domingo, 17 de julho de 2011

O primeiro livro da criança sobre psicoterapia

RECOMENDADÍSSIMO!

Para ler com seu (sua) filho(a)...




Destina-se a crianças para as quais a psicoterapia está sendo considerada. Você pode lê-lo para seu filho, ou, se a criança já sabe ler, ela mesma pode lê-lo com sua ajuda. Geralmente existem muitas perguntas sobre o tratamento psicológico de uma criança pequena: O que é ludoterapia? O que acontece numa sessão? Como ela funciona? Por que as crianças fazem terapia? Este livro responde essas questões do ponto de vista do pequeno paciente.


sábado, 16 de julho de 2011

As separações e a crise dos oito meses

Para Kelly...


Tradução de um trecho do capítulo O Choro e as Separações do livro The Science of Parenting de Margot Sunderland. Esse livro foi premiado em 2007 pela Academia Britânica de Medicina como o melhor livro de medicina popular. Não é um simples livro de conselhos para pais, mas sim um livro que, baseado em mais de 800 experimentos científicos, explica o que a ciência nos diz sobre como os diferentes tipos de criação afetam os nossos filhos.


Quando o bebê chega aos seis ou oito meses de idade, começa a operar a angústia da separação que, geralmente, continua a se manifestar de uma forma ou outra até os cinco anos. Em breve o bebê começa a sentir pânico quando não vê sua mãe. É preciso levar a sério a intensidade dos seus sentimentos. A mãe é o seu mundo, é tudo para o bebê, representa sua segurança.

Um pouco de compreensão

O bebê não está “chatinho” nem “grudento”. O sistema de angústia da separação, localizado no cérebro inferior está geneticamente programado para ser hipersensível. Nos primeiros estágios da evolução era muito perigoso que o bebê estivesse longe da sua mãe e, se não chorasse para alertar seus pais do seu paradeiro, não conseguiria sobreviver. O desenvolvimento dos lóbulos frontais inibe naturalmente esse sistema e, como adultos, aprendemos a controlá-lo com distrações cognitivas.

Se você não está, como ele sabe que você não foi embora para sempre?

Você não pode explicar que vai voltar logo, porque os centros verbais do seu cérebro ainda não funcionam. Quando ele aprender a engatinhar, deixe-o segui-la por todas as partes. Sim, até ao banheiro.
Livrar-se dele ou deixá-lo no cercadinho não só é muito cruel, também pode produzir efeitos adversos permanentes. Ele pode sentir pânico, o que significa um aumento importante e perigoso das substâncias estressantes no seu cérebro.

Isso pode resultar em uma hipersensibilização do seu sistema de medo, o que lhe afetará na sua vida adulta, causando fobias, obsessões ou comportamentos de isolamento temeroso. Pouco a pouco, ele vai sentir-se mais seguro da sua presença na casa, principalmente quando comece a falar.

A separação aflige as crianças tanto quanto a dor física

Quando o bebê sofre pela ausência dos seus pais, no seu cérebro ativam-se as mesmas zonas que quando sofre uma dor física. Ou seja, a linguagem da perda é idêntica à linguagem da dor. Não tem sentido aliviar as dores físicas, como um corte no joelho e não consolar as dores emocionais, como a angústia da separação. Mas, tristemente, é isso o que fazem muitos pais. Não conseguem aceitar que a dor emocional de seu filho é tão real como a física. Essa é uma verdade neurobiológica que todos deveríamos respeitar.

Às vezes, impulsamos nossos filhos a ser independentes antes do tempo

Nossas decisões como padres podem empurrar nossos filhos a uma separação prematura. Um exemplo seria enviá-los a um internato (1) pequenos demais. As crianças de oito anos ainda podem ser hipersensíveis à angústia da separação e ter muita dificuldade em passar longos períodos de tempo longe dos seus pais. Sua dor emocional deve ser levada a sério. O Sistema GABA do cérebro é sensível âs mais sensíveis mudanças do seu entorno, como a separação de seus pais. Estudos relacionam a separação a pouca idade com alterações desse sistema anti-ansiedade.

As separações de curto prazo são prejudiciais

Alguns estudos detectaram alterações a longo prazo do eixo HPA do cérebro infantil devido a separações curtas, quando a criança fica aos cuidados de uma pessoa desconhecida. Esse sistema de resposta ao estresse é fundamental para nossa capacidade de enfrentar bem o estresse na vida adulta. É muito vulnerável aos efeitos adversos do estresse prematuro. Os estudos com mamíferos superiores revelam que os bebês separados de suas mães deixam de chorar para entrar num estado depressivo.

