terça-feira, 20 de setembro de 2011

Freud além da alma


freudalemdaalma Análise do Filme: Freud Além da AlmaO filme Freud além da alma , retrata os momentos difíceis que Freud viveu no início de sua carreira de médico. É mostrado as descobertas de Freud com as próprias experiências pessoais do psicanalista e a teoria que desenvolveu sobre o Complexo de Édipo.
Sigmund Freud começa o filme internando uma pessoa com histeria,(doença emocional psíquica) sem a concordância dos outros médicos. A histeria é uma psiconeurose cujos conflitos emocionais inconscientes surgem na forma dissociação mental ou como sintomas físicos. Na verdade, os sintomas histéricos podem se manifestar em homens e mulheres. Charcot, neurologista francês, que emprega a hipnose para estudar a histeria, demonstrou que idéias mórbidas podiam produzir manifestações físicas. Freud, em colaboração com Breuer, começou a pesquisar os mecanismos psíquicos da histeria e postulou em sua teoria que essa neurose era causada por lembranças reprimidas, Freud ganhou uma bolsa para estudar com Charcot em Paris. Logo na primeira oportunidade Freud vê Charcot fazer um teste com dois histéricos, onde através da hipnose ele faz com que os histéricos eliminem seus problemas causados por traumas e depois faz eles terem outros problemas de histeria, apenas dando ordens enquanto os mesmos estavam hipnotizados. Assim chegamos a conclusão que a hipnose, tanto cura como cria sintomas.
Freud diz em palestra que a mente pode ser controlada pelo inconsciente e assim recebe o apoio do doutor Brauer que relata o caso de uma jovem que foi curada completamente através do transe hipnótico. Freud e Brauer conversam com a jovem hipnotizada, que conta relatos ao tempo que teve o trauma, em que seu cãozinho bebia água no copo.Depois de exteriorizar a sua irritação reprimida de nojo através de hipnose, pediu água, ela volta ao normal bebendo água, e podia ter um cão ao seu lado, o qual também tinha trauma por achá-lo temível.
Nesta parte do filme foi retratado o Método Catártico, no qual o paciente é induzido a hipnose, onde havia algo reprimido através da repressão da idéia por ser um evento traumático que inicialmente estava a nível consciente e vai para o inconsciente afetando a vida da pessoa através de um sintoma. Brauer convida Freud para trabalhar ao seu lado e Freud começa a trabalhar com os histéricos.
Freud se assusta com um jovem que diz em hipnose que matara o pai porque amava a própria mãe. Neste caso Freud pede ao jovem para que não se lembre de nada que tinha relatado durante a hipnose por esse caso mexer com ele por ele próprio não saber lidar com isso por ter o mesmo trauma - “O Complexo de Édipo”. Começa a ter sonhos estranhos, aqui começa a pensar no significado dos sonhos para mais tarde criar a Teoria dos Sonhos.
Devido a seu trauma, Freud diz que vai largar a terapia com hipnose, deixar de lado os “Estudos da Histeria. Mayers, doente, pede para que Freud recomece com seu estudo da histeria, diz que viveu uma vida inteira com problemas psicológicos, Devido à conversa com Mayers, Freud volta a ativa e tenta procurar o jovem que amava a mãe e descobre que ele morreu em um hospício”.
Freud cria uma teoria sobre neurose, diz que esta teoria tem haver com todos os casos já tratados e que não era só o dele, esta teoria se baseia que todos os traumas são ligados a sexualidade, Freud pede para que Brauer o leve a uma paciente que segundo Brauer não tinha nenhum problema causado pela sexualidade, Brauer vê que Freud tinha razão e passa a acreditar na “Teoria da sexualidade” como causa da histeria.
A paciente que parecia estar curada volta a ter recaída, ela cria uma gravidez psicológica, Brauer chega da a ordem com ela em transe e sai rápido, Freud não entende e Brauer diz que ela está apaixonada por ele e que não vai continuar o tratamento, pois isso poder acabar com seu casamento, a mulher de Brauer já estava desconfiada. Nesta parte do filme podemos ver como acontece atransferência, que na  teoria psicanalítica é a projeção de sentimentos, conteúdos, em relação a alguma pessoa, no caso o terapeuta, onde o paciente cria fantasias, neste caso específico, a jovem transfere para Brauer a relação que tinha com o pai.
O pai de Freud falece, e Freud não consegue entrar no cemitério, desmaia e tem um sonho amedrontador. Decide voltar ao cemitério novamente não consegue entrar e volta conversando com Brauer, tenta achar a ligação, tenta desvendar o que foi encoberto de pecado que seu pai fizera. Freud começa a tratar a jovem que Brauer descartara. Assim ele mudou de técnica onde as palavras saiam quase que inconscientemente, era o método da Associação livre. Assim, as esperanças antes depositadas no método catártico da hipnose,
