terça-feira, 24 de maio de 2011

O que é discalculia?

Um grande número de crianças, adolescentes e adultos têm atitudes negativas em relação à matemática. Em muitos casos as atitudes negativas podem estar relacionadas à fobia ou ansiedade matemática, podendo, inclusive, ser atribuídas a experiências traumáticas com a aprendizagem desta matéria.
Uma parcela significativa de crianças em idade escolar apresenta, entretanto, dificuldades persistentes na aprendizagem da matemática. Quando as dificuldades persistentes na aprendizagem da matemática não podem ser atribuidas a fatores extrínsecos, tais como déficits intelectuais, neuromotores ou neurossensoriais, nem a dificuldades emocionais, falta de estimulação ou experiências educacionais inadequadas, é realizado o diagnóstico de transtorno específico de aprendizagem da matemática (CID-010 F81.2) ou discalculia do desenvolvimento.
A discalculia do desenvolvimento compromete cerca de 3% a 6% da população em idade escolar, sendo diagnosticada com base em uma avaliação neuropsicológica criteriosa que exclui a influência primária de fatores extrínsecos. Além da exclusão da influência primária de outras causas, o diagnóstico de discalculia do desenvolvimento exige que o déficit seja grave e persistente.
A gravidade pode ser avaliada por meio de teste padronizados de desempenho escolar, tais como o TDE (Teste de Desempenho Escolar). Diversos critérios podem ser adotados. Geralmente o desempenho deve situar-se abaixo do percentil 5 ou deve haver uma discrepância de dois anos entre o nível de desempenho da criança e a série escolar que ela freqüente. Um outro critério freqüentemente adotado, é que haja uma discrepância de 1 a 2 desvios-padrões entre o desempenho em matemática e a inteligência da criança.
A persistência das dificuldades é caracterizada pela sua observação em dois momentos distintos com um intervalo de pelo menos um ano, ou então, pela ausência de resposta satisfatória a intervenções psicopedagógicas bem planejadas e bem conduzidas.
A discalculia do desenvolvimento deve ser diferenciada de uma outra categoria freqüente utilizada em pesquisas, as dificuldades de aprendizagem em matemática. Muitos pesquisadores investigam o desempenho de crianças com desempenho baixo em matemática, geralmente abaixo do percentil 25 ou até mesmo do percentil 35, sem caracterizar mais precisamente a etiologia e as caracterísitcas cognitivas associadas. Muitas das crianças com dificuldades de aprendizagem da matemática apresentam discalculia, mas nem todas. As pesquisas ainda não identificaram se existem diferenças qualitativas de desempenho aritmético e cognitivo enre as crianças com dificuldades de aprendizagem da matemática e aquelas com discalculia.
A discalculia do desenvolvimento consiste, fundamentalmente em uma dificuldade crônica básica de aprender a aritmetica. Os sintomas geralmente se manifestam já na idade pré-escolar, quando a criança tem dificuldades para aprender a contar, bem como a utilizar outros conceitos numéricos ou relacionados à estimação de quantidades. Além da dificuldade com a contagem a criança pode ter dificuldades com a aprendizagem dos conceitos (quantificadores) de mais e de menos, pouco ou muito, antes e depois, com a aquisição das noções de tempo e, muitas vezes, também com as noções de espaço.
Uma das características principais dos individuos com discalculia é a dificuldade de aprender a tabuada. Algumas crianças simplesmente têm muita dificuldade para memorizar os fatos aritméticos. Estas crianças persistem contando nos dedos, mesmo quando isto não é funcional. Quase todas as crianças aprendem a contar nos dedos. Mas, depois de um certo tempo, a contagem nos dedos é indicativa de dificuldades.
A aritmética é uma área do conhecimento organizada hierarquicamente. A aquisição de novos conhecimentos em aritmética depende da consolidação de conceitos e procedimentos previamente adquiridos. As dificuldades na aquisição dos princípoios da contagem retardam a intuição das operações aritméticas elementares. A adição é inferida a partir da contagem. A adição corresponde a contar dois conjuntos em seqüência. As outras operações são todas derivadas da adição. A multiplicação consiste em uma adição repetida, enquanto a subtração corresponde ao inverso da adição etc. 
A dificuldade na aquisição da tabuada é extremamente incapacitante, muitas vezes impedindo que o indivíduo progrida na aquisição de conceitos e procedimentos mais complexos tais como o valor posiciconal, essencial à aquisição do sistema arábico, ou os algoritmos de cálculo no sistema arábico.
Os dados de pesquisa indicam que a discalculia do desenvolvimento é uma característica intrínseca ao indivíduo e não resultado da ação de outros fatores. Mesmo em famílias vivendo sob condições de privação cultural, econômica e afetiva é possível identificar algumas crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem da aritmética enquanto seus irmãos têm um desempenho adequado. Estudos com gêmeos também mostra que a herdabilidade da habilidade aritmética é alta.
Estudos com indivíduos portadores de síndromes neurodesenvolvimentais mostram que o fenótipo de muitas síndromes adquiridas ou genéticas se caracteriza por dificuldades relativamente específicas na aprendizagem da aritmética. A síndrome fetal alcoólica é a principal causa ambiental de discalculia do desenvolvimento. Por outro lado, as dificuldades de aprendizagem da aritmética fazem parte do fenótipo de diversas doenaçs genéticas, tais como hidrocefalia congênica precocemente tratada, síndrome de Williams, síndrome do sítio frágil do cromossoma X em meninas, síndrome de Sotos, síndrome de Prader-Willi, bem como as síndromes de Turner e velocardiofacial.
Estudos com neuroimagem estrutural e funcional em indivíduos com síndromes cujo fenótipo se caracteriza por discalculia mostram que as dificuldades de aprendizagem da matemática podem ser atribuídas a alterações na conectividade, estrutura e função de regiões do córtex parietal, bilateralmente. As lesões destas áreas do córtex parietal, principalmente o sulco intraprarietal bilateralmente,mas também o giro angular esquerdo, são responsáveis pelo surgimento de acalculia em adultos com lesão cerebral. Ou seja, pela perda da habilidade de processar números e calcular.
