segunda-feira, 9 de maio de 2011

Neurotransmissores: Mensageiros do Cérebro

Quimicamente, os neurotransmissores são moléculas relativamente pequenas e simples. Diferentes tipos de células secretam diferentes neurotransmisores. Cada substância química cerebral funciona em áreas bastante espalhadas mas muito específicas do cérebro e podem ter efeitos diferentes dependendo do local de ativação. Cerca de 60 neurotransmissores foram identificados e podem ser classificados, em geral em uma das quatro categorias.


1) colinas: das quais a acetilcolina é a mais importante;


2) aminas biogênicas: a serotonina, a histamina, e as catecolaminas - a dopamina e a norepinefrina


3) aminoácidos: o glutamato e o aspartato são os transmissores excitatórios bem conhecidos, enquanto  que o ácido gama-aminobutírico (GABA), a glicina e a taurine são neurotransmissores inibidores


 4) neuropeptídeos: esses são formados por cadeias mais longas de aminoácidos (como uma pequena molécula de proteína). Sabe-se que mais de 50 deles ocorrem no cérebro e muitos deles têm sido implicados na modulação ou na transmissão de informação neural

Neurotransmissores importantes e suas funções

Dopamina

Controla níveis de estimulação e controle motor em muitas partes do cérebro. Quando os níveis estão extremamente baixos na doença de Parkinson, os pacientes são incapazes de se mover volutáriamente. Presume-se que o LSD e outras drogas alucinógenas ajam no sistema da dopamina.


Serotonina

Esse é um neurotransmissor que é incrementado por muitos antidepressivos tais com o Prozac, e assim tornou-se conhecido como o 'neurotransmissor do 'bem-estar'. ' Ela tem um profundo efeito no humor, na ansiedade e na agressão.


Acetilcolina (Ach)

A acetilcolina controla a atividade de áreas cerebrais relaciondas à atenção, aprendizagem e memória. Pessoas que sofrem da doença de Alzheimer apresentam tipicamente baixos níveis de ACTH no córtex cerebral, e as drogas que aumentam sua ação podem melhorar a memória em tais pacientes.


Noradrenalina

Principalmente uma substância química que induz a excitação física e mental e bom humor. A produção é centrada na área do cérebro chamada de locus coreuleus, que é um dos muitos candidatos ao chamado centro de "prazer" do cérebro. A medicina comprovou que a norepinefrina é uma mediadora dos batimentos cardíacos, pressão sanguínea, a taxa de conversão de glicogênio (glucose) para energia, assim como outros benefícios físicos.


Glutamato

O principal neurotransmissor excitante do cérebro, vital para estabelecer os vínculos entre os neuroônios que são a base da aprendizagem e da memória a longo prazo.


Encefalinas e Endorfinas

Essas substâncias são opiáceos que, como as drogas heroína e morfina, modulam a dor, reduzem o estresse, etc. Elas podem estar envolvidas nos mecanismos de dependência física.


Afinal, o que é uma sinapse??

A sinapse típica, e a mais frequente, é aquela na qual o axônio de um neurônio se conecta ao segundo neurônio através do establecimento de contatos normalmente de um de seus dendritos ou com o corpo celular. Existem duas maneiras pelas quais isso pode acontecer: as sinapses elétricas e as sinapses químicas.



A sinapse elétrica

A maioria das sinapses dos mamíferos são sinapses químicas, mas existe uma forma simples de sinapse elétrica que permite a transferência direta da corrente iônica de uma célula para a célula seguinte. As sinapses elétricas ocorrem em locais especializados chamados junções. Elas formam canais que permitem que os ions passem diretamente do citoplasma de uma célula para o citoplasma da outra. A transmissão nas sinapses elétricas é muito rápida; assim, um potencial de ação no neurônio pré-sináptico, pode produzir quase que instantaneamente um potencial de ação no neurônio pós-sináptico. Sinapses elétricas no sistema nervoso central de mamíferos, são encontradas principalmente em locais especiais onde funções normais exigem que a atividade dos neurônios vizinhos seja altamente sincronizada. Embora as junções sejam relativamente raras entre os neurônios de mamíferos adultos, eles são muito comuns em uma grande variedade de células não neurais, inclusive as células do músculo liso cardíaco, células epiteliais, algumas células glandulares, glia, etc. Elas também são comuns em vários invertebrados.

A sinapse química



Nesse tipo de sinapse, o sinal de entrada é transmitido quando um neurônio libera um neurotransmissor na fenda sináptica, o qual é detectado pelo segundo neurônio através da ativação de receptores situados do lado oposto ao sítio de liberação. Os neurotransmissores são substâncias químicas produzidas pelos neurônios e utilizadas por eles para transmitir sinais para outros neurônios ou para células não-neuronais (por exemplo, células do músculo esquelético, miocárdio, células da glândula pineal) que eles inervam.
A ligação química do neurotransmissor aos receptores causa uma série de mudanças fisiológicas no segundo neurônio que constituem o sinal. Normalmente a liberação do primeiro neurônio (chamado pré-sináptico) é causado por uma série de eventos intracelulares evocados por uma despolarização de sua membrana, e quase que invariavelmente quando um potencial de ação é gerado.

