estão suficientemente desenvolvidos para garantir o ar necessário, ele já consegue sugar e se alimentar sem ajuda de sondas.
Prematuros terão problemas para o resto da vida
Mito, embora prematuros extremos tenham mais chances de apresentar alguma complicação. “Casos graves, como falta de oxigênio ao nascer, por exemplo, podem deixar sequelas e por isso precisarão de acompanhamento prolongado”, aconselha Heloisa.
O prematuro não pode fazer todos os exames
Mito. Huberman afirma que o acompanhamento clínico e laboratorial, além de exames de imagem para verificar o crescimento e desenvolvimento do bebê são primordiais. A prevenção de doenças acontece graças à extensa bateria de exames.
Ele é mais vulnerável a doenças
Verdade. Principalmente as respiratórias.
As vacinas do prematuro são as mesmas do calendário nacional de vacinação
Verdade. “Mas o pediatra pode orientar de forma diferente, caso haja necessidade”, cita Huberman.
É impossível evitar a prematuridade
Mito. “Com um pré-natal precoce e muito bem feito, é possível detectar os indícios da prematuridade”, diz Huberman. As causas mais comuns do parto prematuro são hipertensão arterial, ruptura precoce das membranas amnióticas e infecções.
O desenvolvimento neurológico do bebê prematuro é diferente
Verdade. “Os prematuros ganham um descontinho, visto que consideramos a data provável para 40 semanas para avaliar as novas conquistas. Por exemplo, um bebê que nasce de 31 semanas ao completar quatro meses deve fazer o mesmo que um bebê não prematuro que completou dois meses”, conta Maria Otília. Porém, este “desconto” acaba quando se completa dois anos. A mesma regra é utilizada para peso e estatura, o que significa que ele tem um tempo a mais para buscar o que perdeu por nascer antes.
Os cuidados médicos devem ser diferenciados
Verdade. Heloisa aponta para a necessidade de assistência médica diferenciada e equipe multidisciplinar, principalmente para os nascidos com menos de 30 semanas. “No futuro, o pediatra poderá indicar outros profissionais, como fisioterapeutas e fonoaudiólogos, se necessário”, acrescenta Huberman.
O bebê prematuro precisa viver numa redoma de vidro
Mito. Após os cuidados extremos no hospital – e o ganho de peso e maturidade necessários para ir para a casa – os médicos sugerem que a família leve vida normal, sempre que possível: passeios, aleitamento materno exclusivo, contato com o mundo exterior, inclusive com outras crianças. “Manter as vacinas em dia, alimentação saudável e evitar o contato com pessoas doentes bastam”, diz Maria Otília.

Cáren Nakashima e Livia Valim

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Gagueira Infantil


A mãe de Pablo mostra-se angustiada durante a consulta. Já faz um mês que seu filho de 3 anos repete sílabas e bloqueia sons ao falar. Ao ver seu esforço para se expressar, ela tenta ajudá-lo orientando-o a não ficar nervoso e a falar bem devagar – o que não tem efeito. Há dias em que Pablo gagueja e outros em que fala sem nenhuma dificuldade. Na última semana, no entanto, o problema se agravou em algumas ocasiões, o menino chega a fazer gestos de esforço para parar de tropeçar nas palavras. A mãe receia que a gagueira se torne permanente.


Problemas de articulação da fala costumam aparecer entre os 2 e 4 anos. Nesse período, os pequenos começam a formar frases maiores e mais elaboradas e ocorre a aquisição de habilidades complexas e necessárias para organizar a linguagem e utilizá-la em situações sociais. É normal esquecer-se de algumas palavras, não apresentar total fluência na fala e demonstrar insegurança ao se expressar.


Como descrito pela mãe de Pablo, uma das características da gagueira é a oscilação: ela não se apresenta em todas as ocasiões e sua intensidade varia. Na maioria dos casos, os bloqueios desaparecem, por exemplo, quando a criança canta, pois estão relacionados ao momento da comunicação – como alguma situação na qual o pequeno se sinta intimidado, seja por uma atitude pouco receptiva do interlocutor ou pela emoção que sente em relação ao tema. Fatores como a pressão dos pais ou professores para “falar corretamente”, corrigindo ou mesmo recompensando quando a criança se expressa com fluência, podem piorar o problema.