Os estudos de neuroimagem funcional em crianças com discalculia do desenvolvimento não-assocaida a síndromes também mostram alterações funcionais em áreas do córtex parietal e suas conexões. Os dados neuropsicológicos, neurocognitivos, a associação com síndromes genéticas e os estudos da herdabilidade das habilidades aritméticas indicam, portanto, que a discalculia do desenvolvimento é uma entidade neurobiologicamente baseada e de origem genética e não uma conseqüência exclusiva da experiência de vida.
A influência de fatores genéticos não exclui a importância de fatores ambientais, tais como a estimulação pela família, a qualidade da educação ou a atitude do indivíduo em relação à matemática. Nos casos de discalculia associada a síndrome a importãncia dos fatores ambientais é menor. Nos casos de discalculia não associados a síndromes, cresce a importância dos fatores experienciais.
Na psicologia e medicina contemporâneas se trabalha com um modelo etiológico denominado epigenético. Ou seja, as características fenotípicas individuais, inclusive suas personalidade e habilidades cognitivas, são o produto de um complexo processo de interação entre influências genética e ambientais. No caso de síndromes genéticas, geralmente são envolvidos um número relativamente reduzido de genes, de um até cerca de três ou quatro dezenas. 
No caso de discalculia não relacionada a síndromes o número de genes envolvivos é muito maior, da ordem de até uma ou duas centenas. Os efeitos de cada um dos genes envolvidos é peqeno, mas os efeitos vão se adicionando ou, até mesmo, interagindo de formas complexas. No caso da discalculia não-relacionada a síndromes a iinfluência da experiência de vida é maior. As influências genéticas podem ser concebidas como fatores de risco que tornam ou indivíduo mais vulnerável a ter uma dificuldade de aprendiazagem. A interação entre os genes e o ambiente atua de forma probabilística na determinação do desfecho final. O fato de um indivíduo ser mais vulnerável a uma dada condição ou comportamento não implica em um determinismo absoluto, apenas em risco. O ambiente pode atuar de diversas formas para reduzir ou amplificar as dificuldades.
O diagnóstico de discalculia do desenvolvimento é extremamente importante. É apenas através do diagnóstico correto que se torna possivel planejar e implementar as intervenções necessárias para prevenir ou minorar as conseqüências negativas da dificuldade em matemática.
A discalculia do desenvolvimento se associa a diversas conseqüências negativas a longo prazo. Os adolescentes com discalculia persistente apresentam maior freqüencia de transtornos externalizantes (hiperatividade, comportamento antisocial) ou internalizantes (sintomas de ansiedade, depressão, baixa auto-estima) de comportamento. 
A dificuldade crônica de aprendizagem desmotiva o indivíduo e contribui para que ele abane precocemente a escola, reduzindo assim sua qualificação acadêmica e profissional. Em adultos jovens foi observado que as dificuldades persistentes com a matemática são preditivas de menor renda e maior probabilidade de desemprego, mesmo quando a habilidade de leitura é estatisticamente controlada.
Os dados de pesquisa disponíveis indicam, portanto, que a discalculia do desenvolvimento é um transtorno que compromete uma parecela expressiva da população em desenvolvimento e economicamente ativa, revestindo-se de enorme potencial para prejudicar o desenvolvimento, bem-estar e realização pessoal.
A fisiopatologia, ou mecanismos pelos quais as disfunções neuromaturativas predispõem o indivíduo a ter dificuldades de aprendizagem da matemáica são o foco de intensas pesquisas no momento. Os dados de pesquisa mostram que a discalculia do desenvolvimento é uma entidade heterogênea, associando-se comorbidamente a uma série de outros transtornos, com diversos mecanismos cognitivos implicados.
Cerca de dois terços das crianças com discalculia apresenta comorbidades, ou seja, a presença simultânea de outras condições neurodesenvolvimentais. As principais comorbidades são com o transtorno do déficit de atenção por hiperatividae (TDAH) e com as dificuldades de aprendizagem da leitura e esrita (dislexia e disgrafia do desenvolvimento). A comorbidade com TDAH indica que déficits nas funções executivas e na memória de trabalho podem ser implicados nas dificuldades. Por outro lado, a associação com dislexia sugere que, em parte, as dificuldades podem ser atribuiveis a deficits no processamento fonológico, principalmente consciência fonêmica.
A discalculia do desenvolvimento tem também uma relação estreita com o transtorno não-verbal de aprendizagem (TNVA). O TNVA compromete cerca de 1% da população em idade escolar e consiste de dificuldades crônicas de aprendizagem caracterizadas por alterações na coordenação motora e processos somatosensoriais, dificuldades visoespaciais e discalculia. As dificuldades no TNVA são atribuíveis a um déficit na capacidade do indivíduo fazer inferências não-verbais que compromete seu desenvolvimento em diversos domínios. Comprometimentos secundários são observados também na área da percepção e auto-regulação emocional e do comportamento e cognição social, constituindo um fator de risco para desadaptação social, incapacidade. O TNVA caracteriza o fenótipo cognitivo das divesas síndromes que incluem a discalculia entre os seus sintomas.
O estudo das comorbidades indica que dificuldades com o controle executivo, memoria de trabalho, habilidades fonológicas e visoespaciasi são todos fatores cognitivos relevantes para a compreensão dos mecanismos cognitivos subjacentes à discalculia. Álém destes mecanismos tradiconalmente identificados, uma hipótese contemporânea é que a discalculia do desenvolvimento pode ser parcialmente ou ao menos em alguns casos atribúivel a um dérficit em um sistema primitivo e não-simbólico de representação de magnitudes (vide post abaixo sobre modelos cognitivos). A pesquisa sobre os mecanismos cognitivos na discalculia é uma questão complexa, desafiadora e extreamente relevante do ponto de vistá prático.
A relevância clínica, educacional e social da discalculia indica que mais pesquisas são necessárias para identificar suas causas, desenvolver métodos de diagnóstico e reconhecimento precoce e, principalmente, programas eficientes de intervenção para reverter ou minorar as dificuldades ou seu impacto. 
O desenvolvimento de métodos de diagnóstico e intervenção eficazes requer uma estreita colaboração entre profissionais de saúde e educadores. As pesquisas sobre diagnóstico e intervenção podem se beneficiar da caracterização dos mecanismos cognitivos e genético-moleculares subjacentes às dificuldades.