O que dispara a liberação de um neurotransmissor?
Algum mecanismo deve existir através do qual o potencial de ação causa a liberação do transmissor armazenado nas vesículas sinápticas para a fenda sináptica.
O potencial de ação estimula a entrada de Ca2+, que causa a adesão das vesículas sinápticas aos locais de liberação, sua fusão com a membrana plasmática e a descarga de seu suprimento de transmissor. O transmissor se difunde para a célula alvo, onde se liga à uma proteína receptora na superfície externa da membrana celular. Após um breve período o transmissor se dissocia do receptor e a resposta é terminada. Para impedir que o transmissor associe-se novamente a um receptor e recomece o ciclo, o tranmissor, ou é destruído pela ação catabólica de uma enzima, ou é absorvido, normalmente na terminação pré-sináptica. Cada neurônio pode produzir somente um tipo de transmissor. 
Categorias de sinapses químicas
Sinapses excitatórias
Sinapses excitatórias causam uma mudança elétrica excitatória no potencial pós-sináptico (EPSP). Isso acontece quando o efeito líquido da liberação do transmissor é para despolarizar a membrana, levando-o a um valor mais próximo do limiar elétrico para disparar um potencial de ação. Esse efeito é tipicamente mediado pela abertura dos canais da membrana (tipos de poros que atravessam as membranas celulares para os íons cálcio e potássio.
Sinapses inibitórias
As sinapses inibitórias causam um potencial pós-sináptico inibitório (IPSP), porque o efeito líquido da liberação do transmissor é para hiperpolarizar a membrana, tornando mais difícil alcançar o potencial de limiar elétrico. Esse tipo de sinapse inibitória funciona graças à abertura de diferentes canais de ions na membranas: tipicamente os canais cloreto (Cl-) ou potássio (K+).
Sinapses no sistemas nervoso central
Diferentes tipos de sinapses podem ser diferenciados pelo critério de qual parte do neurônio é pós-sináptico em relação ao axônio teminal. Se a membrana pós-sináptica está em um dendrito, a sinapse é chamada axo-dendrítica. Se a membrana pós-sinpática está no corpo celular, a sinapse é chamada axo-somática. Em alguns casos a membrana pós-sináptica está em um outro axônio, e essas sinapses são chamadas axo-axônicas. Em determinados neurônios especializados, os dendritos formam, na realidade, sinapses entre si, essas são as chamadas sinapses dendro-dendríticas.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

XVI CURSO - DARV - DISLEXIA DE LEITURA





A Fundação Hospital de Olhos (FHO) foi criada há 22 anos com o objetivo de promover pesquisas e projetos sobre a visão bem como oferecer auxílio no rastreamento de problemas visuais, especialmente de crianças e adultos em fase escolar. Esta longa trajetória fez com que os membros da Instituição convivessem com os Distúrbios de Aprendizado Relacionados à Visão, cujos destaques são Sindrome de Irlen e Dislexia - que segundo dados da ABD tem uma incidência de 5 a 17% na população brasileira. Para discutir o tema e orientar profissionais que lidam diretamente com os portadores desses distúrbios a FHO promoverá nos dias 28,29 e 30 de julho de 2011 a XVI edição do Curso de Dislexia de Leitura - Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão. No seu quarto ano o projeto será marcado pela consolidação da Rede de Screeners - com aproximadamente 1300 (mil e trezentos) integrantes distribuídos em todas as regiões brasileiras.

Os membros da Rede Habilitada – chamados, na linguagem técnica, de Screeners - são capacitados e orientados a identificarem portadores de distúrbios de aprendizagem relacionados à visão. Esses profissionais passam a integrar, também, a rede mundial do Instituto Irlen - que está presente em mais de 42 países e conta com mais de 4.000 educadores. O Método Irlen é aplicado no Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães há 5 anos. A metodologia de ensino e a forma de assistência aos casos foram revistos pela equipe do Hospital de Olhos, e, deste modo, foram correlacionados ao que há de mais novo nos estudos da Neurovisão e Oftalmologia. Os participantes, ao final do curso, contam com a certificação para a aplicação dos testes, divulgação de seus dados profissionais no portal www.dislexiadeleitura.com.br, além de terem acesso a conteúdos exclusivos sobre dislexia, visão, saúde e aprendizado, cursos periódicos de enriquecimento e apoio na divulgação da metodologia em sua região.

Mais informações (31)3289-2024 


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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Contar Histórias Para os Filhos

Ao entrar no universo infantil, o adulto fascina a criança. Elas adoram ouvir histórias. Ficam na expectativa de saber se a princesa de cabelos dourados vai fugir da torre. Torcem pelos irmãos que enfrentam a bruxa malvada. 
Envolvem-se e encantam-se. Os pais deveriam ler sempre para os filhos.É um momento especial.A criança depara com os adultos falando com voz diferente, um brilho alterado no olhar, movimentos ou expressões faciais incomuns. A mudança no comportamento dos pais fascina os pequenos. 
O resultado desse momento tão particular não poderia ser diferente: a hora do conto se eterniza na memória.
os pais devem valorizar essa rotina, pois contar histórias é uma forma de aprendizado.

-Entonação -Nada é mais entediante para uma criança do que uma leitura monótona. A voz dramatiza a história.Mas cuidado para não exagerar.

-Ler ou contar -Tanto faz.Improvisar exige mais criatividade.Mas a leitura é também uma ótima ferramenta. Cria no filho a idéia de que as histórias moram nos livros.

-Cenário -Não é preciso muita elaboração para criar cenas. Um simples lápis que se transforma em vara de condão ou um lenço que vira uma capa mágica são capazes de encantar a criança.

-Estabeleça um momento do dia para a história, como antes de dormir. Mas não há regras,pode também contar as histórias durante as viagens de carro e também aproveita as refeições para prender a atenção das crianças.

-Não obrigue a criança a ouvir histórias quando ela não quer.

-Tente não mudar o enredo das histórias. Crianças pequenas pedem que se repita várias vezes a mesma história. Esperam determinadas partes só para confirmar que as ouviram antes. É assim que também vão compreendendo melhor o conto.

Dicas de livros para cada idade
Entre um ano e meio e três anos: Nas crianças menores,entre os brinquedos livros de papelão, plástico ou pano, contendo gravuras que permitirão a criança explorar o ambiente pelo tato e nomear os objetos. 

Até os 3 anos-O enredo deve ser curto, contendo humor e mistério, com repetição dos elementos para a manutenção de sua atenção.As crianças assimila melhor enredos com crianças, bichinhos, brinquedos ou animais com características humanas, ou seja, que falam e têm sentimentos. 

Dos 3 aos 6 anos-as histórias devem abusar da fantasia com reviravoltas no enredo e também de crianças ou animais como personagens. Os contos de fada são imbatíveis. 

Aos 7 anos, leia aventuras em ambientes conhecidos, como a escola, o bairro, a família. As fábulas continuam em alta.Revistas em quadrinhos. 

Aos 8 anos- as fantasias mais elaboradas (Mágico de Oz, Alice no País das Maravilhas, Harry Potter) são ideais. 


A partir dos 9 anos- histórias de explorações, viagens, as invenções, os enredos humorísticos prendem a atenção, assim como os contos de mitos e lendas.




Voltarei a esse assunto e a outros teóricos...