Diagnóstico e tratamento

A gagueira tende a desaparecer espontaneamente ainda durante a infância. Entretanto, em uma minoria dos casos, ela pode se estabelecer e perdurar pela adolescência e idade adulta. É comum que a falta de fluência na fala acentue a timidez ou faça com que a pessoa deixe de se expressar para evitar a vergonha de tropeçar nas sílabas e passe a manifestar movimentos corporais involuntários relacionados à tensão e ao esforço para falar.
Até há pouco tempo, a abordagem de especialistas para casos como o de Pablo era aconselhar os pais a esperar. O tratamento costumava ser indicado apenas se o problema persistia após a idade pré-escolar. No entanto, segundo estudo conduzido por mais de 20 anos, a intervenção deve vir, de preferência, antes dos 4 anos, para evitar que a gagueira se estabeleça e ocasione transtornos secundários como ansiedade ou sentimentos negativos em relação à comunicação e à convivência social, prejudicando a autoestima.


A pesquisa não identificou uma causa específica da gagueira, porém foram identificados fatores que podem desencadeá-la, como histórico familiar – cerca de 60% das pessoas com o problema têm parentes gagos. Além disso, é três vezes mais frequente em meninos. Observou-se alto índice de recuperação em casos em que o tratamento foi iniciado antes que as repetições e os tropeços na fala completassem um ano. Ao perceber os sinais descritos, é aconselhável que os pais procurem um fonoaudiólogo ou psicólogo. Estes profissionais avaliarão o grau de dificuldade da criança em expressar-se e se há fatores ambientais, sociais e psicológicos associados ao problema. 


A mãe de Pablo foi orientada a ajudar o filho com atitudes simples, como falar de forma clara com a criança e dar tempo para que ele organize suas palavras. Foi instruída também a evitar fazer recomendações e a conversar um pouco mais devagar, articulando bem as palavras, para oferecer um modelo lento de fala, com pausas, que possa ser imitado. Essas pequenas mudanças são, em geral, muito eficazes para deixar os pequenos mais tranquilos e conseguir que eles se expressem com mais fluência.

Alicia Fernández Zúñiga Alicia Fernández Zúñiga é psicóloga do Instituto de Linguagem e Desenvolvimento da Universidade Autônoma de Madri

ATENÇÃO

XXI Congresso Brasileiro da ABEPI
Data: 22 a 25 de junho de 2011
Local: São Paulo - S.P.


V Congresso Internacional da ABDA
TDAH & ESCOLA
Data: 04 e 05 de agosto de 2011
Local: Sheraton Rio Hotel


Encontro Nacional e Internacional Sobre Aquisição da Linguagem
Data: 17 a 19 de outubro de 2011
Local: Universidade Federal de Juiz de Fora - MG

19º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia
8º Congresso Internacional de Fonoaudiologia
Comunicação Como um Direito de Todos
Data: 30 de outubro a 02 de novembro de 2011
Local: São Paulo - SP


http://www.andislexia.org.br

UM POUCO MAIS SOBRE... PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL

.
O QUE É O PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
Processamento auditivo se refere aos processos envolvidos na detecção, na análise e
na interpretação de eventos sonoros. Estes processos acontecem no sistema auditivo
periférico e no sistema auditivo central. É desenvolvido nos primeiros anos de vida, portanto
é a partir da experienciação do mundo sonoro que aprendemos a ouvir.

QUAIS SÃO AS HABILIDADES AUDITIVAS   CENTRAIS?    
*  Localização sonora: habilidade de localizar auditivamente a fonte sonora;
•  Síntese binaural: habilidade para integrar estímulos incompletos apresentados
simultaneamente ou alternados para orelhas opostas;
*  Figura-fundo: identificar mensagem primária na presença de sons competitivos.
*  Separação binaural: habilidade para escutar com uma orelha e ignorar a orelha oposta;
*  Memória: habilidade de estocar e recuperar estímulos;
*  Discriminação: habilidade para determinar se dois estímulos são iguais ou diferentes;
*  Fechamento: habilidade para perceber o todo quando partes são omitidas;
*  Atenção: habilidade para persistir em escutar sobre um período de tempo;
*  Associação: habilidade para estabelecer correspondência entre um som não lingüístico e
sua fonte.