Freud tentava buscar saber em que ponto da história daquela jovem o trauma ocorreu, e cada vez mais ele via um trauma na infância, novamente tem o problema da repreensão sexual ter sido na infância. Freud segura uma pulseira da mãe em formato de cobra que o faz sonhar e volta a pensar em quando ele era criança e o que acontecerá para ele ter aquele colapso na frente do cemitério, se lembra dos sonhos e vê a figura da mãe, que o deixou sozinho em uma noite para ir dormir com seu pai, ele ficou frustrado e queria a mãe ali, do lado dele e não com seu pai, teve ciúmes da mãe e se sentiu culpado por achar que desonrou seu pai. A cobra simbolizava a sexualidade. Ela lê o diário que era dos tempos de seu estudo Freud lembra que havia escrito uma vez: “o falso é às vezes a verdade de cabeça para baixo”, ele começa a repensar tudo que havia visto antes, que a pessoa podia mentir ou criar uma situação falsa e no inverso disto estar a realidade, quando a jovem dizia que seu pai a molestou, na verdade ela queria possuir seu próprio pai, seria uma fantasia que ela levou com ela para fase adulta sem saber administrar e que se tornou um trauma, então Freud começa a mudar sua teoria, pois em sua investigação na prática clinica sobre as neuroses, descobriu que a grande maioria de pensamentos e desejos reprimidos referiam-se de conflito de ordem sexual, localizados nos primeiros anos de vida. As descobertas colocam a sexualidade no centro da vida psíquica e é desenvolvido o segundo conceito mais importante da teoria psicanalítica: a sexualidade infantil, que são: 1. A função sexual existe desde o princípio de vida, logo após o nascimento e não só a partir da puberdade como afirmavam as idéias dominantes. 2. O período da sexualidade é longo e complexo até chegar a sexualidade adulta, onde as funções de reprodução e de obtenção de prazer podem estar associadas, tanto no homem como na mulher. 3. A libido, nas palavras de Freud, é a “energia dos instintos sexuais e só deles”.
Freud conversa com a mãe da jovem e ele diz que teve vontade de matar a filha, mas só quando ela estava dentro do seu ventre, pois ela era dançarina de cabaré e o seu esposo depois que a engravidou nunca mais a tocou e só saia com as prostitutas. Nota-se que existe uma competição entre mãe e filha pela atenção e cuidados do pai.
Conversando com Brauer, que acha muito difícil por na cabeça dos outros médicos a idéia de que a teoria seria invertida, do sexualismo adulto se tornar o sexualismo infantil, e Brauer pede para Freud retirar este capitulo do livro, Freud não se entrega e diz que vai seguir sozinho de agora em diante e que vai expor a teoria da sexualidade na infância ao conselho de médicos.
No conselho, Freud começa a expor, frisando como “A Idade da Inocência”, que a criança não tem consciência sexual. Neste momento todos os médicos começam a ironizar as suas palavras e alguns médicos se retiram do recinto. Freud continua a falar mesmo assim, diz que a criança tem um desejo, a mãe, e tem um concorrente, o pai, a criança passa a se ver de frente com um rival, o desejo da criança passa a ser corroído, se transformando em ódio e amor, cita Édipo, que matou o pai e casou-se com a mãe, foi punido (reprimido) e ficou vagando pela vida sem um lar. Sobre o Complexo de Édipo, Freud explica aos médicos que o amor de uma filha pelo pai é o máximo em erotismo infantil, que cada ser humano tem este desafio, de se confrontar com o seu complexo e de supera-lo, se conseguir superar se torna um ser humano completo, Nesta fala de Freud podemos perceber o conceito das fases do desenvolvimento sexual, que são as seguintes:
Fase oral a zona de erotização é a boca e o prazer ainda está ligado à ingestão de alimentos e à excitação dos lábios e da cavidade bucal. Objetivo sexual consiste na incorporação do objeto.
Fase anal a zona de erotização é o ânus e o modo de relação do objeto é de “ativo” e “passivo”.Este controle é uma nova fonte de prazer. Acontece entre 2 e 5 anos o complexo de Édipo, e é em torno dele que ocorre a estruturação da personalidade do indivíduo.
Fase fálica – a zona de erotização é o órgão sexual. Apresenta um objeto sexual e alguma convergência dos impulsos sexuais sobre esse objeto. No caso do menino, a fase fálica se caracteriza por um interesse que ele tem pelo próprio pênis em contraposição à descoberta da ausência de pênis na menina. Na menina esta constatação determina o surgimento da “inveja do pênis” e o conseqüente ressentimento para com a mãe “porque esta não lhe deu um pênis, o que será compensado com o desejo de Ter um filho”.
Fase Genital – Na adolescência é atingida a última fase quando o objeto de erotização não está mais no próprio corpo, mas em um objeto – o outro. Neste momento meninos e meninas estão conscientes de suas identidades sexuais distintas e começam a buscar formas de satisfazer suas necessidades. Um médico que faz parte do conselho pergunta a Brauer, que também faz parte de tal, se ele concordava com Freud e Brauer após ter defendido o amigo, dizendo que ele é um dos melhores no meio médico para estes assuntos, diz que jamais poderia concordar com tal teoria de Freud, a “Sexualidade Infantil” não existe.
Freud caminha lentamente e consegue ultrapassar os muros do cemitério, onde caminha até a lapide de seu pai.
O filme termina deixando uma pergunta que foi escrita no templo de Delfos, a mais de dois mil anos atrás, lá estava escrito:“Conheça a Si Próprio”,