Vitor Haase - UFMG

segunda-feira, 23 de maio de 2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Curso de Neuropsicologia aplicada à aprendizagem


04 de junho de 2011



Profª Cristina M. C. Dias 
CREFONO 1- 0553-RJ
• Mestre em Linguistica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro
• Fonoaudióloga com especialização na área de Linguagem e Aprendizagem
• Docente em cursos de graduação e pós-graduação nas áreas de educação e saúde

OBJETIVO
O curso tem por objetivo promover a atualização de profissionais que pretendam aprofundar os seus estudos na área neuropsicológica, para que possam discutir e formular estratégias que potencializem as funções neurocognitivas e facilitem o processo de aprendizagem.

PÚBLICO ALVO
Fonoaudiólogos, pedagogos, psicólogos e docentes na área da saúde e educação.

PROGRAMA
1. Introdução à Neuropsicologia de Luria e Vygotsky;
2. Funções Mentais Superiores e o desenvolvimento da aprendizagem;
3. Transtornos relacionados a aprendizagem;
4. Estratégias que podem potencializar as funções neuropsicológicas da aprendizagem, na prática cínica e educacional.
DATAS - HORÁRIOS – LOCAL
04 de junho de 2011 - 08 às 17h
Local: Auditório do Hospital Belo Horizonte
INVESTIMENTO
a) Profissionais: à vista: R$ 120,00 à prazo: R$ 140,00 (2 x R$ 70,00)
b) Estudantes: à vista: R$ 90,00 à prazo: R$110,00 (2 x R$ 55,00)
INSCRIÇÃO
Fazer depósito na conta FONOHOSP - Banco do Brasil - Agência: 3609-9 Conta Corrente: 18451-9 e enviar ficha de inscrição (dados pessoais, email e tel fixo e cel) juntamente com o comprovante de depósito enviar para o telfax             (31) 34497981      
INFORMAÇÕES: 
Contato: (31) 3449.7980 / 3449.7981 / 9631.2530
E-mail: fonohosphbh@gmail.com.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Letras Espelhadas

Espelhar letras e números é comum no início da alfabetização.
Pesquisando sobre o assunto podemos ajudar os alunos a superar suas dificuldades.