Psicanálise e Educação

      A função da escola sofreu alterações através dos séculos. A escola da idade Média acolhia da mesma maneira crianças, jovens e velhos; ela acolhia àqueles interessados nos hábitos escolares. Os pedagogos da Idade Média não privilegiando medidas educacionais no período da infância e da adolescência estendiam-na a toda duração da vida humana.
Só no final do século XVII, na origem das grandes transformações dos costumes entre a idade média e os tempos modernos que a educação começa a privilegiar crianças e adolescentes. Foram homens detentores da autoridade,da razão e do saber que compreenderam a particulariidade da infância e a importância tanto moral como social da educação; e da formação das crianças em instituições especiais adaptadas a esta finalidade.
Vários métodos educacionais foram inventados no decorrer dos séculos. Em alguns, a palavra da criança não se escutava, não podendo haver nenhuma manifestação de seu desejo. Ficando a criança como modelo em função dos ideais de seus pais e professores. E em outros, ditos liberadores, os educadores não tinham a preocupação de transmitir conhecimentos, as crianças não eram obrigadas a aprender. A criança diante de um educador abstinente, se absterá de fazer qualquer pergunta. Já que no processo educativo a criança identifica-se com o educador. Isto também não é uma exigência educativa para produzir seres modeladores, fonte de um controle ainda maior para gerar mais alienação ainda?
No início de nosso século, neste novo elo social da criança educada, disciplinada, futuros homens para uma sociedade harmoniosa, surge Freud com a psicanálise operando no sentido oposto ao dos ideais. Por sermos seres falantes, seres de linguagem, o mal-estar na cultura é incurável - não se pode adotar um ideal da adaptação. Por isto nenhuma pedagogia, nenhuma ortopedia da civilização, nenhum governo poderá prometer um bem supremo para o ser falante.
Nem a educação, nem a psicanálise poderá prometer um bem. Sabemos que aqueles que nos procuram vêm em busca desta felicidade. E é com esta busca da felicidade que o sujeito da psicanálise entrará no dispositivo analítico transferindo para o analista uma suposição de saber. Esta transferência que é o motor do trabalho analítico que possibilitará que o sujeito do inconsciente se constitua. Ela mesma no decorrer de uma análise terá que cair. O ato analítico inclui uma renúncia aos poderes que a transferência confere.
Já para o educador, onde a transferência é o motor para que a criança aprenda, ele tem cada vez mais que mante-la e sustenta-la. O educador reforça o eu do educando visando fortalecê-lo. É o oposto do trabalho de uma análise. Onde o analista por se abster de modelar, de querer guiar os pensamentos de seus analisantes, apoia-se no inconsciente para suspensão do recalque.
Não há relação entre educação e psicanálise; mesmo elas usando o mesmo motor vão para direções opostas. O único ponto que pode nos articular a psicanálise e educação é a análise do educador e a análise da criança. Pois a criança em análise trabalhando seu sintoma terá possibilidade de uma melhor posição no mundo, melhor aprendizagem na vida. E o educador trabalhando seu sintoma se desprenderá do poder de seu narcisismo; e não mais fará da criança seu ideal. O educador reconhecendo a existência do inconsciente pode renunciar a toda fantasia de domínio e de adestramento. Então, deste novo elo social em torno da criança educada, o passo freudiano foi anunciar a verdade que se impõe no sintoma. E não, em nome de uma nova moral, mas sim, no sentido oposto ao dos ideais.

Neusa Lais Coelho
Psicanalista - Membro da Escola da Causa Analítica

A Evolução do Desenho Infantil

O desenvolvimento progressivo do desenho implica mudanças significativas que, no início, dizem respeito à passagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções cada vez mais ordenadas, fazendo surgir os primeiros símbolos Essa passagem é possível graças às interações da criança com o ato de desenhar e com desenhos de outras pessoas. Na garatuja, a criança tem como hipótese que o desenho é simplesmente uma ação sobre uma superfície, e ela sente prazer ao constatar os efeitos visuais que essa ação produziu. No decorrer do tempo, as garatujas, que refletiam sobretudo o prolongamento de movimentos rítmicos de ir e vir, transformam-se em formas definidas que apresentam maior ordenação, e podem estar se referindo a objetos naturais, objetos imaginários ou mesmo a outros desenhos.
O desenho como possibilidade de brincar, o desenho como possibilidade de falar de registrar, marca o desenvolvimento da infância, porém em cada estágio, o desenho assume um caráter próprio. 

• De 1 a 3 anos
-É a idade das famosas garatujas: simples riscos ainda desprovidos de controle motor, a criança ignora os limites do papel e mexa todo o corpo para desenhar, avançando os traçados pelas paredes e chão. 
-As primeiras garatujas são linhas longitudinais que, com o tempo, vão se tornando circulares e, por fim, se fecham em formas independentes.
-figuras humanas com cabeça e olhos.


• De 3 a 4 anos
-conquistou a forma e seus desenhos têm a intenção de reproduzir algo. 
-respeita melhor os limites do papel. 
-desenho um ser humano com pernas, braços, pescoço e tronco.



• De 4 a 5 anos
-É uma fase de temas clássicos do desenho infantil, como paisagens, casinhas, flores, super-heróis, veículos e animais
-varia no uso das cores, buscando um certo realismo. 
-figuras humanas já dispõem de novos detalhes, como cabelos, pés e mãos, e a -distribuição dos desenhos no papel obedecem a uma certa lógica, do tipo céu no alto da folha. 




-Aparece ainda a tendência à antropomorfização, ou seja, a emprestar características humanas a elementos da natureza, como o famoso sol com olhos e boca. Esta tendência deve se estender até 7 ou 8 anos.


• De 5 a 6 anos
-Os desenhos sempre se baseiam em roteiros com começo, meio e fim. 
-figuras humanas aparecem vestidas 
-grande atenção a detalhes como as cores. 
-Os temas variam e o fato de não terem nada a ver com a vida dela são um indício de desprendimento e capacidade de contar histórias sobre o mundo.



• De 7 a 8 anos
-O realismo é a marca desta fase, em que surge também a noção de perspectiva. Ou seja, os desenhos da criança já dão uma impressão de profundidade e distância. 
-Extremamente exigentes, muitas deixam de desenhar, se acham que seus trabalhos não ficam bonitos.


O importante é respeitar os ritmos de cada criança e permitir que ela possa desenhar livremente, sem intervenção direta, explorando diversos materiais, suportes e situações.


domingo, 24 de abril de 2011

Compartilhando a vida social e escolar de seu filho

Quando a criança entra na idade pré-escolar, entre três e seis anos, seu universo torna-se muito maior, com infinitas e profundas transformações.