Param de brincar com os amigos e ignoram os objetos do quarto. À hora de dormir há mais choro e agitação. Se a separação continuava, o estado de auto-absorção do filho se agravava e lhe conduzia à letargia e a uma depressão mais profunda.
Pesquisas realizadas nos anos setenta demonstraram que alguns bebês cuidados por pessoas desconhecidas durante vários dias entravam em um estado de luto sofriam de um trauma que continuava a afligir-lhes anos depois. Os bebês estudados estavam sob os cuidados de adultos bem intencionados ou em creches residenciais durante alguns dias. Seus pais iam visitá-los, mas basicamente, estavam em mãos de adultos que eles não conheciam.
Um menino que se viu separado de sua mãe durante onze dias deixou de comer, chorava sem parar e se jogava ao chão desesperado. Passados seis anos, ele ainda estava ressentido com sua mãe. Os pesquisadores observaram a inúmeras crianças que haviam sido separadas de seus pais durante vários dias e se encontravam em estado de ansiedade permanente. Muitos passavam horas imóveis, olhando a porta pela qual havia saído sua mãe. Aquele estudo, em grande parte gravado em filme, mudou no mundo inteiro a atitude em relação às crianças que visitam suas mães no hospital.

Mas, não é bom o estresse?

Algumas pessoas justificam sua decisão de deixar o bebê desconsolado como uma forma de “inoculação de estresse”. O que significa apresentar ao bebê situações moderadamente estressantes para que aprenda a lidar com a tensão. Aqueles que afirmam que os bebês que choram por um prolongado período de tempo só sofre um estresse moderado estão enganando a si mesmos.

(1) Nota da tradutora: a autora é inglesa e o sistema de internato é muito comum no Reino Unido.


http://maternarconsciente.blogspot.com/2011/04/as-separacoes-e-crise-dos-oito-meses.html

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mapa da pesquisa confiável na internet