O QUE É A PSICANÁLISE


Psicanálise é um procedimento para investigação dos processos mentais, e um método terapêutico baseado nesta investigação, destinado ao tratamento dos distúrbios psíquicos, bem como do sofrimento que acompanha esses distúrbios. É também um processo de desenvolvimento para mentes livres de maiores dificuldades, que muito se beneficiam dessa forma de terapia. É ainda, um conjunto de informações psicológicas obtidas através de uma prática clínica intensa, que possui um corpo teórico bastante abrangente, e que leva a uma compreensão profunda do mundo mental das pessoas. Para a psicanálise, boa parte das motivações que geram as emoções e os comportamentos das pessoas é determinada por fatores inconscientes que não podem ser acessados voluntariamente, e que influenciam decisivamente suas vidas. O tratamento analítico tem por objetivo ampliar a compreensão do paciente sobre suas próprias atitudes, levando a escolhas conscientes, a uma melhor condução da vida e a uma diminuição do sofrimento psíquico.


Vale a pena visitar

http://escolafreudianabhiepsi.blogspot.com/

terça-feira, 13 de setembro de 2011

"Toda vez que uma criança abre seu coração para mim e 


compartilha essa assombrosa sabedoria geralmente mantida 


oculta, eu sinto uma profunda reverência. As crianças com 


quem trabalhei talvez não saibam, mas elas me ensinaram 


muita coisa a respeito de mim mesma." Violet Oaklander

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA HEBIATRIA PARA PAIS DE ADOLESCENTES


A palavra hebiatria vem de Hebe, deusa da beleza e da juventude.

A hebiatria é o estudo do adolescente e compreende o período de transição entre a infância e a idade adulta que vai 10 a 20 anos podendo chegar até 24 anos como é chamado adolescência tardia.

É uma fase de grande instabilidade emocional nos jovens, um período de turbulência gerando quase sempre conflitos entre pais e filhos.

Nesta fase encontramos uma série de transformações biológicas e psicosociais. É necessário o acompanhamento para melhor orientação aos adolescentes e aos pais que necessitam compreender estas mudanças.

A orientação aos pais é fundamental para colaboração de limites em um jovem que se acha dono da verdade. Neste acompanhamento vamos orientando sobre a síndrome do adolescente normal, onde vamos identificando:

• A busca da identidade adulta;
• A separação progressiva dos pais;
• A tendência grupal;
• A necessidade de intelectualizar e fantasiar;
• A crise religiosa;
• A evolução sexual;
• A atitude reivindicatória;
• As contradições nas manifestações de conduta;
• Flutuações de humor;
• Etc.