Surge a possibilidade de contato com crianças da mesma faixa etária, porém com diferenças de raça, credo, valores e costumes. Novos amigos, brincadeiras e aprendizados.
A criança retorna para casa ao fim do período escolar cheia de novidades, boas ou não. De qualquer forma, é um novo ser com novas histórias para contar e vivenciar.
Cabe à família interessar-se pelo que tem a dizer, prestar atenção e ouvir, carinhosa e verdadeiramente, pois a criança é muito esperta e percebe quando o adulto deseja encerrar ou encurtar a conversa. Aos poucos, vai deixando de compartilhar suas experiências.
Após essa fase, ou seja, a partir dos seis anos, ela entra efetivamente na idade escolar. Tem início um período de maior desenvolvimento intelectual e social. É capaz de fazer mais coisas, vai se tornando mais independente e assumindo novas responsabilidades, tais como: fazer a lição de casa, cumprir horas de estudo, alguns trabalhos domésticos, incluindo arrumação e organização de seu próprio quarto.
A cada capacidade conquistada, sente alegria e orgulho de si mesma e, evidentemente, espera o mesmo de sua família para poder validar estes sentimentos de auto-afirmação.
Quando isto não acontece, sua auto-estima despenca terrivelmente. Ela se sente frustrada, depreciada e sem motivação para perseverar e vencer.
De alguma maneira, os adultos responsáveis por ela deveriam refletir sobre o que é fundamental de fato na educação infantil e priorizar, sem cobrança mais tarde. Para a criança de qualquer idade, os cuidados básicos quanto à saúde física, não bastam. Ela necessita se sentir amada, desejada e apoiada. Precisa que os pais estejam presentes não só no lar, mas nas atividades escolares e sociais. Deseja compartilhar sua vida dentro e fora de casa para se sentir pertencente à família, saber e sentir que tem lugar na família e no mundo.
Como seu universo social durante a maior parte do tempo é na escola, esta oferece às crianças atividades intra e extracurriculares, como: feiras de ciência, teatro, esportes, festas comemorativas, palestras para pais e alunos e a criança espera que eles participem e colaborem.
Assim, muitos pais se engajam na Associação de Pais e Mestres, participam de reuniões em que os professores dão retorno sobre o aproveitamento escolar de seus filhos, vão assisti-los em competições esportivas e recreativas. Enfim, há muito o que pensar e contribuir.
Óbvio que a criança não quer pais superprotetores, que não permitam sua independência e exercício de suas capacidades recém-adquiridas, como também não desejam pais alienados, que não sabem e não participam de seu desenvolvimento fora do lar.
Nessa faixa etária, a criança começa a experimentar dormir longe dos pais, seja na casa de familiares ou amiguinhos mais chegados e trazê-los para dormir em sua casa. Assim, os pais também têm que procurar conhecê-los antes e a suas respectivas famílias, até para facilitar a decisão se ele pode ou não dormir fora de casa.
Algumas crianças evitam participar de eventos nos quais são mais expostas, por timidez, insegurança ou medo de fracasso. Os pais devem ficar atentos e tentar compreender o que se passa, que mensagem estão querendo transmitir e apoiá-los, tentando modificar essas atitudes.
Incentive seu filho a fazer amizades, convidar seus amigos a frequentar sua casa. Promova passeios infantis com interesses próprios da idade e permita que ele escolha um ou dois coleguinhas para acompanhá-los.
Caso não obtenha resultado positivo, peça ajuda ao pedagogo ou psicólogo da escola para uma orientação mais profissional e capacitada.
É fundamental perceber que a comunicação com seu filho deveria se iniciar muito precocemente e se tornar um processo contínuo, um hábito sadio por toda a vida. Não perca a possibilidade de poder dialogar com ele e de compartilhar todos os momentos possíveis e necessários.


Ter um filho após muitas dificuldades para engravidar

É inegável o fato de que as mulheres vêm mudando muito nas últimas décadas. Se considerarmos a sua entrada no mercado de trabalho, a independência financeira e sexual e a busca por direitos iguais aos dos homens, notamos que, com o passar dos anos, a identidade feminina mudou bastante.

No entanto, apesar de tantas mudanças, percebe-se que o desejo de ter filhos ainda continua para a maioria delas e é um importante referencial subjetivo quanto ao “ser mulher”.
Muitas mulheres com dificuldades para engravidar falam do quanto “se sentem menos femininas” e diferentes das demais por não conseguirem realizar este desejo.
A experiência da infertilidade costuma deixar uma marca de incapacidade e impotência no psiquismo da mulher, fazendo-a acreditar que não é capaz de gerar ou cuidar de uma criança.
Percebemos, na nossa prática clínica, que a gravidez alcançada, após um longo tratamento de reprodução humana assistida, geralmente, é vivida com muito mais inseguranças e medos em comparação às gestantes que não passaram por essa vivência.
O medo de “não possuir um bom útero” para abrigar um bebê sadio é freqüente, assim como receios de não levar a gravidez adiante, não conseguir amamentar, dentre muitos outros fantasmas.
Afastando “os fantasmas”
Na maioria dos caso s, essas inseguranças desaparecem nos primeiros meses após o nascimento do bebê, quando a mulher vai percebendo que seus cuidados estão sendo suficientes para manter a criança bem e também quando vai se familiarizando com esse novo papel.
Porém, faz-se relevante destacar que a experiência da infertilidade não traz consigo apenas mazelas. Todo o sofrimento trazido pela descoberta da infertilidade e o conseqüente tratamento pode resultar também em mães mais maduras e implicadas na criação de seus filhos, uma vez que a intensificação do desejo que ocorre durante a espera pela gravidez, acaba levando-as a refletirem mais sobre a maternidade e a investirem nessa criança muito antes dela ser concebida.
Luciana Leis é psicóloga. 
É especializada no tratamento de casais com problemas de fertilidade. 

Fale com ela: luciana_leis@hotmail.com

Dica: Livraria Book Toy - Maravilhosa!



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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Metacognição

O que é cognitivo e o que é metacognitivo?