1. Identificar a informação confiável
Algumas pistas que indicam se a informação é digna de crédito estão no próprio texto. A primeira delas: o autor está identificado? Se está, é sinal de que ele se responsabiliza pelo que escreveu. Verifique também se a pessoa é especialista no tema. Notoriedade não garante a veracidade, mas transmite mais respaldo ao escrito.
Quando o assunto é Educação, uma busca pelo currículo acadêmico na Plataforma Lattes ajuda a mostrar o que, de fato, o autor produziu. Outro caminho é verificar o cuidado no uso da língua. "Um site que não respeita as regras básicas do idioma demonstra desleixo com a apresentação dos dados", diz Luciana Maria Allan, diretora-técnica do Instituto Crescer, em São Paulo, entidade especializada em estratégias de aprendizagem no mundo digital.
Confira também as provas de veracidade da informação, que demonstram a autenticidade do que se diz: há relatos e testemunhos? Os entrevistados têm nome e sobrenome ou estão escondidos sob expressões como "especialistas afirmam"? Por fim, é preciso atentar à data de publicação. Mesmo acontecimentos históricos estão sujeitos a revisões e a novas descobertas, o que pode invalidar explicações antigas. 
2. Avaliar a qualidade das opiniões
Fala-se muito na necesidade de distinguir informação de opinião. Mas, na prática, essa é uma tarefa das mais difíceis, já que a linha que separa uma coisa da outra, na maioria dos textos, não existe. "Quem redige toma decisões em larga medida subjetivas, influenciadas por suas posições pessoais, seus hábitos e suas emoções", reconhece o Manual da Redação do jornal Folha de S.Paulo. Ainda assim, vale evitar textos fortemente adjetivados.
Como regra, opiniões devem estar baseadas em argumentos e evidências. Perceber os interesses do autor também é fundamental. É ingênuo pensar, por exemplo, que um fabricante de remédios trará dados imparciais sobre seus produtos. Sobre o posicionamento do autor, note o seguinte: ele se distancia das fontes com expressões como "segundo" e "de acordo com"? Abre espaço para opiniões contrárias, contestações e dúvidas sobre as conclusões? Em debates polêmicos ou em questões não plenamente desvendados pela ciência, isso é essencial.
3. Questionar o primeiro resultado do Google
Os detalhes de como o Google ranqueia os sites durante uma busca são mantidos em sigilo. Sabe-se que a lista se baseia numa fórmula com dezenas de variáveis, como o número de acessos e a quantidade de links apontando para a página. Como a confiabilidade não é uma preocupação central, algumas empresas contratam especialistas em programação para turbinar sua posição na lista.
A revista Exame de 6 de abril ilustrou essas artimanhas com um exemplo: ao digitar "cirurgia plástica" no Google, o site de Ivo Pitanguy - uma das maiores autoridades na área - aparece apenas no final da terceira página de resultados. No topo, médicos em início de carreira e empresas que financiam intervenções estéticas.
Moral da história: o primeiro nem sempre é o melhor, muito menos o mais crível. Para encontrar o que se deseja, pode ser necessário clicar em várias páginas - ou, ainda, refinar a forma como se busca a informação.
4. Extrair o máximo de sua pesquisa
O próprio Google ensina a sofisticar suas investigações. Na página inicial, se você clicar em "pesquisa avançada", encontrará opções de busca com todas as palavras digitadas, apenas no idioma escolhido, por tipo de arquivo (.doc, .pdf) e assim por diante. Na maioria das vezes, não é preciso ir tão longe. Basta digitar as palavras buscadas entre aspas - a pesquisa só trará páginas em que elas apareçam juntas.
Para dar uma ideia, os termos Educação especial, sem aspas, retornam 6 milhões de resultados. Com elas, "apenas" 1,1 milhão. Outra estratégia é filtrar os resultados pelos sites que você já sabe que são confiáveis.
A forma mais simples de fazer isso é digitar a expressão entre aspas e, em seguida, o nome do site. Por exemplo, a busca "Jean Piaget" "nova escola" retorna principalmente reportagens da revista sobre o pesquisador suíço.
5. Usar a Wikipédia com sabedoria
Não dá para ignorar a utilidade da Wikipédia, mas é preciso utilizá-la com cuidado. Como são os próprios internautas que alimentam seu conteúdo e não existe uma checagem oficial feita pelo site, pode haver informações erradas. Para se prevenir, a enciclopédia desenvolveu uma política de verificabilidade, cujo preceito principal é que os verbetes devem conter as referências de onde a informação foi tirada - revistas, jornais, periódicos científicos etc.
Quando os artigos não possuem essas citações (indicadas no fim da página como "notas e referências"), internautas podem sinalizá-los com uma marcação antes do texto: "Esta página ou seção não cita nenhuma fonte ou referência". Olho aberto para artigos com esse e outros símbolos, como "artigo controverso" (para textos excessivamente parciais) e "artigo ou seção que podem conter informações desatualizadas".
Para saber como determinado verbete chegou à sua forma atual, clique em "ver histórico", na parte superior da tela, onde estão todas as mudanças feitas no texto.
6. Recorrer a bases e fontes conhecidas
A palavra-chave aqui é a checagem da informação. Se ela está na base de dados de uma universidade ou faz parte de uma publicação acadêmica, provavelmente passou pelo crivo de especialistas no tema. Se está num meio de comunicação respeitado, passou ao menos pela checagem do editor.
Lúcio França Telles, professor da Universidade de Brasília (UnB), alerta para o uso do popular Yahoo Respostas, em que os textos dos internautas não passam por nenhuma conferência. Melhor recorrer ao Google Acadêmico, que busca resultados apenas em livros e periódicos universitários, ao Scielo e ao portal de periódicos da Capes, bibliotecas virtuais com artigos, livros, enciclopédias e obras de referência.
Para os alunos, vale indicar a respeitável Enciclopédia Britannica. Não custa lembrar ainda que, quando o assunto da busca é Educação, o nosso site é um grande aliado.


http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/mapa-pesquisa-confiavel-internet-tecnologia-629250.shtml?page=1

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O QUE É O PROCESSAMENTO FONOLÓGICO E O QUE ELE TEM A VER COM A LEITURA?