O QUE SÃO TRANSTORNOS AUDITIVOS?
Acredita-se que o transtorno de audição pode envolver dois aspectos. A perda
auditiva, que é um impedimento da capacidade de detectar energia sonora, podendo ser
classificada quanto ao grau e quanto ao tipo. A alteração de processamento auditivo que se
refere a um transtorno auditivo em que há um impedimento da habilidade de analisar e/ou
interpretar padrões sonoros.

QUANDO AVALIAR O PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
*Atenção prejudicada
*Dificuldade em escutar em ambiente ruidoso
*Dificuldade de compreender em ambiente ruidoso
*Agitados, hiperativos ou muito quietos
*Fala muito ãh? o quê?*Prejuízo de memória sequencial auditiva e localização sonora
*Problemas de fala :  /l/ e /r/, /s/ e /ch/
*Alterações de escrita e leitura.
• Dificuldades na percepção auditiva

QUAIS SÃO OS PRÉ REQUISITOS PARA AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO
AUDITIVO CENTRAL ?
Avaliação audiológica básica:
*Audiometria tonal liminar e vocal
*Imitanciometria.
A avaliação do processamento auditivo central deve ser feita após avaliação
audiológica básica. Esta avaliação inicial fornecerá dados sobre as condições de detecção
do som através da audiometria tonal liminar, condições de mobilidade do sistema tímpanoossicular através das medidas de imitância acústica.

COMO É A AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
Para avaliar o processamento auditivo central por meio de testes especiais
comportamentais utiliza-se estímulos verbais (sílabas, palavras e frases) e não verbais
especialmente gravados em CD de modo a permitir a apresentação de sons com distorções.
Estes estímulos sonoros são enviados ao indivíduo, que será avaliado, através dos fones de
um audiômetro de dois canais acoplado a um “CD player” utilizando uma cabina acústica.

QUAL É O PRINCIPAL OBJETIVO DA AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO
CENTRAL?
O objetivo da avaliação do processamento auditivo central é medir a capacidade do
indivíduo em reconhecer sons verbais e não verbais em condição de escuta difícil. Desta
forma, pode-se inferir sobre a capacidade do indivíduo de acompanhar a conversação em
ambientes desfavoráveis; determinar as inabilidades auditivas, ter um parâmetro de medida
quantitativo da qualidade da audição e contribuir no diagnóstico e no tratamento de diversos
transtornos da comunicação oral e escrita.

O QUE FAZER NAS ALTERAÇÕES DE PROCESSAMENTO AUDITVO?
Nas alterações de processamento auditivo a conduta principal é a fonoterapia. O
desenvolvimento auditivo verbal envolvendo as habilidades auditivas de atenção seletiva;discriminação dos padrões temporais e de freqüência dos sons da fala; localização; memória;
fala e linguagem deve fazer parte do plano de terapia fonoaudiológica. O fonoaudiólogo ao
preparar um plano de terapia para as alterações de PAC deve ter como objetivo principal
criar condições para que o indivíduo possa se reorganizar quanto aos aspectos envolvidos
na comunicação no que se refere a utilização dos fonemas, da prosódia e das regras da
língua. Para cada tipo de alteração pode se organizar uma proposta de fonoterapia
enfatizando alguns aspectos que deverão ser predominantemente treinados.