Comecemos pensando em cima do seguinte exemplo: antes de resolver um determinado problema, o fato de analisarmos de forma consciente o seu enunciado para sabermos se devemos multiplicar ou dividir para chegar a busca da incógnita, é uma clara demonstração de atividade metacognitiva, enquanto que o procedimento empregado para buscar a incógnita (aplicação da operação de dividir ou multiplicar) constitui a atividade cognitiva.
Podemos então afirmar, como a maioria dos estudiosos deste tema, que o termo metacognição se pode aplicar, de forma geral, aos conhecimentos que as pessoas têm sobre a cognição, enquanto estão resolvendo uma determinada tarefa. O que nos interessa é analisar a relação entre os conhecimentos do sujeito e a resolução efetiva da tarefa, e/ou também analisar a relação entre a forma de regular a própria atividade e a resolução dada a ela. Em ambas as situações, os conhecimentos e as atividades metacognitivas se referem à cognição do mesmo sujeito e não a cognição em geral (teoria da mente) ou a cognição de outras pessoas.
O estudo sobre metacognição é sem dúvida um dos caminhos para que a pessoa conheça suas capacidades e limitações com o objetivo de obter melhores resultados no seu processo de aprendizagem.

 http://revistaeducacao.locaweb.com.br/textos.asp?codigo=10708

A metacognição
"Há diversas maneiras de descrever a metacognição, desde Flavell, que fala de conhecer o que conhecemos. Metacognição é, basicamente, uma atitude capaz de conhecer-se, auto-regular-se (no sentido de se dar regras ou normas), dar-se um plano de ação e segui-lo, é a consciência sobre processos na resolução de tarefas".

Ensinar a pensar
"Ensinar a pensar não implica não ter que dar conteúdos. Se alguém chega à sua casa e encontra a dispensa com poucos alimentos, terá poucas opções à hora de cozinhar. Se a encontra diversificada, poderá preparar uma refeição criativa. Devemos procurar que as crianças tenham uma boa bagagem de conhecimentos e que saibam administrá-los, a partir da metacognição". 

O conceito de habilidades e de competências metacognitivas 
"Permita-me responder com uma metáfora. Um jovem chega pela primeira vez diante de um rio que deve atravessar. Como se conhece, senta-se e reflete sobre como chegará à outra margem. Primeira habilidade metacognitiva: conhecer-se. Propõe-se diversas maneiras de passar o rio: é a segunda habilidade, que é estabelecer regras, normas. Aí vem uma terceira habilidade, que é manter um plano de ação na hora de resolver o problema. Bem, depois, já na outra margem, o jovem pensa sobre como foram as coisas. Auto-avalia-se. Com o tempo, esse jovem automatizará a maneira de passar o rio. A imagem de passar o rio é a de aprender, a de resolver um problema".


Esse conceito é uma das últimas novidades do jargão da pedagogia e contém uma proposta simples: levar cada aluno a discutir e a pensar sobre como faz as coisas, sobre como aprende.

O conceito encontra suas origens na psicologia, especificamente em estudos sobre como os sujeitos, em situações como a resolução de problemas, são capazes de monitorar, avaliar e modificar suas estratégias de encontrar as respostas e de descrever esse processo.

Para a pedagogia e as escolas, o conceito de metacognição vem tornando-se especialmente útil a partir de análises tanto de alunos que se saem extremamente bem como de alunos com "dificuldades".

Vários pesquisadores chamaram a atenção para o fato de que muitas das dificuldades de alunos "fracos" decorrem de um bloqueio. Eles não sabem o que fazer quando têm pela frente uma situação didática, como a resolução de uma seqüência de problemas ou a escrita de palavras em um ditado. Diante de um desafio um pouco mais difícil, esses alunos dizem a si mesmos coisas como "não sei fazer nada em matemática", e esse "metarraciocínio" bloqueia toda sua atividade intelectual. Já um aluno "forte", mesmo diante de um problema novo, pode pensar coisas como "posso resolver", "posso experimentar essa técnica ou aquela outra", etc.

Percebeu-se que, se alunos com "dificuldades" trabalharem junto com professores que os orientem a pensar sobre a situação, os resultados podem ser muito positivos.

Assim, com um aluno "fraco" em matemática, a estratégia é começar com a resolução de problemas bem fáceis para o nível da criança. Isso permite iniciar uma construção da "metaidéia" de que "eu posso fazer matemática". A partir daí, o professor pode iniciar discussões sobre como o problema foi resolvido. A seguir, deve-se apresentar desafios progressivamente mais difíceis. O professor ajuda a resolvê-los, fazendo perguntas que podem servir como orientação (por exemplo: "O que precisamos encontrar?" "Será que a gente já não viu algo parecido em outro problema?", etc.) Com o tempo, a própria criança começará a se fazer perguntas desse tipo, sem a ajuda do professor. Essa mesma idéia é válida para todas as áreas e todos os tipos de aluno, não apenas para aqueles que têm mais dificuldade.

O conceito de metacognição chama a atenção para vários pontos importantes, entre eles que a dificuldade escolar pode estar mais relacionada a um problema de auto-estima e de motivação do que à competência intelectual.

Você sabe o quê o QI significa?


A mais famosa, e talvez mais infame, definição de inteligência foi proferida por Boring, em 6 de junho de 1923, no jornal americano The New Republic, propondo que inteligência é o que os testes de inteligência testam. Ainda que muito limitada, Boring estava ciente de que ela era o ponto de partida para uma discussão mais rigorosa, bem como, que investigações científicas criteriosas poderiam, posteriormente, expandi-la. A despeito da controvérsia suscitada, tal definição, extremamente conservadora, nunca permitirá entender inteligência de um modo que ultrapasse o significado concebido pelos tradicionais testes de inteligência, além de ser claramente circular por supor que inteligência é sinônimo de QI (Quociente Intelectual), o que ela não é. Mas, o que representa um escore de QI?

Constituídos por testes com número variado de itens, ou questões de raciocínio verbal e não verbal, bem como, por aritmética, vocabulário, compreensão verbal, habilidades perceptuais, espaciais e mnemônicas, os escores obtidos nos testes de inteligência são números expressos numa métrica em que o QI médio de uma amostra, representativa de uma população nacional, é fixado em 100, e o desvio padrão em 15. Aproximadamente 96% da população têm QI dentro do intervalo de 70 a 130, 2% têm QI abaixo de 70, tidos como mentalmente retardados, e outros 2% têm QI acima de 130, considerados, por isto, talentosos. O QI máximo que tem sido registrado situa-se por volta de 200.