            O processamento fonológico é um dos componentes da linguagem. Podemos dizer que ele é o elemento mais básico da linguagem. O processamento fonológico é a capacidade que nós possuímos de perceber e manipular os sons da fala. Este perceber não é o mesmo que ouvir, pois crianças com déficits no processamento fonológico ouvem muito bem, o que elas não conseguem é identificar os fonemas, ou seja, as pequenas unidades de som com que são formadas as palavras.
            Por exemplo, sabemos que a palavra BOLA tem 4 sons: /b/ /ó/ /l/ /a/. Da mesma forma, a palavra CHÁ tem 2 sons distintos: /x/ e /á/.
            Crianças com déficits no processamento fonológico têm muita dificuldade em perceber os fonemas. Elas ouvem a palavra como um bloco único ou dividido em partes maiores. Ao ouvir a palavra SOL, a ouvem como um único som, não percebendo que, na realidade, são 3 sons distintos que se associam para formar a palavra.
            A consciência fonológica é crucial para o aprendizado da escrita e da leitura. O desenvolvimento desta habilidade ocorre sem esforço por parte da maioria das pessoas, mas ocorre de forma deficiente em crianças disléxicas.
Uma coisa importante é que a consciência fonológica pode ser ensinada para as crianças que não a desenvolvem naturalmente e com isto é possível prevenir ou remediar muitos aspectos da dislexia.


 Jordano Copetti

domingo, 10 de julho de 2011

Palestras - Atenção! Vale a pena!

No dia 13 de julho, 4a. feira,  duas palestras especialíssimas, promovidas pelo curso de Pós em Neurociências, acontecerão no SINEP-MG, à Rua Araguari 644 - Bairro Barro Preto - Belo Horizonte-MG.

A programação é a seguinte:

Das 18h30min às 20h30min:
·  "Criatividade e aprendizagem para um disléxico, discalcúlico e distraído..." - Palestrante: Prof. Hélio Magri Filho, especialista em problemas na aprendizagem, do Rio Grande do Sul, cuja presença está CONFIRMADA.

Das 20h30min às 22 horas:
·  "Trantorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade: mitos e verdades; desafios e soluções". (Com notícias do Congresso Mundial de TDAH, ocorrido em Berlim, no mês passado) - Palestrante: Profa. Lucília Panisset, Dra. 
(LEMBRETE: vale a pena inscreverem-se logo, porque as vagas são limitadas a 40 lugares.)

INVESTIMENTO: R$50,00
Informações sobre como se inscrever: pelo endereço lupanisset@gmail.com 

Psicopedagoga Profa. LUCÍLIA PANISSET, Dra.
Coordenadora Acadêmica
Pós-graduação em Neurociências e Psicanálise Aplicadas à Educação
Faculdade São Camilo / SINEP-MG
           

quinta-feira, 7 de julho de 2011

40 sites que divertem e ensinam

Seu filho faz parte da chamada "geração Y". Também conhecida como geração da Internet, ela é composta por nascidos depois da década de 80 e tem como principal característica o seu crescimento em uma época de grandes avanços tecnológicos. Isso quer dizer que o computador faz ou fará parte da rotina dele (como a TV talvez tenha feito da sua). "As crianças e os adolescentes de hoje são nativos do computador e da internet. Já os adultos são imigrantes. São relações muito diferentes", afirma a Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora do Centro Universitário UniÍtalo e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo.

Um dos principais símbolos dessa nova geração é justamente a internet. Seja ela via computador, seja via celular. A pesquisa Kids Expert 2008, encomendada pelo canal infantil Cartoon Network, mostra que 60% das meninas entre 7 e 15 anos ficam entre 30 minutos e quatro horas por dia conectados. Entre os meninos, o percentual é de 55%. Mais de 6 500 crianças foram entrevistadas no ano passado.

E o que essas crianças e esses adolescentes fazem na rede? Essa mesma pesquisa mostrou que eles passam boa parte do tempo em programas de mensagens instantâneas e redes sociais, como Orkut e Facebook, conversando com amigos e visitando álbuns de fotos - passatempos que não necessariamente acrescentam algo à formação intelectual.

O tempo passado na Internet pode ser voltado para o aprendizado e a aquisição de conhecimentos. Há diversos sites que incentivam o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, ampliando o seu universo cultural. Combinando informação com diversão, eles são, também, um excelente passatempo, que podem entreter e divertir os jovens. "Há conteúdos muito ricos na internet, para todas as idades. Acessando sites adequados para a faixa etária, crianças e adolescentes poderão aproveitar o que há de melhor na rede", diz Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.

É justamente por isso que os pais devem participar mais dessa navegação, dessa exploração do mundo, orientando os filhos e fazendo uma mediação durante os momentos em que ele usa o computador. Mesmo em sites seguros, de conteúdo educativo, pode haver "falha" na segurança. Sites voltados para crianças com comunidades que possibilitam a interação entre os internautas, por exemplo, precisam de moderação e de um bom sistema de cadastro. "Um dos maiores perigos da internet é a pedofilia. Em comunidades e sites de relacionamento, as crianças correm risco de se relacionar com pessoas mal intencionadas", alerta a educadora Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania.