Algumas trocas fazem parte, já que as crianças estão sistematizando suas hipóteses de escrita, porém alguns alunos espelham palavras e frases inteiras. Esta pode ser uma característica de DISGRAFIA. Mas isso não significa que as crianças que espelham letras e números sejam disgráficos! Os especialistas não consideram o ‘espelhamento’ um problema de aprendizagem, dependendo da idade da criança.
A disgrafia típica seria a escrita em espelho, ou escrita espelhada. A criança que escreve em espelho não tem uma representação estável dos traços componentes dos grafemas e possui apenas parte da informação, por isso, produz uma confusão e uma escrita em espelho.

Algumas das possíveis causas são: 

-déficit no domínio da ação;
-da motricidade;
-da organização temporo-espacial;
-dominância manual;
-distúrbios de atenção;
-da memória.
 
As maiores dificuldades são situar as diversas partes de seu corpo, umas em relação às outras, as noções de alto, baixo, frente, atrás e sobretudo, direita e esquerda. Cada letra é percebida isolada e corretamente, mas as relações que a criança estabelece entre elas não são estáveis, dependem do sentido de deslocamento do seu olhar, esquerda-direita, ou vice-versa.

O motivo mais comum para as crianças em fase de alfabetização escreverem espelhado relaciona-se à imaturidade dos neurônios, que ainda não permite à criança um domínio completo de posições e direções espaciais. A lateralidade também pode estar indefinida, impossibilitando o aluno de transferir as noções de direita e esquerda para algo externo a si próprio, no caso, a folha de papel.
A construção da escrita é um dos últimos processos de aprendizagem e um dos mais complexos a ser adquirido pelo homem.

Fonte:artigo escrito por Sintian Schimidt.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Algumas perguntas e respostas... DISLEXIA

O que é a Dislexia?
A Dislexia se caracteriza por problemas na leitura. Quando a pessoa lê, ela pode não entender bem os códigos da escrita. A leitura pode ser lenta, silabada e a pessoa pode ter dificuldades em reconhecer até mesmo as palavras mais familiares.
A Dislexia é inesperada pois não tem uma causa evidente. A pessoa tem inteligência normal e condições adequadas em seu meio e em seu ensino, não apresenta doenças neurológicas ou psiquiátricas e não tem alterações significativas auditivas e visuais.


A dislexia é uma doença?

A dislexia não é considerada uma doença. Pessoas com dislexia apresentam um funcionamento peculiar do cérebro para os processamentos lingüísticos relacionados à leitura. O disléxico tem dificuldade para associar o símbolo gráfico, as letras, com o som que elas representam, e organizá-los, mentalmente, numa seqüência temporal . É uma dificuldade de linguagem inesperada, pois não está relacionada a problemas visuais, auditivos, lesões neurológicas,retardo, problemas psicológicos e sócio culturais.


Toda pessoa disléxica tem sempre problemas na leitura?
O que caracteriza a dislexia é a dificuldade para decodificar os símbolos escritos e reconhecer imediatamente as palavras, tendo como conseqüência dificuldades na compreensão dos textos.


Com que idade pode ser feito um diagnóstico de dislexia? Quais profissionais fazem esse diagnóstico?Podemos suspeitar a presença da dislexia desde cedo, principalmente na época da alfabetização, quando a leitura e escrita são formalmente apresentadas à criança. Um diagnóstico mais preciso é feito a partir da 2ª série, após dois anos de aprendizagem da leitura. Mas havendo sinais de dificuldades nas áreas de linguagem, um atendimento adequado deve ser iniciado antes mesmo da alfabetização.
Os profissionais que podem realizar este diagnóstico são fonoaudiólogos trabalhando junto aos psicólogos especializados no assunto. Quando necessário, podem ser solicitados exames complementares (neurológico, neuropsicológico, processamento auditivo central, neuroftalmológico)


Existem sintomas antes da idade escolar?
Alguns sintomas podem ser observados desde cedo, como dificuldades para se expressar oralmente, dificuldades em identificar rimas e sons nas palavras, compreender o que é falado, dificuldades na orientação de espaço e tempo.


Quais são os direitos de um aluno disléxico perante a lei?
Todas as crianças tem direito fundamental a educação. Verifique no site http://portal.mec.gov.br as páginas abaixo que você poderá ter informações dos direitos de alunos com necessidades especiais.
Parecer CNE/CEB nº 17/2001, aprovado em 3 de julho de 2001 - Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.
Resolução CNE/CEB nº 2/2001, de 11 de setembro de 2001 - Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.


A dislexia pode ser encontrada também no adulto?
A dislexia é um transtorno de linguagem que perdura ao longo da vida, se nasce disléxico. Mediante um grande esforço, adultos podem ter aprendido a conviver com suas dificuldades, e se tiverem feito um tratamento adequado, terão desenvolvido estratégias que compensarão estas dificuldades, facilitando-lhes a vida acadêmica. 
Como uma pessoa com dislexia pode enfrentar a vida acadêmica?
A intervenção terapêutica adequada para o desenvolvimento de estratégias de leitura, realizadas com a ajuda do fonoaudiólogo especializado, são essenciais para o êxito da aprendizagem.
A família tem um papel de grande importância, assim como a escola. Ambos devem conhecer as características do disléxico, respeitando os seus limites e valorizando muito seu potencial.