Drª. Isabel Cristina Miranda de SouzaHebiatra
Imagem: Getty Images

sábado, 3 de setembro de 2011

Navio


"Chega ao colégio e – surpresa! –pedem-lhe que faça um navio. A coisa que ele mais gosta: desenhar. Faz um navio lindo, redondo como a lua, cheio de árvores no interior e com dois bichos nadando – elefantes, diz ele. A professora olha a obra de arte, pergunta o que é e recebe a resposta: “Um navio!” Carinhosamente, a professora vai até o quadro e desenha um navio clássico, com velas, proa e popa, um digno navio de adulto, e diz: “João Paulo, isso é um navio, e elefante não nada!” 
João Paulo havia feito um navio original, diferente dos outros, lindo, nunca feito por alguém. Havia criado o primeiro navio redondo, e a professora, que seguramente não havia lido O Pequeno Príncipe, deu-lhe uma boa lição de como as pessoas devem ser bitoladas desde criancinhas (p. 175)."
texto do Dr Antônio Márcio Lisboa
fonte: http://repositorio.bce.unb.br/bitstream/10482/4708/1/2009_TaicydeAvilaFigueiredo.pdf
 
http://maternarconsciente.blogspot.com/

Neurônios programados para imitar



Temos a tendência a reproduzir, ainda que internamente, os gestos de outra pessoa; quando isso não é possível, mecanismos neurológicos específicos são acionados


Os neurônios-espelho são células cerebrais especializadas que nos permitem simular internamente as ações de outras pessoas e até perceber o que o outro pensa e sente – e nos identificar com esse sentimento. Embora estejam presentes em várias espécies (foram descobertas em macacos Rhesus), nos humanos essas estruturas celulares possibilitam o acesso à cultura, comportamentos empáticos e o desenvolvimento da linguagem. Quando vemos alguém levantando o braço, por exemplo, os neurônios-espelho ativam áreas do córtex motor (correspondentes a esse membro) e fazem com que o cérebro “ensaie” internamente a repetição dos movimentos alheios. Mas o que acontece ao observarmos uma pessoa em posições que não conseguimos reproduzir? Para investigar essa questão, a psicóloga e neurocientista Emily Cross, do Instituto Max Planck de Ciências Cognitivas e do Cérebro, na Alemanha, e sua equipe analisaram o funcionamento cerebral de 18 voluntários. Eles foram submetidos a exames de ressonância magnética funcional (fMRI), enquanto eram mostradas fotografias de uma contorcionista em posições comuns (esticando-se para o lado, por exemplo) e em gestos mais complexos (como deitar de bruços com os dedos do pé tocando a testa). Os resultados mostraram que as duas situa-ções acionam o sistema de neurônios-espelho. No segundo caso, porém, mais uma região foi ativada: a área extraestriada (EBA, na sigla em inglês), relacionada ao sistema -visual e conhecida por reagir fortemente a imagens de membros humanos.


Os pesquisadores acreditam que em princípio todos os movimentos são “copiados” pelos neurônios-espelho. No entanto, quando o grau de dificuldade das posturas aumenta, a EBA é ativada, para indicar se aquela ação poderá ou não ser imitada. “Ao vermos alguém dançar no palco nosso cérebro se imagina realizando a mesma proeza, até que o bailarino faz uma pirueta difícil e ficamos impressionados, sem entender como aquele salto foi possível”, afirma Emily.
http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/neuronios_programados_para_imitar.html

domingo, 21 de agosto de 2011

DISCALCULIA




Embora o aprendizado da matemática possa sofrer interferência por várias razões, como o ensino deficiente de algumas escolas ou graves problema psiquiátricos, o que a ciência cognitiva tem comprovado nos últimos anos é que o principal motivo que leva uma criança a ter dificuldade para aprender matemática são alguns déficits cognitivos.

Ao contrário da dislexia, os estudos na discalculia ainda estão incipientes e muita coisa ainda temos que descobrir.
           
A região cerebral mais importante para as habilidades matemáticas é o lobo parietal. Porém, muitas áreas cerebrais estão envolvidas e necessitam estar em perfeito funcionamento para o bom desempenho em matemática. Isto siginifica que fazer cálculos, aprender a tabuada e entender as histórias matemáticas dependem de várias funções mentais que precisam estar íntegras. Enquanto na leitura a linguagem é a principal função cognitiva envolvida, na matemática muitas funções agem conjuntamente e o comprometimento de um delas já pode trazer problemas no aprendizado. Daí a necessidade de uma avaliação neurocognitiva detalhada no estudo de crianças com discalculia. 
                                                                               



SINTA COMO É SER PORTADOR DA DISCALCULIA.
           
vnos colocarmos na pele de uma criança com discalculia para que deixemos de julgá-la e possamos entender e sentir o que ocorre com ela:

Vamos supor que você goste de fazer cálculos de matemática. Subitamente surge uma nova regra, agora a velha e conhecida tabuada muda todo dia. A cada dia há uma tabela nova, onde os resultados são modificados, por exemplo, hoje 5+6 é 12, amanhã pode ser 9 ou 40, depende da cabeça de quem faz a tabela.
 Assim, "antigamente", para somar 25+19, você rapidamente calculava o resultado e dava: 44. Com as novas mudanças, você precisa olhar na tabela cada vez que vai calcular.
Hoje a tabela (nova tabuada) é a seguinte:
5+9 é 11
2+1 é 7
1 + 7 é 16.
Agora calcule 25 + 19. vamos ver quanto tempo leva e se você acerta.
PODE TENTAR...
PODE TENTAR...
PODE TENTAR...

TERMINOU???

Assim, segundo a “nova tabuada" o resultado do cálculo 25 + 19 será:
5+9=11, fica 1 e eleva o outro 1; 2+1 é 7, mais o 1 que foi elevado dá 8, então resultado será 81. Espera aí! O 1 que foi elevado e somado ao 7 não resulta mais em 8, porque hoje a tabela diz que 1+7 é 16!!!
                          
Dá para entender a dificuldade de fazer um cálculo assim? Você desiste de fazer qualquer cálculo e não quer mais nem saber de matemática! Cada cálculo é um sacrifício enorme, a tabela tem que ser consultada a cada passo. Um trabalho sacrificante. Agora pense que pode ocorrer algo mais ou menos assim se uma criança apresenta um sério problema de memória para fatos matemáticos!Ela precisa contar nos dedos cada vez que vai fazer uma conta, porque, devido a um problema na memória, o que parece simples para os outros, é um tormento para ela.


OUTROS SINTOMAS COMUNS
- Não consegue entender ou lembrar os procedimentos matemáticos, ou seja, esquece COMO se faz uma conta. São os chamados erros nos procedimentos matemáticos.
- Não entende os conceitos matemáticos. Por exemplo, tem dificuldade em entender que significa a palavra “adição”, ou que a multiplicação é a soma de um mesmo número por diversas vezes (3 x 4 é igual a 4 + 4 + 4).
- Dificuldade em usar a matemática no cotidiano.


DÁ PRÁ DIAGNOSTICAR A DISCALCULIA ANTES DE CHEGAR NA IDADE ESCOLAR?
            É possível dizermos com bom grau de confiabilidade se uma criança terá dificuldade no aprendizado em matemática.
            Isto porque atualmente sabemos quais são as funções mentais necessárias para o aprendizado em matemática.
            Assim, mesmo antes de entrar na escola, podemos avaliar se estas funções mentais estão funcionando de forma 
            normal.
           
            As principais funções incluem: a memória de trabalho verbal e visual, memória de longo-prazo, a linguagem, o
            raciocínio quantitativo, funções visuoespaciais e a numerosidade.

            NUMEROSIDADE é a habilidade “pré-matemática” mais precoce e refere-se a capacidade que uma criança tem de
            identificar e quantificar automaticamente pequenas quantidades. Assim uma criança com 4 anos consegue olhar 3 ou 4
            objetos e dizer, sem contar, que existem 3 ou 4 objetos naquele  grupo.

            No desenho abaixo, é medido quanto tempo a criança leva para perceber que existem 3 pontos. Crianças com
            discalculia precisam contar cada bolinha para saber que existem 3 bolinhas.

Jordano Copetti

sábado, 20 de agosto de 2011

Revista Autismo


A respeito de autismo, é a primeira revista da América Latina e a única em língua portuguesa no mundo. http://www.RevistaAutismo.com.br/

www.RevistaAutismo.com.br
Revista Autismo é a primeira publicação sobre autismo da América Latina e a única em língua portuguesa no mundo. Informações sobre autismo, TGD/TID e transtornos do espectro autista.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