O primeiro teste de inteligência, construído por Alfred Binet, na França dos 1905, mensurou o QI, por meio do conceito de idade mental. Idade mental (IM) foi definida como o nível de habilidade de uma criança média de qualquer idade cronológica (IC) particular. Assim, uma idade mental de oito anos foi definida a partir dos itens, destes testes, que uma criança, de idade média de oito anos, era capaz de realizar com sucesso. O QI foi então calculado pela fórmula “Idade Mental dividida pela Idade cronológica, multiplicado por 100 que é igual ao QI”. Estabelecido desta forma, uma criança, com idade cronológica de 4 anos, que passou nos testes destinados à uma criança média de 8 anos ,teria, portanto, uma idade mental de 8 anos e um QI de 200. Do mesmo modo, um adolescente, com idade cronológica de 16 anos, que desempenhasse no mesmo nível mental que uma criança de 8 anos, teria um QI de 50.

Entretanto, esta fórmula não tem sido mais usada, pois, para estimar o QI em todas as faixas etárias, supõe-se que o desenvolvimento intelectual atinja uma “assíntota” por volta dos 16 anos, e que a razão entre a IM e a IC não mude dos 5 anos até os 16 anos, ou mais. Atualmente, as pontuações obtidas nos testes de inteligência são, simplesmente, transformadas numa métrica de QI. Nesta o QI médio é 100 e o desvio padrão é 15. Todavia, a fórmula permanece útil, revelando um método aproximado para estimar o QI e para entender o que ele significa. Os dados da literatura revelam, porém, que os testes de inteligência, em sua vasta maioria, medem, essencialmente, a inteligência geral (fator “g”).

José Aparecido Da Silva
Professor Titular do Departamento de Psicologia e
Educação da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras
de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cérebro e Aprendizagem


O segredo da aprendizagem reside em nosso cérebro que armazena todas as nossas experiências de vida; emoções; sensações; enfim tudo o que aprendemos na vida.
Nascemos com mais de 100 bilhões de neurônios e com eles vamos até o fim das nossas vidas. Neurônios são as células que impulsionam a atividade cerebral.
Imagine um computador de alta capacidade de armazenagem sem nada lá dentro.
Para que serve ? Qual a sua utilidade ? Ele será muito útil a partir do momento que colocarmos informações dentro dele para utilizá-las quando necessárias. E também este computador devolverá apenas as informações que receber, sem nada criar.
A qualidade da informação dependerá da qualidade do conteúdo que colocarmos nos programas disponíveis no computador.
Com o cérebro ocorre mais ou menos a mesma coisa, com a vantagem que seu limite de armazenagem é inesgotável e você pode processar a informação através da linguagem além de colocar emoção e criar uma forma de comunicação adequada ao seu estilo de viver, pensar e interpretar a realidade.
Quando nascemos, os mais de 100 bilhões de neurônios estão lá, mas ainda sem informações e aprendizagens armazenadas ou memorizadas. Vamos crescendo, vendo, ouvindo, sentindo a realidade e começam as formações das redes neurais de conhecimentos.
Quando LEMOS a APRENDEMOS algo novo, novas redes neuronais são formadas e assim vamos enriquecendo nosso modelo de mundo, ou seja, teremos um maior estoque de informações para serem processadas e colocadas para o mundo exterior nas diversas formas de comunicação: verbal, escrita, corporal e outras manifestações artísticas.
Assim como é bom fazer exercícios físicos para manter a forma, manter o peso, manter um estado geral de saúde, o cérebro também precisa de exercícios para manter a forma e responder rapidamente quando solicitado.
Imagine você sair correndo sem estar preparado ou sem treinar há muito tempo.
Todos os músculos e articulações irão doer por vários dias até você entrar no ritmo.
O mesmo ocorre com  o  cérebro. Sem uso ele fica preguiçoso e demora para dar uma resposta quando solicitado.
O cérebro adora atividades diferentes porque assim ele forma novas redes neuronais e aumenta o estoque de informações para nos ajudar em todas as decisões.
O segredo da aprendizagem é portanto: ler diversos assuntos, memorizar, aprender algo novo mesmo que seja simples, fazer exercícios físicos, treinar uma  nova forma de abordar uma pessoa,  treinar no computador, desenvolver um texto simples para treinar a escrever, ouvir músicas e memorizar a letra, treinar cálculos, etc, etc, etc.
Todas estas ações ampliarão a sua rede neuronal porque cada neurônio comunica-se com outros milhares de neurônios ao mesmo tempo.
Portando LER E APRENDER FAZEM BEM PARA O CÉREBRO ASSIM COMO FAZER ATIVIDADES FÍSICAS FAZEM BEM PARA O CORPO.




Veja alguns exercícios para malhar os neurônios: 

1. Use o relógio no braço direito (ou no esquerdo, se for canhoto;
2. Escove os dentes ou escreva em uma folha de papel com a mão contrária da de costume; concentre-se nos pormenores que você nunca havia reparado;

3. Ande pela casa de trás para frente;

4. Vista-se de olhos fechados;

5. Estimule o paladar: coma coisas diferentes;

6. Veja fotos de cabeça para baixo e tente observar detalhes que antes passaram despercebidos;

7. Veja as horas num espelho;

8. Faça um novo caminho para ir ao trabalho;

9. Converse com o vizinho que nunca dá bom dia;

10. Troque o mouse de lado;

11. Decore uma palavra nova por dia e tente usá-la em suas conversas;

12. Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Escreva 25 adjetivos que a descrevam;

13. Ao entrar numa sala com muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e os enumere;

14. Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes de cada prato que escolheu e se concentre nos sabores mais sutis. Depois, confira com o garçom;

15. Escolha uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente usando as mesmas palavras;

16. Compre um jogo de palavras cruzadas e tente encaixar as peças corretas o mais rápido que conseguir, cronometrando o tempo;
17. Experimente decorar aquilo que precisa comprar no supermercado em vez de fazer uma lista;
18. Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais que lembrar;

19. Ao ler uma palavra, pense em outras cinco que comecem com a mesma letra;

20. Leia atentamente e reflita sobre um texto: a leitura reforça as conexões entre os neurônios.



Legislação

Você está com alguma dúvida sobre seus direitos, de filhos ou pacientes?