A criança disléxica pode freqüentar uma escola normal?
E uma escola bilíngüe?

A criança disléxica deve freqüentar a escola regular. É importante que a equipe escolar conheça os aspectos característicos da dislexia, o funcionamento leitor do disléxico e esteja pronta e disponível para atender estas necessidades especiais. A escola bilíngüe não é indicada para uma criança com dificuldades de linguagem, pois ela deverá lidar com vários idiomas simultaneamente, com diferentes estruturas fonéticas e gramaticais, o que tornará mais complexa a aprendizagem da língua escrita.


Como identificar a diferença entre uma criança má alfabetizada ou com dificuldades na aprendizagem e uma criança disléxica?
A criança má alfabetizada, consegue vencer suas dificuldades, até ficarem totalmente superadas. A criança disléxica tem sinais que a acompanharão por toda a vida. Há possibilidade de realizar este diagnóstico diferencial utilizando-se avaliações específicas.

A dislexia é hereditária?
A dislexia de desenvolvimento, aquela que nasce conosco, com freqüência aparece em outros casos familiares. As causas genéticas e distúrbios neuroquímicos estão sendo estudados pelas ciências neurocognitivas.

A dislexia pode ser adquirida?
Se uma pessoa tiver um traumatismo craniano, doenças neurológicas graves ou problemas emocionais severos, ela poderá apresentar um grande transtorno em sua aprendizagem e conseqüentemente na leitura, mas com causa evidente.
É uma dislexia com história clínica diferente da dislexia de desenvolvimento, que nasce com a pessoa e sem motivo aparente. 


domingo, 15 de maio de 2011

Janeiro

Queridas leitoras e queridos leitores, sugiro que leiam os posts do mês de janeiro - são 42 - enquanto não faço novas publicações. Basta clicar...

Obrigada pelas visitas, mensagens e contatos.
Na medida do possível estou respondendo cada e-mail.

Abraços em todos!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pesquisadores estão fazendo progressos em direção ao diagnóstico precoce e o tratamento de dificuldades de aprendizagem

Um pouco controverso, mas vamos pensar?