TDAH DSM - IV


Para padronizar e facilitar o diagnóstico, os comportamentos característicos do TDAH são descritos no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, DSM - IV, elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria. Veja os nove sintomas que ocorrem com frequência na criança que sofre de déficit de atenção
  1. Não presta muita atenção nos detalhes ou comete erros por descuido nos deveres escolares, no trabalho ou em outras atividades;
  2. Mostra dificuldade em manter a atenção em tarefas ou jogos;
  3. Parece não escutar o que lhe falam;
  4. Não obedece às instruções passo a passo e não completa deveres, ou tarefas no trabalho (sem ser devido a um comportamento de oposição ou por uma dificuldade de entender as instruções);
  5. Tem dificuldade em ser organizado em trabalhos ou outras atividades;
  6. Evita, incomoda-se ou mostra-se relutante a envolver-se em tarefas que exigem um esforço mental prolongado (tais como deveres escolares ou trabalhos de casa);
  7. Perde objetos necessários para suas atividades, por exemplo, brinquedos, deveres escolares, lápis, livro, óculos, celular, etc;
  8. Distrai-se facilmente devido a estímulos externos;
  9. Esquece-se de suas atividades diárias.
Abaixo, os sintomas que ocorrem frequentemente nos hiperativos/impulsivos.
Hiperatividade / Impulsividade
  1. Frequentemente está mexendo com as mãos ou os pés, ou se revira na cadeira;
  2. Levanta-se da cadeira na sala de aula ou em outras situações nas quais o esperado é que ficasse sentado;
  3. Corre ou sobe em locais inadequados (em adolescentes ou adultos, pode se limitar a uma sensação subjetiva de inquietação);
  4. Dificuldade em brincar ou praticar qualquer atividade de lazer sossegadamente;
  5. Está muito ocupado ou frequentemente age como se estivesse "elétrico";
  6. Fala em excesso;
  7. Responde precipitadamente antes de ouvir a pergunta toda;
  8. Tem dificuldade em esperar sua vez;
  9. Interrompe ou se intromete na fala dos outros (por exemplo, invade conversa ou jogos de outros).

Segundo o DSM-IV, uma criança que apresente seis ou mais sintomas de desatenção por mais de seis meses será classificada como portadora de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, predominantemente desatenta. Ao demonstrar seis ou mais sintomas de hiperatividade e impulsividade em período superior a seis meses, a criança será diagnosticada como TDAH predominantemente Hiperativa/Impulsiva.
A ocorrência mais comum, no entanto, segundo o psiquiatra Enio Roberto, é otranstorno combinado, quando estão presentes de seis ou mais sintomas de desatenção associados a seis ou mais sintomas de hiperatividade e impulsividade.
O psiquiatra ressalta que não há como dizer com precisão a partir de qual idade os sintomas começam a ser perceptíveis, pois depende do grau de tolerância dos pais considerar uma criança mais agitada, impulsiva e desatenta do que o habitual. "Algumas mães relatam que os filhos portadores de TDAH se mexiam dentro da barriga, durante a gestação, mais do que os outros. Não há comprovação científica disso, mas há relatos", observa Enio.
Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção, crianças e adolescentes com TDAH podem ter mais problemas de comportamento relacionados a regras e limites e os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade do que as meninas. O transtorno, na maioria dos casos, segue na vida adulta.
O psiquiatra Enio Roberto explica que a avaliação deve começar por onde os pais acharem melhor. Eles podem conversar com os professores para verificar se suas desconfianças procedem. O mesmo assunto pode ser tratado com um psicopedagogo, pediatra ou psicólogo antes de partir para o diagnóstico formal. Pedir para esses profissionais conversarem com a criança também é válido.
Assim como a maioria dos problemas de saúde, quanto mais cedo o TDAH for diagnosticado menos danos vai causar à criança. Os portadores de TDAH podem sofrer também de baixa autoestima e até desenvolver depressão devido ao desempenho ruim na escola, à falta de atenção em tarefas cotidianas, ao esquecimento e à dificuldade de terminar projetos, por exemplo.

Por Samanta Dias - Equipe BBel 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Como lidar com Birra


O Dr. Karp diz o seguinte:

- Falar no idioma da criança, o "criancês" - Frases curtas, simples e diretas
- Entonação e interpretação: se a criança está brava, finja braveza (mas não finja demais para que ela não se irrite) e demonstre que entendeu o que ela está querendo dizer, por exemplo:
Se sua filha, a Fulaninha está toda feliz comendo o café da manhã você diz "fico contente em ver que você está degustando seu cereal tranquilamente" ou "que gostoso!"? Você faz uma expressão séria ou dá um sorriso? É o mesmo princípio.
Fulaninha quer o pote de biscoito e começa a birra. Você diz: 
- "Fulaninha brava. Brava! Quer biscoito!". Segundo o livro (ainda não testei) a criança vai prestar atenção em você, já que percebeu que você a entendeu, aí nesse momento é sua vez de falar e levá-la para fazer outra coisa.

É só pensar em como lidamos com outros adultos. Se alguém está triste você também demonstra em seu rosto um pouco de tristeza. 