Acesse:

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12907:legislacoes&catid=70:legislacoes

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Essencial! Revista Mente e Cérebro

Recomendo!

Em Transtornos da aprendizagem: aspectos neurobiológicos e multidisciplinares, foram reunidos 24 colaboradores, dos quais 16 médicos e 8 profissionais afins. Por reunir importantes profissionais brasileiros, que transmitem sua experiência utilizando uma linguagem clara e objetiva, esta obra proporciona a todos que se dedicam aos problemas dos transtornos da aprendizagem uma visão ampla e atualizada do assunto.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

NOVIDADE!!!

 Modo de jogar:


Todas as cartas ficam agrupadas em um monte, de posse do juiz. Escolhe-se um juiz para iniciar o jogo, que deverá ser trocado a cada rodada, passando o comando ao jogador à sua direita. O juiz pega uma carta e nomeia a figura, mostrando-a aos demais jogadores.


Em seguida, fala o nome das letras que estão no verso daquela figura, colocando-a na mesa, com as letras e boquinhas expostas. Cada uma das letras do par está pintada ou de azul ou de vermelha e deve ser observada, pois é indicativa da resposta.


Os demais jogadores deverão bater sua mão sobre a cartela maior, na boca de cor azul ou na vermelha, conforme julgam que seja a escrita daquela figura. Se houver vários jogadores, as mãos deverão permanecer umas em cima das outras, pois será considerada vencedora a primeira mão a bater na BOCA da cor CERTA.


Explicar para que os jogadores não batam suas mãos com muita força, a fim de se evitar lesões.


Exemplo 1: Figura de BONÉ. Letras B (vermelha) e P (azul). Os jogadores deverão bater a mão na Boca Vermelha, pois a palavra BONÉ se escreve com a letra B.


Exemplo 2: Figura de PERA. Letras R (ARA - azul) e RR (ARRA - vermelha). Os jogadores deverão bater a mão na Boca Azul, pois a palavra PERA se escreve com apenas uma letra R.


Quem bater a mão primeiro, na BOCA da cor CERTA, ganhará a figura e fará um ponto, desde que escreva a palavra sob a figura, de forma correta. Além disso, deverá pronunciar corretamente a palavra e seu oponente, errado, para que seja compreendida e fixada a correta associação grafofonêmica. O apoio das Boquinhas deverá ser sempre utilizado para a aprendizagem e fixação.


Exemplo 1: Deverá escrever e falar BONÉ, com a letra B, corretamente, e dizer que PONÉ, com a letra P, estaria errado.


Exemplo 2: Deverá escrever e falar PERA, com apenas uma letra R, corretamente, e dizer que PERRA, com duas letras R, estaria errado.


Essa técnica se apóia na compreensão de que o erro faz parte da aprendizagem e somente aprendeu, aquele que conseguiu distinguir o erro do acerto, por aprendizagem e não apenas memorização.


Para a escrita, será considerado acerto o uso da letra certa do par em questão. Ou seja, se o jogador escrever com erro de outras letras, tendo acertado a letra do par da carta, fará ponto da mesma maneira. Para a fala, deverá falar corretamente toda a palavra.


O juiz é o responsável pela análise dos erros e acertos. Se necessário for, deverá consultar o gabarito do jogo, que contém todas as figuras e suas palavras escritas corretamente, ou ainda, um dicionário.


Síndrome de Irlen - Dra. Márcia Guimarães e Dr. Ricardo Guimarães - parte 1

Síndrome de Irlen - Dra. Márcia Guimarães e Dr. Ricardo Guimarães - parte 2

Síndrome de Irlen - Dra. Márcia Guimarães e Dr. Ricardo Guimarães - parte 3

Nem médicos reconhecem a dislexia.

As reguadas nas mãos e as aulas sentado sozinho, no canto da sala, são algumas das lembranças Escolares de Dorival Câmara Leme, de 51 anos. Seus professores nunca conseguiram perceber que ele, em vez de preguiçoso, era disléxico.

Essa dificuldade para identificar o transtorno atinge 70% dos profissionais de saúde e Educação envolvidos diretamente no diagnóstico do problema, segundo um estudo da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP).

Leme só descobriu que tinha dislexia aos 49 anos. O distúrbio compromete a aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração. Em geral, a criança é bastante inteligente, mas seu desempenho escolar é fraco. Até descobrir o transtorno, Leme conta que viveu com a sensação de que tinha “alguma coisa errada” com ele.

“Mas não sabia o que era. Quando descobri que era disléxico foi um alívio saber que eu não era um óvni, um estranho no ninho”, brinca ele, que é engenheiro. “Se eu tivesse descoberto antes, acho que teria sido muito bom para a minha autoestima, eu cresceria ainda mais bem resolvido”.

O diagnóstico precoce é capaz de evitar “sequelas emocionais”, explica a psicopedagoga Debora Silva de Castro Pereira, doutora em Educação pela Universidade Autonoma de Barcelona. “A pessoa (não diagnosticada) cresce achando que tem limitações e sofre por errar muito. Quando descobre que é disléxica na fase adulta, começa a entender as dificuldades”, avalia.

Há vários sinais que podem servir de pista para suspeitar de dislexia. Mas, na pesquisa da Santa Casa, os 186 profissionais analisados – entre pedagogos, fonoaudiólogos, pediatras e psiquiatras – tiveram um baixo desempenho ao responder um teste com 15 questões de múltipla escolha que traziam informações essenciais sobre o distúrbio.

“São profissionais de especialidades envolvidas com o diagnóstico e acompanhamento dos casos e, portanto, deveriam ter um conhecimento básico”, explica Ana Luiza Navas, professora do curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP e orientadora do estudo. Para ela, falta uma formação contínua para os profissionais. “Os melhores no teste foram os psicopedagogos e neuropsicólogos”, completa.

“Quanto mais cedo for o diagnóstico, melhor para a criança, para a família e para a Escola, que poderá trabalhar melhor com o aluno”, explica a fonoaudióloga Maria Angela Nogueira Nico, psicopedagoga e coordenadora científica da Associação Brasileira de Dislexia (ABD).

Se não for diagnosticado, o disléxico fica mais suscetível a problemas emocionais. “Pode achar que é burro, quando na verdade o disléxico é inteligente”, afirma Maria Angela. Ela frisa que o problema não tem relação com déficits intelectuais. O célebre físico Albert Einstein, por exemplo, era disléxico. “Qualquer problema cognitivo, intelectual, já descarta a possibilidade de a pessoa ser disléxica.”