Tocar piano, para quem começou agora a aprender o instrumento, é uma tarefa intimidante: aprender o movimento certo dos dedos, a forma correta de usar pedal, ler as notas e continuar no ritmo. Para uma criança com problemas de leitura, compreender uma simples palavra pode ser tão desafiador quanto isso.
“As pessoas não entendem que ler é uma habilidade complexa”, diz G. Reid Lyon, líder em pesquisas de políticas educacionais na Universidade Southern Methodist e de pesquisas sobre cognição e neurociência na Universidade do Texas, nos EUA.
As dificuldades de aprendizado podem se manifestar de várias formas, desde uma incapacidade em se compreender números ou textos. Mas as dificuldades de leitura são, de longe, as mais comuns. “Representam cerca de 80% a 90% das dificuldades de aprendizagem”, diz Lyon.
Na última década, os pesquisadores desenvolveram técnicas capazes de detectar estas dificuldades cada vez mais cedo – inclusive na infância – e a criação de intervenções que minimizem seus impactos.
O cérebro do bebê
Por definição, crianças com estas dificuldades não sofrem de problemas intelectuais, sensoriais ou distúrbios emocionais. Elas geralmente têm capacidades normais ou até acima da média em algumas áreas acadêmicas e cognitivas.
Quanto mais cedo se identificar dificuldades de aprendizado em uma criança, melhor. De acordo com Lyon, 17% das crianças que não conseguem melhorar sua leitura até os 9 anos permanecem com esta dificuldade pelo resto da vida. “No entanto, grande parte das intervenções é iniciada após dois ou três anos de alfabetização”, diz o psicólogo Dennis Molfese, da Universidade de Nebraska, nos EUA. “Ou seja, a intervenção tem início quando a dificuldade já está completamente estabelecida”, acrescenta.
Segundo Molfese, nos EUA os programas de intervenção demoraram a serem validados e as escolas ainda oferecem resistência em adotá-los. “Quando uma criança apresenta dificuldades de leitura, a probabilidade de ela permanecer com o problema é grande”, diz.
Iniciar tardiamente o tratamento tem se mostrado pouco eficaz. As crianças não conseguem atingir os níveis de compreensão e leitura que um leitor sem dificuldades consegue, chegando a 80% ou 85% do considerado padrão. “O tratamento funciona até certo ponto, mas a maioria das crianças nunca chegará aos níveis de leitura desejados, podendo nunca desenvolver prazer pela leitura”, diz.
Para resolver esse dilema, Molfese e sua esposa, Victoria Molfese, psicóloga do desenvolvimento especializada em educação infantil na Universidade de Nebraska, desenvolveram um método para identificar em recém-nascidos o risco de desenvolver dificuldades de leitura com uma precisão impressionante.
Em 1985, a dupla publicou no periódico Infant Behavior and Development, que eles haviam identificado padrões das ondas cerebrais infantis que tinham relação com as diferenças nas habilidades de linguagem e tamanho do vocabulário, quando estas crianças atingissem 3 anos de idade. Ao longo dos anos, eles expandiram este trabalho. Em um estudo publicado em 2000, no periódico Brain and Language, eles relataram que podiam prever com 80% de precisão se recém-nascidos poderiam apresentar problemas significativos de leitura aos 8 anos. “Agora, nossa precisão é de até cerca de 99%”, diz Dennis Molfese.
Segundo Molfese, o exame é relativamente simples. São afixados eletrodos no couro cabeludo do bebê para registrar suas ondas cerebrais enquanto ouvem sons de sílabas diferentes, como “ba” e “ga”. Na maioria dos recém-nascidos, há um aumento acentuado na atividade cerebral que ocorre cerca de um quarto de segundo depois de ouvir os sons. “Nos bebês em risco, há um atraso nesta resposta com cerca de mais de um quarto de segundo. É muito fácil ver nos registros de ondas cerebrais”, diz. Os bebês conseguem ouvir normalmente, mas o cérebro processa o som mais lentamente.
O casal espera usar estas descobertas para desenvolver intervenções precoces que possam minimizar ou mesmo prevenir distúrbios de aprendizagem. “Sabemos que a plasticidade do cérebro pode ocorrer nos primeiros anos de vida”, diz Dennis Molfese. “Por que não ‘reprogramar’ logo o cérebro?”.
Para chegar a este ponto, em parceria com pesquisadores da Finlândia, eles estão desenvolvendo um jogo de computador que apresenta os símbolos gráficos com diversos sons. Para jogar, as crianças precisam classificar os símbolos e os sons conforme eles aparecem. Pode-se ainda ajustar as configurações de modo que a diferença entre dois sons se torne cada vez mais ambígua, ajudando a criança a gradualmente conseguir distinguir entre sons similares. “O jogo foi originalmente desenvolvido para as crianças da pré-escola, mas esperamos que possa ser adaptado para crianças ainda menores”, diz Victoria Molfese.
Intervenções efetivas
Enquanto as estratégias de intervenção para bebês e crianças pequenas ainda estão em fase de testes, abordagens que visam a crianças com idade pré-escolar e no jardim de infância começam a ser postas em prática. No entanto, o tema ainda gera dúvidas entre professores e psicólogos. Afinal, qual deve ser o foco deste tratamento?
Durante o Painel Nacional de Alfabetização, convocado em 2009 pelo Instituto Nacional de Alfabetização, apoiado pelo Departamento de Educação dos EUA, do qual Victoria participou, se chegou à conclusão de que as habilidades críticas são a escrita, o conhecimento do alfabeto, as tarefas de nomeação rápida e processamento fonológico (a capacidade de dividir as palavras em sons e sílabas).
Segundo o psicólogo Jack Fletcher, da Universidade de Houston, nos EUA, estas abordagens podem ser extremamente eficazes. “Temos muitas evidências. Muitos estudos de neuroimagem mostram que, se as crianças passam por intervenções eficazes, há uma mudança no funcionamento do cérebro para a leitura”, diz ele.
Resultados
Mesmo com todos estes avanços, os pesquisadores lembram que não há cura para todas as dificuldades de aprendizagem, já que existem níveis diferentes de dificuldades. “Crianças com dificuldade leve podem ter uma recuperação total, com a intervenção adequada. Mesmo em níveis mais graves, o reconhecimento precoce pode ajudar a garantir que as crianças recebam as ferramentas necessárias para gerenciar suas dificuldades”, diz Lyon.
E apesar das evidências de que a intervenção precoce é efetiva, pouco tem sido feito nas escolas, onde o diagnóstico continua sendo tardio. “A tendência é postergar o diagnóstico à espera do fracasso das crianças”, diz Fletcher.
Para Molfese, é necessário haver uma mudança de paradigmas dentro da psicologia como um todo para que se passe a considerar a prevenção nestes casos. Molfese concorda. “A maioria dos Estados realiza testes em recém-nascidos para problemas de audição e para algumas doenças genéticas. Adicionar cinco minutos de teste de ondas cerebrais para avaliar o risco de dificuldades de aprendizagem é fácil e relativamente barato”, diz.
Após três décadas de pesquisa, Victoria está esperançosa, mas sabe que ainda falta um longo caminho a percorrer. “Temos pelo menos mais 30 anos de pesquisas pela frente”, conclui.
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Créditos: este material aparece originalmente em inglês como Catching reading problems early. Copyright © 2010 da American Psychological Association (APA). Traduzido e reproduzido com permissão. A APA não é responsável pela exatidão desta tradução. Esta tradução não pode ser reproduzida ou, ainda, distribuída sem permissão prévia por escrito da APA.