Outra recomendação das educadoras é que os pais atentem ao excesso de publicidade em determinadas páginas - há um projeto de lei em tramitação no Congresso que proíbe qualquer tipo de comunicação mercadológica voltada para crianças. "O apelo ao consumo por parte das crianças é algo condenável", afirma Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP. Também é bom prestar atenção no tempo passado em frente ao computador. "É preciso evitar que o computador se transforme em uma babá eletrônica. Ele deve ser apenas um dos muitos recursos usados na Educação de crianças e adolescentes", recomenda Helena Cortês.

A equipe do Educar para Crescer fez uma lista de sites educativos para crianças e adolescentes e solicitou a avaliação de cinco especialistas em Educação:
  • Adriana Bruno, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS 
  • Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania
  • Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP 
  • Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora do Centro Universitário UniÍtalo e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo
Veja a seleção de sites para crianças e adolescentes avaliados pelas educadoras. Preste atenção às recomendações e divirta-se com o seu filho!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Como proteger seus filhos



Gavin de Becker

Todos os pais enfrentam os mesmos desafios quando se trata da segurança de seus filhos: em quem confiar; o que temer e como agir em caso de perigo.


Neste livro, Gavin de Becker ajuda os pais a lidarem com as seguintes questões:
  • Como educar meus filhos como pessoas capazes de garantir sua própria segurança?
  • Qual é a melhor maneira de preparar meus filhos para sairem sozinhos?
  • O que devo fazer se meus filhos se perderem num lugar público?
  • Como posso falar sobre riscos com meus filhos sem assustá-los?
  • O que meus filhos adolescentes precisam saber para garantir a sua segurança?
  • Quais são os limites que devo impor a meus filhos para garantir sua segurança?
  • Como identificar agressões sexuais?
  • E, finalmente, diante de todas essas questões, como posso diminuir as minhas preocupações?


Criança mais segura!! Perguntas e respostas

 Ter vários amigos no MSN, YAHOO MESSENGER, GOOGLE, ICQ, TWITTER, entre outros, significa que sou uma pessoa popular no meio virtual e que posso confiar minhas informações pessoais a todos esses amigos?
Cuidado! Quantidade não é sinônimo de qualidade. Certifique-se com quem está falando. Nunca adicione um suposto amigo, sem antes, realmente procurar informações a respeito de quem ele seja. Pergunte algo que só ele saberia, pois mesmo quando você já o conhece há tempos pode ter outra pessoa usando o perfil ou nome dele, se fazendo passar por ele.

Pessoas mal intencionadas e criminosas podem tentar se aproximar através deste tipo de comunicação, apresentando-se como "amigo", e até mesmo dizendo que possui idade semelhante, para adquirirem confiança das vítimas e praticarem seus crimes.
É legal ter amigos e poder adicioná-los, mas, procure pesquisar antes qual o tipo de amigo que está querendo falar com você. Selecione suas amizades digitais.
O que acontece quando divulgo minhas informações pessoais em sites de relacionamentos, blogs e comunicadores instantâneos?
Todas as pessoas que fazem parte da sua rede de relacionamentos e até mesmo as que não fazem, poderão ter acesso as suas informações, o que permitirá que você possa ser identificado e até mesmo encontrado facilmente. 
Informação é essencial quando se quer praticar um seqüestro por exemplo. Por isso, evite divulgar conteúdos relacionados a rotina, endereço onde mora, endereço onde estuda, renda familiar e outras situações que possam lhe deixar exposto demais.

A Webcam pode colocar em risco a integridade de quem a utiliza?
Sem dúvida alguma. Quando se utiliza a Webcam para falar com pessoa que você não tenha certeza de quem seja, você corre o risco de que façam "print´s" de sua imagem e que as mesmas sejam exibidas em comunicadores ou blogs, com o intuito de tumultuar sua vida. Por isso, evite se "exibir em situações íntimas demais" perante uma webcam. Você nunca sabe onde esta imagem irá parar. O mesmo se aplica ao celular. Seja cuidadoso!