‘Diagnóstico não é tão simples’
As especialistas ouvidas pelo JT explicam que o diagnóstico da dislexia não é simples. “Depende de uma avaliação multidisciplinar”, diz Ana Luiza Navas, professora do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Para o distúrbio ser confirmado, o individuo é submetido a avaliação de pedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos, pediatras, entre outros profissionais.

Outra dificuldade no diagnóstico brasileiro são as falhas no sistema educacional. Há crianças que não aprenderam porque não tiveram oportunidades adequadas.

“O diagnóstico só pode ser feito após a alfabetização”, ressalta Debora Silva de Castro Pereira, doutora em Educação pela Universidade Autonoma de Barcelona. “Até lá, as dificuldades são comuns”, explica.

Já o tratamento depende da faixa etária, segundo Maria Angela Nogueira Nico, coordenadora científica da Associação Nacional de Dislexia (ABD).



Fonte: Jornal da Tarde (SP)/ Felipe Oda 28/03/2011

http://www.anj.org.br/jornaleeducacao/nem-medicos-reconhecem-a-dislexia 

Discalculia

Dislexia

A memória do seu filho (a) - aluno (a)

A memória é a nossa capacidade de guardar coisas na mente e de recuperá-las em algum momento futuro. Procuramos recordar nomes,datas,listas de compras ou detalhes das viagens.A memória do dia-dia refere-se também ao preparo de uma refeição para noite ou aniversário de um amigo na semana que vem.
Alguns aspectos da memória estão envolvidos em quase todas as nossas atividades,a maneira como a usamos depende dos nossos hábitos de vida e nossa experiência.

-A Memória de Curto prazo guarda durante alguns segundos a informação,antes de ser transferida para memória de longo prazo.

-A Memória de Longo Prazo retém informações durante períodos que vão alguns minutos a muito anos.Todos os tipos de memória:

1)Memória Procedimental-todas as habilidades motoras e de linguagem que aprendemos como nadar, andar de bicicleta,jogar futebol...

2)Memória Declarativa - é recordação do nosso conhecimento relativo a pessoas, objetos,lugares e acontecimentos.

3)Memória Prospectiva-consiste em lembrar o que é preciso fazer e quando fazê-lo.É uma memória explícita que depende processamento da atenção. Exemplo: lembrar tomar o remédio, assistir uma reunião ás duas horas.

Estimular a memória: 


Atividade diária: 
-praticar jogos de memória, dama, xadrez ou palavras cruzadas,
-exercícios simples como recordar fatos do dia-a-dia (o que comeu no almoço, o que aconteceu na escola,nomes dos colegas e professores)

-Aprender novas habilidades: computador, pintura, música

-Exercícios mnemônicos: 
associar fatos a imagens e procurar guardá-los na memória. Imaginar um alimento ou fato e imaginar todas as suas características. Exemplo:hoje ele comeu uma fruta,vermelha,redonda,começa com a letra m...,qual o dia da semana que tem natação ou educação física..)

-Alimentação: 
a boa alimentação é fundamental para a conservação da memória. 

-Atividade física: 
os exercícios feitos regularmente trazem benefícios importantes para o processo de memorização.(natação,futebol..)

-Sono: 
é muito importante para se ter uma boa memória. 

-Lazer:
passeios,viagens,ir ao teatro,ler histórias...

-Anotações em agenda ou quadro de recados.

http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com

Sugestões de Atividades para coordenação Motora Fina

Pegar objetos pequenos (clips, massinha, algodão) com tesoura.Treinar o movimento abrir/fechar da tesoura sem ponta.

Brincadeira Pescaria  Na escola, a pescaria pode ser com cores, letras, números ou nomes dos colegas.Trabalhar a coordenação viso-motora.

ALINHAVO com peças de cores, letras ou números. Pode confeccionar com papel cartão plastificado e trabalhar alinhavo sequenciação( montagem das letras do nome) ou (sequência dos números).

COLAGEM no Balão.Trabalhar Esquema corporal (olho,boca, nariz, orelha)

Pegar objetos pequenos com uso do talher e colocar na forma de Gelo. Dicas bolinhas de algodão colorido ou bolinhas de massinha.Pode trabalhar com os números e quantidade.

Colocar a borracha na ponta do lápis.Trabalha coordenação viso-motora e movimento pinça fina(encaixe)

......depois trabalhar as cores e quantidade.

Pegar objetos pequenos com uso da colher e colocar na caixa de Ovo. Criança canhota (foto)

Brincadeira Lousa Mágica (para desenhar ou escrever)

Fazer o movimento do lápis na massinha caseira. Desenhar ou escrever as letras do nome.

Atividade de ligar as figuras idênticas.Ajuda a trabalhar o movimento da escrita esquerda para direita e coordenação viso-motora.


Enrolar o jogo americano -atividade bimanual (uso das duas mãos)

 Pegar moedas e transferir para outra bandeja

Encher um recipiente com uso do funil -noção quantidade (cheio/vazio)

Transferir relações espaciais do desenho para placa de madeira de pinos(crianças 8-9 anos)

Picotar papel com uso da tesoura (5 anos) ou as mãos (3-4 anos)

Abrir e fechar potes diferentes

Encaixe simples dos animais na caixa de Ovo(crianças pequeninhas)

 Montagem das letras com pedaços de madeira.

 Abotoar/desabotoar botões grandes/médios/pequenos

 Alinhavo de pedaços de feltro

 Encaixe de formas geométricas

 Alinhavo de cadarço

 Atividades de Treino visuomotor  para crianças 8 anos

 Abrir/fechar os ovinhos(Kinder ovo)

 Quebra-cabeça(quantidade e números)associação

 Colocar objetos pequenos dentro saco ziplock- ajuda trabalhar a pinça lateral

Colocar as varetas dentro do pote com furos pequenos

Parafusar e desparafusar

Transferir objetos de uma vasilha para outra

Pintura com conta-gotas.Ajuda fortalecimento muscular dos dedinhos

Trabalhar com pinça para pegar miçangas

Atividade de enroscar e desenroscar tampa de garrafa pet

Atividade quebra-cabeça(cores,formas e tamanhos diferentes)