http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2011/04/08

Neurotransmissores: Mensageiros do Cérebro

Quimicamente, os neurotransmissores são moléculas relativamente pequenas e simples. Diferentes tipos de células secretam diferentes neurotransmisores. Cada substância química cerebral funciona em áreas bastante espalhadas mas muito específicas do cérebro e podem ter efeitos diferentes dependendo do local de ativação. Cerca de 60 neurotransmissores foram identificados e podem ser classificados, em geral em uma das quatro categorias.


1) colinas: das quais a acetilcolina é a mais importante;


2) aminas biogênicas: a serotonina, a histamina, e as catecolaminas - a dopamina e a norepinefrina


3) aminoácidos: o glutamato e o aspartato são os transmissores excitatórios bem conhecidos, enquanto  que o ácido gama-aminobutírico (GABA), a glicina e a taurine são neurotransmissores inibidores


 4) neuropeptídeos: esses são formados por cadeias mais longas de aminoácidos (como uma pequena molécula de proteína). Sabe-se que mais de 50 deles ocorrem no cérebro e muitos deles têm sido implicados na modulação ou na transmissão de informação neural

Neurotransmissores importantes e suas funções

Dopamina

Controla níveis de estimulação e controle motor em muitas partes do cérebro. Quando os níveis estão extremamente baixos na doença de Parkinson, os pacientes são incapazes de se mover volutáriamente. Presume-se que o LSD e outras drogas alucinógenas ajam no sistema da dopamina.


Serotonina

Esse é um neurotransmissor que é incrementado por muitos antidepressivos tais com o Prozac, e assim tornou-se conhecido como o 'neurotransmissor do 'bem-estar'. ' Ela tem um profundo efeito no humor, na ansiedade e na agressão.


Acetilcolina (Ach)

A acetilcolina controla a atividade de áreas cerebrais relaciondas à atenção, aprendizagem e memória. Pessoas que sofrem da doença de Alzheimer apresentam tipicamente baixos níveis de ACTH no córtex cerebral, e as drogas que aumentam sua ação podem melhorar a memória em tais pacientes.


Noradrenalina

Principalmente uma substância química que induz a excitação física e mental e bom humor. A produção é centrada na área do cérebro chamada de locus coreuleus, que é um dos muitos candidatos ao chamado centro de "prazer" do cérebro. A medicina comprovou que a norepinefrina é uma mediadora dos batimentos cardíacos, pressão sanguínea, a taxa de conversão de glicogênio (glucose) para energia, assim como outros benefícios físicos.


Glutamato

O principal neurotransmissor excitante do cérebro, vital para estabelecer os vínculos entre os neuroônios que são a base da aprendizagem e da memória a longo prazo.


Encefalinas e Endorfinas

Essas substâncias são opiáceos que, como as drogas heroína e morfina, modulam a dor, reduzem o estresse, etc. Elas podem estar envolvidas nos mecanismos de dependência física.


Afinal, o que é uma sinapse??

A sinapse típica, e a mais frequente, é aquela na qual o axônio de um neurônio se conecta ao segundo neurônio através do establecimento de contatos normalmente de um de seus dendritos ou com o corpo celular. Existem duas maneiras pelas quais isso pode acontecer: as sinapses elétricas e as sinapses químicas.



A sinapse elétrica

A maioria das sinapses dos mamíferos são sinapses químicas, mas existe uma forma simples de sinapse elétrica que permite a transferência direta da corrente iônica de uma célula para a célula seguinte. As sinapses elétricas ocorrem em locais especializados chamados junções. Elas formam canais que permitem que os ions passem diretamente do citoplasma de uma célula para o citoplasma da outra. A transmissão nas sinapses elétricas é muito rápida; assim, um potencial de ação no neurônio pré-sináptico, pode produzir quase que instantaneamente um potencial de ação no neurônio pós-sináptico. Sinapses elétricas no sistema nervoso central de mamíferos, são encontradas principalmente em locais especiais onde funções normais exigem que a atividade dos neurônios vizinhos seja altamente sincronizada. Embora as junções sejam relativamente raras entre os neurônios de mamíferos adultos, eles são muito comuns em uma grande variedade de células não neurais, inclusive as células do músculo liso cardíaco, células epiteliais, algumas células glandulares, glia, etc. Elas também são comuns em vários invertebrados.