QUANDO LIDAMOS COM OS DISTÚRBIOS DA COMUNICAÇÃO HUMANA
DEVEMOS CONSIDERAR SEMPRE AS QUESTÕES AUDITIVAS:
QUANTITATIVAS E QUALITATIVAS.

http://www.andislexia.org.br

Quando as palavras não fazem sentido

terça-feira, 7 de junho de 2011

Torre de Hanói







Torre de Hanói é um "quebra-cabeça" que consiste em uma base contendo três pinos, em um dos quais são dispostos alguns discos uns sobre os outros, em ordem crescente de diâmetro, de cima para baixo. O problema consiste em passar todos os discos de um pino para outro qualquer, usando um dos pinos como auxiliar, de maneira que um disco maior nunca fique em cima de outro menor em nenhuma situação. O número de discos pode variar sendo que o mais simples contém apenas três.
A Torre de Hanói tem sido tradicionalmente considerada como um procedimento para avaliação da capacidade de memória de trabalho, e principalmente de planejamento e solução de problemas.

Existem várias lendas a respeito da origem do jogo, a mais conhecida diz respeito a um templo Hindu, situado no centro do universo. Diz-se que Brahma supostamente havia criado uma torre com 64 discos de ouro e mais duas estacas equilibradas sobre uma plataforma. Brahma ordenara-lhes que movessem todos os discos de uma estaca para outra segundo as suas instruções. As regras eram simples: apenas um disco poderia ser movido por vez e nunca um disco maior deveria ficar por cima de um disco menor. Segundo a lenda, quando todos os discos fossem transferidos de uma estaca para a outra, o templo desmoronar-se-ia e o mundo desapareceria.

domingo, 5 de junho de 2011

Estou lendo...

TDAH - LIVROS


No Mundo da Lua
Paulo Mattos.
Lemos Editorial, 2001


 Perguntas e respostas sobre Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade em crianças, adolescentes e adultos, cujos direitos foram cedidos à ABDA pelo autor.


principios-tdah
Princípios e Práticas em TDAHLuis Augusto Rohde, Paulo Mattos e colaboradores
Artmed Editora, 2003.
O livro aborda os sintomas em crianças, adolescentes e adultos, tratamento farmacológico e psicoterápico, epidemiologia, genética, intervenção escolar, aprendizado e neuropsicologia de forma atual e extensa.




tdah-nas-escolas
TDAH nas Escolas M.Books do Brasil Editora, 2007
Orientações práticas e essenciais para professores, educadores e profissionais envolvidos com as necessidades de alunos com TDAH









melhorando-atencao
Melhorando a Atenção e Controlando a Agitação
Maria Isabel Vicari
Editora Thot, 2006


Livro para crianças sobre o TDAH
Texto escrito para crianças e adolescentes portadores de TDAH, contendo informações e dicas com a intenção de facilitar a vida, a organização e o planejamento, assim como melhorar o autocontrole dos portadores.

tdah-adultos-criancas
TDA/TDAH - Sintomas, Diagnósticos, e Tratamentos: Crianças e AdultosPhelan, Thomas W.
M.Books do Brasil Editora, 2005
Sabe aquela criança que não pára um minuto e deixa pais, irmãos e professores loucos? Ela pode ser vítima de um transtorno que atinge cerca de 5% das crianças. E o melhor: o problema pode ser contornado.



levados-da-breca
Levados da Breca
Dr. Marco A. Arruda (mestre em Medicina, doutor em Neurologia, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e da Associação Brasileira de Déficit de Atenção).
Ivete A.a.c. Arruda, 2ª edição – Ribeirão Preto - 2008


Um guia sobre crianças e adolescentes com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) - 150 páginas
Este livro irá orientar-lhe, em todos os aspectos, sobre o TDAH e será uma ferramenta no seu dia a dia para saber lidar com os portadores deste transtorno.
O autor expõe com clareza o problema e apresenta alternativas para solucioná-lo. Uma obra imprescindível àqueles que convivem com crianças e adolescentes. Neste livro fica evidente a importância da participação ativa dos pais e mestres no tratamento dos seus filhos e alunos com este trastorno. Esta participação compreende não apenas o conhecimento da origem neurobiológica dos sintomas e do impacto do TDAH, mas também a intervenção através de estratégias aqui propostas.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Palestras

Nos dias 7 e 8 de junho (3a. e 4a. feira), temos um programa interessante para fazer... (Mas as vagas são limitadas a 40 lugares, sim?) 
São quatro palestras que acontecerão no SINEP-MG, à Rua Araguari 644 - Bairro Barro Preto - Belo Horizonte-MG