Existem outras dicas, como quando a criança é do tipo "ditadora", você ignora de modo gentil, não fala desse lado dela para outras pessoas (mas pode falar bem, de como ela se comporta, de modo que ela ouça); se ela quer mandar, faça algo engraçado tipo "Vamos então mandar nesse chinelo. Chinelo, vá já escovar os dentes!", a criança vai achar engraçado. Outra dica é sussurrar, daí a criança terá que parar de gritar para te escutar. Há situações em que um abraço resolve.

NECESSIDADES: Sempre fique atenta para o que a criança necessita, como comer, dormir, brincar. Criança com sono, tédio fica chorosa, irritada.

Enquanto novinhos, DISTRAIR pode funcionar. Depois pode piorar as brigas.

Oferecer ESCOLHAS: Se a criança dá um piti que não quer a roupa que VOCÊ escolheu, dê duas opções e deixe que ela escolha. Isso evita muitas brigas.

Explicar o que será feito (aí depende da idade e da compreensão): "nós vamos a tal lugar, fazer Tal coisa e voltaremos para casa. Você pode fazer Tal coisa e só.". 

Mas SEMPRE demonstre RESPEITO. É difícil para seu filho ser menor, mais fraco, sem saber compreender bem as normas sociais, sem saber como lidar com os próprios sentimentos, sem ter voz ativa, sem saber se expressar. 


Do livro "The Happiest Toddler on the Block" (Dr. Karp):

"Diplomacia é um trabalho complexo, mesmo assim, a maioria de nós recebeu menos treinamento para ser pai e mãe do que para obter nossa carteira de motorista !"

"Há inúmeras dificuldades em criar uma criança, mas aqui estão as cinco que geralmente complicam a vida até de pais e mães perfeitos (isso se eles existissem, mas não existem):

- Sentimentos de frustração: o comportamento do seu filho pode frustrar você ou até deixá-lo com raiva;

- Sentimentos de fracasso: conflitos diários podem levá-lo a sentir-se inapto;

- Sombras do passado: sentimentos mal resolvidos da sua própria infância podem voltar para assombrar você;

- Temperamento: a personalidade de alguns pais pode ser conflitamente com a dos filhos, como listras e bolinhas numa roupa;

- A vida moderna por si só: nossa vida moderna não é organizada de modo a ajudar-nos com nossos filhos pequenos."


Dicas até 4 anos, para crianças muito ativas

1. Esteja ao ar livre o quanto for possível. Oportunidades de queimar energia e brincar ao ar livre são importantes.


2. Faça uma troca periódica dos brinquedos. Mantenha alguns disponíveis e guarde outros. Eles parecem mais interessantes depois de não terem sido usados por um tempo.


3. Garanta o descanso do seu filho. Crianças ativas muitas vezes resistem ao sono por serem tão excitáveis por qualquer coisa que estejam fazendo. Quanto mais cansados estiverem, mais difíceis de lidar.


4. Divirta-se. Implorar e ameaçar não adianta. Você obterá mais cooperação oferecendo opções e requisitando a ajuda dele do que dando ordens.


5. Faça da sua casa "amiga da criança". Remova enfeites que quebram facilmente, coisas valiosas e coisas onde se possa tropeçar.


6. Tenha limites, poucos, mas firmes. Crianças ativas têm problema com excesso de limites, mas também com inconsistência em reforçar os limites. Você pode relaxar as regras - mas quando fizer, tenha certeza de que ele entendeu que é uma exceção, não uma mudança à regra.


7. Evite excesso de estímulo. Por algumas horas antes de dormir, diminua as luzes, ligue um barulho calmo para distrair e evite música alta ou TV.


8. Tente não reagir exageradamente a cada insulto ou tapa. Só porque seu filho está agindo como se fosse primitivo, não significa que você deva fazer o mesmo.


9. Tenha muitas cartas na manga para manter seu filho ocupado. Por exemplo, tenha à mão, atividades que produzem pouca bagunça, como giz de cera com papel e massinha de modelar.


10. Ensine à criança habilidades sociais. ("O amigo pode emprestar a bola se você pedir a ele educadamente com um grande sorriso").


11. Ensine a ele palavras para expressar seus sentimentos: "Você está agindo desse jeito às vezes porque está com fome. Quer um lanche ?"