A sinapse química



Nesse tipo de sinapse, o sinal de entrada é transmitido quando um neurônio libera um neurotransmissor na fenda sináptica, o qual é detectado pelo segundo neurônio através da ativação de receptores situados do lado oposto ao sítio de liberação. Os neurotransmissores são substâncias químicas produzidas pelos neurônios e utilizadas por eles para transmitir sinais para outros neurônios ou para células não-neuronais (por exemplo, células do músculo esquelético, miocárdio, células da glândula pineal) que eles inervam.
A ligação química do neurotransmissor aos receptores causa uma série de mudanças fisiológicas no segundo neurônio que constituem o sinal. Normalmente a liberação do primeiro neurônio (chamado pré-sináptico) é causado por uma série de eventos intracelulares evocados por uma despolarização de sua membrana, e quase que invariavelmente quando um potencial de ação é gerado.

O que dispara a liberação de um neurotransmissor?
Algum mecanismo deve existir através do qual o potencial de ação causa a liberação do transmissor armazenado nas vesículas sinápticas para a fenda sináptica.
O potencial de ação estimula a entrada de Ca2+, que causa a adesão das vesículas sinápticas aos locais de liberação, sua fusão com a membrana plasmática e a descarga de seu suprimento de transmissor. O transmissor se difunde para a célula alvo, onde se liga à uma proteína receptora na superfície externa da membrana celular. Após um breve período o transmissor se dissocia do receptor e a resposta é terminada. Para impedir que o transmissor associe-se novamente a um receptor e recomece o ciclo, o tranmissor, ou é destruído pela ação catabólica de uma enzima, ou é absorvido, normalmente na terminação pré-sináptica. Cada neurônio pode produzir somente um tipo de transmissor. 
Categorias de sinapses químicas
Sinapses excitatórias
Sinapses excitatórias causam uma mudança elétrica excitatória no potencial pós-sináptico (EPSP). Isso acontece quando o efeito líquido da liberação do transmissor é para despolarizar a membrana, levando-o a um valor mais próximo do limiar elétrico para disparar um potencial de ação. Esse efeito é tipicamente mediado pela abertura dos canais da membrana (tipos de poros que atravessam as membranas celulares para os íons cálcio e potássio.
Sinapses inibitórias
As sinapses inibitórias causam um potencial pós-sináptico inibitório (IPSP), porque o efeito líquido da liberação do transmissor é para hiperpolarizar a membrana, tornando mais difícil alcançar o potencial de limiar elétrico. Esse tipo de sinapse inibitória funciona graças à abertura de diferentes canais de ions na membranas: tipicamente os canais cloreto (Cl-) ou potássio (K+).
Sinapses no sistemas nervoso central
Diferentes tipos de sinapses podem ser diferenciados pelo critério de qual parte do neurônio é pós-sináptico em relação ao axônio teminal. Se a membrana pós-sináptica está em um dendrito, a sinapse é chamada axo-dendrítica. Se a membrana pós-sinpática está no corpo celular, a sinapse é chamada axo-somática. Em alguns casos a membrana pós-sináptica está em um outro axônio, e essas sinapses são chamadas axo-axônicas. Em determinados neurônios especializados, os dendritos formam, na realidade, sinapses entre si, essas são as chamadas sinapses dendro-dendríticas.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

XVI CURSO - DARV - DISLEXIA DE LEITURA





A Fundação Hospital de Olhos (FHO) foi criada há 22 anos com o objetivo de promover pesquisas e projetos sobre a visão bem como oferecer auxílio no rastreamento de problemas visuais, especialmente de crianças e adultos em fase escolar. Esta longa trajetória fez com que os membros da Instituição convivessem com os Distúrbios de Aprendizado Relacionados à Visão, cujos destaques são Sindrome de Irlen e Dislexia - que segundo dados da ABD tem uma incidência de 5 a 17% na população brasileira. Para discutir o tema e orientar profissionais que lidam diretamente com os portadores desses distúrbios a FHO promoverá nos dias 28,29 e 30 de julho de 2011 a XVI edição do Curso de Dislexia de Leitura - Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão. No seu quarto ano o projeto será marcado pela consolidação da Rede de Screeners - com aproximadamente 1300 (mil e trezentos) integrantes distribuídos em todas as regiões brasileiras.

Os membros da Rede Habilitada – chamados, na linguagem técnica, de Screeners - são capacitados e orientados a identificarem portadores de distúrbios de aprendizagem relacionados à visão. Esses profissionais passam a integrar, também, a rede mundial do Instituto Irlen - que está presente em mais de 42 países e conta com mais de 4.000 educadores. O Método Irlen é aplicado no Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães há 5 anos. A metodologia de ensino e a forma de assistência aos casos foram revistos pela equipe do Hospital de Olhos, e, deste modo, foram correlacionados ao que há de mais novo nos estudos da Neurovisão e Oftalmologia. Os participantes, ao final do curso, contam com a certificação para a aplicação dos testes, divulgação de seus dados profissionais no portal www.dislexiadeleitura.com.br, além de terem acesso a conteúdos exclusivos sobre dislexia, visão, saúde e aprendizado, cursos periódicos de enriquecimento e apoio na divulgação da metodologia em sua região.

Mais informações (31)3289-2024 


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