Dia 7/6 - Das 18h30min às 22 horas:




- "Memória e aprendizagem" - Palestrante: Prof. Hélio Magri Filho, do Rio Grande do Sul, 

- "Método Irlen: uma esperança para quem tem dificuldades de leitura, compreensão e comportamento". Palestrante: Profa. Lucília Panisset, Dra. 
Dia 8/6 - Das 18h30min às 22 horas:

- "Dislexia: como a escola pode ajudar?" Palestrante: Profa. Lucília Panisset, Dra. 

- "Discalculia: uma nova proposta de identificação e intervenção". Palestrante: Psicopedagoga Eloise Torres Guasch 


INVESTIMENTO: R$30,00 por palestra / Para quem desejar se inscrever nas 4 atividades, há um desconto e o total será de R$100,00.
(Os dados par o pagamento encontram-se na Ficha de Inscrição)


Mais informações e inscrições (Ficha no anexo): lupanisset@gmail.com


Perfis dos palestrantes:

Psicopedagoga Eloise Torres Guasch: um dos expoentes em atendimento clínico neste campo, Eloise é Mestre em Línguística, Especialista em Neurociências e Psicanálise Aplicadas à Educação. Obteve o certificado de Screener, ao capacitar-se como avaliadora para detectar a Síndrome de Irlen, fazendo parte de uma rede mundial ligada ao Irlen Institute. Em parceria com Lucília Panisset e Hélio Magri, Eloise representa o Kognitivt Centrum, da Suécia, organização fundada e dirigida pelo neuropsicólogo Dr. Bjorn Adler. Este trio de profissionais brasileiros detém os direitos de tradução e comercialização dos materiais do Dr. Adler para todos os países de língua portuguesa no mundo. Eloise faz parte de grupos de pesquisa em TDAH, Dislexia e Discalculia e também atua como palestrante em organizações educacionais.

Professor Hélio Magri Filho: com ampla experiência em ensino de língua inglesa para crianças, adolescentes e adultos, é também tradutor (ARTMED, Vozes, Editora Fundamento), especializado em materiais ligados a dificuldades escolares, distúrbios e transtornos que interfere a aprendizagem e aperfeiçoamento de educadores. Interessado em compreender melhor os fenômenos comportamentais da atualidade, tornou-se membro da Associação Brasileira de Déficit de Atenção - ABDA, da Associação Brasileira de Dislexia - ABD, da International Dyslexia Association - IDA, da Children and Adult with Attention Deficit Disorder Association – CHADD, entre outras organizações profissionais. Obteve o certificado de Screener, ao capacitar-se como avaliador para detectar a Síndrome de Irlen, fazendo parte de uma rede mundial, e atua como palestrante em organizações educacionais e empresariais. Em parceria com Eloise Torres Guasch e Lucília Panisset, Hélio representa o Kognitivt Centrum, da Suécia, organização fundada e dirigida pelo neuropsicólogo Dr. Bjorn Adler. Este trio de profissionais brasileiros detém os direitos de tradução e comercialização dos materiais do Dr. Adler para todos os países de língua portuguesa no mundo. O primeiro livro solo do Prof. Hélio, “Sou disléxico, discalcúlico e distraído... E daí?”, no prelo, será lançado em setembro de 2011.


Dra. Lucília Panisset: Professora e Psicopedagoga, com quatro décadas de experiência em Educação Básica e Superior, Lucília é doutora em Engenharia Gestão do Conhecimento e Mestre em Engenharia de Produção de Mídia e Tecnologia, com ênfase em Psicologia das Organizações, pela Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC. Credenciada como Screener (avaliadora) para Síndrome de Irlen, pelo Irlen Institute/Hospital de Olhos de Minas Gerais, é membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportameto, da Associação Brasileira de Déficit de Atenção - ABDA, da Associação Brasileira de Dislexia - ABD, da International Dyslexia Association - IDA, da Children and Adult with Attention Deficit Disorder Association – CHADD, entre outras organizações profissionais. Em parceria com Eloise Torres Guasch e Hélio Magri Filho, Lucilia representa o Kognitivt Centrum, da Suécia, organização fundada e dirigida pelo neuropsicólogo Dr. Bjorn Adler. Este trio de profissionais brasileiros detém os direitos de tradução e comercialização dos materiais do Dr. Adler para todos os países de língua portuguesa no mundo. Hoje, atua como palestrante e Coordenadora Acadêmica da Pós-Graduação em Neurociências Psicanálise Aplicadas à Educação da Faculdade São Camilo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Irritação nas Crianças