Posso participar de sites de relacionamentos do tipo Orkut, Facebook, MySpace, Linkedin e Twitter?
Sim, claro! Através de redes sociais e comunicadores instantâneos é possível adquirir conhecimentos, fazer amigos, conhecer lugares e culturas diferentes, porém, é necessário ter cautela ao participar desses ambientes eletrônicos. No entanto, sempre observe a idade mínima estabelecida pelo termo de uso do serviço.

Faça bom uso destes ambientes, escolha bem em quais vai participar. Existem muitas comunidades que são criadas para denegrir a imagem de diversas pessoas e empresas. Caso participe de uma comunidade deste tipo, você e seus pais também podem ser responsabilizados. Seus pais acabam tendo que pagar a conta, pois se você é menor de idade, são eles os seus responsáveis legais.
Não participe de comunidades ou blogs relacionados a práticas criminosas ou cujos conteúdos possam de algum modo gerar danos a terceiros.
Posso publicar fotos em sites de relacionamentos?
Pode, mas cuidado principalmente com fotos publicadas em poses sensuais ou em situações constrangedoras. Você poderá ter sua imagem copiada e divulgada por terceiros, tornando-se alvo de humilhações, o que poderá trazer prejuízos irreparáveis a sua reputação. Depois que um conteúdo é colocado na internet, não há mais como tirá-lo totalmente do ar. É difícil o arrependimento digital, e isso pode ficar por anos.

Se alguém usar meu computador ou e-mail para praticar uma ofensa a outra pessoa, eu serei responsável? E meus pais?
Como o computador usado é o seu ou então a mensagem será enviada do seu próprio e-mail, você se torna o primeiro e principal suspeito, e muitas vezes, é difícil provar a inocência nestes casos. Pois a máquina vai testemunhar que foi você, e se sua responsabilidade não for por ação, poderá incorrer por omissão, por ter sido negligente.

Caso você ainda não tenha 18 anos poderá responder criminalmente pelo Ato Infracional praticado (no caso, um ato Infracional contra a honra, similar ao crime de mesmo nome) previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, e seus pais ou responsáveis poderão responder civilmente pelos danos causados, ou seja, terão que pagar a conta do prejuízo.
Não se esqueça de:
·                                 Sempre encerrar a sessão ao terminar de utilizar seus e-mails, sites de relacionamentos, blogs, etc. e,
·                                 Não forneça sua senha para outras pessoas, nem por prova de amor ou amizade.
Proteja sua senha, pois ela é sua identidade digital!
Qual o melhor lugar para instalar o computador?
Depende de qual o grau de cultura de uso seguro do computador os integrantes da família já possuem. Independente de estarmos em uma época mais digital e tecnológica, é natural que o jovem, o adolescente, queira ousar, testar os limites, e caberá sempre aos pais orientar sobre a dose certa conforme a idade. Quando o filho já é mais responsável e respeitador das regras da casa, pode lhe ser dada maior autonomia, devido à confiança que ele já demonstrou. Mas é preciso testar e demonstrar esta confiança. Por isso, se é o primeiro computador da família, ou se quem será seu usuário não está ainda muito bem instruído sobre uso seguro, é preferível que o mesmo seja colocado em um local mais público da casa, e não apenas dentro do quarto isolado, para se ter mais acesso, (ex: sala) para que possa haver um certo controle com relação ao tempo que seu filho permanece no computador e o que ele faz durante esse período.

Não é proibir, mas sim ensinar a usar da forma correta e aprender dentro de casa, com amor e carinho é melhor do que com estranhos, na rua.
Liberdade requer responsabilidade!
Posso fotografar quem eu quiser com a câmera do meu telefone e ainda publicar essas imagens na Internet?
Você não pode fotografar as pessoas sem pedir sua autorização.

Se você tirar fotos ou filmar pessoas sem autorização, estará violando o direito de imagem destas pessoas.
Evite fazer uso de imagens que você não sabe se pode dar problema, por isso, quando há autorização, tem-se a certeza de que não haverá qualquer tipo de transtorno. E mesmo estando autorizado, respeite o limite do bom senso e da boa-fé, não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você, não abuse do direito que lhe foi dado, não ridicularize os outros.
Mas e se eu tirar fotos minhas?
Você pode tirar fotos suas e enviar a seus amigos ou colocá-las na Internet. No entanto, se você é menor de idade, precisará do consentimento dos seus pais, visto que cabe a eles verificar o que é melhor para você, mesmo sendo suas próprias fotos. Muitas vezes uma criança ou jovem não consegue ver o perigo, a conseqüência, o risco, por isso é uma responsabilidade de seus pais, e se os mesmos não são presentes na sua vida digital, podem ser responsabilizados por esta omissão. Na dúvida, pergunte antes para eles, para evitar situações desagradáveis. Compartilhe, consulte seus pais também e não só os buscadores da Internet. Pois são seus pais que estarão ao seu lado para lhe ajudar sempre que precisar.