12. Pratique técnicas de acalmar-se para desenvolver a habilidade de retornar à situação sem explodir.


13. Use a "psicologia reversa" para ajudar seu filho "do contra" quando ele quer fazer exatamente o oposto do que você quer. "NÃO ! Não coma esta maçã, por favor !"

Seis instrumentos básicos


Segundo Dr. Karp, os seis instrumentos básicos para fazer o trabalho do pai/mãe mais fácil (100 vezes mais fácil):


- Mostrar respeito: depois do seu amor, é o que seu filho mais quer;
- Elogiar: elogios ajudam a mudar gentilmente o comportamento do seu filho para melhor;
- Falar através da "porta secreta" da mente do seu filho: crianças pequenas odeiam palestras, mas eles prestam atenção em tudo o que escutam quando não está sendo dito diretamente a eles;
- Desenvolver a auto-confiança da criança: jogos estimulam a auto-confiança;
- Encorajar a paciência: ensine seu filho a esperar - aos poucos;
- Oferecer recompensas: algumas vezes é o que falta para haver mais cooperação.

Como mostrar respeito quando falar com a criança pequena ?

- Sorria, olhe olho no olho;
- Sente-se, ajoelhe ou abaixe-se de modo que seu rosto esteja abaixo do nível da criança;
- Incline-se para a frente, na direção do seu filho;
- Escute-a com interesse, sem interrompê-la;
- Responda-a imediatamente;
- Peça permissão para dar conselhos. Faça isso até com a criança pequena. Ela pode não entender as palavras, mas vai apreciar o tom respeitoso da voz.

"Crianças pequenas prestam mais atenção à nossa linguagem corporal do que às nossas palavras".

"Não se surpreenda se você sentir-se pouco à vontade - quer dizer, um pouco esquisita - quando começar a falar a linguagem infantil - independentemente de onde viva. No começo, a maioria dos pais evita fazer isso na frente dos outros. "Dá vergonha !" (alguns pais praticam sozinhos no banheiro - de frente pro espelho, é ótimo).

Como eu digo, falar calmamente funciona com crianças calmas e tranqüilas. Refletir a intensidade emocional da criança é geralmente necessário para ajudar crianças aborrecidas a sentirem-se respeitadas e compreendidas. Demonstrar compreensão quando a criança está brava transmite a mensagem de que você ainda a ama, mesmo quando ela está nervosa."

Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block
trechos do livro copiados da PR

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

“QUAL A LEI QUE GARANTE O DIREITO AO DISLÉXICO DE FAZER PROVA ORAL?”



A legislação brasileira atual não possui regras específicas para os disléxicos, não havendo, portanto, uma lei em particular garantindo ao disléxico o direito de fazer prova oral, ter um tempo maior para realização de provas ou de que ele não possa ser reprovado.

O que existe são várias leis que, apreciadas em conjunto, possibilitam defender os direitos dos educandos com necessidades especiais, como são considerados os disléxicos.

Aproveita-se para observar que a avaliação de dislexia deve ser realizada através de uma equipe multidisciplinar (psicóloga, fonoaudióloga e psicopedagoga clínica, pelo menos), visto ser a dislexia uma avaliação de exclusão de outras possíveis comorbidades.

Para defender os direitos dos disléxicos é necessário observar a Constituição Federal (art.  208), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei_nº_9.394) (art. 4º), a Resolução_CNE/CEB_nº02 de 11 de dezembro de 2001 (art. 3º, 5º e 8º), o Estatuto da Criança e do Adolescente (arts. 53 e 54), além de outros artigos dessas leis e de outros documentos legais venham a existir, sendo estes os básicos.

Também auxilia nesta questão a Lei Estadual n.º12.524, de 2 de janeiro de 2007, que dispõe sobre a criação do Programa Estadual para Identificação e Tratamento da Dislexia na Rede Oficial de Educação. Esta lei foi aprovada, mas ainda não foi regulamentada, o que impede a sua aplicação.

Os pais podem ainda procurar a Diretoria Regional de Ensino responsável pela escola onde se encontra matriculada a criança disléxica, e, se assim entenderem necessário, efetuar uma queixa contra a escola que não está cumprindo com a sua obrigação de efetuar a inclusão desse educando com necessidades especiais.

São as considerações básicas a serem observadas, de forma genérica, devendo cada caso individual ser analisado para buscar a solução mais adequada.Ricardo Bandeira de Mello, Advogado
Tel./Fax:             00 55 11 3151-3927 begin_of_the_skype_highlighting            00 55 11 3151-3927      end_of_the_skype_highlighting      


http://www.dislexia.org.br/