O que causa irritação nas crianças?
A irritação é um dos sintomas frequentes do distúrbio de ansiedade, que pode acometer tanto crianças como adultos. A ansiedade é um sentimento esperado na infância e em outras etapas da vida. Especificamente na infância, pode-se observar esse sentimento desde muito cedo, quando as crianças se separam dos pais, quando ingressam na escola ou por outros eventos importantes, como a chegada de um irmão, perda de pessoas queridas, entre outros.

É possível uma criança ter uma predisposição à irritação?
A ansiedade infantil é multifatorial, incluindo fatores hereditários e ambientais diversos. Em outras palavras, ela pode ser causada por problemas psicológicos e/ou alterações nos transmissores químicos cerebrais, doenças na tireoide, infecções e fatores genéticos. Portanto, algumas crianças podem ter uma predisposição para desenvolver o distúrbio de ansiedade, sendo que um dos seus sintomas é a irritação.

A irritação pode ser herdada dos pais?
Todos os distúrbios psiquiátricos são multifatoriais e podem, sim, ter influência de aspectos hereditários, mas isso leva a uma predisposição e não necessariamente à manifestação do distúrbio.

O que pode ser feito para acalmar a criança? Existe algum medicamento que a acalme?
É importante que a criança, ao manifestar excessiva preocupação, apreensão com o futuro ou frequentes sintomas como dores de cabeça, náuseas, vômitos, falta de ar, diarreia, palpitações, dificuldade de concentração, agressividade ou medos em excesso, entre outros, seja avaliada. De modo geral, o tratamento é constituído por uma abordagem multimodal, que inclui orientação aos pais e à criança, acompanhamento psicológico, uso de psicofármacos e intervenções familiares.
Existem psicofármacos indicados para o tratamento da ansiedade que são recomendados tendo como base uma avaliação psiquiátrica da criança, que deve considerar as suas especificidades.

Existe o risco da criança entrar em "surto"?
De uma maneira geral, os transtornos ansiosos na infância apresentam um curso crônico, embora flutuante ou episódico, se não tratados.

Como tratar a irritação?
Não se trata de algo pontual, mas, se o comportamento for exagerado, desproporcional em relação ao estímulo ou qualitativamente diverso do que se observa naquela faixa etária e que interfere na qualidade de vida, no conforto emocional ou no desempenho diário do indivíduo, será necessário tratá-lo.

A quem os pais devem recorrer: a um psicólogo ou a um pediatra?
Os pais devem recorrer a um profissional da área da saúde de confiança, pois esse saberá fazer o encaminhamento correto da criança frente à avaliação dos principais sintomas manifestados. Conforme o estudo “Transtornos de ansiedade” (publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria), é importante considerar na avaliação e no planejamento terapêutico do distúrbio da ansiedade a história detalhada sobre o início dos sintomas, possíveis fatores desencadeantes (ex.: crise conjugal, perda por morte ou separação, doença na família e nascimento de irmãos) e o desenvolvimento da criança.
Além disso, ainda segundo o estudo, é preciso levar em conta o temperamento da criança (exemplo: presença de comportamento inibido), o tipo de apego que ela tem com seus pais (é segura ou não) e o estilo de cuidados paternos (como uma superproteção), além dos fatores implicados na etiologia dessas patologias. Também deve ser avaliada a presença de comorbidade (quando duas ou mais doenças estão relacionadas).

Angela Helena Marin é doutora em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É psicóloga clínica e professora adjunta da Universidade Luterana do Brasil em Porto Alegre (RS).