Posso baixar arquivos em meu computador mesmo sabendo que eles não são autorizados ou não têm origem conhecida?
Cuidado ao pegar conteúdos na internet, especialmente jogos, filmes e músicas. É comum os mesmos não estarem autorizados para cópia gratuita, e cabe ao titular do direito autoral permitir isso, ou não. Se você tiver dúvidas sobre a origem do arquivo, evite-o. O barato pode sair caro. Não é porque está publicado na Internet que está em domínio público (sem ter que ser pago o direito autoral). Imagine se fosse algo seu, você iria gostar que pegassem sem sua autorização? Se puder, verifique junto ao site a origem, envie um email perguntando. Tem muita coisa gratuita boa, sem riscos legais, autorizado, mas também tem muitas ilegais. É bom ter cuidado.

Pirataria e plágio são crimes!
Não pegue ou copie o que não é seu. Violar Direitos Autorais também é crime!
Quando precisar usar o que não é seu, sempre faça a menção de bibliografia, do autor, do site, da data em que estava publicado na web e de todo o material utilizado que não seja de sua autoria.
Se eu encontrar conteúdo ilícito, por algum motivo, em um equipamento, devo denunciar? Como faço isso?
Caso você encontre qualquer tipo de material ilícito (ex: pedofilia, pirataria, material relacionado a tráfico de drogas, etc.) deve denunciar às autoridades para ajudar no combate a criminalidade nos meios virtuais.

Se o material for relacionado a pedofilia ou a qualquer outro crime você deve denunciar em www.safernet.org.br.
É importante você saber que se este material for encontrado na sua máquina você poderá se tornar um suspeito, por isso a denúncia ajuda a demonstrar sua boa-fé, sua intenção em que se pegue o verdadeiro infrator e que você não o está acobertando.
Caso seja um e-mail fraudulento denuncie em crime.internet@dpf.gov.br.
Como eu consigo identificar um e-mail fraudulento?
Não existe uma regra para identificar e-mails fraudulentos, chamados também de phishing scam.

O ideal é adotarmos algumas medidas preventivas, para evitarmos que esse tipo de e-mail seja aberto e que transfira vírus ou capture informações suas (ex: senhas, números de cartão de crédito, outros):
·                                 Só abra e-mails de pessoas conhecidas e confiáveis e mesmo assim, se considerar que pode ter algo estranho, verifique o destinatário do e-mail. Cuidado com anexos, especialmente os executáveis (.exe);
·                                 Evite responder emails que peçam informações suas sem ter certeza da real intenção da solicitação. Em caso de dúvida, entre em contato com o solicitante por outra via (telefone, contato direto no site) para confirmar o pedido;
·                                 Verifique o link do destino, evite sair clicando sem checar antes se o link realmente está remetendo para o endereço que estava escrito no email;
·                                 Não navegue em sites que não sejam confiáveis;
·                                 Já existe vírus para celular assim como abordagem falsa por comunicador instantâneo, logo tenha os mesmos cuidados também nestes ambientes; e
·                                 Mantenha sempre a versão mais atualizada de seu Antivírus.
Já existem programas que são capazes de identificar essas fraudes eletrônicas, se puder, faça uso de um deles.
O que devo fazer se alguém me ameaçar digitalmente?
Você deve imediatamente comunicar a seus pais e/ou professores para que eles possam procurar a Delegacia de Polícia mais próxima e registrarem um Boletim de Ocorrência.

É importante que você tome alguns cuidados para preservar a prova digital:
·         Guarde as imagens da tela ("print-screen") de eventual crime ocorrido;
·          Não apague os arquivos, caso estes tenham algum vestígio de crime digital;
   Você poderá registrar uma Ata Notarial em um Cartório de Notas. A Ata notarial é um documento elaborado pelo Tabelião no qual ele descreve o conteúdo de um site, e-mail, etc. É uma espécie de certidão e é plenamente válida em juízo e,
·        Procure um advogado para lhe orientar sobre o que poderá fazer judicialmente.